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Acidentes e Complicações em Cirurgia Oral Menor Dr. Amaro Lafayette CONCEITOS Acidentes ▹ É a quebra do planejamento do ato operatório, ocorridas no momento da cirurgia, geralmente por falhas técnicas, instrumentais ou anatomia complexa. Complicações ▹ Problemas que surgem dias ou semanas após o procedimento, podendo ser imediatas (até 24h), mediatas (até 7 dias) ou tardias. (GREGORI, CAMPOS, 2004; FREITAS et al., 2003; HUPP et al, 2009; MALAMED, 2013; MARZOLA, 2000) 2 3 ACIDENTES X COMPLICAÇÕES PRINCIPAIS CAUSAS 4 Radiografias insuficientes ou distorcidas (GREGORI, CAMPOS, 2004; FREITAS et al., 2003; HUPP et al, 2009; MALAMED, 2013; MARZOLA, 2000) Planejamento cirúrgico deficiente Desconhecimento da anatomia Habilidade psicomotora inadequada Instrumental incorreto Biossegurança inadequada ACIDENTES E COMPLICAÇÕES 5 PREVENÇÃO PREPARAÇÃO PLANEJAMENTO PREVENÇÃO DE ACIDENTES E COMPLICAÇÕES ▹ Exame imaginológico ▹ Instrumentais adequados ▹ Princípios de biossegurança ▹ Manobras cirúrgicas adequadas ▹ Recomendações pós-operatórias (GREGORI, CAMPOS, 2004; FREITAS et al., 2003; HUPP et al, 2009; MALAMED, 2013; MARZOLA, 2000) 6 PREVENÇÃO DE ACIDENTES E COMPLICAÇÕES ▹ Histórico médico ▹ Instrumentais adequados ▹ Princípios de biossegurança ▹ Manobras cirúrgicas adequadas ▹ Recomendações pós-operatórias (GREGORI, CAMPOS, 2004; FREITAS et al., 2003; HUPP et al, 2009; MALAMED, 2013; MARZOLA, 2000) 7 PREVENÇÃO DE ACIDENTES E COMPLICAÇÕES ▹ Histórico médico ▹ Exame imaginológico ▹ Princípios de biossegurança ▹ Manobras cirúrgicas adequadas ▹ Recomendações pós-operatórias (GREGORI, CAMPOS, 2004; FREITAS et al., 2003; HUPP et al, 2009; MALAMED, 2013; MARZOLA, 2000) 8 PREVENÇÃO DE ACIDENTES E COMPLICAÇÕES ▹ Histórico médico ▹ Exame imaginológico ▹ Instrumentais adequados ▹ Manobras cirúrgicas adequadas ▹ Recomendações pós-operatórias (GREGORI, CAMPOS, 2004; FREITAS et al., 2003; HUPP et al, 2009; MALAMED, 2013; MARZOLA, 2000) 9 PREVENÇÃO DE ACIDENTES E COMPLICAÇÕES ▹ Histórico médico ▹ Exame imaginológico ▹ Instrumentais adequados ▹ Princípios de biossegurança ▹ Recomendações pós-operatórias (GREGORI, CAMPOS, 2004; FREITAS et al., 2003; HUPP et al, 2009; MALAMED, 2013; MARZOLA, 2000) 10 PREVENÇÃO DE ACIDENTES E COMPLICAÇÕES ▹ Histórico médico ▹ Exame imaginológico ▹ Instrumentais adequados ▹ Princípios de biossegurança ▹ Manobras cirúrgicas adequadas (GREGORI, CAMPOS, 2004; FREITAS et al., 2003; HUPP et al, 2009; MALAMED, 2013; MARZOLA, 2000) 11 ACIDENTES ▹ Fratura dentária ▹ Lesão a outros dentes ▹ Lesão de tecidos moles ▹ Fraturas ósseas ▹ Lesão nervosa ▹ Invasão em estruturas anatômicas circunvizinhas ▹ Luxação da ATM ▹ Aspiração ou deglutição de corpo estranho ▹ Fraturas de instrumental ▹ Hemorragias 12 (GREGORI, CAMPOS, 2004; HUPP et al, 2009; MALAMED, 2013; NETTER, 2000; SOBOTTA, 2006; PETERSON et al., 2005) FRATURA DENTÁRIA Causas: ▹ Cáries extensas ▹ Dilaceração radicular ▹ Excesso de força ▹ Uso errado do instrumental 13 Deslocamento de fragmentos para seio maxilar, ou espaço submandibular. (GREGORI, CAMPOS, 2004; HUPP et al, 2009; MALAMED, 2013; NETTER, 2000; SOBOTTA, 2006; PETERSON et al., 2005) LUXAÇÃO ▹ Imobilização ▹ Endodontia FRATURA ▹ Dentística ▹ Endodontia ▹ Protése . AVULSÃO ▹ Reimplante ▹ Endodontia 14 LESÃO A OUTROS DENTES (GREGORI, CAMPOS, 2004; HUPP et al, 2009; MALAMED, 2013; NETTER, 2000; SOBOTTA, 2006; PETERSON et al., 2005) LESÃO DE TECIDOS MOLES Tipos: ▹ Laceração do retalho ▹ Perfuração tecidual pela broca ▹ Abrasão ▹ Esgarçamento ▹ Masseração por compressão 15 Verificar necessidade imediata do uso de antibióticos. (GREGORI, CAMPOS, 2004; HUPP et al, 2009; MALAMED, 2013; NETTER, 2000; SOBOTTA, 2006; PETERSON et al., 2005) FRATURAS ÓSSEAS Tipos: ▹ Fratura do túber ▹ Fratura de mandíbula 16 Fraturas de pequeno tamanho devem ser removidas (GREGORI, CAMPOS, 2004; HUPP et al, 2009; MALAMED, 2013; NETTER, 2000; SOBOTTA, 2006; PETERSON et al., 2005) FRATURAS ÓSSEAS17 Tipos: ▹ Fratura do rebordo alveolar ▹ Fratura de mandíbula Fratura do túber do tipo “galho verde” pode ser reposicionada. (GREGORI, CAMPOS, 2004; HUPP et al, 2009; MALAMED, 2013; NETTER, 2000; SOBOTTA, 2006; PETERSON et al., 2005) FRATURAS ÓSSEAS18 Tipos: ▹ Fratura do rebordo alveolar ▹ Fratura do túber Continuidade da exodontia? Imobilizar a mandíbula Redução e contenção da fratura (GREGORI, CAMPOS, 2004; HUPP et al, 2009; MALAMED, 2013; NETTER, 2000; SOBOTTA, 2006; PETERSON et al., 2005) LESÃO NERVOSA19 Disestesia ▹ Perda de sensibilidade temporária ou definitiva Parestesia ▹ Sensações cutâneas subjetivas espontâneas na ausência de estímulo (GREGORI, CAMPOS, 2004; MALAMED, 2013; SOBOTTA, 2006; PETERSON et al., 2005) LESÃO NERVOSA20 Neuropraxia ▹ Não há ruptura do nervo ▹ Recuperação em poucos dias Axonotmese ▹ Perda de continuidade do axônio (preservação do endoneuro) ▹ Recuperação entre 2 a 6 meses Neurotmese ▹ Perda de continuidade do axônio e endoneuro ▹ Recuperação dificilmente ocorre (GREGORI, CAMPOS, 2004; MALAMED, 2013; SOBOTTA, 2006; PETERSON et al., 2005) LESÃO NERVOSA 21 (GREGORI, CAMPOS, 2004; MALAMED, 2013; SOBOTTA, 2006; PETERSON et al., 2005) Neuropraxia Axonotmese Neurotmese LESÃO NERVOSA22 Tratamento: ▹ Aguardar retorno espontâneo ▹ Laser de baixa intensidade ▹ Vitaminas do complexo B (B1, B6, B12) – Citoneurin (GREGORI, CAMPOS, 2004; MALAMED, 2013; SOBOTTA, 2006; PETERSON et al., 2005) INVASÃO EM ESTRUTURAS ANATÔMICAS CIRCUNVIZINHAS23 ▹ Seios maxilares ▹ Fossas nasais ▹ Espaço anatômico esfenopalatino ▹ Espaço anatômicos submandibulares e látero-faríngeo (GREGORI, CAMPOS, 2004; FREITAS et al, 2003; HUPP et al, 2009; PASCUAL et al, 2010) COMUNICAÇÃO BUCO-SINUSAL24 ▹ Pode evoluir para uma sinusite crônica e fístula buco-sinusal Diagnóstico: ▹ Observação trans-cirúrgica ▹ Manobra de Valsalva ▹ Sondagem delicada com instrumento rombo (GREGORI, CAMPOS, 2004; FREITAS et al, 2003; HUPP et al, 2009; PASCUAL et al, 2010) COMUNICAÇÃO BUCO-SINUSAL25 Tratamento: ▹ Cicatrização por 1 intenção ▹ Retalho mucoso vestibular ▹ Retalho rodado palatino Antibioticoterapia: ▹ Amoxicilina 875 mg + Ácido Clavulânico 125 mg (GREGORI, CAMPOS, 2004; FREITAS et al, 2003; HUPP et al, 2009; PASCUAL et al, 2010) COMUNICAÇÃO BUCO-SINUSAL 26 (GREGORI, CAMPOS, 2004; FREITAS et al, 2003; HUPP et al, 2009; PASCUAL et al, 2010) INVASÃO EM ESTRUTURAS ANATÔMICAS CIRCUNVIZINHAS27 ▹ Seios maxilares ▹ Fossas nasais ▹ Espaço anatômico esfenopalatino ▹ Espaço anatômicos submandibulares e látero-faríngeo (GREGORI, CAMPOS, 2004; FREITAS et al, 2003; HUPP et al, 2009; PASCUAL et al, 2010) LUXAÇÃO DE ATM28 ▹ Exagerada mobilidade do côndilo ▹ Procedimentos de longa duração ▹ Reposicionar o côndilo (GREGORI, CAMPOS, 2004; FREITAS, 2006; HUPP et al, 2009; MALAMED, 2013; MARZOLA, 2000) ASPIRAÇÃO OU DEGLUTIÇÃO DE CORPO ESTRANHO29 (GREGORI, CAMPOS, 2004; HUPP et al, 2009) FRATURAS DE INSTRUMENTAL30 Causas: ▹ Excesso de força aplicada ▹ Fadiga do material ▹ Defeito na fabricação ▹ Erro na utilização Tratamento: ▹ Remover a porção fraturada do instrumento (GREGORI, CAMPOS, 2004; FREITAS, 2006; HUPP et al, 2009; MALAMED, 2013; MARZOLA, 2000) HEMORRAGIAS31 (GREGORI, CAMPOS, 2004; FREITAS, 2006; HUPP et al, 2009; MALAMED, 2013; MARZOLA, 2000) Hemorragia Arterial Vermelho Vivo Pulsátil Grave Venosa Vermelho Escuro Contínua Capilar Vasos de pequeno calibre Baixa gravidade HEMORRAGIAS32 Tratamento: ▹ Esponja de fibrina ▹ Sutura ▹ Pinçamento ▹ Ligadura ▹ Cauterização ▹ Esmagamento ▹ Medicamentoso (GREGORI, CAMPOS, 2004; FREITAS, 2006; HUPP et al, 2009; MALAMED, 2013; MARZOLA, 2000) HEMORRAGIAS33 Tratamento: ▹ Tamponamento com gaze ▹ Sutura ▹ Pinçamento ▹ Ligadura ▹ Cauterização ▹ Esmagamento ▹ Medicamentoso (GREGORI, CAMPOS, 2004; FREITAS, 2006; HUPP et al, 2009; MALAMED, 2013; MARZOLA,2000) HEMORRAGIAS34 Tratamento: ▹ Tamponamento com gaze ▹ Esponja de fibrina ▹ Cauterização ▹ Esmagamento ▹ Medicamentoso (GREGORI, CAMPOS, 2004; FREITAS, 2006; HUPP et al, 2009; MALAMED, 2013; MARZOLA, 2000) HEMORRAGIAS35 Tratamento: ▹ Tamponamento com gaze ▹ Esponja de fibrina ▹ Sutura ▹ Pinçamento ▹ Ligadura ▹ Medicamentoso (GREGORI, CAMPOS, 2004; FREITAS, 2006; HUPP et al, 2009; MALAMED, 2013; MARZOLA, 2000) HEMORRAGIAS36 Tratamento: ▹ Tamponamento com gaze ▹ Esponja de fibrina ▹ Sutura ▹ Pinçamento ▹ Ligadura ▹ Cauterização ▹ Esmagamento (GREGORI, CAMPOS, 2004; FREITAS, 2006; HUPP et al, 2009; MALAMED, 2013; MARZOLA, 2000) COMPLICAÇÕES37 Causas: ▹ Extravasamento sanguíneo ▹ Alveolites ▹ Processos inflamatórios (GREGORI, CAMPOS, 2004; FREITAS, 2006; HUPP et al, 2009; MALAMED, 2013; MARZOLA, 2000) EXTRAVASAMENTO SANGUÍNEO38 Hemorragia mediata: ▹ Trauma mastigatório ▹ Uso de bochechos ▹ Fragmentos não curetados Hematoma: ▹ Involução espontânea ▹ Calor úmido após 72h do trauma (GREGORI, CAMPOS, 2004; FREITAS, 2006; HUPP et al, 2009; MALAMED, 2013; MARZOLA, 2000) ALVEOLITES39 Alveolite por corpo estranho: ▹ Anestesiar ▹ Acesso ao corpo estranho e curetar ▹ Obter e estabilizar um novo coágulo (GREGORI, CAMPOS, 2004; FREITAS, 2006; HUPP et al, 2009; MALAMED, 2013; MARZOLA, 2000) ALVEOLITES40 Alveolite seca: ▹ Irrigar com solução anti-séptica morna ▹ Secagem do alvéolo com gaze ▹ Colocar tampão com pasta medicamentosa (Alveolex®) (GREGORI, CAMPOS, 2004; FREITAS, 2006; HUPP et al, 2009; MALAMED, 2013; MARZOLA, 2000) PROCESSOS INFLAMATÓRIOS41 Resposta inflamatória primária exacerbada: ▹ Dor ▹ Edema Recorrência da inflamação na ferida cirúrgica (GREGORI, CAMPOS, 2004; FREITAS, 2006; HUPP et al, 2009; MALAMED, 2013; MARZOLA, 2000) PROCESSOS INFLAMATÓRIOS 42 Hemostasia Inflamação Proliferação Resolução/remodelamento Reepitelização, angiogênese, fibrogênese PMN, macrófagos, linfócitos Coágulo de fibrina, deposição de plaquetas Regressão dos vasos, remodelamento do colágeno PROCESSOS INFLAMATÓRIOS43 Dor: ▹ Intensidade relaciona-se a amplitude do traumatismo ▹ Subjetivo ao paciente (GREGORI, CAMPOS, 2004; FREITAS, 2006; HUPP et al, 2009; MALAMED, 2013; MARZOLA, 2000) PROCESSOS INFLAMATÓRIOS44 Edema: ▹ Diretamente relacionado ao traumatismo cirúrgico (GREGORI, CAMPOS, 2004; FREITAS, 2006; HUPP et al, 2009; MALAMED, 2013; MARZOLA, 2000) • Dilui pH ácido • Delimita clinicamente a inflamação Efeitos positivos • Deiscência de sutura • Excelente meio de cultura para microrganismos • Interfere na musculatura da região Efeitos negativos PROCESSOS INFLAMATÓRIOS45 Tratamento: ▹ Anti-inflamatórios: Nimesulida, Ibuprofeno ▹ Crioterapia: 20 min seguidos de 20 min de repouso durante as primeiras horas após o procedimento ▹ Calor após 48h do procedimento. (GREGORI, CAMPOS, 2004; FREITAS, 2006; HUPP et al, 2009; MALAMED, 2013; MARZOLA, 2000) PROCESSOS INFLAMATÓRIOS46 Recorrência da inflamação na ferida cirúrgica: ▹ É o principal instrumento pelo qual a homeostasia do paciente se contrapõe à infecção e a reação por corpo estranho que venham acometer a ferida cirúrgica. Tratamento: ▹ Antibioticoterapia (GREGORI, CAMPOS, 2004; FREITAS, 2006; HUPP et al, 2009; MALAMED, 2013; MARZOLA, 2000) CONSIDERAÇÕES FINAIS47 REFERÊNCIAS ▹ FREITAS, T. M.C. et al. Fístulas oroantrais: diagnóstico e propostas de tratamento.Rev. Bras. Otorrinolaringol., São Paulo , v. 69, n. 6, p. 838-844, Dec. 2003 ▹ GREGORI, C.; CAMPOS, A.C. Cirurgia buco-dento-alveolar. 2 ed. São Paulo: Sarvier, 2004. ▹ HUPP, JR; ELLIS III, E; TUCKER, MIRON, R. Cirurgia Oral e Maxilofacial Contemporânea. São Paulo: Elsevier Editora.5 ed. 2009.719p. ▹ MALAMED, S.F. Manual de Anestesia Local. São Paulo: Elsevier Editora. 6 ed. 2013. 433p. ▹ MARZOLA, C. Técnica Exodôntica. São Paulo: Pancast. 3ed. 2000. 312p ▹ NETTER, F H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000. ▹ PASCUAL, C.; et al. Deslocamento Acidental de Terceiro Molar Inferior para o espaço faríngeo- lateral: Relato de Caso. Rev. Bras. Cir. Trau. BMF., v. 10, p.52-9, 2010. ▹ PETERSON, L.J. et al. Cirurgia oral e maxilofacial. São Paulo: Elsevier.4 ed. 2005. 793p. ▹ SOBOTTA, J. ATLAS DE ANATOMIA HUMANA. São Paulo: Guanabara Koogan. 22 ed. 2006. 48