Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

TECIDO ÓSSEO
- O osso é uma substância viva com vasos
sanguíneos, vasos linfáticos e nervos.
- O osso está sujeito a doenças e quando é
fraturado, cicatriza.
- Se torna mais delgado e fraco pelo desuso e pode
atrofiar devido ao aumento de peso.
- Serve de suporte para tecidos moles, possui um
sistema de alavancas para os músculos
esqueléticos, protege órgãos vitais e serve como
reserva primária de cálcio do organismo, ou seja,
influencia na manutenção do pH interno do corpo e
na transmissão e condução do impulso elétrico em
nervos e músculos, incluindo o músculo cardíaco.
- Absorve toxinas e metais pesados para minimizar
o efeito nos outros órgãos.
- O tecido ósseo é formado por células e matriz
extracelular que é mineralizada, dando-lhe rigidez,
mas ainda com um certo grau de elasticidade.
- A matriz é composta por uma parte orgânica e
outra inorgânica:
- Orgânica: 95% são fibras colágenas tipo I e
SFA (glicosaminoglicanos e glicoproteínas).
Confere flexibilidade.
- Inorgânica: 50-65% da matriz é composta
por íons cálcio e fosfato na forma de cristais
de hidroxiapatita, finas agulhas arrumadas
ao longo das fibras colágenas e envolvidos
por SFA e outros íons como bicarbonato,
magnésio, sódio, potássio e citrato. Confere
resistência e rigidez ao osso.
CÉLULAS DO TECIDO ÓSSEO
Todas são derivadas da mesma linha de células
osteoprogenitoras.
Osteoblastos
- Células jovens com intensa atividade metabólica.
- Responsáveis pela produção da parte orgânica da
matriz óssea, composta por colágeno tipo I,
glicoproteínas e proteoglicanas. Contém também
fosfato de cálcio, participando da mineralização da
matriz.
- Se dispõem um ao lado do outro. Quando estão
ativos, são cubóides e têm citoplasma basófilo, já
os menos ativos são mais achatados com
citoplasma basófilo.
- Fazem a regeneração óssea após fraturas.
- Uma vez aprisionados na matriz recém-formada,
passam a ser denominados osteócitos.
Osteócito
- São osteoblastos maduros.
- Localizados em cavidades ou lacunas dentro da
matriz óssea. Destas lacunas formam-se
canalículos, onde no seu interior, os
prolongamentos dos osteócitos fazem contatos por
meio de junções comunicantes, podendo passar
poucas moléculas e íons de um osteócito para o
outro (e se comunicam com os vasos sanguíneos).
- Apenas um osteócito para cada lacuna.
- O núcleo é achatado com cromatina condensada,
tem pouco RER e complexo de Golgi pouco
desenvolvido.
- É responsável pela manutenção da matriz
extracelular.
- Quando os osteócitos morrem, são absorvidos
pelos osteoclastos e o osso fica comprometido.
Osteoclasto
- São células gigantes, globosas, móveis e
multinucleadas.
- Quando jovens o citoplasma apresenta uma leve
basofilia e acidófilos quando maduros.
- São resultado da fusão de várias células do
sistema fagocitário mononuclear (monócitos e
macrófagos).
- Participam de processos de absorção e
remodelação do tecido ósseo.
- Dilatações dos osteoclastos, através da sua ação
enzimática, escavam a matriz óssea, formando
depressões conhecidas como lacunas de Howship.
- Eles dissolvem a matriz óssea liberando cálcio
para o sangue (importante na adesão celular,
exocitose, coagulação sanguínea, contração
muscular e permeabilidade da membrana)
PERIÓSTEO E ENDÓSTEO
- Recobrem as superfícies interna e externa dos
ossos com células osteogênicas e tecido conjuntivo.
- Realizam a nutrição do tecido ósseo e o
fornecimento de novos osteoblastos, para o
crescimento e a recuperação do osso.
CLASSIFICAÇÕES DO TECIDO ÓSSEO
. Classificação macroscópica/olho nú:
- Osso compacto
- Osso esponjoso
. Classificação microscópica/histológica:
- Tecido ósseo primário ou imaturo ou não lamelar
- Tecido ósseo secundário ou maduro ou lamelar
OSSO COMPACTO
- Constituído de partes sem cavidades
- Encontrado na periferia dos ossos longos, chatos
e irregulares
- Parece sólido, mas ao microscópio de luz são
observados os Canais de Havers e de Volkmann
- Osso compacto forma um envoltório rígido
externo, o qual resiste à deformação
OSSO ESPONJOSO
- Encontrado na extremidade dos ossos longos
(epífises) e região central dos ossos chatos e
irregulares
- Constituídos por trabéculas de matriz óssea, cujos
espaços são preenchidos pela medula óssea
vermelha (tecido hematopoiético)
*Canais de Havers e
Volkmann contém vasos
sanguíneos e nervos
TECIDO ÓSSEO PRIMÁRIO (IMATURO OU NÃO
LAMELAR)
- É o primeiro a ser formado, sendo gradativamente
substituído pelo tecido secundário ou maduro
- Na reparação de fraturas
- No adulto, persiste apenas nas suturas dos ossos
do crânio, nos alvéolos dentários e em pontos de
inserção de tendões
- Apresenta fibras colágenas dispostas em várias
direções e maior proporção de osteócitos que o
tecido secundário
- Pouco mineralizado (por isso é mais fraco)
TECIDO ÓSSEO SECUNDÁRIO (LAMELAR OU
MADURO)
- É o tipo ósseo encontrado nos adultos
- Fibras colágenas organizadas de forma paralela
ou concêntrica ao redor dos Canais de Havers,
formando o sistema de Havers
- Os osteócitos estão entre as lamelas ou dentro
delas
- Para separar lamelas têm as substâncias
cementantes (MEC mineralizada com baixo
colágeno)
Sistema de Havers
Canais de Havers são uma série de tubos estreitos
dentro dos ossos por onde passam vasos
sanguíneos e células nervosas. São formados por
lamelas concêntricas de fibras colágenas. São
encontrados na região mais compacta do osso da
diáfise óssea (meio de ossos longos). Formado por
4 a 20 lamelas ósseas concêntricas.
Quanto mais jovem o canal é, mais largo ele será.
O osso forma-se a partir de dois tipos de
ossificação, a intramembranosa e a endocondral.
OSSIFICAÇÃO INTRAMEMBRANOSA
- Forma-se no interior da membrana conjuntiva
- Forma o osso frontal, parietal e parte do osso
occipital, temporal e maxilares
- Crescem-se os ossos curtos e alargam os ossos
longos
. Como ocorre:
O local da membrana conjuntiva onde a ossificação
começa chama-se centro de ossificação primária,
isto é, o blastema ósseo - conjuntos de células que
retraem os prolongamentos, de modo que fiquem
mais curtos e que se vão dividindo para começarem
a produzir matriz óssea. Esta vai originar trabéculas
de ossos com os osteócitos no seu interior e
osteoblastos à periferia.
OSSIFICAÇÃO ENDOCONDRAL
- Ocorre através da cartilagem hialina, forma os
ossos curtos e longos
. Como ocorre:
- Aparece o molde de cartilagem hialina, onde
surgem o centro de ossificação primário, que são
invadidos por vasos sanguíneos que trazem células
osteoprogenitoras consigo.
Estas começam a formar matriz óssea.
Os condrócitos da cartilagem hialina vão sofrendo
modificações morfológicas até morrerem por
apoptose, diminuindo a cartilagem.
A medida que se forma a matriz óssea, que
inicialmente é na diáfise do osso através do colar
periosteal e do centro de ossificação primário, ele
vai progredindo para a extremidade do osso.
Posteriormente, o centro de ossificação primário é
formado nas epífises do osso, permitindo a
substituição da cartilagem hialina por tecido ósseo.
Toda a cartilagem hialina é substituída por tecido
ósseo, exceto a superfície articular e a placa
epifisária.
Portanto, o osso vai se formar a partir de um centro
de ossificação primário, um colar periosteal (na
diáfise) e um centro de ossificação secundário nas
epífises e cresce a partir do disco epifisário.
A placa epifisária é a estrutura responsável pelo
crescimento do indivíduo em extensão. Com o
passar dos meses ela vai sendo substituída por
tecido ósseo, até seu fechamento completo, quando
cessa o crescimento do indivíduo.
O disco epifisário/cartilagem de conjugação é
formado por cartilagem hialina, que tem várias
zonas:
- Zona de cartilagem propriamente dita/zona de
repouso: onde existe cartilagem hialina sem
qualquer alteração morfológica.
- Zona de cartilagem seriada ou de proliferação:
os condrócitos se dividem rapidamente e formam
fileiras paralelas de células achatadas e empilhadas
no eixo longitudinal do osso.
- Zona de cartilagem hipertrófica: cavidades dos
condrócitos aumentam de tamanho e morte dos
condrócitos por apoptose
- Zona cartilagemcalcificada: nesta zona ocorre a
mineralização da matriz cartilaginosa e termina a
apoptose dos condrócitos
- Zona de ossificação: esta é a zona em que
aparece o tecido ósseo. Capilares sanguíneos e
células osteoprogenitoras originadas do periósteo
REPARO DE FRATURAS
Nos locais de fratura óssea, ocorre hemorragia,
pela lesão dos vasos sanguíneos, destruição da
matriz e morte das células ósseas. Para que o
reparo se inicie, o coágulo sanguíneo deve ser
removido pelos macrófagos. Dá-se a proliferação
do periósteo (que está por fora do osso) e do
endósteo (que reveste a cavidade óssea),
invadem as cavidades deixadas pelos condrócitos
mortos. As células osteoprogenitoras se
diferenciam em osteoblastos, que formam uma
camada contínua sobre os restos da matriz
cartilaginosa, os osteoblastos depositam a matriz
óssea.
formando-se o osso primário, surge tecido imaturo
tanto por ossificação intramembranosa como por
ossificação endocondral. Seguidamente o osso
primário forma um calo ósseo, que poderá ou não
ser substituído por cartilagem hialina, depois
forma-se o osso secundário e há reabsorção de
todo resto para o osso ficar com a forma habitual.

Mais conteúdos dessa disciplina