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TOMOGRAFIA COMPUTADRIZADA E-mail: faculdade@novorumo.com.br Diretor Geral Wagner Tadeu Crisóstomo Coordenador do Curso Superior Walkirio Ronaldo Lovorato Coordenador do Curso Técnico Ricardo Antonio de Oliveira Macedo Coordenação Pedagógica Rejane Prates Crisóstomo Silvana Aparecida Filgueiras Bibliotecário Claydson Silva Rodrigues Mantenedora Expansão Tecnologia de Ensino e Imagens Ltda Ficha catalográfica: Claydson Silva Rodrigues CRB6/2298 Faculdade de Tecnologia Novo Rumo Tomografia Computadorizada. I. Savione, Herick II. Glueck, Flávio III. Magalhães, Fabíola Cristina de V. Faculdade Novo Rumo VI. Título CDD: 616.07572 1. Savione, Herick Apostila: O essencial sobre tomografia computadorizada. / Herick Savione. Colaboradores: Flávio Glueck, Fabíola Cristina Rodrigues Magalhães. – Belo Horizonte: Faculdade Novo Rumo, 3ed, 2010. Inclui Bibliografia S941 Faculdade de Tecnologia Novo Rumo www.novorumo.com.br TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA SUMÁRIO Capítulo 01 – Introdução e curiosidades sobre Tomografia Computadorizada 04 Capítulo 02 – Princípios básicos da Tomografia Computadorizada................ 10 Capítulo 03 – Codificação e formação de imagens ..................................... 23 Capítulo 04 - Segurança em Tomografia Computadorizada ......................... 30 Capítulo 05 - Os 15 principais exames em TC ........................................... 41 Referências ......................................................................................... 54 CAPITULO I INTRODUÇÃO E CURIOSIDADES SOBRE TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA COMO FUNCIONA UM EQUIPAMENTO DE TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA? Os tecidos do corpo humano são compostos por diminutas partículas chamadas átomos. Através da associação destes são formados órgãos, que apresentam densidades diferentes. Através da diferença entre densidades os raios x passam pelo corpo, são atenuados e coletados. Um sistema computadorizado coleta estes dados e os transforma em imagem O COMPUTADOR Utiliza estas informações para construir imagens que aparecem num monitor de TV. As imagens assim obtidas podem ser registradas em filmes que juntamente com o laudo são entregues ao paciente que por sua vez os encaminha ao seu médico. HÁ QUANTO TEMPO A RM VEM SENDO UTILIZADA? Embora Químicos e físicos venham utilizando os princípios básicos da RM desde a década de 1950, somente no início dos anos 80 é que a TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA passou a ser aprovada nos USA para as primeiras investigações clínicas com pacientes. O QUE O PACIENTE DEVE SABER SOBRE TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA Imagens por tomografia computadorizada é um método diagnóstico por imagem indolor, rápido e de baixo custo, que utiliza radiações ionizantes de uma forma controlada, sendo, portanto um meto seguro para a investigação clinica. A TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA PODE PRODUZIR IMAGENS EM TODOS OS PLANOS DO CORPO? Mostrando o que está acontecendo nos órgãos ou tecidos do paciente. Ela utiliza: - a passagem dos raios x pelo corpo e um avançado computador. O gantry é bastante amplo e confortável e envolve o paciente durante o exame. Através de reconstruções multiplanares baseadas em cortes de até 0,5 mm, é possível a reconstrução em todos os planos. POR QUE A TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA É IMPORTANTE? Porque ela pode oferecer um diagnóstico rápido e eficiente, permitindo um tratamento precoce e seguro das doenças. AS IMAGENS DA TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA SÃO EXTREMAMENTE PRECISAS? Imagens por tomografia computadorizada utilizam a mais avançada tecnologia disponível ao ser humano, capaz de propiciar exames bastante precisos de qualquer parte do corpo sem riscos para o paciente, como já foi dito. Isso se deve a elevada sensibilidade do aparelho e às informações obtidas pelo sistema de computadores que trabalham em conjunto durante a realização do exame. APLICAÇÕES DA RESSONÂNCIA TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA Dada a grande sensibilidade da TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA, ela é especialmente valiosa para ajudar a diagnosticar: DOENÇAS DOS ÓRGÃOS E ARTICULAÇÕES As imagens são tão precisas que podem fornecer também o diagnóstico diferencial das lesões do fígado, baço, pâncreas, rins, glândulas adrenais com detalhes anatômicos das articulações obtidas através da TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA faz deste o melhor exame para as doenças osteo-articulares. PERTURBAÇÕES DO SISTEMA NERVOSO - Esclerose múltipla pode ser detectada em suas fases iniciais. - Tumores do sistema nervoso central são facilmente localizados. - Doenças da base do encéfalo. - Doenças do interior da medula ou ao redor dela. - Doenças da coluna com envolvimento do sistema nervoso. - Hidrocefalias. - Lesões da hipófise. - Lesões dos nervos cranianos. - Doenças congênitas, etomografia computadorizada. DOENÇAS VASCULARES CEREBRAIS Os novos programas dos aparelhos de TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA permitem a avaliação das artérias do pescoço (artérias carótidas e vertebrais) e do cérebro sem o uso do contraste. CÂNCER A TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA pode ser utilizada para detectar precocemente o câncer nos diferentes tecidos e órgãos. Preparação para um exame de ressonância magnética Em casa Relaxe apenas e siga sua rotina normalmente. Alimente-se como de costume e tome seus remédios habituais. ORIENTAÇÕES AO PACIENTE AO REALIZAR O EXAME - Será questionado sobre o motivo do seu exame. - Será informado sobre o procedimento (exame). - Deverá remover todos os objetos metálicos tais como jóias prendedores de cabelo, óculos, perucas (se houver clipes de metal) e dentaduras móveis. - Será questionado sobre a alergia a frutos do mar, esmalte, uso de medicamentos e principalmente de reações e sensibilidade ao iodo. - O paciente irá receber um avental especialmente para o exame. O PROCEDIMENTO DO EXAME Embora o equipamento possa causar apreensão não há necessidade de ter medo. É importante apenas permanecer quieto e relaxado durante a execução do exame. Os movimentos podem atrapalhar a aquisição dos dados pelo computador e produzir artefatos que produzirão imagens de má qualidade. ASSIM QUE O EXAME COMEÇAR A mesa examinadora, na qual você permanecerá deitado, deslizará suavemente para dentro do gantry, o qual fornecerá as condições técnicas adequadas para que o exame possa ser iniciado. As imagens serão obtidas com o deslocamento da mesa, em movimentos sincronizados. DURANTE O EXAME O operador irá manter comunicação verbal com o paciente, orientando sobre a seqüência do exame, bem como sobre a injeção do agen de contraste. O aparelho não irá induzir calor ou fornecer barulho na sala de exame. QUANDO O EXAME TERMINA O paciente é retirado da mesa e poderá regressar normalmente para sua casa, para o seu trabalho ou escola. O exame não interfere na rotina de sua vida. Reações sobre o meio de contraste serão observadas durante 30 minutos no serviço de imagem, por motivos de segurança. OS RESULTADOS DO EXAME SERÃO AVALIADOS POR UM ESPECIALISTA EM TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA Que estudará as centenas de imagens obtidas. As imagens serão transferidas para filmes radiológicos que juntamente com o laudo do especialista devem ser enviados ao seu médico. O MÉDICO Avaliará o resultado do exame e, de acordo com o diagnóstico obtido, sua história clínica, seus sinais e sintomas e o resultado de outros possíveis exames laboratoriais,lhe sugerirá o tratamento adequado caso isso seja necessário. O TRATAMENTO Clínico ou cirúrgico dependerá exclusivamente do resultado do exame, sendo este, portanto, essencial para a manutenção do estado de saúde do paciente. ANTES DE REALIZAR O EXAME DE TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA É importante que você discuta o procedimento com o seu médico para avaliar os riscos e benefícios e benefícios do exame. RISCOS E BENEFÍCIOS - O método de diagnostico por imagem por TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA é amplamente utilizado no mundo e se destaca por sua precisão e custo de implementação baixo, em comparação com outros métodos. Estudos foram realizados e foram identificados riscos e benefícios para o método, como veremos a seguir: POSSÍVEIS RISCOS - Devido ao método usar raios x, a produção de radicais livres, aumento da dose absorvida e efeitos causados pela administração da radiação nos seres humanos; - Possíveis intercorencias referentes à administração do meio de contraste, em relação à toxidade ou hipersensibilidade ao iodo. BENEFÍCIOS CONHECIDOS A TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA tem sido testada exaustivamente em todo o mundo e até o presente momento foram detectados os seguintes benefícios: - Sensibilidade diagnóstica. - Imagens detalhadas com maior precisão em todos os planos do corpo nos sistemas multicorte e no plano axial em helicoidal. - Detecção precoce das doenças. - Detecção precoce significa tratamento precoce. - Tratamento precoce quase sempre significa maior sucesso do tratamento e despesas menores. - O contraste endovenoso, quando usado, não coloca em risco a saúde do paciente – serão monitorados os casos de sensibilidade ao meio de contraste. CAPITULO II PRINCÍPIOS BÁSICOS DA TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA INTRODUÇÃO O QUE É TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA? Tomografia significa imagem em tomos ou em planos. É um método de geração da imagem de um plano de corte que permite o estudo de estruturas localizadas no interior do corpo, situadas em planos diversos, sem que haja superposição de imagens na geração da imagem final. – O MÉTODO A Tomografia Computadorizada é um método de diagnóstico por imagem que combina o uso de raios-x obtidos por tubos de alta potência com computadores especialmente adaptados para processar grande volume de informação e produzir imagens com alto grau de resolução. O feixe de raios-X, após ser atenuado pelo corpo do paciente, interage com um conjunto de detectores que são responsáveis por transformar o sinal da radiação eletromagnética em sinal elétrico. Cada fóton que atravessa um determinado volume do paciente interage com um detector e produz um pulso elétrico, fornece uma parcela dos dados que formarão a imagem final no computador. Os sinais eletrônicos que chegam ao computador são anteriormente transformados em dígitos para serem reconhecidos no sistema binário. Para que a imagem possa ser interpretada como uma imagem anatômica, sem sobreposição de estruturas, múltiplas projeções são realizadas a partir de diferentes ângulos. O computador, de posse dos dados obtidos nas diferentes projeções constrói uma imagem digital representada em uma matriz composta de pixels. A cada pixel da imagem é atribuída uma tonalidade de cinza que depende da intensidade da radiação absorvida pelo paciente. A matriz em TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA pode ser definida com um arranjo de linhas e colunas que forma a imagem digital. Quanto maior a matriz, melhor será a resolução da imagem. Na T. C. o raios-X é concentrado em um feixe estreito que passa apenas por uma pequena parte do corpo. A informação do feixe atenuado de Raios-X que chega a um detector é convertida em um sinal digital (pulso de corrente elétrica). Movendo-se o emissor de raios-X e o detector, obtém-se sinais de outros pontos do corpo em ângulos variados. É o que se chama de "varredura" do feixe. Esse processo é repetido várias vezes para ângulos ligeiramente diferentes. Os detectores armazenam os valores da intensidade dos Raios-x. O computador processa essas transformadas e reconstrói uma imagem tri-dimensional do interior do corpo do paciente. Nos tomógrafos mais modernos apenas a fonte de Raios-X se movimenta. A detecção é feita em um anel de detectores que envolvem o objeto examinado PARTES DE UM TOMÓGRAFO Tecnologicamente, um aparelho de TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA pode ser subdividido em quatro subsistemas principais: Eletro-eletrônico Mecânico Gerador de Raios-X Informática Bloco de alimentação Arquitetura do Geração do feixe em Responsável pelo do aparelho e aparelho (dispositivos leque com o tubo de controle automático dispositivos de pneumáticos, Raios-X específico de do processo, pela controle de engrenagens de alta potência com aquisição dos dados, movimentações movimentações sistema de geração, (motores da mesa, do etomografia refrigeração armazenamento e gantry, do arco computadorizada.); específico; manipulação das detector etomografia imagens e impressão computadorizada); das mesmas. GANTRY É O CORPO DO APARELHO E CONTÉM: Tubo de raios-X; Conjunto de detectores; DAS - Data Aquisition System ; OBC - On-board Computer - (controle de kV e mA); Transformador do anodo; Transformador do catodo; Transformador do filamento; Botões controladores dos movimentos da mesa e do gantry; Painel identificador do posicionamento da mesa e do gantry; Dispositivo laser de posicionamento; Motor para rotação do tubo; Motor para angulação do gantry. TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA O TUBO DE RAIOS-X O tubo de raios-X utilizados em TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA tem princípio de funcionamento similar aos utilizados nos aparelhos convencionais de raios-X: alta-tensão em corrente contínua catodo-anodo e corrente alternada de baixa-tensão no filamento. As principais diferenças estão em sua movimentação (o tubo de raios-X convencionais funcionam estáticos), no tempo de funcionamento contínuo que é muito maior assim como a potência do tubo. O aquecimento é muito intenso e gera a necessidade de um sistema de refrigeração bem desenvolvido. Utiliza liquido refrigerante com circulação forçada e sistema radiador para transferência de calor do liquido para o meio externo. A temperatura da sala de exames deve ser controlada para manter uma grande diferença no gradiente de transferência de calor. Os anodos giratórios operam com rotações acima de 10.000 rpm para auxiliar na dissipação de calor. DETECTORES Os detectores são responsáveis pela captação da radiação que ultrapassa o objeto, transformando a informação em sinal elétrico que pode ser digitalizado e reconhecido pelo computador. Uma vez definido o valor da tensão aplicada (kV) e da corrente (mA), a intensidade o feixe que sai do tubo está determinada. Os detectores permitem determinar a quantidade de radiação que conseguiu atravessar o objeto sem interagir e, desta forma, o computador obtém a parcela do feixe absorvida no trajeto por ele percorrido. Os aparelhos atuais utilizam detectores de estado sólido fabricados com materiais semicondutores dopados. Esses materiais se ionizam quando interagem com a radiação e permitem a circulação de uma corrente elétrica quando são aplicados a uma d.d.p. Quanto maior a intensidade da radiação, maior será a ionização e, conseqüentemente, maior será o valor do pulso elétrico gerado no circuito. MESA DE EXAMES É o local onde o paciente fica posicionado e possui as seguintes CARACTERÍSTICAS: constituída de material radiotransparente; suporta 200kg; não enverga (alta resistência); movimenta-se até 200cm em sentido longitudinal (tampo deslizante); movimenta-se 120cm em sentido horizontal (sistema de elevação do tampo); importante fator principalmente em TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA Multicorte possui acessórios (suportes do crânio, dispositivos de contenção do paciente, suportes de soro e outros) TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA A MESA DE COMANDO É o local de onde enviamos as informações para o sistema, onde se encontram armazenados os protocolos para a aquisição das imagens e, ainda, o local utilizado para o tratamento e documentação das imagens adquirias. NA MESA DE COMANDO PODEMOS ENCONTRAR: monitor para planejamento dos exames; monitor para processamento da imagens; teclado alfa-numérico; mouse; TrackBall; sistema de comunicação com o paciente. SISTEMA DE RADIOPROTEÇÃO Regulamentado pela portaria 453: sala de comando separada da sala de exames, sala baritada, porta revestida, vidro plumbífero, monitoração individual por dosímetros, luz de aviso, aventais de chumbo, protetores de gônadas e etomografia computadorizada. FINALIDADES: Inibir exposição acidental Inibir exposição ocupacional Inibir doses desnecessárias nos pacientes SISTEMAS INTEGRADOS: A Bomba Injetora é conectada ao aparelho de TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA e controlada por ele. Sua finalidade é permitir que o contraste seja administrado no paciente com tempo e velocidade predeterminados para o exame. TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA EVOLUÇÃO INTRODUÇÃO A tomografia computadorizada sofreu uma série de aperfeiçoamentos ao longo de sua história. Tais acontecimentos proporcionaram o surgimento de tecnologias inovadoras que contribuíram significativamente com a evolução dessa modalidade. Os primeiros tomógrafos não utilizavam computadores para gerar a imagem e apresentavam uma imagem de qualidade baixíssima em relação aos aparelhos posteriores. A introdução do sistema computacional permitiu a obtenção de imagens de melhor qualidade mas criou certa dependência para esta modalidade. TOMOGRAFIA LINEAR Também conhecida como tomografia convencional, esta modalidade foi o primeiro método de obtenção de imagens tomográficas. Suas principais características são: formação da imagem diretamente em filmes radiográficos e várias projeções no mesmo filme. Esta última característica, apesar de ser a responsável por permitir a visualização de um plano de corte, é também responsável por gerar uma imagem de baixíssima qualidade e grande número de artefatos. PRIMEIRA GERAÇÃO DA TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA Feixe muito estreito, em forma de “lápis”, e um único detector. Fazia múltiplas varreduras lineares sobre o objeto. Após a primeira varredura, o tubo sofria uma rotação de 1 grau para iniciar nova varredura. Processo repetido 180 vezes. Translação e rotação. Exigiam cerca de 4 minutos para reunir informações suficientes de cada corte. Como era muito difícil fazer com que o objeto permanecesse imóvel durante todo esse tempo, ocorria grande número de artefatos em imagens de abdome e tórax, inviabilizando estes exames. Imagem sem resolução espacial. Baixo número de pixels. Boa visualização de estruturas internas do crânio devido à facilidade de imobilização desta parte. TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA SEGUNDA GERAÇÃO DA TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA Basicamente a mesma engenharia dos aparelhos de primeira geração. As inovações trazidas por essa geração de aparelhos foram: utilização de mais detectores adjacentes (30) e a forma do feixe que passou a ser mais aberto - em forma de “leque” - mas continuava a ser extremamente colimado. Novo formato do feixe varre áreas maiores em tempos menores, reduzindo-se bastante o tempo de realização dos exames e o número de posicionamentos necessários para geração dos cortes – de 180 para seis. A qualidade da imagem ainda era muito ruim. Baixo número de pixels. TERCEIRA GERAÇÃO DA TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA Engenharia completamente diferente da primeira e da segunda geração. Não existem mais as movimentações lineares do tubo de raios-x e detectores. Ambos agora giram 3600 em torno do objeto. O número de detectores aumentou drasticamente – varia entre 200 e 1000 unidades Feixe em forma de “leque” mais “aberto” para atingir a todo o arco detector. Permitiu que toda a área de um plano de corte fosse completamente atingida pelo feixe, eliminando a necessidade de movimentação linear dos detectores e do tubo. Tempo para aquisição da imagem de um plano de corte foi reduzido drasticamente – em torno de 10s por corte – reduzindo os artefatos. QUARTA GERAÇÃO DA TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA Engenharia parecida com a terceira geração. Porém, os detectores são mais numerosos e dispostos 3600 em torno do objeto - anel detector que permanecia estático durante o exame. Apenas o tubo efetua o movimento de rotação. Trouxe uma importante inovação para a TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA: o sistema slip- ring que permitiu a eliminação dos cabos de alimentação do tubo Sem cabos de alimentação os tubos passaram a realizar rotações contínuas sem que houvessem danos ao sistema. Com a rotação ininterrupta do tubo, o tempo para a aquisição da imagem de um plano de corte ficou ainda menor – 2 a 5s. Tecnologia caiu em desuso devido ao auto custo dos detectores. TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA HELICOIDAL Possuem sistema de geração de dados igual à terceira ou quarta geração Caracteriza-se pelo movimento contínuo da mesa para dentro do gantry enquanto o tubo roda continuamente. As partes irradiadas formam uma “trilha” espiral pelo corpo do paciente. Aquisição volumétrica da imagem. Tempos menores para a aquisição de dados – 1s. Mais imagens por exame TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA MULTICORTE CARACTERRÍSTICAS: Mais de uma fileira de detectores. Maior número de arcos detectores permite um maior número de cortes por rotação do tubo. Feixe deixa de ser delgado, assumindo um formato piramidal. Baixíssimos tempos de aquisição: 0,5s. 2000 imagens por exame. Pode ser associado à TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA helicoidal ou convencional. TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA PARÂMETROS DE CONTROLE COLIMAÇÃO DO FEIXE A colimação do feixe está relacionada diretamente com a fatia a ser irradiada para a geração do corte (colimação de 5mm implica na geração de um corte onde 5mm de espessura do tecido serão irradiados pelo feixe). Determina a espessura de corte (colimação de 5mm, corte de 5mm).A sensibilidade o exame está relacionada com a espessura de corte. Correlacionado este fator com a técnica de raios x, seria o mesmo que limitar a área de visão. Varia de 0,4mm (em tomógrafos multicorte) a 10mm Sua diminuição acarreta em aumento de dose para o paciente em casos de substituição de técnicas com colimação aberta: uso de técnicas helicoidais substituindo técnicas seqüenciais. EIXOS DE CORTE Os eixos de corte são marcações para a passagem do raio central, ou seja, determinam o centro do feixe. Para a programação de exames, a distância entre esses eixos tem efeito direto na quantidade de dados que serão gerados para a construção da imagem. Existe um fator denominado PITOMOGRAFIA COMPUTADORIZADAH que relaciona a distância entre os eixos de corte com a espessura do corte.Esse fator define o espaçamento entre os cortes e determina a quantidade total de tecido que será irradiado. O fator pitomografia computadorizada influencia, também, no tempo do exame e na quantidade de informações que chegam ao computador. Esse fator determina também a qualidade das imagens em reconstruções MPR 2. Eixos de Corte – Fator Pitch PITCH maior que 1 1 2 PITCH menor que 1 3 PITCH igual a 1 TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA Diferentes eixos de corte 1 imagens 2d sem reconstrução 2 imagens 2d com reconstrução 3 imagens 3d – superposição dos eixos A CORRENTE NO FILAMENTO – mA Este fator está associado à alimentação do filamento do catodo Define a quantidade de fótons a ser liberada pelo tubo. Seu controle é fundamental para se determinar a quantidade de fótons que atinja o arco de detectores. A maioria dos tomógrafos trabalha com o valor fixo de corrente para toda a rotação do tubo. TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA elétron s A ALTA TENSÃO CATODO-ANODO kV Controle automático de dose: Diminuir dose baseado no volume analisado Protocolos diferenciados para adultos e crianças. Faixa de variação: entre 60 e 120 mAs É a relação de tensão aplicada nos terminais catodo e anodo do tubo de RX. Determina a aceleração dos elétrons e, conseqüentemente, a energia final de colisão dos elétrons com o alvo (Ec = ½ mv2). Determina a energia dos fótons gerados. Valores maiores da tensão proporcionam um número maior de fótons que interagem com os detectores. Altos valores de tensão promovem um menor ruído na imagem e, no entanto, diminuem a resolução do contraste entre as estruturas de tecidos moles. O aumento na tensão promove, também, o aumento da temperatura do tubo. Assim como o controle efetivo da corrente e do tempo (mAs), o controle da tensão (kV) irá efetivamente diminuir a dose no paciente. Elétrons são acelerados por uma diferença de potencial V até uma energia eV. Eles atingem um eletrodo de metal espesso, e são freados até o repouso. Nesse processo eles irradiam energia na forma de fótons. Quanto maior o valor da tensão, maior será a energia cinética adquirida pelo elétron no seu percurso e, conseqüentemente, maior será a energia do fóton X originado. raios-X V O TEMPO DE ROTAÇÃO DO TUBO É o tempo necessário para que o tubo realize uma volta completa ao redor do paciente. Esse tempo varia de 3 a 0,47s em tomógrafos multicorte Tempos maiores de giro permitem uma redução da corrente do filamento (mA), pois permitem manter o mesmo valor (mAs) e a mesma qualidade da imagem. O aumento de tempo pode acarretar o aparecimento de artefatos na imagem. TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA ALGORITMOS DE RECONSTRUÇÃO Algoritmos matemáticos que trabalham como espécies de filtros. Eles recebem, tratam e disponibilizam os dados adquiridos no processamento das imagens. Estes são otimizados para as diferentes partes do corpo e diferentes tipos de tecidos. A qualidade da imagem dos tecidos moles pode ser melhorada se um algoritmo adequado valorizar os dados para os tecidos menos radioabsorventes. Podemos usar para valorizar densidades ósseas, partes moles ou tecidos intermediários. Permitem otimizar o tempo de reconstrução e diminuir o tamanho do arquivo de armazenagem da imagem e o tempo de transmissão para as estações de trabalho. MATRIZ DA IMAGEM A matriz é a quantidade de linhas e colunas responsáveis pela geração da Imagem. Define o número de pixels que formam a grade de geração da imagem. Considerando o FOV constante, um aumento no tamanho da matriz implica em um pixel menor e uma imagem mais rica em detalhes. Um aumento no tamanho da matriz promove um aumento no número total de pixels e, conseqüentemente, na quantidade de dados que precisa ser processada. O tamanho do pixel é dado pela razão entre o FOV e a matriz: pixel (mm ) FOV (mm ) matriz TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA Matriz x Voxel PIXEL – Unidade de área Tamanho do Pixel = Fov / Matriz Coluna - altura Ex. Fov = 256mm Matriz =256linhas/colunas Pixel = 1mm2 Linha - base Espessura de corte VOXEL – Unidade de Volume Tamanho do Voxel = (Fov / Matriz). Espessura corte Ex. Fov = 256mm Matriz =256linhas/colunas Espessura= 10mm Voxel = 10mm³ Coluna - altura Espessura de Corte A RESOLUÇÃO Quantidade de pixels por área do tecido representado na imagem. Medida para se definir a qualidade da imagem. Classificada como: padrão, alta e ultra-alta. Importante fator para visualização de micro estruturas. Resolução padrão = 1mm². Quanto maior a resolução, maior será o número de pixels. Linha - base CAPÍTULO III SEGURANÇA EM TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA MEIOS DE CONTRASTE EM TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA ASPECTOS GERAIS • Os meios de contraste são os medicamentos mais prescritos pelos radiologistas. • Essa classe de medicamentos é composta pelos meios de contraste iodados administrados por via intravenosa para a realização de urografias excretoras, angiografias e em exames de tomografia computadorizada. • É importante que os médicos que solicitam exames de imagem que envolvem a injeção de meios de contraste conheçam algumas características dessas drogas relacionadas principalmente aos efeitos adversos como as reações alérgicas e a nefrotoxicidade. • Estrutura básica dos meios de contraste iodados é formada por um anel benzênico ao qual são agregados átomos de iodo e grupamentos complementares • Estes grupamentos podem ser ácidos ou substancias orgânicas que alteram a toxidade e ajudam a excreção do contraste • Na molécula o grupo ácido H+ é substituído por: CARACTERÍSTICAS GERAIS • Tanto agentes iônicos ou não-iônicos tem iodo! • Apresentam baixa liposulubilidade • Pelo molecular baixo • Pouca afinidade com proteínas • Distribuem-se nos espaços extracelulares • Sem ação farmacológica significativa CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS Uma solução pode ter natureza iônica ou não iônica conforme sua Estrutura química, mas todas apresentam algumas propriedades que estão relacionadas com sua eficácia e segurança, como segue: Densidade g/ml É o número de átomos por ml de solução Viscosidade • Na pratica significa a força necessária para se injetar a substancia • Aumenta geometricamente com a concentração da solução • Dímeros tem maior viscosidade que monômeros • Está relacionada com a temperatura Quanto maior a densidade e viscosidade maior será a dificuldade do contraste se misturar com o plasma! Osmolalidade • É uma função definida pelo número de partículas de uma solução por unidade de volume - Mosm/Kg • Representa o poder osmótico sobre as moléculas de água • È influenciada pela concentração, peso molecular, efeitos de associação, dissociação e hidratação da substância química. • Contrastes iônicos têm maior osmolalidade que não iônicos porque dissociam cátions de ânions na solução • Quanto maior a osmolalidade maior a vasodilatação pelo agente MONÔMEROS IÔNICOS • Em solução associa-se em duas partículas: um anion radiopaco e um cátion – sódio não radiopaco. • Em solução, liberam assim seis átomos de iodo para duaspartículas – anéis benzênicos. • Dímeros monoácidos iônicos têm aproximadamente a mesma osmolalidade de não iônicos • São isotônicos a aproximadamente 150mg de iodo/ml MONÔMEROS NÃO-IÔNICOS • Não se desassociam em solução • Fornecem três átomos de iodo para uma partícula • São isotônicos a aproximadamente 150mg de iodo/ml DÍMEROS NÃO-IONICOS • Não se desassociam em solução • Fornecem seis átomos de iodo para apenas uma partícula apresentando menor osmolalidade entre os meios de contraste • Apresentam peso molecular e viscosidade maior DECISÕES ANTES DE INJETAR O CONTRASTE • Inicialmente todos os pacientes podem ser considerados pacientes de risco! • Antes da injeção do meio de contraste alguns pontos devem ser analisados: • Identificar os fatores de risco versus benefício potencial de seu uso • Avaliar as alternativas de métodos de imagem que possam oferecer o mesmo diagnóstico ou ainda superiores • Ter certeza da indicação precisa do MC • Estabelecer procedimentos de informação ao paciente • Ter previamente determinada a política no caso de complicações QUESTIONÁRIO DE CONTRA INDICAÇÕES 01- Você já utilizou contraste iodado na veia? (Urografia Excretora, Tomografia Computadorizada com Contraste Venoso, Cateterismo Cardíaco, Arteriografia, Colangiografia Venosa) ( ) SIM ( ) NÃO 02- Apresentou alguma reação (problema)? ( ) SIM ( ) NÃO 03 - Como foi esta reação ao contraste iodado? 04- Você tem ou já teve chieira de peito (Bronquite asmática, Asma)? ( ) SIM TENHO ( ) SIM JÁ TIVE ( ) NÃO 05 - Você tem alergia a alimentos como camarão, peixe ou outros frutos do mar? ( ) SIM ( ) NÃO 06- Você já apresentou placas vermelhas e elevadas na pele? Essas placas coçavam (Urticárias)? ( ) SIM ( ) NÃO 07- Você já fez uso de algum medicamento que "empolou" o corpo ou inchou os seus olhos (reação a medicamento / Edema de Quincke)? ( ) SIM ( ) NÃO 08- Você tem feridas que são difíceis de sarar na parte de trás dos joelhos ou cotovelos (eczema)? ( ) SIM ( ) NÃO 09- Você tem alguém na família com alergia a algum tipo de medicamento (História familiar)? ( ) SIM ( ) NÃO 10- Você apresenta, com freqüência, entupimento ou coceira no nariz ou, então, crises de espirros (Rinite alérgica)? ( ) SIM ( ) NÃO 11- Você já comeu algum tipo de alimento, repetidas vezes, e em todas elas apresentou vômitos, diarréia ou urticárias no corpo? ( ) SIM ( ) NÃO. Qual alimento? 12- Você é diabético? ( ) SIM ( ) NÃO Se for diabético, qual o medicamento usado? 13 - Você usa algum medicamento com o nome de Glucophage, Glucoformin, Glifage ou Metformina? ( ) SIM ( ) NÃO 14 - Você é portador de Mieloma Múltiplo ou Miastenia Gravis? ( ) SIM ( ) NÃO 15- Você tem "pressão alta"? ( ) SIM ( ) NÃO 16- Você tem alguma doença no coração, fígado ou rins? ( ) SIM ( ) NÃO Qual ? 17- Você usa regularmente algum medicamento? ( ) SIM ( ) NÃO Qual ? 18 - Você tem algum comentário ou informação que julga importante? ( ) SIM ( ) NÃO Qual ? EFICÁCIA DO MEIO DE CONTRASTE • Depende não apenas de suas características farmacológicas mas principalmente de sua capacidade de atenuação dos raios x. • Realça a vascularização evidenciando lesões e aumentando o contraste com estruturas não vascularizadas. • A atenuação dos raios x pelo agente de contraste depende da concentração do iodo, distancia fóton iodo e energia do fóton. • Compostos não iônicos garantem maior tolerabilidade devido a sua menor associação com outras moléculas. ASSISTÊNCIA À VIDA EM TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA CLASSIFICAÇÃO DAS REAÇÕES ADVERSAS • São Inevitáveis • Podem variar em severidade e ocorrer após uma ou múltiplas injeções de contraste • A verdadeira causa é desconhecida • Para fins didáticos estas podem ser divididas quanto: ao mecanismo etiológico, à gravidade e ao tempo de administração do contraste. CLASSIFICAÇÃO QUANTO AO MECANISMO ETIOLÓGICO Classificadas por sua etiologia ou natureza REAÇÕES ANAFILÁTICAS OU IDIOSSINCRÁTICAS • Reações alérgicas agudas caracterizadas pela presença de urticária, angioedema, hipotensão com taquicardia e edema de glote. Meio de Contraste – Meio – Ação maléfica dos mediadores químicos provocando reações REAÇÕES NÃO IDIOSSINCRÁTICAS Podem estar relacionadas com a concentração de contraste, têm um órgão específico como reagente, Sua magnitude varia com a velocidade da infusão e administração. Reação por Osmotoxidade Reação por Quimiotoxidade Toxidade Direta Específica Reações Vasomotoras Concentração elevada do meio de contraste levando a um desconforto local e hipotensão. É a reação onde os íons se separam reagindo com outras moléculas. Esta reação é responsável pela neurotoxidade, depressão miocárdica, • Atinge órgãos isoladamente • Pele – Dor, Inchaço, Calor. • Trato Gastresofágico – Náusea, vômito, diarréia. • SNC – Cefaléia, • Ocorrem por distensão visceral ou dor, pelo trauma na punção cutânea. • Podem causar depressão cardíaca, confusão mental, alterações de ECG e lesão vascular. confusão mental, vertigem. diminuição da consciência, • vômitos, podendo evoluir para parada cardio- respiratória. CLASSIFICAÇÃO QUANTO AO GRAU DE SEVERIDADE R e a ç õ e s A d v e r s a s L e v e s • Náuseas/Vomito • Rubor • Urticária Limitada • Tosse • Calafrios • Sudorese • Calor • Tremores • Espirros • Cefaléia Discreta • Ansiedade • Dor local • Tontura • Alterações do paladar G r a v e s A d v e r s a s R e a ç õ e s A d v e r s a s M o d e r a d a s • Vômitos Intensos • Aumento do edema local • Mudança da freqüência Cardíaca • Rigidez • Hipertensão • Broncoespasmo • Hipotensão • Dor Tórax e abdome • Urticária Intensa • Cefaléia Intensa R e a ç õ e s • Reações que potencialmente apresentam risco de vida. • Sintomas moderados ou graves, como laringoespasmo (edema de glote). • Inconsciência, convulsões, edema pulmonar, • Colapso vascular severo, • Parada cardio-respiratória. CLASSIFICAÇÃO QUANTO AO TEMPO DECORRIDO APÓS A ADMINISTRAÇÃO ALTERAÇÕES FUNCIONAIS INFLUENCIADAS PELOS AGENTES DE CONTRASTE IODADOS NOS ÓRGÃOS E NAS ESTRUTURAS VASCULARES • Efeito na viscosidade sangüínea –viscosidade suspensa, tamanho da célula diminuído, modificação morfológica celular, formação de agregados (hemácias e proteínas). • Efeitos na coagulação – Agregação de plaquetas, inibição de fibrina, efeito anticoagulante devido a medicamentos associados ao contraste. • Efeito na Função Cardiovascular – No coração osmo e quimiotoxidade mais persistentes em corações isquêmicos, efeito cumulativo. • Efeito Periférico – Aumento de volume plasmático, vasodilatação, hipotensão. Ocorre pela hiperosmolalidade, tem ação anticoagulante. • Efeito na Função Pulmonar – Broncoespasmo principalmente em agentes iônicos, edema agudo pulmonar devido à permeabilidade vascular. MEDIDAS PROFILÁTICAS Hidratação e Jejum • Hidratação contínua é permitida, pequenas refeições até duas horas antes da injeção, • Jejum de 8 horas para refeições pesadas com o objetivo de diminuir a massa no sistema gastrintestinal diminuindo a possibilidade de náuseas e vômitos.• Ocorrem aos a saída do paciente do serviço – entre 30min e 48 horas • Incidências mais comuns: Trombose venosa, necrose de pele, cefaléia, rubor na pele. • Ocorrem em 39% dos casos • Maior incidência em mulheres e pacientes acima de 60 anos • Maioria das reações é de classificação leve • Podem ser confundidas com agravamento do quadro clinico. • Ocorrem quando o paciente ainda está no serviço em observação – entre 5 a 20 minutos • Compõem cerca de 60% de todas as reações podendo ser leves a graves A g u d a s T a r d ia s • Pré-teste • É a injeção previa de pequena quantidade de contraste e a observação do paciente quanto aos sintomas característicos. • Teste fora de uso Sedação e Anestesia • Prevenir reações causadas por reações devido à ansiedade e medo: Náuseas, vômitos e urticárias – reações leves. • Método indicado para situações onde o paciente apresenta quadro de agitação. Ocorre no sentido de profilaxia Uso de Medicamentos • Antihistaminicos e corticoides • Administrados antes da injeção via venosa, quando o paciente já apresentou reações e necessita realizar novamente o contraste. CONCLUSÕES • Todo paciente deve ser considerado de risco • Devemos considerar condições clinicas e patológicas antes da administração do contraste • Todo paciente deve ser informado da natureza e riscos do meio de contraste • Meios de contraste iodados são seguros • O uso de pré medicação é bastante controverso CAPITULO IV INTRODUÇÃO RADIOPROTEÇÃO E EFEITOS DA RADIAÇÃO Introdução No setor saúde, onde a radiação ionizante encontra o seu maior emprego e como conseqüência, a maior exposição em termos de dose coletiva, é também onde mais são realizadas pesquisas no sentido de se produzir o maior benefício com o menor risco possível. Apesar dos esforços de alguns órgãos governamentais em difundir conhecimentos voltados para as atividades de Proteção Radiológica (destaca-se aí o papel desempenhado, pela Comissão Nacional de Energia Nuclear - CNEN, através do Instituto de Radioproteção e Dosimetria - IRD) é ainda, de pouco domínio, mesmo entre os profissionais da área, o conhecimento a respeito dos efeitos maléficos produzidos por exposições que ultrapassam os limites permitidos. Segundo dados do IRD, 80% dos trabalhadores que lidam diretamente com fontes emissoras de radiação ionizante pertencem ao setor saúde. Esse dado, em última análise, ressalta o compromisso e a responsabilidade que as Vigilâncias Sanitárias, das três esferas de governo, devem assumir perante a sociedade brasileira. Um dos papéis importantes que deve ser vinculado ao dia a dia dos inspetores das vigilâncias sanitárias é a de orientar o usuário de materiais e fontes radioativas a desenvolver uma cultura baseada nos princípios da radioproteção e na prevenção de acidentes iminentes e/ou potenciais. O conhecimento dos equipamentos e as suas aplicações, dos processos de trabalho e os insumos utilizados são ferramentas indispensáveis na identificação dos riscos das instalações radioativas. Outro aspecto que vem merecendo toda a atenção das autoridades sanitárias é o crescente número de instalações radiológicas que têm se instalado, principalmente, nos grandes urbanos e que nem sempre absorvem profissionais com a qualificação desejada para o desempenho de suas funções. Há de se ressaltar, a necessidade de uma formação adequada por parte dos profissionais que atuem na área, o que sem dúvida contribuirá para uma melhoria da qualidade desse tipo de prestação de serviço à população. FONTES DE RADIAÇÕES IONIZANTES Radiações ionizantes, por definição, são todas aquelas com energia superior a 12,4 eV e que são capazes de ionizar átomos. Durante toda a vida, os seres humanos estão expostos diariamente aos efeitos das radiações ionizantes. Estas radiações podem ser de origem natural ou artificial. As fontes naturais representam cerca de 70% da exposição, sendo o restante, devido às fontes artificiais. A figura 1 exemplifica esta distribuição. Quanto à proteção radiológica, pouco podemos fazer para reduzir os efeitos das radiações de origem natural. No entanto, no que diz respeito às fontes artificiais, todo esforço deve ser direcionado a fim de controlar seus efeitos nocivos. É neste aspecto, que a proteção radiológica pode ter um papel importante. INTERAÇÃO DA RADIAÇÃO COM AS CÉLULAS No processo de interação da radiação com a matéria ocorre transferência de energia, que pode provocar ionização e excitação dos átomos e moléculas provocando modificação (ao menos temporária) na estrutura das moléculas. O dano mais importante é o que ocorre no DNA. Os efeitos físico-químicos acontecem instantaneamente, entre 10-13 e 10-10 segundos e nada podemos fazer para controlá-los. Os efeitos biológicos acontecem em intervalos de tempo que vão de minutos a anos. Consistem na resposta natural do organismo a um agente agressor e não constituem necessariamente, em doença. Ex: redução de leucócitos. Os efeitos orgânicos são as doenças. Representam a incapacidade de recuperação do organismo devido à freqüência ou quantidade dos efeitos biológicos. Ex: catarata, câncer, leucemia. TIPOS DE EXPOSIÇÃO E SEUS EFEITOS A exposição externa é resultante de fontes externas ao corpo, proveniente dos raios X ou fontes radioativas. A exposição interna resulta da entrada de material radioativo no organismo por inalação, ingestão, ferimentos ou absorção pela pele. O tempo de manifestação dos efeitos causados por estas exposições pode ser tardio, os quais se manifestam após 60 dias, ou imediatos, que ocorrem num período de poucas horas até 60 dias. Quanto ao nível de dano, os efeitos podem ser somáticos, que acontecem na própria pessoa irradiada ou hereditários, os quais se manifestam na prole do indivíduo como resultado de danos causados nas células dos órgãos reprodutores. EFEITOS BIOLÓGICOS DAS RADIAÇÕES IONIZANTES Os efeitos biológicos das radiações ionizantes podem ser estocásticos ou determinísticos. A principal diferença entre eles é que os efeitos estocásticos causam a transformação celular enquanto que os determinísticos causam a morte celular. Efeitos Estocásticos Os efeitos estocásticos causam uma alteração aleatória no DNA de uma única célula que, no entanto, continua a reproduzir-se. Levam à transformação celular. Os efeitos hereditários são estocásticos. Não apresentam limiar de dose. O dano pode ser causado por uma dose mínima de radiação. O aumento da dose somente aumenta a probabilidade e não a severidade do dano. A severidade é determinada pelo tipo e localização do tumor ou pela anomalia resultante. No entanto, o organismo apresenta mecanismos de defesa muito eficientes. A maioria das transformações neoplásicas não evolui para câncer. Quando este mecanismo falha, após um longo período de latência, o câncer então, aparece. A leucemia 5-7 anos e os tumores sólido 20 anos. Os efeitos são cumulativos: quanto maior a dose, maior a probabilidade de ocorrência. Quando o dano ocorre em célula germinativa, efeitos hereditários podem ocorrer. Efeitos Determinísticos Os efeitos determinísticos levam à morte celular. Existe uma relação previsível entre a dose e a dimensão do dano esperado, sendo que estes só aparecem a partir de uma determinada dose. A probabilidade de ocorrência e a severidade do dano estão diretamente relacionadas com o aumento da dose. As alterações são somáticas. Quando a destruição celular não pode ser compensada, efeitos clínicos podem aparecer, se a dose estiver acima do limiar. Por ex. 3-5Gy eritema, 20 Gy necrose. Indivíduos diferentes apresentam sensibilidade diferente e, portanto, limiares diferentes. Exemplos de efeitos determinísticos são: leucopenia, náuseas, anemia, catarata, esterilidade, hemorragia, etomografia computadorizada... Dose absorvida de corpo inteiro (Gy) Principal dano que contribui para a morte Tempo de vida após a exposição (dias) 3-5 Danos na medula óssea 30-60 5-15 Danos gastro-intestinais e pulmonares 10-20 > 15 Danos no SNC 1-5 Tabela ilustrativa das doses x danos x tempo de sobrevida PROPRIEDADES DOS SISTEMAS BIOLÓGICOS Apesar de todos estes efeitos, o corpo humano apresenta o mecanismo da reversibilidade que é responsável pelo reparo das células e é muito eficiente. Mesmo danos mais profundos são, em geral, capazes de ser reparados ou compensados. A transmissividade é uma propriedade que não se aplica aos sistemas biológicos, pois os danos biológicos não se transmitem. O que pode ser transmitido é o efeito hereditário em células reprodutivas danificadas. Existem fatores de influência os quais são decisivos. Pessoas que receberam a mesma dose podem não apresentar o mesmo dano. O efeito biológico é influenciado pela idade, sexo e estado físico. SISTEMA DE PROTEÇÃO RADIOLÓGICA O objetivo primário da proteção radiológica é fornecer um padrão apropriado de proteção para o homem, sem limitar os benefícios criados pela aplicação das radiações ionizantes. A proteção radiológica baseia-se em princípios fundamentais e que devem ser sempre observados. Justificação: o benefício tem que ser tal que compense o detrimento, que é definido como sendo a relação entre a probabilidade de ocorrência e grau de gravidade do efeito. Otimização: o número de pessoas expostas, as doses individuais e a probabilidade de ocorrência de efeitos nocivos devem ser tão baixos quanto razoavelmente exeqüíveis. (princípio ALARA = As Low As Reasonably Achievable). Limitação de Dose: a dose individual de trabalhadores e indivíduos do público não deve exceder os limites de dose recomendados excluindo-se as exposições médicas de pacientes. Prevenção de acidentes: todo esforço deve ser direcionado no sentido de estabelecer medidas rígidas para a prevenção de acidentes. O Sistema de Proteção Radiológica consiste em evitar os efeitos determinísticos, uma vez que existe um limiar de dose, manter as doses abaixo do limiar relevante e prevenir os efeitos estocásticos fazendo uso de todos os recursos disponíveis de proteção radiológica. Para efeito de segurança em proteção radiológica, considera-se que os efeitos biológicos produzidos pelas radiações ionizantes sejam CUMULATIVOS. Para a proteção radiológica de exposições externas considera-se: Distância (1/r2). Quanto mais longe da fonte, melhor. Tempo. Quanto menos tempo perto da fonte, melhor. Blindagem. Quanto mais eficiente for à blindagem, melhor. PRÁTICA VERSUS INTERVENÇÃO Prática: qualquer atividade humana que possa resultar em exposição à radiação. Intervenção: qualquer atividade humana que possa reduzir a exposição total. CLASSIFICAÇÃO DAS EXPOSIÇÕES As exposições dos seres humanos à radiação classificam-se em: Exposição Médica De pessoa como parte de um tratamento ou diagnóstico, de indivíduos ajudando a conter ou amparar um paciente ou de voluntários participantes de pesquisa científica. Não há limite de dose, esta é determinada pela necessidade médica, no entanto recomenda-se o uso de níveis de referência. Exposição Ocupacional É aquela ocorrida no ambiente de trabalho. Exposição do Público São todas as outras. FREQÜÊNCIA E TIPOS DE EXPOSIÇÕES A freqüência e a intensidade das exposições podem ser bem variadas e são exemplificadas abaixo: Exposição única Radiografia convencional Exposição fracionada radioterapia (a exposição total necessária para a Destruição da neoplasia é fracionada em 10 ou mais sessões) Exposição periódica Originada da rotina de trabalho com materiais radioativos Exposição de corpo inteiro Irradiadores de alimentos, acidentes nucleares Exposição parcial Acidentes, pessoa que manipula radionuclídeos (exposição das mãos) Exposição colimada Radioterapia (o feixe é colimado à região do tumor) Feixe Intenso Esterilização e conservação de alimentos Feixe Médio Radiodiagnóstico (alguns mGy/incidência) Feixe Fraco Radioatividade natural (1 mGy/ano) IRRADIAÇÃO VERSUS CONTAMINAÇÃO IRRADIAÇÃO CONTAMINAÇÃO A contaminação é o fato de estar em contato com fontes não seladas. Este CLASSIFICAÇÃO DE ÁREAS Toda instalação radioativa está sujeita a regras especiais de proteção radiológica e é obrigada a delimitar suas áreas. Classifica-se como área livre toda aquela isenta de regras especiais de segurança. Nestas áreas, os níveis de radiação são necessariamente menores que 1 mSv/mês. Classifica-se como área restrita toda aquela que deva ter seus acessos controlados, por apresentar níveis de radiação maiores que 1 mSv/mês. As áreas restritas são subdivididas em área supervisionada, quando os níveis de radiação estão entre 1 mSv/mês e 3 mSv/mês e área controlada se os níveis de radiação forem maiores que 3 mSv/mês. é, por exemplo, o caso dos pacientes que fazem uso de procedimentos de Medicina Nuclear. Neste caso, os radiofármacos são injetados no paciente ficando o mesmo "radioativo". Dependendo da dose a que foi submetido, poderá ter que ser isolado a fim de não contaminar outras pessoas ou o meio ambiente. Nesta situação, a fonte radioativa (radiofármaco) incorporou-se ao corpo do paciente que continua emitindo radiação. Os seres humanos podem ainda contaminar-se em acidentes como foi o caso de Goiânia em 1987. Neste acidente o Cs 137 foi ingerido e passado sobre a pele de pessoas que ficaram contaminadas. A irradiação é originada por algum tipo de procedimento com raios X (em radiodiagnóstico) ou com feixes de elétrons ou raios γ em radioterapia. Neste caso, o paciente não se torna "radioativo" e portanto não há nenhum perigo de "contaminar" outras pessoas ou o meio ambiente. Irradiações severas podem acontecer no caso de explosões de usinas nucleares ou bombas atômicas. Nestas situações, o meio ambiente fica altamente radioativo, mas não as pessoas. AVALIAÇÃO DE DOSES INDIVIDUAIS Para avaliar as doses de radiação num determinado ambiente são utilizados monitores de área. Estes ficam em locais de fácil acesso e visualização e são acionados sempre que os níveis de radiação ultrapassam os limites de segurança. Para a monitoração individual, são encontrados vários tipos de equipamentos: filme dosimétrico, TLD (dosimetro termo-luminescente), caneta dosimétrica e outros. O uso do dosímetro é geralmente obrigatório, a não ser que a monitoração de área demonstre que não há risco. Um dos tipos de dosímetro individual mais utilizado é o dosímetro de tórax. Este deve sempre ser posicionado na parte superior do tórax. É um dosímetro que registra a dose de corpo inteiro. No caso do uso de avental de chumbo, o dosímetro deve ser posicionado SOBRE o avental. Neste caso, deve-se avisar ao serviço de proteção radiológica que informará à empresa responsável pela monitoração pessoal, que então aplicará o fator de correção adequado (1/10), para o cálculo da dose efetiva. Dosímetro de extremidade: pulseira, anel. Geralmente utilizado por profissionais que lidam com fontes não seladas ou com equipamentos de fluoroscopia. NÍVEIS DE REFERÊNCIA Nível de Registro: (0,2 mSv), (aplicado no programa de monitoraçãoindividual). Nível de Investigação: (1,2 mSv) valor acima do qual se justifica investigação. Relativo a um só evento. Nível de Intervenção: (4,0 mSv) interfere com a cadeia normal de responsabilidades. Interdição do serviço, afastamento do profissional para investigação. LIMITES DE DOSES ANUAIS Trabalhador Público DOSE EFETIVA 20 mSv/ano* 1 mSv/ano** *Valor médio por um período de 5 anos, não ultrapassando 50 mSv em um único ano. **Em casos especiais, pode ser usado um limite maior desde que o valor médio não ultrapasse 1 mSv/ano. DOSE EQUIVALENTE Cristalino 150 mSv/ano 15 mSv/ano Pele 500 mSv/ano 50 mSv/ano Extremidades 500 mSv/ano ------------- RISCOS RELATIVOS Chances de morrer em conseqüência de atividades comuns em nossa sociedade (1 em 1 milhão) Fumar 1,4 cigarros (câncer de pulmão) Passar 2 dias em Nova York (poluição do ar) Dirigir 65 km. em um carro (acidente) Voar 2500 milhas de avião (acidente) Praticar 6 minutos de canoagem Receber 0,1 mSv de radiação (câncer) No Brasil, recentemente, com a publicação da portaria # 453 da SVS/MS “Diretrizes de Proteção Radiológica em Radiodiagnóstico Médico e Odontológico” em 02/06/98, tornou-se obrigatória a implantação de diversos aspectos relativos à qualidade dos Serviços Radiológicos de Saúde dentre os quais, a implantação de um PGQ em toda instituição que faça uso de radiações ionizantes. Esta portaria originou-se da constatação feita pelo IRD/CNEN (Instituto de radioproteção e Dosimetria / Comissão Nacional de Energia Nuclear) através de seus programas RXD e RXO, de que cerca de 80 % dos equipamentos de radiodiagnóstico no Brasil, encontravam-se fora dos padrões mínimos de qualidade. Esta falta de controle de qualidade acarreta altas doses nos pacientes e custos elevados provocados pelos altos índices de rejeição de radiografias. TESTES DE CONTROLE DE QUALIDADE: Os testes de controle de qualidade são parte importante do PGQ e devem ter periodicidade adequada e ser feitos, no mínimo, de acordo com os intervalos estabelecidos na portaria # 453. No entanto, cada instituição deve estabelecer seus próprios protocolos, de acordo com a idade e a taxa de uso dos equipamentos e as condições de manutenção dos mesmos. Os testes de controle de qualidade permitem que se obtenham equipamentos estáveis e que reproduzam o mesmo padrão de imagem para uma determinada técnica radiográfica. A padronização da técnica radiográfica visa maximizar a qualidade da imagem. Os testes obrigatórios são: KVp mA.s, camada semi-redutora, alinhamento do feixe central, linearidade da taxa de exposição com mA.s, rendimento do tubo, reprodutibilidade da taxa de exposição, reprodutibilidade do controle automático de exposição (AEC), tamanho do ponto focal, integridade dos equipamentos de proteção individual, vedação das câmaras escuras, exatidão do sistema de colimação, resolução de baixo e alto contraste em fluoroscopia, contato tela-filme, alinhamento de grade, integridade de telas e chassis, condições dos negatoscópios, índice de rejeição de radiografias, temperatura do sistema de processamento, sensitometria do sistema de processamento e calibração, constância e uniformidade dos números de TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA. VESTIMENTAS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (VPI) Existem diversos tipos de vestimentas (figura 6) destinadas a proteger as pessoas contra os efeitos das radiações ionizantes. Dentre as mais usadas, encontram-se os aventais de chumbo (longos ou curtos), os protetores de tireóide e de gônadas, os óculos plumbíferos, as luvas e as mangas protetoras. Estas vestimentas possuem especificações e equivalência em chumbo que devem ser adequadas ao tipo de radiação ‘a qual se vai estar exposto. Além disso, pode-se também fazer uso de anteparos móveis de chumbo (biombos de chumbo). Sempre que possível, deve-se utilizar as VPIs tanto no staff médico, quanto nos acompanhantes quando estes são solicitados a conter ou confortar um paciente. Devem também ser usadas pelos próprios pacientes a fim de evitar exposições desnecessárias de regiões do corpo que não estão sendo radiografadas. Cuidados devem ser tomados quanto à manipulação das VPIs. Os aventais de chumbo são especialmente frágeis e devem ser manipulados cuidadosamente. Após o uso, devem ser guardados em cabides apropriados ou sempre na posição horizontal sem dobras. Os maus tratos podem causar fissuras e até mesmo o rompimento do lençol de chumbo, reduzindo o poder de proteção do mesmo e conseqüentemente, sua vida útil. VALORES TÍPICOS DE DOSES EM DIAGNÓSTICO RADIOGRAFIA Radiografia de tórax PA = 0,03 mSv Radiografia de abdômen AP = 0,5 mSv Pelve AP = 0,2 mSv FLUOROSCOPIA Enema de bário (contraste simples) = 3,1 mSv Angiografia cerebral = 3,5 mSv Angiografia coronariana = 18 mSv Colocação de stent coronariano = 50 mSv MEDICINA NUCLEAR Screening ósseo (Tomografia computadorizada-99m) = 4,4 mSv Perfusão miocárdica (Tl-201) = 18 mSv TOMOGRAFIA COMPUTADORIZA DA Cabeça = 1,3 mSv Tórax = 5,5 mSv Pelve e abdômen = 8 mSv ACIDENTES, SITUAÇÕES DE EMERGÊNCIA. Classificação de acidentes Contaminação externa (pele) e interna (penetração no organismo via pele, ingestão ou inalação) Exposição aguda ou crônica Providências: Isolar a área Afastar as pessoas Identificar a fonte de contaminação ou irradiação Contatar o Supervisor de Proteção Radiológica Contactar a Coordenação de Fiscalização Sanitária da Secretaria de Estado de Saúde sobre a ocorrência para as devidas providências Proceder à análise da estimativa de doses Descontaminar a área, no caso de fontes não seladas Convocar os potencialmente irradiados ou contaminados para se submeterem a exames médicos Analisar o ocorrido e implementar procedimentos para evitar novos acidentes Principais Causas de Acidentes: Falha nas instalações Defeitos nos equipamentos de proteção radiológica Defeitos dos equipamentos (ex.: tubos de raios X) Fadiga do operador Horário inadequado de trabalho Rotina cansativa e monótona Extravio ou furto de fontes Incêndio Colisão de viatura transportando materiais radioativos Relaxamento nas medidas de segurança decorrentes da monotonia da rotina Medidas preventivas: Existência de condições seguras Prática de atos seguros Personalidade do trabalhador CAPÍTULO V OS 15 PRINCIPAIS EXAMES EM TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA EXAME DE CRANIO PROGRAMAÇÃO É realizada a primeira imagem que se chama topograma, normalmente em perfil, com varredura de 250mm e com parâmetros de exposição menores que os da técnica normal. A programação dos cortes segue a LIOM – linha osteo meatal, varrendo da base do encéfalo até os giros corticais da alta convexidade. PARÂMETROS Tipo kV mA Corte W Contraste Homem 120 150 5mm 150/80 50ml 80/50 Mulher 100 120 5mm 130/70 50ml 70/40 Criança 80 70 3mm 110/60 1ml/kg 50/30 EXAME DE SEIOS DA FACE PROGRAMAÇÃO É realizada a primeira imagem que se chama topograma, normalmente em perfil, com varredura de 250mm e com parâmetros de exposição menores que os da técnica normal. A programaçãodos cortes segue a linha do palato duro varrendo da face inferior do palato duro até a face superior do seio frontal. PARÂMETROS Tipo kV mA Corte W Contraste Homem 120 200 5mm 2000/400 50ml Mulher 100 140 5mm 2000/400 50ml Criança 80 100 2mm 2000/400 1ml/kg EXAME DE OUVIDO PROGRAMAÇÃO É realizada a primeira imagem que se chama topograma, normalmente em perfil, com varredura de 250mm e com parâmetros de exposição menores que os da técnica normal. A programação dos cortes segue a LIOM – linha osteo-meatal, varrendo toda a extensão das células mastóideas. PARÂMETROS Tipo kV mA Corte W Contraste Homem 120 150 1mm 2000/400 50ml Mulher 100 120 1mm 2000/400 50ml Criança 80 70 1mm 2000/400 1ml/kg EXAME DE ORBITAS PROGRAMAÇÃO É realizada a primeira imagem que se chama topograma, normalmente em perfil, com varredura de 250mm e com parâmetros de exposição menores que os da técnica normal. A programação dos cortes segue a LIOM – linha osteo-meatal, varrendo toda a extensão das células mastóideas. PARÂMETROS Tipo kV mA Corte W Contraste Homem 120 100 2mm 2000/400 50ml Mulher 100 80 2mm 2000/400 50ml Criança 80 60 1mm 2000/400 1ml/kg EXAME DE COLUNA CERVICAL PROGRAMAÇÃO É realizada a primeira imagem que se chama topograma, normalmente em perfil, com varredura de 300mm e com parâmetros de exposição menores que os da técnica normal. A programação dos cortes segue a orientação dos discos intervertebrais, varrendo o espaço dos forames de conjugação, buscando a varredura completa dos seguimentos analisados. PARÂMETROS Tipo kV mA Corte W Contraste Homem 250 100 5mm 2000/400 50ml Mulher 200 80 5mm 2000/400 50ml Criança 150 60 2mm 2000/400 1ml/kg EXAME DE COLUNA LOMBAR E TORÁCICA PROGRAMAÇÃO É realizada a primeira imagem que se chama topograma, normalmente em perfil, com varredura de 500mm e com parâmetros de exposição menores que os da técnica normal. A programação dos cortes segue a orientação dos discos intervertebrais, varrendo o espaço dos forames de conjugação, buscando a varredura completa dos seguimentos analisados. PARÂMETROS Tipo kV mA Corte W Contraste Homem 250 100 5mm 2000/400 50ml Mulher 200 80 5mm 2000/400 50ml Criança 150 60 2mm 2000/400 1ml/kg ANGIO TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA CERVICAL E CEREBRAL PROGRAMAÇÃO É administrado um volume total de 100 ml de contraste iodado não iônico (com concentração de 370 mg/ml) numa veia ante-cubital com um cateter de 18 ou 20 gauge, a um ritmo de infusão de 3 ml/ segundo (utilizando-se um injetor automático). PARÂMETROS Tipo kV mA Corte W Contraste Homem 250 300 1mm 300/50 100ml Mulher 200 200 1mm 300/50 100ml Criança 150 160 1mm 400/80 1ml/kg EXAME DE PUNHO PROGRAMAÇÃO Cortes de 2 ou 3mm de espessura e 2 ou 3mm de espaçamento entre eles se o exame for realizado corte a corte. Cortes de 2mm com movimento de mesa de 4mm e reconstrução de 2mm se for realizado no modo helicoidal. PARÂMETROS Tipo kV mA Corte W Contraste Homem 250 170 3mm 300/50 50ml Mulher 200 150 3mm 300/50 50ml Criança 150 100 1mm 400/80 1ml/kg EXAME DE ABDOME PROGRAMAÇÃO Posicionamento: decúbito dorsal; EIAS eqüidistantes à mesa; braços elevados sobre a cabeça e apoiados no suporte apropriado; pernas levemente fletidas e apoiadas, para conforto do paciente. Para o estudo do abdome a linha inicial será acima da cúpula frênica ou hepática, ou seja, a que estiver mais elevada, finalizando os cortes na bifurcação da aorta abdominal. PARÂMETROS Tipo kV mA Corte W Contraste Homem 250 220 5mm 350/70 50ml 800/200 Mulher 200 180 5mm 350/70 50ml 800/200 Criança 150 150 2mm 250/50 1ml/kg 600/120 EXAME DE TÓRAX PROGRAMAÇÃO Posicionamento: decúbito dorsal; EIAS eqüidistantes à mesa; braços elevados sobre a cabeça e apoiados no suporte apropriado; pernas levemente fletidas e apoiadas, para conforto do paciente Para o estudo do tórax a linha inicial será acima do primeiro arco costal, na altura da transição c7-t1 e a linha final na altura acima da cúpula frênica ou hepática. PARÂMETROS Tipo kV mA Corte W Contraste Homem 250 220 5mm 350/70 50ml 800/200 Mulher 200 180 5mm 350/70 50ml 800/200 Criança 150 150 2mm 250/50 1ml/kg 600/120 EXAME DE COXO FEMURAL PROGRAMAÇÃO Posicionamento: decúbito dorsal; EIAS eqüidistantes à mesa; braços elevados sobre a cabeça e apoiados no suporte apropriado; pernas levemente fletidas e apoiadas, para conforto do paciente. Para o estudo das articulações coxofemorais a linha inicial será acima do teto da articulação, varrendo a porção do fêmur proximal, até a porção inferior do trocânter menor. PARAMETROS Tipo kV mA Corte W Contraste Homem 250 220 5mm 350/70 50ml 800/200 Mulher 200 180 5mm 350/70 50ml 800/200 Criança 150 150 2mm 250/50 1ml/kg 600/120 EXAME DO JOELHO PROGRAMAÇÃO Posicionamento: decúbito dorsal; EIAS eqüidistantes à mesa; braços elevados sobre a cabeça e apoiados no suporte apropriado; pernas esticadas, eqüidistantes ao centro da mesa e apoiadas, para conforto do paciente. Para o estudo do joelho a linha inicial será acima da patela, estudando a porção distal do fêmur, meniscos e ligamentos; até a porção inferior da articulação tíbio-fibular PARÂMETROS Tipo kV mA Corte W Contraste Homem 250 150 3mm 350/70 50ml 800/200 Mulher 200 130 3mm 350/70 50ml 800/200 Criança 150 100 2mm 250/50 1ml/kg 600/120 EXAME DO TORNOZELO PROGRAMAÇÃO Posicionamento: decúbito dorsal; EIAS eqüidistantes à mesa; braços elevados sobre a cabeça e apoiados no suporte apropriado; pernas esticadas, eqüidistantes ao centro da mesa e apoiadas, para conforto do paciente, com os pés fazendo ângulo de 90 graus em relação à mesa, simetricamente posicionados. Para o estudo do tornozelo a linha inicial será localizada acima da articulação tíbio - talar, varrendo comparativamente os pés até a superfície plantar. PARÂMETROS Tipo kV mA Corte W Contraste Homem 250 150 3mm 350/70 50ml 800/200 Mulher 200 130 3mm 350/70 50ml 800/200 Criança 150 100 2mm 250/50 1ml/kg 600/120 REFERENCIAS BBiibblliiooggrraaffiiaa BBáássiiccaa:: 1 DOYON, D. Tomografia Computadorizada. Medsi. 2ed. 2 MAZETTI, R. Guia Prático de Tomografia Computadorizada. Rocca. 1ed. 3 NÓBREGA, Almir da Manual de Técnicas de TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA. Atheneu. 1ed. BBiibblliiooggrraaffiiaa CCoommpplleemmeennttaarr:: 1 OLIVEIRA, Luiz Antônio N Assistência à vida em Radiologia. Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR). 4ed. 2 HENWOOD, Suzane W. Técnicas e Prática na TomografiaComputadorizada Clínica. Guanabara. 2ed. 3 WEBB, Richard W. Fundamentos de Tomografia Computadorizada do Corpo. Guanabara. 2ed. Faculdade de Tecnologia Novo Rumo INTRODUÇÃO E CURIOSIDADES SOBRE TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA COMO FUNCIONA UM EQUIPAMENTO DE TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA? O COMPUTADOR HÁ QUANTO TEMPO A RM VEM SENDO UTILIZADA? O QUE O PACIENTE DEVE SABER SOBRE TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA A TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA PODE PRODUZIR IMAGENS EM TODOS OS PLANOS DO CORPO? POR QUE A TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA É IMPORTANTE? AS IMAGENS DA TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA SÃO EXTREMAMENTE PRECISAS? APLICAÇÕES DA RESSONÂNCIA TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA DOENÇAS DOS ÓRGÃOS E ARTICULAÇÕES PERTURBAÇÕES DO SISTEMA NERVOSO DOENÇAS VASCULARES CEREBRAIS CÂNCER ORIENTAÇÕES AO PACIENTE AO REALIZAR O EXAME O PROCEDIMENTO DO EXAME ASSIM QUE O EXAME COMEÇAR DURANTE O EXAME QUANDO O EXAME TERMINA OS RESULTADOS DO EXAME SERÃO AVALIADOS POR UM ESPECIALISTA EM TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA O MÉDICO O TRATAMENTO ANTES DE REALIZAR O EXAME DE TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA RISCOS E BENEFÍCIOS POSSÍVEIS RISCOS BENEFÍCIOS CONHECIDOS PRINCÍPIOS BÁSICOS DA TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA INTRODUÇÃO – O MÉTODO PARTES DE UM TOMÓGRAFO GANTRY O TUBO DE RAIOS-X DETECTORES MESA DE EXAMES A MESA DE COMANDO SISTEMA DE RADIOPROTEÇÃO SISTEMAS INTEGRADOS: EVOLUÇÃO INTRODUÇÃO TOMOGRAFIA LINEAR PRIMEIRA GERAÇÃO DA TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA SEGUNDA GERAÇÃO DA TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA TERCEIRA GERAÇÃO DA TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA QUARTA GERAÇÃO DA TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA HELICOIDAL TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA MULTICORTE PARÂMETROS DE CONTROLE COLIMAÇÃO DO FEIXE EIXOS DE CORTE PITCH maior que 1 A CORRENTE NO FILAMENTO – mA A ALTA TENSÃO CATODO-ANODO kV O TEMPO DE ROTAÇÃO DO TUBO ALGORITMOS DE RECONSTRUÇÃO MATRIZ DA IMAGEM A RESOLUÇÃO MEIOS DE CONTRASTE EM TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA ASPECTOS GERAIS CARACTERÍSTICAS GERAIS CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS Densidade g/ml Osmolalidade MONÔMEROS IÔNICOS MONÔMEROS NÃO-IÔNICOS DÍMEROS NÃO-IONICOS DECISÕES ANTES DE INJETAR O CONTRASTE EFICÁCIA DO MEIO DE CONTRASTE ASSISTÊNCIA À VIDA EM TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA CLASSIFICAÇÃO DAS REAÇÕES ADVERSAS CLASSIFICAÇÃO QUANTO AO MECANISMO ETIOLÓGICO REAÇÕES ANAFILÁTICAS OU IDIOSSINCRÁTICAS Meio de Contraste – Meio – Ação maléfica dos mediadores químicos provocando reações CLASSIFICAÇÃO QUANTO AO GRAU DE SEVERIDADE MEDIDAS PROFILÁTICAS Sedação e Anestesia Uso de Medicamentos CONCLUSÕES INTRODUÇÃO FONTES DE RADIAÇÕES IONIZANTES INTERAÇÃO DA RADIAÇÃO COM AS CÉLULAS TIPOS DE EXPOSIÇÃO E SEUS EFEITOS EFEITOS BIOLÓGICOS DAS RADIAÇÕES IONIZANTES Efeitos Estocásticos Efeitos Determinísticos Tabela ilustrativa das doses x danos x tempo de sobrevida SISTEMA DE PROTEÇÃO RADIOLÓGICA PRÁTICA VERSUS INTERVENÇÃO CLASSIFICAÇÃO DAS EXPOSIÇÕES FREQÜÊNCIA E TIPOS DE EXPOSIÇÕES CLASSIFICAÇÃO DE ÁREAS AVALIAÇÃO DE DOSES INDIVIDUAIS NÍVEIS DE REFERÊNCIA LIMITES DE DOSES ANUAIS RISCOS RELATIVOS TESTES DE CONTROLE DE QUALIDADE: VESTIMENTAS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (VPI) VALORES TÍPICOS DE DOSES EM DIAGNÓSTICO Providências: Principais Causas de Acidentes: Medidas preventivas: OS 15 PRINCIPAIS EXAMES EM TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA EXAME DE CRANIO PROGRAMAÇÃO PARÂMETROS PARÂMETROS (1) PARÂMETROS (2) PARÂMETROS (3) PARÂMETROS (4) PARÂMETROS (5) PARÂMETROS (6) EXAME DE PUNHO PROGRAMAÇÃO PARÂMETROS (7) PARÂMETROS (8) PARÂMETROS (9) PARAMETROS PARÂMETROS (10) PARÂMETROS (11)