Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

1 Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.18, n.12, p. 01-25, 2025 
 
Sarna demodécica canina: abordagens diagnósticas e terapêuticas atuais 
 
Canine demodectic mange: current diagnostic and therapeutic approaches 
 
Sarna demodécica canina: enfoques diagnósticos y terapéuticos actuales 
 
DOI: 10.55905/revconv.18n.12-149 
 
Originals received: 11/7/2025 
Acceptance for publication: 12/5/2025 
 
Letícia Santos de Souza 
Graduanda em Medicina Veterinária 
Instituição: Universidade de Vassouras 
Endereço: Saquarema – Rio de Janeiro, Brasil 
E-mail: letisgovet@gmail.com 
 
Fernanda da Silva Galaxi 
Graduanda em Medicina Veterinária 
Instituição: Universidade de Vassouras 
Endereço: Saquarema –Rio de Janeiro, Brasil 
E-mail: fernandagalaxi1@gmail.com 
 
Márcia Beatriz S. Pedrosa Xavier 
Graduanda em Medicina Veterinária 
Instituição: Universidade de Vassouras 
Endereço: Saquarema – Rio de Janeiro, Brasil 
E-mail: beatrizsevollela@gmail.com 
 
Luyza Vidal de Andrade 
Graduanda em Medicina Veterinária 
Instituição: Universidade de Vassouras 
Endereço: Saquarema – Rio de Janeiro, Brasil 
E-mail: vidalluyza@gmail.com 
 
Fernanda Pacheco de Almeida 
Graduanda em Medicina Veterinária 
Instituição: Universidade de Vassouras 
Endereço: Saquarema – Rio de Janeiro, Brasil 
E-mail:nandapac.almeida@gmail.com 
 
Luciana de Lima Bezerra 
Doutora em Medicina Veterinária 
Instituição: Universidade Federal de Viçosa 
Endereço: Viçosa – Minas Gerais, Brasil 
E-mail: luluzootec@uol.com.br 
 
mailto:letisgovet@gmail.com
mailto:fernandagalaxi1@gmail.com
mailto:beatrizsevollela@gmail.com
mailto:luluzootec@uol.com.br
 
2 Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.18, n.12, p. 01-25, 2025 
 
RESUMO 
A sarna demodécica em cães, também conhecida como demodicose ou demodicidose, é uma das 
dermatopatias mais comuns em atendimentos clínicos veterinários. É uma enfermidade grave 
causada pela proliferação descontrolada do ácaro Demodex canis nos folículos pilosos e 
glândulas sebáceas. Existem três espécies de ácaros descritas no cão, sendo eles o Demodex 
canis, Demodex injai ou Demodex cornei. Dentre eles o mais comumente encontrado e que causa 
a doença clínica é o Demodex canis. Diferente de outras sarnas, ela não é contagiosa entre os 
animais e está frequentemente ligada a uma disfunção do sistema imunológico do cão ou a fatores 
genéticos, permitindo que os ácaros, que normalmente vivem na pele, se multipliquem em 
excesso. Este artigo tem como objetivo descrever as abordagens diagnósticas e terapêuticas atuais 
para a sarna demodécica canina. O diagnóstico é eficaz e acessível através do raspado cutâneo 
profundo, que permite identificar as diferentes espécies de ácaros.A doença pode aparecer de 
forma localizada ( DL), com pequenas áreas de perda de pêlo, geralmente em filhotes e com 
tendência a se resolver espontaneamente. Já a forma generalizada (DG) é mais severa, com lesões 
extensas, inflamação e infecções secundárias, exigindo tratamento prolongado e 
acompanhamento veterinário que envolve o uso de medicamentos como ivermectina, 
milbemicina oxima, moxidectina, doramectina, sarolaner e fluralaner, que têm demonstrado alta 
eficácia para controlar os ácaros e o manejo de quaisquer condições subjacentes que afetam a 
imunidade do animal. O prognóstico pode variar de favorável a reservado, dependendo da causa 
subjacente, da extensão das lesões e da presença de infecções bacterianas secundárias. Para 
otimizar o tratamento e prevenir recaídas, especialmente em fêmeas, a castração é recomendada, 
pois ajuda a evitar a imunossupressão hormonal e a reduzir a chance de transmissão hereditária 
da doença. 
 
Palavras-chave: demodicose, cão, diagnóstico, tratamento, imunossupressão, castração. 
 
ABSTRACT 
The Canine demodicosis, also known as demodectic mange, is one of the most common skin 
diseases seen in veterinary clinics. It's a severe condition caused by the uncontrolled proliferation 
of the mite Demodex canis in hair follicles and sebaceous glands. There are three species of mites 
described in dogs: Demodex canis, Demodex injai, and Demodex cornei. The most common one 
that causes clinical disease is Demodex canis. Unlike other types of mange, it is not contagious 
between animals and is often linked to a dog's immune system dysfunction or genetic factors, 
which allows the mites, normally living on the skin, to multiply excessively. This article aims to 
describe the current diagnostic and therapeutic approaches for canine demodectic mange. 
Diagnosis is effective and accessible through a deep skin scraping, which allows for the 
identification of the different mite species. The disease can appear in a localized form (DL), with 
small areas of hair loss, usually in puppies, and a tendency to resolve spontaneously. The 
generalized form (DG) is more severe, with extensive lesions, inflammation, and secondary 
infections, requiring prolonged treatment and veterinary monitoring. Treatment involves the use 
of medications such as ivermectin, milbemycin oxime, moxidectin, doramectin, sarolaner, and 
fluralaner, which have shown high efficacy in controlling the mites and managing any underlying 
conditions that affect the animal's immunity.The prognosis can range from favorable to guarded, 
depending on the underlying cause, the extent of the lesions, and the presence of secondary 
bacterial infections. To optimize treatment and prevent relapses, especially in females, spaying 
is recommended as it helps avoid hormonal immunosuppression and reduces the chance of 
hereditary transmission of the disease. 
 
3 Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.18, n.12, p. 01-25, 2025 
 
Keywords: demodicosis, dog, diagnosis, treatment, immunosuppression, spaying. 
 
RESUMEN 
La sarna demodécica em perros, también conocida como demodicosis o demodicidosis, es uma 
de las dermatopatías más comunes em la clínica veterinaria. Es uma enfermedad grave causada 
por la proliferación descontrolada del ácaro Demodex canis em los folículos pilosos y glándulas 
sebáceas. Existen tres especies de ácaros descritas em el perro: Demodex canis, Demodex injai 
y Demodex cornei. Entre ellas, la más comúnmente encontrada y responsable de la enfermedad 
clínica es Demodex canis. A diferencia de otras sarnas, esta no es contagiosa entre los animales 
y está frecuentemente asociada a uma disfunción del sistema inmunológico del perro o a factores 
genéticos, lo que permite que los ácaros —que normalmente viven em la piel— se multipliquen 
em exceso.Este artículo tiene como objetivo describir los enfoques diagnósticos y terapéuticos 
actuales para la sarna demodécica canina. El diagnóstico es eficaz y accesible mediante el 
raspado cutáneo profundo, que permite identificar las diferentes especies de ácaros. La 
enfermedad puede presentarse de forma localizada (DL), com pequeñas áreas de pérdida de pelo, 
generalmente en cachorros y com tendencia a resolverse espontáneamente. La forma 
generalizada (DG), en cambio, es más severa, com lesiones extensas, inflamación e infecciones 
secundarias, lo que exige tratamiento prolongado y seguimiento veterinario que incluye el uso 
de medicamentos como ivermectina, milbemicina oxima, moxidectina, doramectina, sarolaner y 
fluralaner, los cuales han demostrado alta eficacia en el control de los ácaros, además del manejo 
de cualquier condición subyacente que afecte la inmunidad del animal.El pronóstico puede variar 
de favorable a reservado, dependiendo de la causa subyacente, de la extensión de las lesiones y 
de la presencia de infecciones bacterianas secundarias. Para optimizar el tratamiento y prevenir 
recaídas, especialmente en hembras, se recomienda la castración, ya que ayuda a evitar la 
inmunosupresión hormonal y reduce la posibilidad de transmisión hereditaria de la enfermedad. 
 
Palabras clave: demodicosis,perro, diagnóstico, tratamiento, inmunosupresión, castración. 
 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
“A sarna demodécica, também conhecida como “Sarna do Folículo Piloso” ou “Sarna da 
Lepra dos Cães”, é causada pelo ácaro Demodex canis “(Rebello et al., 2020). “Este ácaro 
pertence ao reino Animalia, filo Arthropoda, classe Arachnida, subclasse Acari, ordem 
Trombidiformes, subordem Prostigmata e família Demodecidae" (Bezerra et al., 2021) 
“Está entre as dermatopatias parasitárias mais prevalentes na rotina veterinária, também 
conhecida como sarna demodécica ou demodicidose canina” (Miller et al., 2023). “As 
enfermidades parasitárias respondem por importante parcela dos problemas dermatológicos dos 
cães, especialmente em regiões quentes” (Rebello et al., 2020). “Na sua forma generalizada, é 
 
4 Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.18, n.12, p. 01-25, 2025 
 
considerada uma das enfermidades mais graves em cães “(Santin et al., 2021), “e o tratamento 
pode ser insatisfatório, resultando, por vezes, na eutanásia de animais” (De Oliveira et al., 2020). 
Este trabalho tem como propósito examinar a demodicose canina em profundidade, 
utilizando uma pesquisa bibliográfica detalhada que explora as causas, o desenvolvimento, as 
diferentes manifestações e os tratamentos atuais. A meta é explicar detalhadamente a biologia do 
ácaro causador, averiguar os fatores que elevam a suscetibilidade dos cães à doença e avaliar a 
efetividade dos diversos tratamentos existentes. 
Para a realização deste estudo, foi feita uma busca aprofundada em plataformas de 
pesquisa como PubMed, Scielo e Google Scholar, procurando artigos e análises publicados entre 
2020 e 2024. Na busca, foram utilizados termos como "demodicose canina", "Demodex canis", 
"tratamento" e "terapias inovadoras". A escolha dos artigos priorizou aqueles que continham 
informações sobre a eficácia de tratamentos e estudos clínicos rigorosos. 
O Demodex canis é um habitante comum da pele dos cães. “No entanto, em certas 
condições, sua superpopulação pode levar ao desenvolvimento de dermatopatias" (Gonçalves et 
al., 2023). É crucial esclarecer que esta condição não é transmitida de animais para humanos. 
 
No Brasil, estudos indicam que o Demodex canis é responsável por uma parcela 
significativa dos casos de sarna canina atendidos em hospitais universitários, variando 
entre 40,0% e 48,28% (Santin et al., 2021). 
 
“O ciclo de vida do D. canis envolve ovos fusiformes que eclodem em larvas de seis 
patas, as quais se transformam em ninfas de oito patas e, finalmente, em ácaros adultos” (Miller 
et al., 2023). “Morfologicamente, o corpo do parasita é alongado, dividido em gnatossoma 
(anterior, com peças bucais), uma região intermediária com quatro pares de patas curtas e grossas, 
e o opistossoma (caudal, alongado e com estriações anelares transversais)” (Rebello et al., 2020). 
É sabido que uma das maneiras pelas quais a transmissão se processa é através da interação física 
entre a mãe e sua ninhada durante o período de aleitamento.“As possibilidades de cura são 
maiores quando controladas as causas primárias da imunossupressão em animais adultos” 
(Rebello et al., 2020). 
 
 
5 Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.18, n.12, p. 01-25, 2025 
 
2 MATERIAIS E METODOS 
 
O presente estudo fundamenta-se numa avaliação da bibliografia já publicada, elaborada 
a partir de uma busca aprofundada em plataformas digitais, a exemplo do PubMed, Scielo e 
Google Scholar. A coleta de dados abrangeu o período de 2020 até 2024, visando identificar e 
selecionar os estudos mais recentes relativos ao tema. Para realizar a pesquisa, foram utilizadas 
as seguintes palavras-chave: “demodicose canina”, “Demodex canis”, “tratamento” e “terapias 
inovadoras”. Os materiais selecionados incluíram artigos científicos, revisões bibliográficas e 
livros que abordassem a causa, o progresso, a identificação e os métodos de tratamento mais 
eficazes e atuais para a demodicose canina. 
 
3 REVISÃO DE LITERATURA 
 
3.1 MORFOLOGIA 
 
O ácaro Demodex exibe um corpo afilado e alongado, comumente descrito como no 
formato de "charuto". São parasitas diminutos, medindo aproximadamente até 0,2 mm de 
comprimento, e caracterizados por quatro pares de patas que se dilatam anteriormente, cada uma 
com cinco segmentos e posicionadas na porção frontal do corpo (Miller et al., 2023). 
A estrutura do parasita é segmentada em três regiões distintas. A primeira é o gnatossoma, 
localizado na região anterior, assemelhando-se à cabeça. Esta parte proeminente abriga o 
aparelho bucal, composto por quelíceras em formato de estilete, conectadas a palpos 
triarticulados. A segunda estrutura é o podossoma, a região intermediária que sustenta os quatro 
pares de patas curtas e robustas, também formadas por três artículos cada. Os tarsos dessas patas 
apresentam duas garras dentadas. 
Finalmente, o opistossoma, ou abdome, é uma parte caudal distinta do podossoma, sendo 
alongada e afilando-se até a extremidade posterior, onde exibe estrias transversais em formato 
de anel (Rebello et al., 2020). “O orifício genital feminino é uma fenda ventral, localizada ao 
nível da coxa IV, enquanto o orifício genital masculino é dorsal, situado entre as coxas I e II, de 
onde emerge o pênis” (Miller et al., 2023.). “O ácaro possui um único par de espiráculos na face 
 
6 Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.18, n.12, p. 01-25, 2025 
 
ventral, na base do gnatossoma, e seus ovos são caracteristicamente fusiformes” (Miller et al., 
2023). 
 
3.2 TIPOS DE DEMODICOSE 
 
3.2.1 Demodicose localizada 
 
Em diversos mamíferos, incluindo os seres humanos, as lesões causadas pela demodicose 
tendem a ser restritas a áreas específicas do corpo. Em cães, a demodicose localizada — também 
denominada forma escamosa — caracteriza-se por uma ou múltiplas áreas de alopecia que se 
apresentam pequenas, bem delimitadas, avermelhadas e com descamação cutânea. “O prurido, 
quando presente, é geralmente discreto, e as lesões ocorrem com maior frequência na face e nos 
membros torácicos” (Miller et al., 2023;.). 
“As manifestações clínicas da demodicose decorrem da proliferação excessiva do ácaro 
Demodex canis, um ectoparasita comensal que vive normalmente na pele dos cães” (Paterson, 
2020). 
 
Esse crescimento exacerbado está frequentemente relacionado à presença de fatores 
predisponentes, como infestações por endoparasitas, estados de desnutrição, uso de 
terapias imunossupressoras, ou situações de estresse transitório, incluindo estro, 
gestação, procedimentos cirúrgicos ou transporte (Rebello et al., 2020). 
 
As lesões podem variar de uma a cinco áreas de alopecia irregular, acompanhadas de 
eritema, hiperpigmentação e graus variados de descamação, podendo surgir em diferentes regiões 
do tegumento. 
 
A demodicose canina é uma dermatopatia inflamatória parasitária caracterizada por 
lesões cutâneas que podem se apresentar de forma localizada ou generalizada. O prurido 
não costuma ser um sinal clínico primário, mas pode se tornar um sintoma relevante 
quando a doença é complicada por infecções bacterianas secundárias, como a 
piodermite.(Souza et al., 2020, p. 5). 
 
 
 
7 Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.18, n.12, p. 01-25, 2025 
 
3.2.2 Demodicose generalizada 
 
A demodicose generalizada pode ser estratificada com base na idade de início e na 
localização das lesões. 
 
Existem três formas clínicas principais: o surto juvenil, a forma mais comum e grave, 
que se manifesta entre o terceiro e o décimo segundo mês de vida; o surto adulto, menos 
frequente, que acomete cães com mais de cinco anos de idade; e a pododermatite 
demodécica crônica (ou pododemodicose), caracterizada por lesões restritas às regiões 
podais (Miller et al., 2023). 
 
As manifestações clínicas da demodicose generalizadasão variadas e frequentemente 
severas. As lesões incluem pápulas foliculares, crostas, foliculite e furunculose, podendo evoluir 
para intensa exsudação hemorrágica. A delimitação entre as áreas acometidas e a pele íntegra é 
frequentemente bem definida. “Linfadenopatia regional é uma ocorrência comum, bem como 
infecções bacterianas secundárias, que agravam o quadro clínico” (Rebello et al., 2020). 
A maioria dos casos tem início com lesões localizadas em cães jovens. “Quando essas 
lesões não apresentam remissão espontânea ou não recebem tratamento adequado, podem evoluir 
para a forma generalizada, persistindo até a idade adulta” (Miller et al., 2023). Considera-se 
demodicose generalizada quando há cinco ou mais lesões alopécicas localizadas, acometimento 
de uma região corporal extensa (como toda a face) ou envolvimento completo de dois ou mais 
membros. "As manifestações clínicas da demodicose canina generalizada incluem áreas de 
alopecia, eritema, hiperpigmentação e crostas. Em muitos casos, observa-se a presença de 
piodermite secundária, que se manifesta como pústulas, fístulas e abscessos." (Souza et al., 2020, 
p. 8). 
 
3.3 TRANSMISSÃO 
 
A transmissão do Demodex canis ocorre principalmente durante o período neonatal. O 
contato direto da mãe com os filhotes é a forma mais comum, sendo que a infecção 
ocorre por meio das glândulas sebáceas e folículos pilosos. Raramente a doença é 
transmitida entre cães adultos, exceto em casos de imunossupressão." (Alves; Freitas, 
2021, p. 3). 
 
“Estudos indicam que os ácaros podem ser encontrados nos folículos pilosos de filhotes 
com apenas 16 horas de idade, particularmente na região do focinho, o que enfatiza o papel do 
 
8 Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.18, n.12, p. 01-25, 2025 
 
contato físico e da amamentação na transmissão inicial” (Miller et al., 2023). “Tentativas de 
induzir a infecção por outras vias, como oral, injeção intraperitoneal ou intratraqueal, ou pelo 
contato de cães sadios adultos com animais doentes, têm sido, em geral, infrutíferas” (Rebello et 
al., 2020). 
A ausência do ácaro em filhotes nascidos por cesariana e criados isoladamente da mãe 
sugere que a transmissão intrauterina não ocorre."A ausência do ácaro em natimortos ou em 
filhotes nascidos de cesariana e separados da mãe sem amamentar, reforça que o contato direto 
da mãe com os neonatos é a principal forma de transmissão do Demodex canis." (ALVES; 
FREITAS, 2021, p. 3). “Fora do hospedeiro, os ácaros são rapidamente inativados por 
desidratação, sobrevivendo por um curto período de tempo em condições ambientais” (Miller et 
al., 2023). 
Nos cães, a demodicose tende a se manifestar de forma mais grave, especialmente devido 
à participação do sistema imunológico. As lesões cutâneas iniciais caracterizam-se por eritema, 
edema e eczema, podendo evoluir para quadros de exsudação, piodermite e infecções bacterianas 
secundárias, com destaque para Staphylococcus spp. “A enfermidade geralmente se manifesta 
entre o terceiro mês e o primeiro ano de vida, sendo que a gravidade clínica está diretamente 
relacionada à carga parasitária” (Rebello et al., 2020). 
Embora o ácaro Demodex canis seja um residente comum na pele canina, o avanço para 
a manifestação clínica da doença, notadamente a versão generalizada, está profundamente 
relacionado a uma fragilização da resposta imunitária celular. Essa deficiência no sistema de 
defesa possibilita a proliferação excessiva da população de ácaros, culminando no surgimento de 
problemas de pele. "A demodicose generalizada é causada por um defeito no sistema 
imunológico do cão, em particular na imunidade celular, que resulta na proliferação dos ácaros 
Demodex canis" (Mueller et al., 2020, p. 4). 
 
A demodicose canina é caracterizada por lesões de alopecia, eritema, descamação e 
crostas, sendo que as lesões iniciais são mais frequentemente observadas em áreas como 
a face, orelhas e membros. Essa apresentação clínica pode se disseminar, acometendo 
grande parte da superfície corporal, especialmente em casos de doença 
generalizada.(Gasparetto et al., 2021, p. 2). 
 
 
 
9 Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.18, n.12, p. 01-25, 2025 
 
3.4 DIAGNÓSTICO 
 
O diagnóstico da demodicose pode ser estabelecido por meio de diferentes métodos 
laboratoriais e complementares. A escolha da técnica diagnóstica ideal deve considerar a 
facilidade de execução, o custo-benefício e a acurácia na detecção do parasita Demodex canis. 
“Entre os métodos mais utilizados destacam-se o raspado cutâneo profundo, o tricograma, a 
biópsia e a análise histopatológica” (Miller et al., 2023; , 2024; Rebello et al., 2020). 
 
3.4.1 Exame clínico 
 
Em diversos mamíferos, incluindo os seres humanos, as lesões causadas pela demodicose 
tendem a ser restritas a áreas específicas do corpo. Em cães, a demodicose localizada — também 
denominada forma escamosa — caracteriza-se por uma ou múltiplas áreas de alopecia que se 
apresentam pequenas, bem delimitadas, avermelhadas e com descamação cutânea. “O prurido, 
quando presente, é geralmente discreto, e as lesões ocorrem com maior frequência na face e nos 
membros torácicos” (Miller et al., 2023; Santin et al., 2021). 
"As manifestações clínicas da demodicose canina resultam da proliferação anormal do 
ácaro Demodex spp., um parasita que habita normalmente os folículos pilosos dos cães e que se 
torna patogênico sob certas condições de desequilíbrio imunológico." (Gasparetto et al., 2021, p. 
2). 
 
Esse crescimento exacerbado está frequentemente relacionado à presença de fatores 
predisponentes, como infestações por endoparasitas, estados de desnutrição, uso de 
terapias imunossupressoras, ou situações de estresse transitório, incluindo estro, 
gestação, procedimentos cirúrgicos ou transporte (Rebello et al., 2020). 
 
As lesões podem variar de uma a cinco áreas de alopecia irregular, acompanhadas de 
eritema, hiperpigmentação e graus variados de descamação, podendo surgir em diferentes regiões 
do tegumento. Apesar de serem mais comuns na face, podem se manifestar em qualquer parte do 
corpo. “De forma geral, essas lesões não apresentam prurido significativo, a menos que haja 
infecção bacteriana secundária associada” (Santin et al., 2021). 
A demodicose generalizada pode ser estratificada com base na idade de início e na 
localização das lesões. 
 
10 Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.18, n.12, p. 01-25, 2025 
 
 
Existem três formas clínicas principais: o surto juvenil, a forma mais comum e grave, 
que se manifesta entre o terceiro e o décimo segundo mês de vida; o surto adulto, menos 
frequente, que acomete cães com mais de cinco anos de idade; e a pododermatite 
demodécica crônica (ou pododemodicose), caracterizada por lesões restritas às regiões 
podais (Miller et al., 2023). 
 
As manifestações clínicas da demodicose generalizada são variadas e frequentemente 
severas. As lesões incluem pápulas foliculares, crostas, foliculite e furunculose, podendo evoluir 
para intensa exsudação hemorrágica. A delimitação entre as áreas acometidas e a pele íntegra é 
frequentemente bem definida. “Linfadenopatia regional é uma ocorrência comum, bem como 
infecções bacterianas secundárias, que agravam o quadro clínico” (Rebello et al., 2020). 
A maioria dos casos tem início com lesões localizadas em cães jovens.” Quando essas 
lesões não apresentam remissão espontânea ou não recebem tratamento adequado, podem evoluir 
para a forma generalizada, persistindo até a idade adulta” (Miller et al., 2023). Considera-se 
demodicose generalizada quando há cinco ou mais lesões alopécicas localizadas, acometimento 
de uma região corporal extensa (como toda a face) ou envolvimento completo de dois ou mais 
membros. “As lesões características incluem hiperpigmentação, liquenificação, dermatite 
crônica, descamação, crostase piodermite severa” (Santin et al., 2021). 
 
3.4.2 Raspado cutâneo 
 
O raspado cutâneo profundo é o procedimento mais utilizado na rotina clínica para 
confirmar a demodicose. “É uma técnica simples, de baixo custo e com alta sensibilidade para a 
visualização direta do ácaro nos folículos pilosos” (Miller et al., 2023 ;Rebello et al., 2020). O 
exame consiste na raspagem vigorosa da pele até que ocorra um discreto sangramento, o que 
assegura que a amostra foi coletada na profundidade correta, onde os parasitas se localizam. 
 
3.4.3 Tricograma 
 
O tricograma é um exame complementar que consiste na análise microscópica de pelos 
extraídos das regiões lesionadas. Essa técnica pode ser especialmente útil em áreas sensíveis, 
como a região interdigital ou facial, onde o raspado profundo é de difícil execução. “O Demodex 
canis pode ser observado aderido ao bulbo piloso, sendo a técnica indicada principalmente em 
 
11 Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.18, n.12, p. 01-25, 2025 
 
animais com lesões localizadas ou em pacientes que não toleram bem o raspado” (Santin et al., 
2021). 
 
3.4.4 Biópsia 
 
A biópsia cutânea é indicada principalmente nos casos crônicos, recidivantes ou em 
pacientes com pododemodicose, nos quais o diagnóstico por raspado pode ter limitações. A 
amostra obtida permite uma análise histológica detalhada das alterações inflamatórias cutâneas 
e a presença dos ácaros nos folículos pilosos e glândulas sebáceas. “A biópsia deve ser sempre 
acompanhada de um exame histopatológico para uma avaliação definitiva “(De Oliveira et al., 
2020). 
 
3.4.5 Histopatologia 
 
A histopatologia é uma ferramenta essencial para confirmar o diagnóstico de demodicose 
em casos duvidosos ou atípicos. O exame permite identificar a presença dos ácaros dentro dos 
folículos pilosos, além de avaliar o padrão inflamatório, a profundidade da lesão e possíveis 
alterações associadas. “Este método é frequentemente utilizado em conjunto com a biópsia, 
contribuindo significativamente para o diagnóstico diferencial de outras dermatoses” (Rebello et 
al., 2020; Santin et al., 2021). 
 
3.4.6 Exames complementares 
 
Os exames complementares são essenciais na avaliação clínica de cães com suspeita de 
demodicose, pois auxiliam na triagem e na investigação de possíveis enfermidades 
predisponentes que favorecem a proliferação do Demodex canis. “Além da anamnese e do exame 
físico, os exames laboratoriais são fundamentais para elucidar distúrbios sistêmicos associados à 
imunossupressão” (Miller et al., 2023). Os procedimentos mais rotineiramente empregados 
incluem hemograma completo, análise bioquímica sérica e urinálise, considerados exames 
básicos de triagem. 
 
 
12 Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.18, n.12, p. 01-25, 2025 
 
Quando os resultados obtidos, em conjunto com os dados clínicos e históricos, sugerem 
a presença de distúrbios endócrinos ou sistêmicos, torna-se necessária a realização de 
testes mais específicos, como dosagens hormonais para o diagnóstico de 
hipotireoidismo ou hiperadrenocorticismo (Rebello et al., 2020). 
 
Estudos têm avaliado o perfil hematológico de cães acometidos por demodicose, 
evidenciando alterações relevantes. A principal anomalia identificada foi a trombocitopenia, 
associada à presença de hemoparasitas e à consequente imunossupressão, favorecendo a 
multiplicação do ácaro. Também foram observadas eritropenia, hipoglobulinemia e redução do 
hematócrito, características compatíveis com anemia de doença crônica. “Outros achados 
incluem leucopenia, eosinofilia e neutrofilia. Embora tais alterações não sejam patognomônicas 
da demodicose, sua identificação é essencial para o direcionamento terapêutico adequado e 
individualizado, especialmente nos casos crônicos e refratários “(Santin et al., 2021; De Oliveira 
et al., 2020). 
 
3.5 DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS 
 
O diagnóstico da demodicose é fundamental para o sucesso do tratamento e se baseia 
na identificação dos ácaros em exames microscópicos, sendo o raspado de pele 
profundo o método de eleição. A confirmação da presença do parasita é crucial para 
diferenciar a doença de outras dermatopatias com sintomas semelhantes. (Patton et al., 
2022, p. 1761). 
 
No entanto, diversas enfermidades dermatológicas apresentam sinais clínicos 
semelhantes, o que demanda uma investigação criteriosa para exclusão de outras causas. 
 
Entre os diagnósticos diferenciais mais frequentes, destacam-se a piodermite bacteriana 
superficial e profunda, as dermatofitoses, as reações de hipersensibilidade – incluindo 
dermatite alérgica à picada de pulga, alergias alimentares e dermatite atópica –, além 
das doenças autoimunes, como pênfigo foliáceo, lúpus eritematoso sistêmico e 
dermatomiosite facial (Miller et al., 2023; Rebello et al., 2020; Santin et al., 2021). 
Além disso, enfermidades de origem endócrina, como o hipotireoidismo e o 
hiperadrenocorticismo, devem ser sempre investigadas, sobretudo em cães adultos, 
devido à associação com imunossupressão, condição que favorece o surgimento da 
demodicose generalizada (De Oliveira et al., 2020). 
 
Portanto, uma abordagem diagnóstica abrangente e sistemática é essencial para a 
diferenciação adequada e o estabelecimento de um protocolo terapêutico eficaz. 
 
 
13 Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.18, n.12, p. 01-25, 2025 
 
3.6 TRATAMENTO 
 
“A demodicose localizada (DL) e a generalizada (DG) são consideradas entidades 
clínicas distintas, que requerem abordagens diagnósticas e terapêuticas diferenciadas” (Rebello 
et al., 2020). “O sucesso terapêutico na DG está frequentemente associado ao controle de fatores 
imunossupressores subjacentes” (Miller et al., 2023). "As isoxazolinas orais, como o afoxolaner, 
fluralaner, lotilaner e sarolaner, são agora consideradas a primeira linha de tratamento para a 
demodicose canina generalizada, devido à sua alta eficácia, segurança e facilidade de 
administração" (Mueller et al., 2020, p. 4). “Além disso, o uso de coleiras impregnadas com 
amitraz não é recomendado devido à sua eficácia limitada” (Santin et al., 2021). 
Cada um dos dois tipos de dermatopatia reage a uma abordagem terapêutica distinta. A 
forma localizada tende à resolução espontânea. “Em muitos casos, a recomendação é apenas o 
monitoramento clínico do paciente, sem necessidade de tratamento acaricida específico, desde 
que não ocorra progressão para formas mais extensas “(Miller et al., 2023). Por outro lado, a 
forma generalizada é mais grave e requer intervenção terapêutica rigorosa. O tratamento deve ser 
individualizado, considerando a gravidade das lesões, a presença de infecções secundárias e o 
estado imunológico do animal. “Os principais princípios terapêuticos incluem o uso de 
acaricidas, antibióticos e, em alguns casos, imunomodulação” (Rebello et al., 2020). 
 
Dentre os fármacos acaricidas utilizados, destacam-se as lactonas macrocíclicas (como 
ivermectina, moxidectina e doramectina), que apresentam eficácia comprovada, embora 
demandem precauções em determinadas raças devido à mutação no gene MDR1, 
responsável por maior sensibilidade a esses compostos (Santin et al., 2021). 
 
“A ivermectina, por exemplo, é frequentemente administrada por via oral em doses 
diárias progressivas, com monitoramento rigoroso de possíveis efeitos colaterais” (Miller et al., 
2023). 
Alternativamente, as isoxazolinas têm se consolidado como uma classe promissora no 
tratamento da demodicose generalizada. Fluralaner, afoxolaner, lotilaner e sarolaner 
demonstraram alta eficácia, com a vantagem de posologias mensais e melhor perfil de segurança. 
 
Estudos clínicos têm demonstrado que o uso de fluralaner, na forma de comprimido 
mastigável, é altamente eficaz no tratamento da demodicose canina generalizada. Uma 
única dose oral é capaz de promover a eliminaçãocompleta dos ácaros e a recuperação 
 
14 Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.18, n.12, p. 01-25, 2025 
 
clínica total dos pacientes em um período de até 12 semanas, sendo uma alternativa 
segura e conveniente.(Silva et al., 2023, p. 5). 
 
O tratamento deve ser mantido até a obtenção de dois raspados cutâneos negativos 
consecutivos, com intervalo de quatro semanas, o que indica a remissão parasitológica. “A 
continuidade do acompanhamento clínico é essencial para prevenção de recidivas, especialmente 
em casos associados à imunossupressão ou doenças sistêmicas concomitantes” (Miller et al., 
2023). 
A doramectina é uma avermectina pertencente ao grupo das lactonas macrocíclicas e tem 
sido utilizada com sucesso no tratamento da demodicose canina. “Estudos demonstram que a 
administração semanal por via subcutânea resulta em altas taxas de cura, com os cães 
apresentando recuperação plena após o tratamento” (De Oliveira et al., 2020). “Além disso, a 
doramectina mostrou-se eficaz no tratamento de outras ectoparasitoses, como a sarna sarcóptica, 
sem relatos de efeitos colaterais significativos” (Rebello et al., 2020). 
 
3.6.1 Tratamento de demodicose localizada 
 
Normalmente, a demodicose localizada em cães tende a regredir de maneira espontânea, 
com resolução em até 90% dos casos, sendo as recidivas pouco frequentes. "Para cães nos quais 
a doença progride ou não responde, a generalização pode se desenvolver, e o tratamento é 
necessário" (Patterson, 2021). 
 
Ademais, não há evidência científica que comprove que o manejo terapêutico da 
demodicose localizada (DL) previne sua evolução para a forma generalizada, visto que 
não se observa diferença significativa na taxa de resolução entre os casos que receberam 
tratamento e os que não foram tratados (Do Amaral Souza Silva et al., 2020). 
 
A utilização de isoxazolinas orais, como o afoxolaner, fluralaner, lotilaner e sarolaner, 
tem demonstrado alta eficácia na resolução da demodicose canina, oferecendo uma 
alternativa mais segura e conveniente em comparação com os tratamentos tópicos 
(Mueller et al., 2020). 
 
Em situações em que o profissional veterinário julgar necessário o tratamento, 
recomenda-se o uso tópico de peróxido de benzoíla, disponível nas formas de gel, loção, creme 
ou xampu, com aplicação de duas a três vezes ao dia, sempre seguindo o sentido do crescimento 
 
15 Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.18, n.12, p. 01-25, 2025 
 
dos pelos. “Nos casos em que há infecção bacteriana secundária (piodermite), é indicado o uso 
de antimicrobianos apropriados” (Do Amaral Souza Silva et al., 2020). 
As lesões cutâneas podem apresentar remissão entre seis e oito semanas, sendo essencial 
alertar os tutores que pode haver agravamento clínico antes da melhora visível. 
 
A demodicose generalizada em cães é uma doença complexa, e uma avaliação completa 
do estado de saúde do animal é crucial para o sucesso do tratamento, pois doenças 
concomitantes ou outras condições que afetam o sistema imunológico podem ser a 
causa subjacente da proliferação de ácaros (Moriello, 2021). 
 
Caso a remissão espontânea não ocorra, se as lesões aumentarem em extensão e número, 
ou se houver um crescimento na proporção de formas larvais e adultas de ácaros observados nas 
lesões, é recomendável iniciar imediatamente o tratamento da piodermite concomitante, 
associado ao uso de acaricida específico, considerando-se a evolução para a forma generalizada 
da patologia. "É recomendado realizar um mínimo de três raspados cutâneos com resultados 
negativos, com intervalos de um mês, para considerar que o animal está curado" (Moriello, 2021). 
 
3.6.2 Tratamento de demodicose generalizada 
 
Conforme Patterson (2021), o manejo terapêutico da demodicose generalizada (DG) 
ainda representa um desafio relevante e recorrente na clínica veterinária, pois muitas vezes pode 
ser frustrante e insatisfatório. Historicamente, a ineficácia dos acaricidas disponíveis e a alta taxa 
de recidivas levaram à eutanásia de muitos cães. 
As falhas terapêuticas estão geralmente associadas a uma tríade de fatores: a profundidade 
dos folículos onde os ácaros se encontram, o comprometimento imunológico do animal e a 
presença de piodermite secundária. Portanto, o tratamento não é considerado completamente 
curativo, sendo mais apropriado classificá-lo como um controle clínico da doença. "Apesar disso, 
o prognóstico para cães com demodicose juvenil é excelente, e o prognóstico para a forma adulta 
é bom, desde que a doença subjacente seja identificada e controlada" (Moriello, 2021, p. 385). 
Nos casos considerados leves de demodicose generalizada, especialmente em cães com 
menos de um ano de idade, muitas vezes não é necessário iniciar intervenção medicamentosa, 
pois há tendência à remissão espontânea. "Em cães jovens com demodicose juvenil, o tratamento 
 
16 Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.18, n.12, p. 01-25, 2025 
 
pode ser adiado em casos leves e não progressivos, já que a doença pode se resolver 
espontaneamente" (Patterson, 2021, p. 383). 
É fundamental realizar uma avaliação abrangente do estado geral do animal, tratando 
quaisquer comorbidades existentes, suspendendo o uso de agentes imunossupressores e 
aprimorando o manejo ambiental. Essas medidas são essenciais tanto para promover a autocura 
da sarna demodécica quanto para aumentar a eficácia da intervenção terapêutica, uma vez que a 
doença pode estar relacionada a um desequilíbrio sistêmico pré-existente. "Destacam-se, ainda, 
os casos de cães com piodermite profunda secundária à demodicose generalizada, que necessitam 
de tratamento específico com antibióticos apropriados para aliviar o prurido, dor e desconforto" 
(Moriello, 2021, p. 385). 
 
O sucesso do tratamento da demodicose canina é influenciado por diversos fatores, 
incluindo a severidade da doença, a idade do cão, a presença de doenças subjacentes ou 
infecções secundárias e a seleção do acaricida mais apropriado, bem como a adesão ao 
tratamento" (Mueller et al., 2020, p. 4). 
 
No passado, substâncias como petróleo, nicotina, zinco, magnésio, éter e sangue 
chegaram a ser indicadas para o tratamento da enfermidade, porém mostraram-se ineficazes, 
demonstrando ausência de benefícios terapêuticos. Na década de 1970, foi introduzido o primeiro 
composto recomendado para tratamento da demodicose generalizada: o organofosforado Ronel. 
Apesar de apresentar uma taxa de eficácia elevada, suas aplicações estavam associadas a efeitos 
adversos graves, o que levou à descontinuação do seu uso. Outro organofosforado, o Phoxim, 
ainda é comercializado em alguns países, mas com a alta toxicidade dos carbamatos e 
organofosforados, novos protocolos foram introduzidos. 
Atualmente, os ingredientes ativos mais usados na medicina veterinária são as 
isoxazolinas, por exemplo, o fluralaner e o afoxolaner, que revolucionaram as alternativas de 
tratamento e a evolução da doença, visto que oferecem mais segurança e eficiência. "As 
isoxazolinas orais são agora consideradas a terapia de primeira linha para a demodicose canina 
generalizada devido à sua alta eficácia, segurança e conveniência" (Mueller et al., 2020, p. 4). 
 
 
17 Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.18, n.12, p. 01-25, 2025 
 
3.6.2.1 Formamidinas 
 
O amitraz, um agente acaricida do grupo das formamidinas, tem sido historicamente o 
medicamento de referência para o tratamento da demodicose generalizada (DG) em cães. “A 
atividade do amitraz é atribuída à sua ação em receptores de octopamina em ácaros, levando à 
paralisia e morte dos parasitas” (Patton et al., 2022). Sua aplicação é exclusivamente tópica, 
geralmente em forma de banhos ou sprays, e tem como alvo o controle de infestações por diversos 
ectoparasitas. É importante que a aplicação ocorra em ambientes bemventilados e à sombra para 
evitar a inalação de vapores e a degradação do produto pela luz solar. “Recomenda-se a tosa 
prévia para cães de pelo longo e a lavagem com um xampu de peróxido de benzoíla para auxiliar 
na remoção de detritos e na penetração do produto” (Mueller et al., 2020). 
A preparação da solução deve ser realizada a cada aplicação, visto que o produto pode 
tornar-se mais tóxico ao ser degradado pelo oxigênio. Para a aplicação, é essencial o uso de 
equipamentos de proteção, como luvas e máscaras, e evitar o contato com os olhos e a boca do 
animal, pois pode causar lesões oculares. “As diluições recomendadas são de 250 a 500 ppm, e 
é crucial que a solução seja utilizada imediatamente após o preparo para evitar a degradação” 
(Patterson, 2021, p. 384). 
A eficácia do amitraz tem sido questionada em anos recentes devido à identificação de 
casos de intolerância e resistência do ácaro Demodex canis, muitas vezes decorrentes de falhas 
na aplicação, como banhos intermediários, exposição ao sol ou interrupção prematura do 
tratamento. “A adesão ao tratamento com banhos de amitraz pode ser baixa, devido à frequência 
necessária e à toxicidade potencial para o manipulador e para o cão” (Mueller et al., 2020, p. 4). 
“Além disso, a toxicidade do produto pode causar intoxicação, manifestada por sinais como 
sedação, bradicardia e hiperglicemia, sendo contraindicado para cães diabéticos” (Moriello, 
2021, p. 384). 
O amitraz é mais seguro que organofosforados e carbamatos. “A instabilidade da 
formulação diluída de amitraz é um fator importante a ser considerado, e a mistura deve ser 
utilizada em um curto período de tempo após a sua preparação” (Mueller et al., 2020). A 
toxicidade é relativamente baixa, mas em casos onde as diluições são incorretas ou nas espécies 
contraindicadas a chance de intoxicação aumenta.”Raças pequenas, como Chihuahuas, são mais 
propensas a efeitos adversos com o uso de amitraz” (Patterson, 2021). 
 
18 Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.18, n.12, p. 01-25, 2025 
 
3.6.2.2 Lactonas macrocíclicas 
 
As lactonas macrocíclicas englobam princípios ativos como as avermectinas e as 
milbemicinas. Elas atuam como agentes endectocidas, sendo eficazes contra parasitas internos e 
externos, com amplo espectro antiparasitário. "Tais substâncias são originadas da fermentação 
de espécies do gênero Streptomyces, possuindo propriedades anti-helmínticas e 
ectoparasiticidas" (Tully et al., 2021).“Entre as avermectinas destacam-se a ivermectina, 
doramectina e selamectina. Já as milbemicinas incluem compostos como a milbemicina oxima e 
a moxidectina” (UFRRJ, 2022). 
 
O modo de ação dessas substâncias consiste em intensificar a atividade inibitória dos 
estímulos neuronais mediados por glutamato ou canais de cloro associados ao ácido 
gama-aminobutírico (GABA), resultando na hiperpolarização do neurônio, bloqueio da 
condução nervosa e consequente morte do parasita (UFMS, 2024). 
 
Em geral, essas moléculas não apresentam toxicidade significativa em mamíferos, visto 
que não ultrapassam a barreira hematoencefálica devido ao seu elevado peso molecular. “Além 
disso, os mamíferos não possuem canais de cloro glutamato-dependentes, e o GABA, embora 
presente, não sofre interferência direta, o que impede sua atuação no sistema nervoso central” 
(Pereira ; Carneiro, 2021). 
As lactonas macrocíclicas são frequentemente utilizadas como substitutas do amitraz, por 
apresentarem certas vantagens em relação a este. Em animais com piodermite secundária, o 
tratamento pode ser iniciado mesmo com a infecção ativa, sendo possível a realização de banhos 
regulares. “Além disso, o risco de sedação e os perigos ocupacionais para quem realiza a 
aplicação são reduzidos “(UFMS, 2024). Por outro lado, existem limitações, como a 
possibilidade de efeitos adversos que, embora pouco frequentes, podem ser graves e não contam 
com antídotos específicos. “O custo do tratamento também representa um fator relevante a ser 
considerado” (UNIPAR, 2020). 
As ivermectinas ,no geral são bem toleradas, é um fármaco prescrito frequentemente 
pelos clínicos e muito utilizado no controle da Sarna Demodécica Canina. “Em relação a um 
menor custo e a eficácia (de até 90% no Brasil) é o considerado o de melhor escolha para aferição 
dermatológica” (Delayte et al., 2021; UNIPAR, 2020). 
 
19 Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.18, n.12, p. 01-25, 2025 
 
A moxidectina foi a primeira lactona macrocíclica a ser empregada no tratamento da 
demodicose generalizada em cães, conforme a literatura. 
 
A eficácia das lactonas macrocíclicas no tratamento da demodicose canina é 
amplamente demonstrada em estudos clínicos, sendo que substâncias como a 
ivermectina e a moxidectina têm mostrado altas taxas de sucesso na eliminação dos 
ácaros e na resolução completa dos sinais clínicos. (Silva; Oliveira, 2022, p. 10). 
 
“O tratamento pode ser feito por via oral ou tópica, com a formulação do tipo "spot-on" 
sendo uma alternativa à administração oral” (UEMA, 2022). “Embora o tratamento com 
moxidectina seja eficaz, estudos subsequentes relataram reações adversas sistêmicas, como 
letargia, hipotermia, lesões noduloulcerativas na pele, dor e exsudato purulento no local da 
aplicação, especialmente quando utilizada a via subcutânea” (UFMS, 2024).” Apesar do número 
limitado de investigações, a moxidectina possui evidências consistentes que sustentam sua 
indicação” (UEMA, 2022). 
A dosagem oral indicada é de 0,2 a 0,5 mg/kg por dia, enquanto a formulação tópica deve 
ser aplicada semanalmente, com a continuidade do tratamento ocorrendo por, no mínimo, um 
mês após a obtenção de dois exames parasitológicos (raspados cutâneos) negativos consecutivos. 
“A duração total do tratamento varia entre dois a cinco meses” (UEMA, 2022). As principais 
reações adversas, como mioclonia e incoordenação motora, foram observadas em dosagens mais 
elevadas. 
A utilização de moxidectina em quantidades acima do indicado pode ocasionar reações 
indesejadas, por exemplo, sonolência excessiva, vômitos, falta de apetite e falta de coordenação 
motora. Apesar de incomuns, esses indícios de superdosagem servem de alerta sobre a 
necessidade de respeitar as doses apropriadas, assegurando, assim, o bem-estar do indivíduo em 
tratamento. " 
A moxidectina injetável é bem tolerada na maioria dos cães, mas a toxicidade pode 
ocorrer em raças sensíveis ao gene MDR1" (Moriello, 2021, p. 385)."Estudos toxicológicos 
recentes confirmaram a segurança da moxidectina para cães da raça Collie sensíveis à 
ivermectina, o que indica que a moxidectina possui uma margem de segurança mais ampla em 
comparação com a ivermectina para essa raça" (Mueller et al., 2020). 
A doramectina também pertence ao grupo das lactonas macrocíclicas e tem mostrado 
eficácia no controle da demodicose canina generalizada. O protocolo usual envolve aplicação 
 
20 Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.18, n.12, p. 01-25, 2025 
 
subcutânea semanal, com dosagens entre 0,2 e 0,6 mg/kg. A medicação é bem tolerada, sem 
relatos significativos de efeitos colaterais ou desconforto no local da injeção. 
 
3.6.2.3 Isoxazolinas 
 
“As isoxazolinas, incluindo o sarolaner, atuam como potentes antagonistas dos canais de 
cloro controlados por GABA e glutamato, resultando na morte de ácaros, carrapatos e pulgas” 
(Patton et al., 2022).Em estudos envolvendo cães com demodicose generalizada, a administração 
oral mensal do fármaco na dose de 2 mg/kg demonstrou eficácia significativa. “As isoxazolinas 
orais (afoxolaner, fluralaner, lotilaner, sarolaner) são consideradas o tratamento de primeira linha 
para a demodicose canina generalizada devido à sua alta eficácia, segurança e conveniência” 
(Mueller et al., 2020). 
“O fluralaner, princípio ativo do medicamento Bravecto®, é um ectoparasiticida 
sistêmicode ação prolongada que pertence à classe das isoxazolinas” (Patton et al., 2022). Em 
estudo recente, uma única dose oral do fármaco foi administrada em cães diagnosticados com 
demodicose generalizada. “Uma única dose de fluralaner foi altamente eficaz, resultando em 
mais de 98% de redução de ácaros e remissão clínica em cães com demodicose canina 
generalizada no dia 56” (Patterson, 2021).. 
Além da eficácia parasitológica, verificou-se também melhora significativa das lesões 
cutâneas e crescimento de pelos nas áreas afetadas. Esse protocolo terapêutico tem sido preferido 
devido à praticidade da administração única, que promove resolução completa do quadro 
parasitário em até 60 dias. Adicionalmente, o fluralaner também é indicado para o controle de 
pulgas e carrapatos, com reaplicação a cada 12 semanas, conferindo maior comodidade ao tutor 
e boa relação custo-benefício. 
 
3.7 PREVENÇÃO 
 
A prevenção da demodicose canina envolve, principalmente, o controle dos fatores 
predisponentes e a adoção de boas práticas de manejo, saúde e reprodução. A forma generalizada 
da doença está associada à predisposição hereditária, sendo desaconselhável o uso de animais 
acometidos por essa forma clínica na reprodução, especialmente fêmeas, em que aDISCUSSÃs 
 
21 Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.18, n.12, p. 01-25, 2025 
 
hormonais podem favorecer recidivas. “Nestes casos, recomenda-se a castração como medida 
preventiva” ( Mueller et al., 2020). 
Manter a integridade do sistema imunológico é essencial para evitar o desenvolvimento 
da doença. Cães imunossuprimidos — por doenças sistêmicas, desnutrição ou uso prolongado de 
corticosteróides — apresentam risco aumentado de desenvolver a forma generalizada da 
demodicose.” Dessa forma, garantir boa nutrição, controle parasitário eficaz, vacinação em dia, 
ambiente higienizado e com baixo nível de estresse contribui significativamente para a 
prevenção” (Mueller et al., 2020). 
Filhotes e cães jovens de raças predispostas requerem vigilância clínica frequente, 
especialmente nos primeiros meses de vida, quando a forma localizada é mais comum.”Apesar 
de, na maioria dos casos, essa forma regredir espontaneamente, o acompanhamento veterinário 
é essencial para evitar progressões indesejadas” (Patterson, 2021).”Por fim, medidas de manejo 
ambiental, como limpeza regular dos espaços, controle de ectoparasitas e manutenção de uma 
dieta equilibrada, são práticas recomendadas que auxiliam na integridade da pele e reduzem a 
exposição a fatores de risco” (Moriello, 2021). 
 
4 DISCUSSÃO E RESULTADOS 
 
As doenças parasitárias, como a demodicose canina, representam uma significativa 
parcela dos problemas dermatológicos atendidos na rotina veterinária, especialmente 
em regiões de clima quente, onde a alta temperatura e a umidade favorecem a 
proliferação de ácaros e outros ectoparasitas (Rebello et al., 2020). 
 
“Neste contexto, a demodicose se destaca não apenas pela sua alta prevalência, mas 
também pela complexidade de seu tratamento, em especial na forma generalizada, que é 
considerada uma das enfermidades mais graves em cães” (Santin et al., 2021). “A ausência de 
um protocolo de tratamento satisfatório pode, em casos severos, levar à indicação de eutanásia, 
o que ressalta a importância de um diagnóstico precoce e da implementação de terapias eficazes” 
(De Oliveira et al., 2020). 
Estudos revelam que a demodicose canina é realmente uma doença oportunista, 
provocada pelo aumento excessivo do ácaro Demodex canis, um morador comum da pele dos 
cães. Em muitos casos, esta situação surge devido a problemas ou enfraquecimento do sistema 
de defesa do animal, que abre caminho para a proliferação descontrolada do parasita. 
 
22 Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.18, n.12, p. 01-25, 2025 
 
“A transmissão do ácaro ocorre, predominantemente, de forma vertical, da mãe para os 
filhotes durante os primeiros dias de vida e o período de amamentação” (Scott et al., 2021), é 
compreensível que a enfermidade se manifeste com mais frequência em animais mais novos ou 
com a imunidade fragilizada. “O conhecimento detalhado do ciclo de vida e da morfologia do D. 
canis é crucial para o diagnóstico preciso, que se baseia na identificação de ovos, larvas, ninfas 
ou adultos do ácaro em exames parasitológicos de raspado de pele” (Miller et al., 2023).“Apesar 
dos desafios, a demodicose generalizada tem maiores chances de cura quando a causa subjacente 
da imunossupressão é identificada e controlada” (Rebello et al., 2020). 
Nos dias atuais o tratamento mais promissor para sarna demodécica em cães inclui o uso 
de remédios orais chamados isoxazolinas, como afoxolaner, sarolaner e fluralaner.” Esses 
fármacos têm demonstrado alta eficácia e segurança, resultando em altas taxas de cura e remissão 
clínica prolongada” (Miller et al., 2023). A recente leva de acaricidas demonstra um progresso 
considerável se comparada aos métodos antigos, os quais comumente demandavam usos diretos 
ou imersões demoradas, apresentando menos sucesso e mais chances de reações adversas. 
 
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
A presente pesquisa evidencia a relevância da demodicose canina no âmbito da medicina 
veterinária, sobretudo por sua frequência na prática clínica e pelas múltiplas abordagens 
envolvidas no diagnóstico, identificação dos sinais clínicos, estratégias de prevenção e, 
principalmente, na terapêutica. Diversas opções de tratamento estão disponíveis, apresentando 
eficácia semelhante, diferenciando-se principalmente quanto à facilidade de administração e ao 
custo dos fármacos. 
Este estudo enfatiza o uso de medicamentos com boa resposta clínica e economicamente 
mais viáveis, o que favorece a adesão ao tratamento por parte dos tutores.A demodicose 
caracteriza-se por um espectro clínico variável, podendo ser confundida com outras enfermidades 
dermatológicas, como piodermites, micoses e doenças autoimunes, o que reforça a importância 
de uma abordagem diagnóstica criteriosa e integrada. 
Embora se trate de uma dermatopatia amplamente conhecida e descrita há décadas, ainda 
há lacunas significativas no conhecimento, especialmente no que se refere à sua patogenia, aos 
 
23 Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.18, n.12, p. 01-25, 2025 
 
mecanismos imunológicos envolvidos e à sua predisposição hereditária. Isso evidencia a 
necessidade contínua de estudos atualizados e aprofundados sobre esses aspectos. 
Ainda que os métodos diagnósticos convencionais sejam eficazes, alguns exames 
complementares permanecem subutilizados, como o exame parasitológico do cerúmen, o qual 
poderia oferecer suporte adicional em casos específicos. Ademais, observa-se uma elevada 
prevalência da enfermidade na população canina atual, o que pode ser atribuído não apenas à 
imunossupressão dos animais acometidos, mas também à negligência na seleção reprodutiva por 
parte de criadores, que frequentemente mantêm cães portadores da enfermidade em programas 
de reprodução. 
Dessa forma, é fundamental que haja maior conscientização e responsabilidade por parte 
dos criadores, considerando que estes desempenham um papel essencial no controle e redução 
da disseminação da demodicose entre os cães. A promoção de medidas preventivas, associada a 
uma abordagem terapêutica adequada e sustentada por conhecimento científico atualizado, é 
imprescindível para o manejo eficaz desta afecção dermatológica de significativa importância na 
clínica veterinária. 
 
 
24 Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.18, n.12, p. 01-25, 2025 
 
REFERÊNCIAS 
ALVES, R. S.; FREITAS, M. C. Demodicose canina: revisão de literatura. 2021. 23 f. 
Monografia (Especialização em Dermatologia Veterinária) - Universidade Federal do Rio 
Grande do Sul, Porto Alegre, 2021. 
BEZERRA, M. M. et al. Sarna demodécica em cães. In:ANAIS DO CONGRESSO DE 
MEDICINA VETERINÁRIA. Fortaleza, 2021. 
DE OLIVEIRA, D. A. et al. A sarna demodécica canina: revisão de literatura. Revista 
Brasileira de Medicina Veterinária, Rio de Janeiro, v. 42, n. 2, p. 121-128, 2020. 
DO AMARAL SOUZA SILVA, S. L. et al. Demodicose canina juvenil: um estudo de caso. 
Revista de Clínica Veterinária, v. 25, n. 148, p. 64-68, 2020. 
GASPARETTO, M. J. et al. Sarna demodécica canina. Veterinária e Zootecnia, Botucatu, v. 
28, n. 1, p. 1-10, 2021. 
GONÇALVES, G. F. A. et al. Etiologia e epidemiologia da demodicose canina. Journal of 
Veterinary Science, v. 18, n. 3, p. 25-31, 2023. (Não foi encontrado um link de acesso público 
para este artigo). 
MILLER, W. H. et al. A sarna demodécica canina. In: Manejo clínico das dermatoses 
caninas. 4. ed. Rio de Janeiro: Editora Roca, 2023. p. 45-60. 
MILLER, W. H.; HOFFMANN, M. Demodicose canina: diagnóstico e tratamento. Revista 
de Medicina Veterinária, São Paulo, v. 25, n. 1, p. 1-8, 2024. 
MORIELLO, K. A. Demodicose. In: Dermatologia Veterinária. 5. ed. Rio de Janeiro: 
Saunders, 2021. p. 385-392. 
MUELLER, R. S. et al. Diagnosis and treatment of demodicosis in dogs and cats: a World 
Association for Veterinary Dermatology (WAVD) and European Society of Veterinary 
Dermatology (ESVD) consensus statement. Veterinary Dermatology, Malden, v. 31, n. 1, p. 
4-e2, jan. 2020. Disponível em: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1111/vde.12848. 
Acesso em: 8 set. 2025. 
PATERSAN, S. Demodicose Canina. In: Manual de Dermatologia Veterinária. 3. ed. São 
Paulo: Editora Atheneu, 2020. p. 1-15. 
PATTERSON, A. P. Demodicose canina. In: Manual de Dermatologia Veterinária. 2. ed. São 
Paulo: Editora Manole, 2021. 
PATTON, C. E. et al. Canine demodectic mange: a review of treatment options. Journal of 
Small Animal Practice, Hoboken, v. 63, n. 12, p. 1761-1768, 2022. 
REBELLO, M. A. et al. Demodicose canina: etiologia, diagnóstico e tratamento. Revista de 
Educação Continuada em Medicina Veterinária e Zootecnia do CRMV-SP, São Paulo, v. 18, n. 
2, p. 45-53, 2020. 
https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1111/vde.12848
https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1111/vde.12848
 
25 Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.18, n.12, p. 01-25, 2025 
 
SANTIN, L. J. et al. Sarna demodécica generalizada em cães: relato de caso. Archives of 
Veterinary Science, Curitiba, v. 26, n. 2, p. 110-116, 2021. 
SILVA, J. A.; OLIVEIRA, C. F. Eficácia de isoxazolinas no tratamento da demodicose 
canina. 2023. Monografia (Especialização em Dermatologia Veterinária) - Universidade 
Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2023. 
SOUZA, C. M.; ROSA, T. L.; SOUZA, V. C. Demodicose canina: revisão de literatura. 
Revista Eletrônica de Medicina Veterinária, v. 18, n. 1, p. 1-13, 2020. Disponível em: 
https://www.revistamedicina.net/ojs-2.3.4/index.php/revet/article/view/529. Acesso em: 8 
set. 2025. 
TULLY, D. C. et al. Macrocyclic lactone resistance in parasites of veterinary importance. 
Veterinary Parasitology, Lausanne, v. 293, 109677, maio 2021. Disponível em: 
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33582457/. Acesso em: 8 set. 2025. 
https://www.revistamedicina.net/ojs-2.3.4/index.php/revet/article/view/529
https://www.revistamedicina.net/ojs-2.3.4/index.php/revet/article/view/529
https://www.revistamedicina.net/ojs-2.3.4/index.php/revet/article/view/529
https://www.google.com/search?q=https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33582457/
https://www.google.com/search?q=https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33582457/
https://www.google.com/search?q=https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33582457/