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UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO SECRETARIA DE SEGURANÇA PÚBLICA E DEFESA SOCIAL PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU EM SAÚDE, DIREITOS HUMANOS E SEGURANÇA PÚBLICA - PPGSDSP EPIGENÉTICA E SAÚDE COLETIVA 1. IDENTIFICAÇÃO Discentes: Área de formação: Área de concentração: Orientador(a): Adriana Madeira e Jeanine Pacheco IES vinculada: Universidade Federal do Espírito Santo Local de implementação: Público objeto da implementação: Título do projeto: 2. RESUMO Este projeto tem por objetivo realizar um mapeamento dos projetos sociais existentes no cenário da segurança pública do estado do Espírito afim de apoiar agentes de segurança acometidos por ansiedade e depressão. Esta pesquisa visa entender, categorizar e avaliar esses projetos, para construir uma estratégia que estabeleça uma rede de apoio para cuidados referentes à saúde mental e o bem-estar desses servidores. A metodologia utlizará a coleta de dados por meio de contato com os setores de segurança, agendamento de entrevistas com os responsáveis pelos projetos. Os projetos serão categorizados com base em critérios predefinidos, e a pesquisa incluirá uma análise qualitativa e quantitativa. Acredita-se que a presente pesquisa encontre diversos projetos terapêuticos nas unidades de segurança pública do Espírito Santo, entenda e qualifique suas potencialidades e avalie a possibilidade delas serem úteis para os agentes de segurança pública em sofrimento psíquico. Sumário Introdução XX Problema XX Justificativa XX Objetivos XX Objetivo geral XX Objetivos específicos XX Revisão de Literatura XX Metodologia XX Cronograma XX Recursos necessários XX Resultados esperados XX Referências bibliográficas XX 1 Introdução Agentes da força de segurança que atuam em ambientes marcados por altos níveis de estresse e exposição a situações traumáticas, enfrentam desafios significativos em relação à saúde mental o que muitas vezes resulta em afastamento de suas funções (SOUSA et al, 2022). Como agravante deste cenário, pesquisas recentes explicitam um aumento significativo de ansiedade e depressão em agentes de segurança pública no estado. Os fatores desencadeadores deste fenômeno são muitos, alguns explícitos, outros não (CUNHA, 2017). No entanto, a intenção desta pesquisa não é explanar as variáveis estressoras existentes na carreira profissional dos agentes de segurança pública, mas explanar o papel da Instituição na vida deste servidor no momento de sua indisponibilidade funcional. Diante do exposto, construir formas de subsidiar uma melhor assistência no tratamento deste agente utilizando instrumentos existentes no terreno das próprias instituições de segurança pública do estado do Espírito Santo, enquanto este ainda lida com o dilema de encontrar uma estratégia de enfrentamento a este fenômeno que afeta, cada vez mais, os servidores da segurança (DAMASCENO, 2023). Em pesquisa breve nos diversos veículos de comunicação destas instituições, encontram-se programas sociais institucionalizados que atendem a comunidade. Um exemplo é a Equoterapia: programa social do Regimento de Polícia Montada da Polícia Militar do Espírito Santo. Um serviço terapêutico de abordagem multidisciplinar que atende diversas famílias. A Equoterapia é oferecida para o público externo que não têm condições de arcar com o tratamento. Mediante grande possibilidade de existir inúmeros programas sociais similares nos diversos setores de segurança pública do ES, este trabalho propõe-se um mapeamento destes programas e, diante da existência, explaná-los e categorizá-los de acordo com suas abordagens. Adquirindo informações destes programas pré-existentes e estreitando vínculo entre os setores de segurança pública, será possível criar uma rede unificada e centralizada para que sejam realizados encaminhamentos dos agentes de segurança pública afastados por motivos de saúde mental para quem tenham acesso a algum tipo de suporte terapêutico principalmente no momento de seu afastamento. 5 2 Problema Como criar e implementar uma rede de apoio eficaz para agentes de segurança pública com problemas de saúde mental no estado do Espírito Santo, a partir do mapeamento e avaliação dos projetos terapêuticos já existentes, a fim de melhorar sua saúde mental e promover sua reintegração segura, gradativa e produtiva às suas funções? 3 Justificativa É inerente às funções de segurança lidar com altos níveis de estresse, traumas, pressões e cobranças internas e externas, da sociedade, da mídia, da própria instituição, e principalmente de si mesmo (SANTOS & SATURNINO, 2023). Conclui-se então que servidores que são expostos durante toda uma carreira profissional à contingências aversivas e extressoras são mais propícios a adoecerem mentalmente e precisam ser enxergados de uma forma mais sensível pela instituição. O aumento dos casos de ansiedade, depressão e transtorno de estresse pós-traumático é significativo e afeta a saúde, o bem-estar desses profissionais e causa impactos na segurança pública, já que uma saúde mental debilitada pode comprometer a capacidade de tomar decisões rápidas e assertivas e controle emocional, principalmente em picos de estresse (PINHEIRO & FARIKOSKI, 2016). Diante de um quadro de sofrimento psíquico, há necessidade de uma sistema coordenado de uma rede de apoio centralizada que seja descomplicada, acolhedora e acessível ao servidor. Podendo assim contribuir para o tratamento de transtornos mentais e também prevenir que quadros inciais de adoecimento mental se agravem. Vislumbra-se então que o mapeamento dos projetos sociais e terapêuticos existentes permitirá entender e classificar as ferramentas para enfrentar o atual desamparo que ocorre no momento do afastamento do servidor. Encontrar formas de suprir esta demanda psicológica tão sensível beneficia não somente os servidores das forças de segurança, mas a comunidade, ao garantir que esses profissionais estejam bem preparados para servir e proteger. 4 Objetivos 4.1 Objetivo geral Realizar um mapeamento de projetos terapêuticos existentes nas unidades de segurança pública do estado do Espírito Santo, com o propósito de compreender, categorizar e avaliar esses projetos e, a partir dessas informações, desenvolver uma estratégia eficaz para estabelecer uma rede de apoio que melhore a saúde mental e o bem-estar dos agentes de segurança pública afastados por motivos de saúde mental, contribuindo para a segurança pública de forma mais abrangente. 4.2 Objetivo específico - Identificar os projetos terapêuticos existentes e que estejam em andamento nas unidades de segurança pública no estado do Espírito Santo. - Analisar a natureza dos projetos, compreendendo a estrutura, os objetivos, as atividades e os métodos terapêuticos empregados e o público-alvo de cada. - Avaliar a eficácia dos projetos investigando e avaliando os resultados obtidos. - Categorizar os projetos com base em critérios predefinidos, tais como tipo de intervenção, a localização, o público-alvo e os recursos envolvidos. 5 Revisão de Literatura SERVIDORES DA SEGURANÇA PÚBLICA E O SOFRIMENTO PSIQUICO Transtornos mentais como a ansiedade e depressão são variáveis que geram o afastamento de um policial, ação necessária para proteger tanto a saúde do policial quanto a segurança pública (MARINHO, 2018). A ansiedade e a depressão podem afetar a capacidade de processamento de informaçãoes e assim a tomada de decisão de um agente de segurança frente à situações de pico elevado de estresse (OLIVEIRA, 2023). Isso pode presentar um risco para a segurança pública, especialmente em situações de emergência. Os pProblemas de saúde mental afetam um organismo integralmente. Na autopercepção, afetam a autoestima e autoconfiança diminuindo a segurança em si mesmo gerando dúvida constante acerca de suas próprias habilidades. Na relações interpessoais a ansiedade e a depressão podem gerar problemas de comunicação e conflitos podem surgir, o que pode prejudicar o trabalho em equipe e a cooperação com colegas (PINHEIRO & FARIKOSKI, 2016). Aumentando o isolamento,a exaustão física e sobrecarga emocional. Em muitas das vezes, devido ao adoecimento psíquico, adotam comportamentos de risco, como abuso de substâncias ou até mesmo ideação suicida. O afastamento pode ajudar a prevenir tais comportamentos, mas ele é “somente” o início do cuidado com este servidor. É uma maneira de proteger a saúde e o bem-estar do policial, bem como a segurança da comunidade. No entanto, o acompanhamento e apoio contínuo, incluindo a reintegração gradual ao trabalho quando apropriado, são igualmente cruciais para garantir que os policiais possam retornar de maneira segura e eficaz às suas funções após o tratamento e a recuperação (SANTOS et al, 2021). O trabalho policial, por si só, é visto como estressante, pois coloca o profissional em perigo real de vida e traz consigo angústias e Tavares et al (2021), apontam que, além dos fatores de risco inerentes à profissão do policial militar, os agentes são vulneráveis aos efeitos negativos que impactam em sua saúde e qualidade de vida. Tais efeitos agravam a pressão percebida na responsabilidade em oferecer segurança à população em meio à percepção do aumento da criminalidade e escassos investimentos na segurança pública no Brasil. Além de citar os agravantes, trazem ainda que a resiliência é um fator de proteção na atuação de policiais e bombeiros militares, sendo fundamental o fortalecimento de ferramentas que estimulem a capacidade de lidar com as adversidades encontradas na rotina profissional. O sofrimento psíquico em profissionais de segurança pública requer uma abordagem voltada às necessidades inerentes à atuação profissional; Winter e Alf (2019) apontam a necessidade da intervenção em saúde mental com ações preventivas, indicando a necessidade de psicólogos para acompanhamento e não apenas para seleção de pessoal. Os autores citaram a limitada literatura sobre as relações do trabalho e a saúde mental, bem como a resistência de policiais militares em se expor perante à corporação como fatores que dificultam a visibilidade nas reflexões sobre a relação que os profissionais de segurança pública tem com seu ofício, abrindo uma discussão importante no sentido de se pensar uma visão humanizada para a atuação em segurança pública. No entanto, é importante salientar que o afastamento por si só não aborda as causas subjacentes dos problemas de saúde mental e não promove a recuperação a longo prazo. É fundamental que, além do afastamento, os policiais tenham acesso a tratamento médico e psicológico adequado, terapia, apoio social e intervenções terapêuticas. INICIATIVAS DE PROJETOS TERAPEUTICOS PARA A SEGURANÇA PÚBLICAÚBLICOS Miranda (2016) aponta uma “ausência de cuidado” observada nos órgãos de comando da segurança pública , em relação a questões pertinentes à saúde pública de seus integrantes. As exigências, traumas, sensação de incapacidade e a rotina de trabalho de profissionais de segurança púiblica, sejam policiais penais, guardas municipais ou Policiais militares, contribuem para o desenvolvimento do sofrimento psíquico, que podem emergir por meio de sintomas e transtornos mentais e de comportamento. Ao abordarmos o tema saúde mental, temos como referência Unidades que prestam serviços de saúde de caráter aberto e comunitários, por meio dos Centros de Atendimento Psicossocial Social (Caps), acessíveis à população com necessidade de atenção em saúde mental e suas famílias, com foco no acesso dos usuários de drogas e pessoas com sofrimentos psíquicos. Paralelamente, O desenvolvimento de iniciativas que podem dar suporte às necessidades de profissionais de segurança pública no Espírito Santo apresenta diversas nuances. iniciativas específicas, como os Projetos Sociais da Polícia Militar, e ações desenvolvidas pela Divisão de Promoção Social da Polícia Civil do Espírito Santo, como “Saúde do Trabalhador” e “Programa de Reflexão para a Aposentadoria”. De acordo com a Secretaria Estadual de Segurança Pública (SESP), em dezembro de 2019 foi criada a COPAS/SESP, visando o implemento de projetos e ações para a promoção da saúde de servidores de Segurança Pública, que inicou suas ações propondo e apresentando resultados com o estudo sobre o “Diagnóstico das condições de saúde no trabalho e qualidade de vida das forças de segurança no Estado do Espírito Santo”. LEIS DE PROTEÇÃO ATENÇÃO À SAÚDE MENTAL VOLTADAS AOS AGENTES DE SEGURANÇA PÚBLICA SERVIDOR A Organização Mundial de Saúde (OMS) define que o conceito de saúde mental transcende o âmbito individual e abrange uma rede de fatores interconectados. A Saúde Mental pode ser considerada um estado de bem-estar vivido pelo indivíduo, possibilitando o desenvolvimento de habilidades pessoais para responder aos desafios da vida e contribuir com a comunidade. A OMS alerta ainda que a depressão é uma das principais causas de incapacidade nos indivíduos, tendo o suicídio sendo a causa principal de morte entre jovens de 15 a 29 anos e que problemas graves de saúde mental acarretam a morte prematura, mediante problemas físicos evitáveis. No Brasil, a Política Nacional de Saúde Mental é prevista pela Lei Federal 10.216/2001, desenvolvidas por meio do Ministério da Saúde. As ações são voltadas para garantir o acompanhamento e tratamento à pessoas com transtornos mentais e uso de susbtâncias psicoativas, visando a identificação de necessidades, acolhimento do sofrimento e elaboração de intervenções terapêuticas. Por meio do Decreto nº 10.822/21, o Ministério da Justiça e segurança Pública atualizou o Plano Nacional de Segurança Pública e Defesa Social (PNSP) 2021-30, estabelecendo prazos, indicadores e coordenação para 13 metas estabelecidas. Além das 13 metas principais, foram elencadas 12 ações estratégicas, que incluíram a otimização da gestão de órgãos de segurança pública e defesa social e promoção da qualidade de vida dos agentes da segurança pública. Em 10 de janeiro de 2023 foi promulgada a Lei 14.531, alterando as Leis nºs 13.675, de 11 de junho de 2018, que criou a Política Nacional de Segurança Pública e Defesa Social (PNSPDS), e 13.819, de 26 de abril de 2019, que instituiu a Política Nacional de Prevenção da Automutilação e do Suicídio, para dispor sobre a implementação de ações de assistência social, a promoção da saúde mental e a prevenção do suicídio entre profissionais de segurança pública e defesa social e para instituir as diretrizes nacionais de promoção e defesa dos direitos humanos dos profissionais de segurança pública e defesa social. A referida Lei permitiu uma nova abordagem sobre a saúde mental dos profissionais de segurança pública e possibilitou a ampliação do Programa Nacional de Qualidade de Vida (Pró-Vida) para Profissionais de Segurança Pública no Brasil. 6 Metodologia O presente artigo é caracterizado por ser uma pesquisa exploratória e qualitativa, pois de acordo com Gil (2017, p.33) “a pesquisa exploratória tem como propósito proporcionar maior familiaridade com o problema, com vistas a torná-lo mais explícito (...)”. É importante salientar a falta de informações referente ao assunto. Por este motivos a pesquisa irá levantar informações a respeito dos programas sociais existentes nas forças de segurança pública. Para tal, será realizado de um levantamento inicial de todos os órgãos de segurança pública no estado do Espírito Santo, incluindo polícia, bombeiros e agentes penitenciários e guardas municipais, bem como entrevistas semi-estruturadas com responsáveis pelos projetos terapêuticos identificados. Após informações coletadas, será realizada uma classificação destes projetos terapêuticos baseada em critérios pré-definidos, como tipo de intervenção, localização, público-alvo e recursos. 7 Cronograma - Identificação e seleção das unidades de segurança pública a serem pesquisadas. - Contato com os responsáveis pelos projetos terapêuticos e obtenção de permissão para realizar entrevistas e coletar informações. - Coleta de dados por meio de entrevistas, questionários e análise de documentos. - Processamento e análise dos dados coletados.- Classificação e categorização dos projetos terapêuticos. - Análise qualitativa e quantitativa dos resultados. - Relatório da pesquisa com os dados encontrados. 8 Recursos necessários 9 Resultados esperados Espera-se que após a realização do projeto de pesquisa exista uma planilha sistematizada com os projetos existentes e suas principais informações que estejam ativos e funcionando nas unidades de segurança pública no Espírito Santo, incluindo informações sobre sua natureza, objetivos, abrangência e localização. 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