Prévia do material em texto
1 FINANÇAS PÚBLICAS E ORÇAMENTO 2 Sumário NOSSA HISTÓRIA ............................................................................................. 3 1.INTRODUÇÃO ................................................................................................ 4 2.FINANÇAS E ORÇAMENTO PÚBLICO .......................................................... 6 2.1. Objetivos e importância do orçamento público para estabilização econômica ........................................................................................................ 13 3.LEI Nº 4.320/1964 ......................................................................................... 14 4.A LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL (LRF) – LC 101/2000 .................. 16 5.PRINCÍPIOS QUE REGEM O ORÇAMENTO PÚBLICO .............................. 18 6.INSTRUMENTOS DO PLANEJAMENTO: PPA, LDO E LOA ........................ 20 6.1.Plano Plurianual - PPA ............................................................................... 35 6.2.Lei de Diretrizes Orçamentárias - LDO ...................................................... 35 6.3.Lei Orçamentária Anual - LOA ................................................................... 37 6.3.1.Composição da LOA ............................................................................... 38 REFERÊNCIAS ................................................................................................ 40 3 NOSSA HISTÓRIA A nossa história inicia com a realização do sonho de um grupo de empresários, em atender à crescente demanda de alunos para cursos de Graduação e Pós- Graduação. Com isso foi criado a nossa instituição, como entidade oferecendo serviços educacionais em nível superior. A instituição tem por objetivo formar diplomados nas diferentes áreas de conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua. Além de promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, de publicação ou outras normas de comunicação. A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de forma con- fiável e eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base profissional e ética. Dessa forma, conquistando o espaço de uma das instituições modelo no país na oferta de cursos, primando sempre pela inovação tecnológica, excelência no atendimento e valor do serviço oferecido. 4 1. INTRODUÇÃO Quando o assunto é orçamento devemos ter em mente, de imediato, que ele envolve a contabilidade, especificamente a contabilidade pública, mas também tem raízes no direito e nas finanças propriamente ditas. Orçamento público é o instrumento utilizado pelo governo para planejar a utilização do dinheiro arrecadado com os tributos. Ele é essencial para oferecer serviços públicos adequados, além de especificar gastos e investimentos que foram pelos poderes. Figura 1 – Equilíbrio das contas – Contabilidade financeira e orçamentária (Fonte: Google) O orçamento estima tanto as receitas que o governo espera arrecadar, quanto fixar as despesas a serem efetuadas com o dinheiro. Sendo assim, as receitas são estimadas, visto que, os tributos arrecadados (e outras fontes) podem sofrer variações durante os anos, enquanto as despesas são fixadas para garantir que o governo não gaste mais do que arrecada. Uma vez que o orçamento detalha as despesas, pode-se acompanhar as priori- dades do governo para cada ano, como, por exemplo: o investimento na cons- trução de escolas, a verba para transporte e o gasto com a saúde. Esse acom- panhamento contribui para fiscalizar o uso do dinheiro público e a melhoria da gestão pública (Portal Da Transparência, 2021). 5 Por sua vez, as finanças da Administração Pública são regidas por regras orçamentárias visando maior controle e transparência, tanto na arrecadação quanto na aplicação dos recursos públicos. Esse conjunto de regras é conhecido no meio acadêmico e profissional como Administração Financeira e Orçamentária (AFO). O profissional ou estudante da área deve dominar o conjunto normativo sobre a matéria para entender os mecanismos de receitas e despesas públicas (CHAVES, 2019). Especificamente quanto à legislação, podemos destacar: a Constituição Federal de 1988; a Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar 101/2000); a Lei 4.320/64; o Decreto-Lei 200/67; a Lei 10.180/2001 e; as portarias que tratam das classificações das receitas e das despesas. Figura 2 – Instrumentos do Orçamento Público (Fonte: Google) Faz parte ainda do conjunto normativo de orçamento público, o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA), cujo conteúdo geral está estipulado na Constituição Federal e, especificamente, quanto à LDO, na Lei de Responsabilidade Fiscal. 6 Pois bem, começaremos pelas finanças públicas, focando em alguns princípios que regem o setor público, na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), a famosa Lei Complementar nº 101, de 04 de maio de 2000, a qual estabelece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, abrangendo os poderes Executivo, Legislativo, Judiciário e também o Ministério Público. Também daremos atenção ao orçamento público e aos instrumentos do planejamento na esfera pública que são: Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA). 2. FINANÇAS E ORÇAMENTO PÚBLICO Receita pública Kohama (2003) define como receita pública todo e qualquer recolhimento feito aos cofres públicos, quer seja efetivado através de numerário ou outros bens representativos de valores, onde o Governo possui o direito de arrecadar em virtude leis, contratos ou quaisquer outros títulos de que derivam em favor do Estado, quer seja oriundo de alguma finalidade específica, cuja arrecadação lhe pertença ou caso figure como depositário de valores que não lhe pertencerem. Cabe à União, aos Estados, Distrito Federal e aos Municípios instituir, prever e efetivamente arrecadar todos os tributos de sua competência constitucional. Assim de acordo com o artigo 35, inciso I, da Lei 4.320/64, pertencem ao exercício financeiro as receitas nele arrecadadas caracterizando-se, dessa forma, o regime de caixa para a contabilização das receitas. A Receita Pública, segundo Kohama (2003), classifica-se em duas modalidades, sendo elas orçamentária e extraorçamentária. A Receita Orçamentária, divide- se em de Corrente e de Capital. As Receitas Correntes abrangem as Receitas Tributárias, de Contribuições, Patrimoniais, Agropecuárias, Industriais, Serviços e Outras Receitas Correntes. As Receitas de Capital são aquelas provenientes da realização de recursos financeiros oriundos de constituição de dívidas; da 7 conversão, em espécie, de bens e direitos; os recursos recebidos de outras pessoas de direito público e privado, e, ainda, o superávit do orçamento corrente. A Receita Extraorçamentária abrange os valores de toda e qualquer arrecadação que figure no Orçamento do Estado (ANDRADE, 2007). A Receita Corrente Líquida (RCL) é definida pela LRF em seu artigo 2º, inciso IV, alínea a, como o somatório das receitas tributárias, de contribuições, patrimoniais, industriais,que deverão estar contempladas na LOA. Por exemplo, informa sobre quanto será o reajuste do salário mínimo, bem como quanto o governo deverá poupar a cada ano para pagar a dívida pública. Outros assuntos que a LDO traz são as eventuais alterações na cobrança de tributos, assim como regras temporárias caso o orçamento não seja aprovado até o final do ano. A LDO define, ainda, as políticas de investimento das agências oficiais de fomento, por exemplo, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Banco da Amazônia. Essas instituições utilizam recursos públicos federais para financiar projetos que promovam o desenvolvimento do Brasil. É possível, ainda, enfatizar mais duas funções da LDO, estabelecidas pela Constituição Federal de1988: fixar parâmetros para que os Poderes da União e o Ministério Público elaborem suas propostas de orçamento; e estabelecer parâmetros e autorizar concessão de vantagem ou aumento de remuneração aos servidores dos Poderes da União e do Ministério Público; ressalvam-se, nesse caso, as empresas públicas e sociedades de economia mista (GADELHA, 2017). 37 6.3. Lei Orçamentária Anual - LOA A Lei Orçamentária Anual (LOA) é o orçamento público propriamente dito. É discutida e aprovada todo ano, trazendo a programação dos gastos governamentais em cada área, bem como a previsão das receitas para custear esses gastos, devendo ser enviada ao Congresso Nacional até o dia 31 de agosto. Deve ser prevista as receitas e despesas as quais estimamos, as quais ocorrerão dentro de determinados valores. Esse planejamento não pode ser rígido, visto que determinadas receitas podem não se realizar, ou chegar a valores menores do que o esperado, ao passo que despesas imprevistas podem surgir, etc. Podemos exemplificar tal questão da seguinte maneira: você espera receber de volta, em determinado período, um dinheiro que emprestou a um parente, porém isso pode não ocorrer, pois, uma despesa imprevista pode surgir, como batida de carro, ou que envolve a manutenção da casa onde você reside, dentre vários outros, nestes casos, é necessário ter flexibilidade e traçar prioridades claras para fazer os ajustes entre o orçamento previsto e o orçamento realizado, de acordo com as despesas de fato ocorridas (GADELHA, 2017). Cabe ressaltar que o orçamento deve ser visto como um sistema mais amplo, onde mais atores são envolvidos, tais como: Congresso Nacional na fase da aprovação da lei; e, posteriormente, órgãos de controle (Controladoria-Geral da União - CGU, Tribunal de Contas da União - TCU, Ministério Público da União - MPU) na fase da execução orçamentária. Na LOA, os gastos governamentais estão separados por assunto ou por áreas de governo, como saúde, educação, transporte e segurança. Cada uma delas possui seus programas e ações orçamentárias, como na área de educação, que pode ser possível, criar um programa de melhoria na qualidade do ensino, ou então um programa voltado ao uso eficiente dos gastos em educação. 38 6.3.1. Composição da LOA O orçamento público é um único documento que está estruturado em três partes: Orçamento Fiscal, Orçamento da Seguridade Social e Orçamento de Investimento. Orçamento Fiscal se refere aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público. O Orçamento de Investimento representa a parte da lei que registra os investimentos (aquisição de bens componentes do ativo imobilizado) das empresas em que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto, mas apenas das empresas estatais independentes. Isto é, aquelas empresas que não necessitam de recursos fiscais do governo para manter ou ampliar suas atividades, por exemplo, a Petrobrás, a Eletrobrás, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. O Orçamento da Seguridade Social abrange todas as entidades e órgãos a ela vinculados, da administração direta ou indireta, bem como os fundos e fundações instituídos e mantidos pelo Poder Público, nas despesas relacionadas à saúde, previdência e assistência social, nos termos do § 2º, do art. 195 da Constituição. Os pagamentos de aposentadorias, pensões e benefícios, assim como os gastos com hospitais, medicamentos e programa Bolsa Família são exemplos de despesas desse orçamento. Anote aí: O PPA é um plano onde se encontram descritas todas as diretrizes para que a administração pública cumpra as metas e objetivos planejados para todo o mandato do governante. É conhecido também como “programa de governo”, sendo o principal instrumento de planejamento das ações do gestor público. As diretrizes estão relacionadas aos grandes propósitos de atuação do governo para o período do 39 mandato presidencial. Já os objetivos são desdobrados em programas, onde estão contidas as ações (projetos e atividades). A LDO dita as regras a serem seguidas, como se fossem as instruções do que pode ou não pode ser feito pelo Executivo, tais como questões tributárias, criação de cargos e autorização para concessão de qualquer vantagem ou aumento na remuneração de servidores. A LOA são as fatias do bolo, como está dividido todo o orçamento, seja ele de capital ou de despesas correntes, definindo o que pode ser gasto em cada setor, obedecendo à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) (VARGAS et al, 2017). A LOA está dividida em unidades gestoras, como: prefeitura e fundos, unidades orçamentárias, a saber: educação, saúde e administração geral, e estas, por sua vez, divididas em programas/atividades, e estes por elementos. É importante frisar que a gestão pública precisa buscar sempre mais por recursos próprios e ainda convênios que possibilitem a execução de obras de cunho maior, não ficando prisioneira das receitas recebidas do Governo Federal, que pouco possibilitam a realização das obras necessárias (OSTI, 2015). 40 REFERÊNCIAS ABREU, W. M. DE; GOMES, R. C. Orçamento público: análise da formulação de estratégias sob a perspectiva do planejamento emancipatório e desenvolvimentista. Revista do Serviço Público, v. 61, n. 3, p. 269-286, 2010. AGUIAR, A. B.; SOUZA, S. M. Processo Orçamentário e Criação de Reservas em uma Instituição Hospitalar. Revista Contemporânea de Contabilidade, v. 1, n. 13, p. 107-126, 2010. AMARAL, P. F.; MARINO JUNIOR, J.; BONACIM, C. A. G. Contabilidade Governamental: Uma análise da implementação da Lei de Responsabilidade Fiscal em municípios paulistas. Revista de Contabilidade do Mestrado em Ciências Contábeis da UERJ, v. 13, n. 1, p. 1-15 2008. ANDRADE, N. A. Contabilidade pública na gestão municipal. 3 ed. São Paulo: Atlas, 2007. ANDRADE, N. A. Contabilidade pública na gestão municipal. São Paulo: Atlas, 2002. BRASIL. Constituição Federal de 1988. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm Acesso em: 30 nov. 2020. BRASIL. Lei 4.320/64. Lei Complementar de Finanças Públicas. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/CCIVIL/Leis/L4320.htm Acesso em: 30 nov. 2020. BRASIL. Lei Complementar nº 101 de 04 de maio de 2000. Lei de Responsabilidade Fiscal. Disponível no site da Receita Federal - http://www.tesouro.fazenda.gov.br/hp/lei_responsabilidade_fiscal.asp Acesso em: 30 nov. 2020. BRASIL. Lei n. 9.784 de 29 de janeiro de 1999. Regula o processo administrativo no âmbito da Administração Pública Federal. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9784.htm Acesso em: 30 nov. 2020. 41 CARMO, L. P. F.; TOSTES,F. P.; FARIA, C. E. P. D. Contribuição à construção de indicador de desempenho no setor público: Estudo de caso no Colégio Militar do Rio de Janeiro. Contabilidade, Gestão e Governança, v. 11, n. 1-2, p. 30-44, 2008. CHAVES, R. S. Administração financeira e orçamentária no setor público (2019). Disponível em: www.contabeis.com.br/artigos/5623 Acesso em: 30 nov. 2020. CHIAVENATO, I. Administração geral e pública. 2 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. COELHO, D. M.; QUINTANA, A. C. Análise do desempenho econômico e financeiro de entidades da administração pública direta: O caso da Prefeitura Municipal do Rio Grande (RS). Revista de Contabilidade do Mestrado em Ciências Contábeis da UERJ, v. 13, n. 2, p. 1-15, 2008. FÉLIX, C. L.; GOMES, J. S. Sistema de Contabilidade Gerencial aplicada a Administração Pública: Um estudo de caso na COMLURB. RIC Revista Informação Contábil, v. 2, n. 2, p. 1-18, 2008. FREITAS, M. S. N. de. Uma releitura do orçamento público sob uma perspectiva histórica. Revista Bahia Análise & Dados. Salvador. V.12. n.4 março, 2003. GADELHA, S. R. de B. Introdução ao Orçamento Público. Brasília: ENAP, 2017. KOHAMA, H. Balanços públicos: teoria e prática. São Paulo: Atlas, 2003. LIMA, D. V.; CASTRO, R. G. Contabilidade pública: integrando União, Estados e Municípios (SIAFI E SIAFEM). 2 ed. São Paulo: Atlas, 2003. NÓBREGA, M. Lei de Responsabilidade Fiscal e leis Orçamentárias. São Paulo: Editora Juarez de Oliveira, 2002. OSTI, E. Entrevista concedida sobre gestão financeira pública. Rio dos Cedros, 30 nov. 2020. 42 POMPEU, G.; TASSIGNY, M. Orçamento e Participação: passaportes para a cidadania. Fortaleza: INESP, 2005. PORTAL DA TRANSPARÊNCIA. Orçamento público (2021). Disponível em: http://www.portaltransparencia.gov.br/entenda-a-gestao-publica/orcamento- publico Acesso em: 30 nov. 2020. PUMA/OCDE- COMITÊ DE GESTÃO PÚBLICA. Estudos sobre orçamento e gestão nos países da OCDE - uma proposta de estrutura. Revista do Serviço Público, v. 53, n. 4, p. 5-30, 2002. SILVA, F. A. R. Finanças públicas. São Paulo: Atlas: 1983. SOUZA, A. A. de. Finanças públicas e gestão orçamentária. Florianópolis: Departamento de Ciências da Administração/UFSC, 2014. VARGAS, R. et al. Gestão financeira pública versus privada. Revista Maiêutica, Indaial, v.5, n.1, p. 147-156, 2017. ZUCCOLOTTO, R.; RIBEIRO, C. P. de P.; ABRANTES, L. A. O comportamento das finanças públicas municipais nas capitais dos estados brasileiros. XV Congresso Brasileiro de Custos – Curitiba - PR, Brasil, 12 a 14 de novembro de 2008.agropecuárias, de serviços, transferências correntes e outras receitas também correntes, deduzidos a contribuição dos servidores para o custeio do seu sistema de previdência e assistência social, as receitas provenientes da compensação financeira entre regimes de previdência e as duplicidades. A sua apuração se dará, somando-se as receitas arrecadadas no mês em referência e nos onze meses anteriores. A RCL é utilizada para o cálculo de limites nos relatórios que compõem a execução orçamentária e a gestão fiscal dos entes da federação, como exemplos, a despesa com pessoal, a dívida consolidada líquida e as operações de créditos (ZUCOLLOTTO; RIBEIRO; ABRANTES, 2008). Despesas públicas Define-se como despesa pública toda saída de recursos ou todo pagamento efetuado, a qualquer título, pelos agentes pagadores para saldar gastos fixados na Lei do Orçamento ou em lei especial e destinados à execução dos serviços públicos (ANDRADE; 2007). A Despesa Pública ao contrário da receita deve ser registrada segundo regime de competência, ou seja, pertencem ao exercício financeiro as despesas nele, legalmente, empenhadas (art. 35 da lei 4.320/1964). As Despesas Públicas também se classificam em orçamentárias e extraorçamentárias. A despesa orçamentária de acordo com a categoria econômica pode ser dividida em despesas correntes e de capital. As despesas correntes correspondem a gastos operacionais realizados que tem, por fim, a manutenção das atividades da Administração, entre eles, despesa com pessoal e encargos sociais, juros e encargos da dívida e outras despesas correntes. Já 8 as despesas de capital contribuem para a formação de um bem de capital ou representam acréscimos de valor a um bem já existente como investimentos, inversões financeiras ou amortização de dívidas. A Despesa Extraorçamentária são os pagamentos realizados pelo Estado que independem de autorização legislativa (KOHAMA, 2003). Conforme determinam os artigos 15 e 16 da LRF, as despesas deverão ser acompanhadas de estimativa de impacto orçamentário-financeiro e declaração do ordenador da despesa de que está de acordo com a especificação da lei orçamentária anual, sob pena de ser considerada ilegal, não autorizada, irregular e, portanto, lesiva ao patrimônio público. A despesa com pessoal representa a despesa de maior vulto para a Administração Pública. Segundo Lima e Castro (2003), são despesas de natureza salarial decorrente do efetivo exercício de cargo, emprego ou função de confiança no setor público, dos pagamentos de proventos de aposentadorias, reformas e pensões, das obrigações trabalhistas de responsabilidade do empregador, contribuições a entidades fechadas de previdência, bem como soldo, gratificações e adicionais, e ainda despesas com a contratação temporária para atender à necessidade excepcional de interesse público, quando se referir a substituição de servidores ou de mão-de-obra constantes dos contratos de terceirização, conforme disposto no artigo 18 da LC 101/2000. O limite para ser gasto com pessoal não pode ultrapassar o percentual estipulado da receita corrente líquida. O percentual fixado pela LC 101/2000 que os entes públicos deverão obedecer é o seguinte: União: 50%, Estados: 60% e Municípios: 60%. Na esfera municipal, o limite global é repartido da seguinte forma: 6% para o Legislativo, incluindo Tribunal de Contas do Município (quando houver) e 54% para o Executivo. Caso ultrapasse os limites, o município deverá proceder à limitação de despesas bem como ficará proibido de receber transferências voluntárias, obter garantias e contratar operação de crédito. 9 Na esfera federal, o limite global é repartido da seguinte forma: 2,5% para o Legislativo, incluído o Tribunal de Contas da União; 6% para o Judiciário; 40,9% para o Executivo, destacando-se 3% para as despesas com pessoal decorrentes do que dispõem os incisos XIII e XIV do artigo 21 da Constituição 1 e o artigo 31 da Emenda Constitucional nº 19 2 , repartidos de forma proporcional à média das despesas relativas a cada um destes dispositivos, em percentual da receita corrente líquida, verificadas nos três exercícios financeiros imediatamente anteriores ao da publicação da LRF. Dívida pública Por dívida entende-se a obrigação ou compromisso financeiro assumido por uma pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado, a fim de solver insuficiências de caixa como para fomento de despesas de construção ou imobilização (ZUCOLLOTTO; RIBEIRO; ABRANTES, 2008). A dívida pública pode ser proveniente de empréstimos, depósitos e resíduos passivos. Quanto ao prazo de amortização divide-se em: dívida flutuante ou não consolidada e dívida fundada ou consolidada (ANDRADE, 2007). 1 Art. 21. Compete à União […] XIII - organizar e manter o Poder Judiciário, o Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios e a Defensoria Pública dos Territórios; XIV - organizar e manter a polícia civil, a polícia penal, a polícia militar e o corpo de bombeiros militar do Distrito Federal, bem como prestar assistência financeira ao Distrito Federal para a execução de serviços públicos, por meio de fundo próprio […] 2 Art. 31. A pessoa que revestiu a condição de servidor público federal da administração direta, autárquica ou fundacional, de servidor municipal ou de integrante da carreira de policial, civil ou militar, dos ex-Territórios Federais do Amapá e de Roraima e que, comprovadamente, encon- trava-se no exercício de suas funções, prestando serviço à administração pública dos ex-Terri- tórios ou de prefeituras neles localizadas, na data em que foram transformados em Estado, ou a condição de servidor ou de policial, civil ou militar, admitido pelos Estados do Amapá e de Ro- raima, entre a data de sua transformação em Estado e outubro de 1993, bem como a pessoa que comprove ter mantido, nesse período, relação ou vínculo funcional, de caráter efetivo ou não, ou relação ou vínculo empregatício, estatutário ou de trabalho com a administração pública dos ex-Territórios, dos Estados ou das prefeituras neles localizadas ou com empresa pública ou sociedade de economia mista que haja sido constituída pelo ex-Território ou pela União para atuar no âmbito do ex-Território Federal, inclusive as extintas, poderão integrar, mediante opção, quadro em extinção da administração pública federal. 10 A dívida flutuante corresponde aos compromissos de pagamentos de curto prazo, para cobrir necessidades momentâneas de caixa, independente de autorização orçamentária específica. De acordo com o artigo 92 da Lei 4320/64, inclui: restos a pagar, serviços da dívida, depósitos e débitos de tesouraria. Já a dívida consolidada representa as dívidas contraídas mediante emissão de títulos ou contratos com instituições financeiras, com exigibilidade superior a 12 meses, com a finalidade de equacionar desequilíbrios orçamentários, financiar obras e programas de média e longa duração. Compreende, o exigível a longo prazo, as operações de crédito externas e as operações de crédito internas. O artigo 36 da lei 4320/64 define restos a pagar como as despesas empenhadas e não pagas até o dia 31 de dezembro, sendo discriminadas em processadas e não-processadas. Os restos a pagar processados são despesas legalmente empenhadas cujo objeto do empenho já foi recebido, caracterizando-se como compromisso exigível da Administração Pública. Os não processados correspondem às despesas que não foram liquidadas e nem pagas até 31/12 do mesmo exercício, por ausência do recebimento dos bens e serviços no exercício de emissão do empenho (ZUCOLLOTTO; RIBEIRO; ABRANTES, 2008). Administração financeirae orçamentária A administração financeira dos órgãos públicos baseia-se na Lei n. 4.320/1964 e na Lei Complementar n. 101/2000, denominada Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Já os procedimentos de natureza orçamentária foram influenciados com a publicação da LRF (COELHO; QUINTANA, 2008). Devem ser estruturados tendo em conta quatro dimensões: planejamento, controle, transparência e responsabilização e perseguirem a eficiência e eficácia na utilização dos recursos públicos (AMARAL; MARINO JUNIOR; BONACIM, 2008). A gestão financeira, em termos gerais, envolve o controle e a operação do ciclo (orçamento - Contabilidade - auditoria), inserida em um ciclo maior de gestão e 11 políticas públicas, reparação e planejamento, tomada de decisão, implementação, monitoramento e controle, avaliação e feedback (PUMA/OCDE, 2002). A gestão orçamentária envolve: O processo de estabelecimento das metas orçamentárias; O processo de elaboração e uso de orçamentos; e, O controle orçamentário (AGUIAR; SOUZA, 2010). A gestão financeira e orçamentária busca alocar recursos de forma a concentrá- los nas atividades prioritárias e deve haver uma ligação entre esse objetivo e o propósito da gestão, para elevar sua qualidade e eficácia, à medida que os gestores passem a dar prioridade aos programas que funcionam bem e cumprem seus objetivos (PUMA/OCDE, 2002). A administração e o processo de elaboração do orçamento público tradicionalmente têm se baseado em sistemas de normas de procedimento (PUMA/OCDE, 2002). Contudo, os dispositivos legais ao preverem a eficiência e o controle de gastos objetivam mitigar riscos e corrigir desvios capazes de impedir o alcance das metas orçamentárias e fiscais (FÉLIX; GOMES, 2008; CARMO; TOSTES; FARIA, 2008). Esse controle só será efetivo se assessorado por um sistema de gestão que possa ser utilizado no acompanhamento dos atos que envolvem a gestão financeira e orçamentária do órgão. Os sistemas de gestão financeira e orçamentária estão associados a instrumentos de controle, sistemas de incentivos e arranjos institucionais, por meio dos quais os governos buscam mitigar ou minimizar os problemas de alocação de recursos e maximizar o alcance dos objetivos (PUMA/OCDE, 2002). Sem um adequado sistema de gestão, o gestor público muitas vezes é levado a adotar práticas de resultados duvidosos, por não ter informações precisas que o oriente onde e como reduzir despesas (ABREU; GOMES, 2010). Isso o torna sujeito a executar cortes em atividades que podem acarretar comprometimento 12 da qualidade dos serviços prestados e até consequências nas metas da instituição. Figura 3 – Orçamento público (Fonte: Google) De acordo com o Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, o orçamento público, é um instrumento de planejamento governamental em que constam as despesas da administração pública para um ano, em equilíbrio com a arrecadação das receitas previstas. É o documento onde o governo reúne todas as receitas arrecadadas e programa o que de fato vai ser feito com esses recursos. É onde alocam os recursos destinados a hospitais, manutenção das estradas, construção de escolas, pagamento de professores. É no orçamento onde estão previstos todos os recursos arrecadados e onde esses recursos serão destinados. O orçamento público é uma lei na qual devem estar presentes as prioridades do governo em consonância com as necessidades da sociedade. Para que a elaboração da peça orçamentária contemple as necessidades da sociedade, é muito importante a consolidação sistemática de ações participativas no processo orçamentário e nas definições das prioridades das políticas de governo. 13 2.1. Objetivos e importância do orçamento público para estabiliza- ção econômica Partiremos de duas premissas: 1º - Entende-se como entidade pública “todo serviço prestado pela administra- ção, direta ou indireta, ou por seus delegados, sob normas e controles estatais, para satisfazer a necessidades essenciais ou secundárias da coletividade” (AN- DRADE, 2002, p. 35). 2º - De acordo com a Constituição Federal de 1988, são objetivos a serem al- cançados pela República Federativa do Brasil: Art. 3º [...] I – Construir uma sociedade livre, justa e solidária; II – Garantir o desenvolvimento nacional; III – Erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades regionais; IV – Promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. Diante do exposto, é possível concluir que o objetivo maior do Estado evidentemente é o cidadão, então podemos inferir que o instrumento do orçamento público deve propiciar o desenvolvimento de uma sociedade democrática e participativa, na qual os cidadãos sentem-se partes integrantes do processo de gestão dos recursos público (POMPEU; TASSIGNY, 2005). Além do objetivo maior que é atender ao cidadão, temos outros objetivos de toda política orçamentária quais sejam: Corrigir as falhas de mercado e as distorções, visando manter a estabilidade; Melhorar a distribuição de renda, e alocar os recursos com mais eficiência; Regular o mercado e coibir abusos, reduzindo falhas de mercado e externalidades negativas (fatores adversos causados pela produção, como poluição, problemas urbanos, etc.). 14 O Governo intervém de várias formas no mercado. Por intermédio da política fiscal e da política monetária, por exemplo, é possível controlar preços, salários, inflação, impor choques na oferta ou restringir a demanda. Dentre os instrumentos e recursos utilizados pelo Governo para intervir na Economia, podemos citar: Política Fiscal: envolve a administração e a geração de receitas, além do cumprimento de metas e objetivos governamentais no orçamento, utilizado para a alocação, distribuição de recursos e estabilização da economia. É possível, com a política fiscal, aumentar a renda e o PIB e aquecer a economia, com uma melhor distribuição de renda. Política Regulatória: envolve o uso de medidas legais como decretos, leis, portarias, etc., expedidos como alternativa para se alocar, distribuir os recursos e estabilizar a economia. Com o uso das normas, diversas condutas podem ser banidas, como a criação de monopólios, cartéis, práticas abusivas, poluição, etc. Política Monetária: envolve o controle da oferta de moeda, da taxa de juros e do crédito em geral, para efeito de estabilização da economia e influência na decisão de produtores e consumidores. Com a política monetária, pode-se controlar a inflação, preços, restringir a demanda, etc. Deste modo, é fácil entender o Orçamento Público funcionando como um balizador na Economia. Se tivermos elevados investimentos governamentais no Orçamento, provavelmente o número de empregos aumentará, assim como a renda agregada melhorará. Em compensação, um orçamento restrito em investimentos, provocará desemprego, desaceleração da economia, e decréscimo no produto interno bruto. 3. LEI Nº 4.320/1964 A partir de várias iniciativas e estudos procedentes de diversas áreas, dentre elas, a Terceira Conferência de Técnicos em Contabilidade Pública e Assuntos Fazendários (1949) e o Manual das Nações Unidas, o Congresso Nacional 15 aprovou, em 17 de março de 1964, a Lei nº. 4.320 que consolidou o modelo orçamentário padrão para os três níveis do governo brasileiro (FREITAS, 2003). Essa lei passou a ser um marco na legislação orçamentária brasileira, disciplinando as práticas orçamentárias através de: Dispositivos da receita e da despesa; Elaboraçãoda proposta orçamentária: Do exercício financeiro; Dos créditos adicionais; Da execução orçamentária; Dos fundos especiais; Do controle da execução orçamentária; Da contabilidade nos segmentos orçamentário, financeiro, patrimonial e industrial; Dos balanços; Das autarquias e outras entidades. Foram apresentados 115 artigos. E pelo previsto no art. 113, são verificadas as adequações necessárias ao longo dos anos, de acordo com os anexos da lei e por meio dos atos administrativos, tendo o seguinte texto legal: Art. 113. Para fiel e uniforme aplicação das presentes normas, o Conselho Técnico de Economia e Finanças do Ministério da Fazenda atenderá a consultas, coligirá elementos, promoverá o intercâmbio de dados informativos, expedirá recomendações técnicas, quando solicitadas, e atualizará sempre que julgar conveniente, os anexos que integram a presente lei. Enfim, antes da Lei n. 4.320/64, o orçamento utilizado no Brasil era o orçamento tradicional, ou seja, um documento clássico caracterizado ser um documento de previsão de receita e de autorização de despesas, estas classificadas segundo 16 o objeto de gasto e distribuídas pelos diversos órgãos, para o período de um ano. Em sua elaboração não se enfatizava, primordialmente, o atendimento das necessidades da coletividade e da Administração; tampouco se destacavam os objetivos econômicos e sociais. 4. A LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL (LRF) – LC 101/2000 Diante da grave situação em que as finanças do Estado brasileiro se encontravam na década de 80, caracterizada por extremo desequilíbrio entre receita e despesa, mostrando acentuado déficit orçamentário, muitas reformas foram implementadas a nível institucional e a nível normativo. Dentre eles a Lei de Responsabilidade Fiscal (LC 101/2000) que traduz a necessidade de estabelecimento de regras rígidas em uma tentativa de equilibrar as contas públicas e moralizar a execução dos investimentos públicos. Conhecida também como LRF, veio estabelecer os princípios do equilíbrio fiscal, planejamento e transparência, ou seja, seus objetivos foram: Instituir uma gestão fiscal responsável, com ênfase no controle do gasto continuado e no endividamento; Prevenir desvios e estabelecer mecanismos de correção e dessa forma punições a administradores pelos desvios graves e por eventual não- adoção de medidas corretivas; Modificar profundamente o regime fiscal brasileiro, dando um “choque” de transparência no setor público, com maior divulgação das contas públicas e, ao mesmo tempo, tornando-as mais inteligíveis (NÓBREGA, 2002). A LRF parte do pressuposto de que para uma boa gestão pública, os governantes não podem gastar mais do que arrecadam e os recursos públicos precisam ser administrados de forma responsável. 17 Portanto, para alcançar essa responsabilidade é necessário: “ação planejada e transparente, em que se previnem riscos e corrigem desvios capazes de afetar o equilíbrio das contas públicas” (Parágrafo 1º do art.1º). Analisando ponto a ponto, vejamos: Ação planejada e Transparente: consiste em ações voltadas para a satisfação de um programa definido por ações ou projetos que tenham sempre começo, meio e fim. Prevenção de riscos e correção de desvios que afetem o equilíbrio das contas públicas: um dos aspectos mais relevantes da Lei de responsabilidade fiscal é justamente o acompanhamento das ações, projetos ou atividades dos administradores públicos pelos controles internos e externos, a cargo de funcionários dos próprios órgãos e Tribunais de Contas, respectivamente. Garantia de equilíbrio nas Contas Públicas: cumprimento de metas e resultados entre receitas e despesas, com limites e condições para a renúncia de receita e a geração de despesas com pessoal, seguridade, dívida, operações de crédito, concessão de garantia e inscrição em restos a pagar. Transparência: diversos pontos da LRF enfatizam a ação planejada e transparente na administração pública. O fundamento da Lei de Responsabilidade Fiscal está nos artigos 163 a 169 da Constituição Federal, mas especificamente no artigo 165, § 9º, os quais expressam a intenção do legislador de promover uma administração financeira eficiente, atendendo ao critério de maior controle da sociedade sobre o Estado, sendo positivado na carta magna da seguinte maneira: Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão: [...] § 9º Cabe à lei complementar: I - dispor sobre o exercício financeiro, a vigência, os prazos, a elabora- ção e a organização do plano plurianual, da lei de diretrizes orçamen- tárias e da lei orçamentária anual; 18 II - estabelecer normas de gestão financeira e patrimonial da adminis- tração direta e indireta bem como condições para a instituição e funci- onamento de fundos. lII - dispor sobre critérios para a execução equitativa, além de procedimentos que serão adotados quando houver impedimentos legais e técnicos, cumprimento de restos a pagar e limitação das programações de caráter obrigatório, para a realização do disposto nos §§ 11 e 12 do art. 166. [...] 5. PRINCÍPIOS QUE REGEM O ORÇAMENTO PÚBLICO Em qualquer ramo do estudo, seja economia, direito, contabilidade, matemática, química, etc., nós temos princípios. De acordo com Mota (2006 apud GADELHA, 2017, p. 29), “princípios são preceitos fundamentais e imutáveis de uma doutrina, que orientam os procedimentos e que indicam a postura a ser adotada diante de uma realidade”. De acordo com a legislação vigente, encontramos no art. 37 da Constituição Federal de 1988 que “A Administração Pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência”. Já o art. 2º da Lei 9784/99, vai além e fala de outros princípios aos quais a administração pública deverá obedecer: “A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência” 19 Figura 4 – Princípios orçamentários (Fonte: Google) Os princípios orçamentários são premissas, linhas norteadoras de ação a serem observadas na concepção da proposta. Esses princípios são impositivos, tendo em vista que estão previstos na legislação (Constituição Federal de 1988, Lei. 4.320/1964, Lei de Diretrizes Orçamentárias, Lei de Responsabilidade Fiscal, Decreto-Lei 200/1967, Decreto. 93.872/1986 e Portarias da Secretaria do Tesouro Nacional). Deve-se notar, por exemplo, que a Lei Orçamentária Anual (LOA) é regida pelos princípios da anualidade, da publicidade, da universalidade, da unidade e do orçamento bruto. Já o artigo 2º da Lei n. 4.320/1964 informa que: “A Lei de Orçamento conterá a discriminação da receita e despesa, de forma a evidenciar a política econômico-financeira e o programa de trabalho do Governo, obedecidos os princípios da unidade, universalidade e anualidade.” 20 Anote aí: A estrutura organizacional brasileira, segundo Chiavenato (2008), em um sentido amplo é dividida em três poderes, Executivo, Legislativo e Judiciário, e em três níveis, União, estados e municípios. Tal divisão recebe o nome de aparelho do Estado. Silva (1983) define que os gastos públicos podem ser classificados em três principais pontos de vista: Finalidade do gasto; Natureza do dispêndio; Agente encarregado da execução do gasto. Podem ainda ser classificados os gastos nascategorias de funções, programas e subprogramas. Quanto à natureza do gasto, Silva (1983) identifica quatro principais categorias: custeio, investimento, transferências e inversões financeiras. 6. INSTRUMENTOS DO PLANEJAMENTO: PPA, LDO E LOA Na Constituição Federal de 1988, especificamente no Cap. II – Das Finanças Públicas, vamos encontrar o embasamento legal para as finanças, os orçamentos, nos artigos 163 a 169, onde dispõe o seguinte: Art. 163. Lei complementar disporá sobre: I - finanças públicas; II - dívida pública externa e interna, incluída a das autarquias, funda- ções e demais entidades controladas pelo Poder Público; III - concessão de garantias pelas entidades públicas; IV - emissão e resgate de títulos da dívida pública; V - fiscalização financeira da administração pública direta e indireta; VI - operações de câmbio realizadas por órgãos e entidades da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios; 21 VII - compatibilização das funções das instituições oficiais de crédito da União, resguardadas as características e condições operacionais plenas das voltadas ao desenvolvimento regional. VIII - sustentabilidade da dívida, especificando: a) indicadores de sua apuração; b) níveis de compatibilidade dos resultados fiscais com a trajetória da dívida; c) trajetória de convergência do montante da dívida com os limites definidos em legislação; d) medidas de ajuste, suspensões e vedações; e) planejamento de alienação de ativos com vistas à redução do montante da dívida. Parágrafo único. A lei complementar de que trata o inciso VIII do caput deste artigo pode autorizar a aplicação das vedações previstas no art. 167-A desta Constituição. Art. 163-A. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios disponibilizarão suas informações e dados contábeis, orçamentários e fiscais, conforme periodicidade, formato e sistema estabelecidos pelo órgão central de contabilidade da União, de forma a garantir a rastreabilidade, a comparabilidade e a publicidade dos dados coletados, os quais deverão ser divulgados em meio eletrônico de amplo acesso público. Art. 164. A competência da União para emitir moeda será exercida ex- clusivamente pelo banco central. § 1º É vedado ao banco central conceder, direta ou indiretamente, em- préstimos ao Tesouro Nacional e a qualquer órgão ou entidade que não seja instituição financeira. § 2º O banco central poderá comprar e vender títulos de emissão do Tesouro Nacional, com o objetivo de regular a oferta de moeda ou a taxa de juros. § 3º As disponibilidades de caixa da União serão depositadas no banco central; as dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e dos ór- gãos ou entidades do Poder Público e das empresas por ele controla- das, em instituições financeiras oficiais, ressalvados os casos previstos em lei. Art. 164-A. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios de- vem conduzir suas políticas fiscais de forma a manter a dívida pública em níveis sustentáveis, na forma da lei complementar referida no inciso VIII do caput do art. 163 desta Constituição. Parágrafo único. A elaboração e a execução de planos e orçamentos devem refletir a compatibilidade dos indicadores fiscais com a sustentabilidade da dívida. 22 Os artigos que serão estabelecidos a seguir, preceituam sobre questões orçamentárias, tais instrumentos sofrerão recentes modificações que devem ser abordadas nos estudos elencados: Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão: I - o plano plurianual; II - as diretrizes orçamentárias; III - os orçamentos anuais. § 1º A lei que instituir o plano plurianual estabelecerá, de forma regio- nalizada, as diretrizes, objetivos e metas da administração pública fe- deral para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos programas de duração continuada. § 2º A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da administração pública federal, estabelecerá as diretrizes de política fiscal e respectivas metas, em consonância com trajetória sustentável da dívida pública, orientará a elaboração da lei orçamentária anual, disporá sobre as alterações na legislação tributária e estabelecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento. § 3º O Poder Executivo publicará, até trinta dias após o encerramento de cada bimestre, relatório resumido da execução orçamentária. § 4º Os planos e programas nacionais, regionais e setoriais previstos nesta Constituição serão elaborados em consonância com o plano plu- rianual e apreciados pelo Congresso Nacional. § 5º A lei orçamentária anual compreenderá: I - o orçamento fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da administração direta e indireta, inclusive funda- ções instituídas e mantidas pelo Poder Público; II - o orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto; III - o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculados, da administração direta ou indireta, bem como os fundos e fundações instituídos e mantidos pelo Poder Público. § 6º O projeto de lei orçamentária será acompanhado de demonstrativo regionalizado do efeito, sobre as receitas e despesas, decorrente de isenções, anistias, remissões, subsídios e benefícios de natureza fi- nanceira, tributária e creditícia. § 7º Os orçamentos previstos no § 5º, I e II, deste artigo, compatibiliza- dos com o plano plurianual, terão entre suas funções a de reduzir de- sigualdades inter-regionais, segundo critério populacional. 23 § 8º A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previ- são da receita e à fixação da despesa, não se incluindo na proibição a autorização para abertura de créditos suplementares e contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita, nos ter- mos da lei. § 9º Cabe à lei complementar: I - dispor sobre o exercício financeiro, a vigência, os prazos, a elabora- ção e a organização do plano plurianual, da lei de diretrizes orçamen- tárias e da lei orçamentária anual; II - estabelecer normas de gestão financeira e patrimonial da adminis- tração direta e indireta bem como condições para a instituição e funci- onamento de fundos. lII - dispor sobre critérios para a execução equitativa, além de procedimentos que serão adotados quando houver impedimentos legais e técnicos, cumprimento de restos a pagar e limitação das programações de caráter obrigatório, para a realização do disposto nos §§ 11 e 12 do art. 166 . § 10. A administração tem o dever de executar as programações orçamentárias, adotando os meios e as medidas necessários, com o propósito de garantir a efetiva entrega de bens e serviços à sociedade. § 11. O disposto no § 10 deste artigo, nos termos da lei de diretrizes orçamentárias: I - subordina-se ao cumprimento de dispositivos constitucionais e le- gais que estabeleçam metas fiscais ou limites de despesas e não im- pede o cancelamento necessário à abertura de créditos adicionais; II - não se aplica nos casos de impedimentos de ordem técnica devida- mente justificados; III - aplica-se exclusivamente às despesas primárias discricionárias. § 12. Integrará a lei de diretrizes orçamentárias, para o exercício a que se refere e, pelo menos, para os 2 (dois) exercícios subsequentes, anexo com previsão de agregados fiscais e a proporção dos recursos para investimentos que serão alocados na lei orçamentária anual para a continuidade daqueles em andamento. § 13. O disposto no inciso III do § 9º e nos §§ 10, 11 e 12 deste artigo aplica-se exclusivamente aos orçamentos fiscal e da seguridade social da União. §14. A lei orçamentária anual poderá conter previsões de despesas para exercícios seguintes, com a especificação dos investimentos plurianuais e daquele s em andamento. § 15. A União organizará e manterá registro centralizado de projetos de investimento contendo, por Estado ou Distrito Federal, pelo menos, análises de viabilidade, estimativas de custos e informações sobre a execução física e financeira. 24 § 16. As leis de que trata este artigo devem observar, no que couber, os resultados do monitoramento e da avaliação das políticas públicas previstos no § 16 do art. 37 desta Constituição. Art. 166. Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao orçamento anual e aos créditos adicionais serão apreciados pelas duas Casas do Congresso Nacional, na forma do re- gimento comum. § 1º Caberá a uma Comissão mista permanente de Senadores e De- putados: I - examinar e emitir parecer sobre os projetos referidos neste artigo e sobre as contas apresentadas anualmente pelo Presidente da Repú- blica; II - examinar e emitir parecer sobre os planos e programas nacionais, regionais e setoriais previstos nesta Constituição e exercer o acompa- nhamento e a fiscalização orçamentária, sem prejuízo da atuação das demais comissões do Congresso Nacional e de suas Casas, criadas de acordo com o art. 58. § 2º As emendas serão apresentadas na Comissão mista, que sobre elas emitirá parecer, e apreciadas, na forma regimental, pelo Plenário das duas Casas do Congresso Nacional. § 3º As emendas ao projeto de lei do orçamento anual ou aos projetos que o modifiquem somente podem ser aprovadas caso: I - sejam compatíveis com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias; II - indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os provenien- tes de anulação de despesa, excluídas as que incidam sobre: a) dotações para pessoal e seus encargos; b) serviço da dívida; c) transferências tributárias constitucionais para Estados, Municípios e Distrito Federal; ou III - sejam relacionadas: a) com a correção de erros ou omissões; ou b) com os dispositivos do texto do projeto de lei. § 4º As emendas ao projeto de lei de diretrizes orçamentárias não po- derão ser aprovadas quando incompatíveis com o plano plurianual. § 5º O Presidente da República poderá enviar mensagem ao Con- gresso Nacional para propor modificação nos projetos a que se refere este artigo enquanto não iniciada a votação, na Comissão mista, da parte cuja alteração é proposta. 25 § 6º Os projetos de lei do plano plurianual, das diretrizes orçamentárias e do orçamento anual serão enviados pelo Presidente da República ao Congresso Nacional, nos termos da lei complementar a que se refere o art. 165, § 9º. § 7º Aplicam-se aos projetos mencionados neste artigo, no que não contrariar o disposto nesta seção, as demais normas relativas ao pro- cesso legislativo. § 8º Os recursos que, em decorrência de veto, emenda ou rejeição do projeto de lei orçamentária anual, ficarem sem despesas correspon- dentes poderão ser utilizados, conforme o caso, mediante créditos es- peciais ou suplementares, com prévia e específica autorização legisla- tiva. § 9º As emendas individuais ao projeto de lei orçamentária serão apro- vadas no limite de 1,2% (um inteiro e dois décimos por cento) da receita corrente líquida prevista no projeto encaminhado pelo Poder Executivo, sendo que a metade deste percentual será destinada a ações e servi- ços públicos de saúde. § 10. A execução do montante destinado a ações e serviços públicos de saúde previsto no § 9º, inclusive custeio, será computada para fins do cumprimento do inciso I do § 2º do art. 198, vedada a destinação para pagamento de pessoal ou encargos sociais. § 11. É obrigatória a execução orçamentária e financeira das progra- mações a que se refere o § 9º deste artigo, em montante correspon- dente a 1,2% (um inteiro e dois décimos por cento) da receita corrente líquida realizada no exercício anterior, conforme os critérios para a exe- cução equitativa da programação definidos na lei complementar pre- vista no § 9º do art. 165. § 12. A garantia de execução de que trata o § 11 deste artigo aplica-se também às programações incluídas por todas as emendas de iniciativa de bancada de parlamentares de Estado ou do Distrito Federal, no montante de até 1% (um por cento) da receita corrente líquida realizada no exercício anterior. § 13. As programações orçamentárias previstas nos §§ 11 e 12 deste artigo não serão de execução obrigatória nos casos dos impedimentos de ordem técnica. § 14. Para fins de cumprimento do disposto nos §§ 11 e 12 deste artigo, os órgãos de execução deverão observar, nos termos da lei de diretri- zes orçamentárias, cronograma para análise e verificação de eventuais impedimentos das programações e demais procedimentos necessá- rios à viabilização da execução dos respectivos montantes. § 15. (Revogado) § 16. Quando a transferência obrigatória da União para a execução da programação prevista nos §§ 11 e 12 deste artigo for destinada a Es- tados, ao Distrito Federal e a Municípios, independerá da adimplência do ente federativo destinatário e não integrará a base de cálculo da receita corrente líquida para fins de aplicação dos limites de despesa de pessoal de que trata o caput do art. 169. 26 § 17. Os restos a pagar provenientes das programações orçamentárias previstas nos §§ 11 e 12 poderão ser considerados para fins de cum- primento da execução financeira até o limite de 0,6% (seis décimos por cento) da receita corrente líquida realizada no exercício anterior, para as programações das emendas individuais, e até o limite de 0,5% (cinco décimos por cento), para as programações das emendas de ini- ciativa de bancada de parlamentares de Estado ou do Distrito Fede- ral. § 18. Se for verificado que a reestimativa da receita e da despesa po- derá resultar no não cumprimento da meta de resultado fiscal estabe- lecida na lei de diretrizes orçamentárias, os montantes previstos nos §§ 11 e 12 deste artigo poderão ser reduzidos em até a mesma pro- porção da limitação incidente sobre o conjunto das demais despesas discricionárias. § 19. Considera-se equitativa a execução das programações de caráter obrigatório que observe critérios objetivos e imparciais e que atenda de forma igualitária e impessoal às emendas apresentadas, independen- temente da autoria. § 20. As programações de que trata o § 12 deste artigo, quando versa- rem sobre o início de investimentos com duração de mais de 1 (um) exercício financeiro ou cuja execução já tenha sido iniciada, deverão ser objeto de emenda pela mesma bancada estadual, a cada exercício, até a conclusão da obra ou do empreendimento. Art. 166-A. As emendas individuais impositivas apresentadas ao pro- jeto de lei orçamentária anual poderão alocar recursos a Estados, ao Distrito Federal e a Municípios por meio de: I - transferência especial; ou II - transferência com finalidade definida. § 1º Os recursos transferidos na forma do caput deste artigo não inte- grarão a receita do Estado, do Distrito Federal e dos Municípios para fins de repartição e para o cálculo dos limites da despesa com pessoal ativo e inativo, nos termos do § 16 do art. 166, e de endividamento do ente federado, vedada, em qualquer caso, a aplicação dos recursos a que se refere o caput deste artigo no pagamento de: I - despesas com pessoal e encargos sociais relativas a ativos e inati- vos, e com pensionistas; e II - encargos referentes ao serviço da dívida. § 2º Na transferência especial a que se refere o inciso I do caput deste artigo, os recursos: I - serão repassados diretamente ao entefederado beneficiado, inde- pendentemente de celebração de convênio ou de instrumento congê- nere; II - pertencerão ao ente federado no ato da efetiva transferência finan- ceira; e 27 III - serão aplicadas em programações finalísticas das áreas de com- petência do Poder Executivo do ente federado beneficiado, observado o disposto no § 5º deste artigo. § 3º O ente federado beneficiado da transferência especial a que se refere o inciso I do caput deste artigo poderá firmar contratos de coo- peração técnica para fins de subsidiar o acompanhamento da execu- ção orçamentária na aplicação dos recursos. § 4º Na transferência com finalidade definida a que se refere o inciso II do caput deste artigo, os recursos serão: I - vinculados à programação estabelecida na emenda parlamentar; e II - aplicados nas áreas de competência constitucional da União. § 5º Pelo menos 70% (setenta por cento) das transferências especiais de que trata o inciso I do caput deste artigo deverão ser aplicadas em despesas de capital, observada a restrição a que se refere o inciso II do § 1º deste artigo. Art. 167. São vedados: I - o início de programas ou projetos não incluídos na lei orçamentária anual; II - a realização de despesas ou a assunção de obrigações diretas que excedam os créditos orçamentários ou adicionais; III - a realização de operações de créditos que excedam o montante das despesas de capital, ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta; IV - a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, ressalvadas a repartição do produto da arrecadação dos impostos a que se referem os arts. 158 e 159, a destinação de recursos para as ações e serviços públicos de saúde, para manutenção e desenvolvi- mento do ensino e para realização de atividades da administração tri- butária, como determinado, respectivamente, pelos arts. 198, § 2º, 212 e 37, XXII, e a prestação de garantias às operações de crédito por an- tecipação de receita, previstas no art. 165, § 8º, bem como o disposto no § 4º deste artigo; V - a abertura de crédito suplementar ou especial sem prévia autoriza- ção legislativa e sem indicação dos recursos correspondentes; VI - a transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de programação para outra ou de um órgão para outro, sem prévia autorização legislativa; VII - a concessão ou utilização de créditos ilimitados; VIII - a utilização, sem autorização legislativa específica, de recursos dos orçamentos fiscal e da seguridade social para suprir necessidade 28 ou cobrir déficit de empresas, fundações e fundos, inclusive dos men- cionados no art. 165, § 5º; IX - a instituição de fundos de qualquer natureza, sem prévia autoriza- ção legislativa. X - a transferência voluntária de recursos e a concessão de emprésti- mos, inclusive por antecipação de receita, pelos Governos Federal e Estaduais e suas instituições financeiras, para pagamento de despe- sas com pessoal ativo, inativo e pensionista, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. XI - a utilização dos recursos provenientes das contribuições sociais de que trata o art. 195, I, a, e II, para a realização de despesas distintas do pagamento de benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art. 201. XII - na forma estabelecida na lei complementar de que trata o § 22 do art. 40, a utilização de recursos de regime próprio de previdência so- cial, incluídos os valores integrantes dos fundos previstos no art. 249, para a realização de despesas distintas do pagamento dos benefícios previdenciários do respectivo fundo vinculado àquele regime e das despesas necessárias à sua organização e ao seu funciona- mento; XIII - a transferência voluntária de recursos, a concessão de avais, as garantias e as subvenções pela União e a concessão de empréstimos e de financiamentos por instituições financeiras federais aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios na hipótese de descumprimento das regras gerais de organização e de funcionamento de regime pró- prio de previdência social. XIV - a criação de fundo público, quando seus objetivos puderem ser alcançados mediante a vinculação de receitas orçamentárias específi- cas ou mediante a execução direta por programação orçamentária e financeira de órgão ou entidade da administração pública. § 1º Nenhum investimento cuja execução ultrapasse um exercício fi- nanceiro poderá ser iniciado sem prévia inclusão no plano plurianual, ou sem lei que autorize a inclusão, sob pena de crime de responsabili- dade. § 2º Os créditos especiais e extraordinários terão vigência no exercício financeiro em que forem autorizados, salvo se o ato de autorização for promulgado nos últimos quatro meses daquele exercício, caso em que, reabertos nos limites de seus saldos, serão incorporados ao orçamento do exercício financeiro subsequente. § 3º A abertura de crédito extraordinário somente será admitida para atender a despesas imprevisíveis e urgentes, como as decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade pública, observado o disposto no art. 62. § 4º É permitida a vinculação das receitas a que se referem os arts. 155, 156, 157, 158 e as alíneas "a", "b", "d" e "e" do inciso I e o inciso II do caput do art. 159 desta Constituição para pagamento de débitos com a União e para prestar-lhe garantia ou contragarantia. 29 § 5º A transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de programação para outra poderão ser admitidos, no âmbito das atividades de ciência, tecnologia e inovação, com o ob- jetivo de viabilizar os resultados de projetos restritos a essas funções, mediante ato do Poder Executivo, sem necessidade da prévia autori- zação legislativa prevista no inciso VI deste artigo. § 6º Para fins da apuração ao término do exercício financeiro do cum- primento do limite de que trata o inciso III do caput deste artigo, as receitas das operações de crédito efetuadas no contexto da gestão da dívida pública mobiliária federal somente serão consideradas no exer- cício financeiro em que for realizada a respectiva despesa. Art. 167-A. Apurado que, no período de 12 (doze) meses, a relação entre despesas correntes e receitas correntes supera 95% (noventa e cinco por cento), no âmbito dos Estados, do Distrito Federal e dos Mu- nicípios, é facultado aos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, ao Ministério Público, ao Tribunal de Contas e à Defensoria Pública do ente, enquanto permanecer a situação, aplicar o mecanismo de ajuste fiscal de vedação da: I - concessão, a qualquer título, de vantagem, aumento, reajuste ou adequação de remuneração de membros de Poder ou de órgão, de servidores e empregados públicos e de militares, exceto dos derivados de sentença judicial transitada em julgado ou de determinação legal anterior ao início da aplicação das medidas de que trata este ar- tigo; II - criação de cargo, emprego ou função que implique aumento de des- pesa; III - alteração de estrutura de carreira que implique aumento de des- pesa; IV - admissão ou contratação de pessoal, a qualquer título, ressalva- das: a) as reposições de cargos de chefia e de direção que não acarretem aumento de despesa; b) as reposições decorrentes de vacâncias de cargos efetivos ou vita- lícios; c) as contratações temporárias de que trata o inciso IX do caput do art. 37 desta Constituição; e d) as reposições de temporários para prestação de serviço militar e de alunos de órgãos de formação de militares; V - realizaçãode concurso público, exceto para as reposições de va- câncias previstas no inciso IV deste caput; VI - criação ou majoração de auxílios, vantagens, bônus, abonos, ver- bas de representação ou benefícios de qualquer natureza, inclusive os de cunho indenizatório, em favor de membros de Poder, do Ministério Público ou da Defensoria Pública e de servidores e empregados públi- 30 cos e de militares, ou ainda de seus dependentes, exceto quando de- rivados de sentença judicial transitada em julgado ou de determinação legal anterior ao início da aplicação das medidas de que trata este ar- tigo; VII - criação de despesa obrigatória; VIII - adoção de medida que implique reajuste de despesa obrigatória acima da variação da inflação, observada a preservação do poder aqui- sitivo referida no inciso IV do caput do art. 7º desta Constituição; IX - criação ou expansão de programas e linhas de financiamento, bem como remissão, renegociação ou refinanciamento de dívidas que im- pliquem ampliação das despesas com subsídios e subvenções; X - concessão ou ampliação de incentivo ou benefício de natureza tri- butária. § 1º Apurado que a despesa corrente supera 85% (oitenta e cinco por cento) da receita corrente, sem exceder o percentual mencionado no caput deste artigo, as medidas nele indicadas podem ser, no todo ou em parte, implementadas por atos do Chefe do Poder Executivo com vigência imediata, facultado aos demais Poderes e órgãos autônomos implementá-las em seus respectivos âmbitos. § 2º O ato de que trata o § 1º deste artigo deve ser submetido, em regime de urgência, à apreciação do Poder Legislativo. § 3º O ato perde a eficácia, reconhecida a validade dos atos praticados na sua vigência, quando: I - rejeitado pelo Poder Legislativo; II - transcorrido o prazo de 180 (cento e oitenta) dias sem que se ultime a sua apreciação; ou III - apurado que não mais se verifica a hipótese prevista no § 1º deste artigo, mesmo após a sua aprovação pelo Poder Legislativo. § 4º A apuração referida neste artigo deve ser realizada bimestral- mente. § 5º As disposições de que trata este artigo: I - não constituem obrigação de pagamento futuro pelo ente da Fede- ração ou direitos de outrem sobre o erário; II - não revogam, dispensam ou suspendem o cumprimento de dispo- sitivos constitucionais e legais que disponham sobre metas fiscais ou limites máximos de despesas. § 6º Ocorrendo a hipótese de que trata o caput deste artigo, até que todas as medidas nele previstas tenham sido adotadas por todos os Poderes e órgãos nele mencionados, de acordo com declaração do respectivo Tribunal de Contas, é vedada: 31 I - a concessão, por qualquer outro ente da Federação, de garantias ao ente envolvido; II - a tomada de operação de crédito por parte do ente envolvido com outro ente da Federação, diretamente ou por intermédio de seus fun- dos, autarquias, fundações ou empresas estatais dependentes, ainda que sob a forma de novação, refinanciamento ou postergação de dí- vida contraída anteriormente, ressalvados os financiamentos destina- dos a projetos específicos celebrados na forma de operações típicas das agências financeiras oficiais de fomento. Art. 167-B. Durante a vigência de estado de calamidade pública de âm- bito nacional, decretado pelo Congresso Nacional por iniciativa priva- tiva do Presidente da República, a União deve adotar regime extraor- dinário fiscal, financeiro e de contratações para atender às necessida- des dele decorrentes, somente naquilo em que a urgência for incom- patível com o regime regular, nos termos definidos nos arts. 167-C, 167-D, 167-E, 167-F e 167-G desta Constituição. Art. 167-C. Com o propósito exclusivo de enfrentamento da calamidade pública e de seus efeitos sociais e econômicos, no seu período de du- ração, o Poder Executivo federal pode adotar processos simplificados de contratação de pessoal, em caráter temporário e emergencial, e de obras, serviços e compras que assegurem, quando possível, competi- ção e igualdade de condições a todos os concorrentes, dispensada a observância do § 1º do art. 169 na contratação de que trata o inciso IX do caput do art. 37 desta Constituição, limitada a dispensa às situações de que trata o referido inciso, sem prejuízo do controle dos órgãos com- petentes. Art. 167-D. As proposições legislativas e os atos do Poder Executivo com propósito exclusivo de enfrentar a calamidade e suas consequên- cias sociais e econômicas, com vigência e efeitos restritos à sua dura- ção, desde que não impliquem despesa obrigatória de caráter continu- ado, ficam dispensados da observância das limitações legais quanto à criação, à expansão ou ao aperfeiçoamento de ação governamental que acarrete aumento de despesa e à concessão ou à ampliação de incentivo ou benefício de natureza tributária da qual decorra renúncia de receita. Parágrafo único. Durante a vigência da calamidade pública de âmbito nacional de que trata o art. 167-B, não se aplica o disposto no § 3º do art. 195 desta Constituição. Art. 167-E. Fica dispensada, durante a integralidade do exercício finan- ceiro em que vigore a calamidade pública de âmbito nacional, a obser- vância do inciso III do caput do art. 167 desta Constituição. Art. 167-F. Durante a vigência da calamidade pública de âmbito nacio- nal de que trata o art. 167-B desta Constituição: I - são dispensados, durante a integralidade do exercício financeiro em que vigore a calamidade pública, os limites, as condições e demais restrições aplicáveis à União para a contratação de operações de cré- dito, bem como sua verificação; II - o superávit financeiro apurado em 31 de dezembro do ano imedia- tamente anterior ao reconhecimento pode ser destinado à cobertura de 32 despesas oriundas das medidas de combate à calamidade pública de âmbito nacional e ao pagamento da dívida pública. § 1º Lei complementar pode definir outras suspensões, dispensas e afastamentos aplicáveis durante a vigência do estado de calamidade pública de âmbito nacional. § 2º O disposto no inciso II do caput deste artigo não se aplica às fontes de recursos: I - decorrentes de repartição de receitas a Estados, ao Distrito Federal e a Municípios; II - decorrentes das vinculações estabelecidas pelos arts. 195, 198, 201, 212, 212-A e 239 desta Constituição; III - destinadas ao registro de receitas oriundas da arrecadação de do- ações ou de empréstimos compulsórios, de transferências recebidas para o atendimento de finalidades determinadas ou das receitas de ca- pital produto de operações de financiamento celebradas com finalida- des contratualmente determinadas. Art. 167-G. Na hipótese de que trata o art. 167-B, aplicam-se à União, até o término da calamidade pública, as vedações previstas no art. 167- A desta Constituição. § 1º Na hipótese de medidas de combate à calamidade pública cuja vigência e efeitos não ultrapassem a sua duração, não se aplicam as vedações referidas nos incisos II, IV, VII, IX e X do caput do art. 167-A desta Constituição. § 2º Na hipótese de que trata o art. 167-B, não se aplica a alínea "c" do inciso I do caput do art. 159 desta Constituição, devendo a transfe- rência a que se refere aquele dispositivo ser efetuada nos mesmos montantes transferidos no exercício anterior à decretação da calami- dade. § 3º É facultada aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios a aplicação das vedações referidas no caput, nos termos deste artigo, e, até que as tenham adotado na integralidade, estarão submetidos às restrições do § 6º do art. 167-A desta Constituição,enquanto perdura- rem seus efeitos para a União. Art. 168. Os recursos correspondentes às dotações orçamentárias, compreendidos os créditos suplementares e especiais, destinados aos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário, do Ministério Público e da Defensoria Pública, ser-lhes-ão entregues até o dia 20 de cada mês, em duodécimos, na forma da lei complementar a que se refere o art. 165, § 9º. § 1º É vedada a transferência a fundos de recursos financeiros oriun- dos de repasses duodecimais. § 2º O saldo financeiro decorrente dos recursos entregues na forma do caput deste artigo deve ser restituído ao caixa único do Tesouro do ente federativo, ou terá seu valor deduzido das primeiras parcelas du- odecimais do exercício seguinte. 33 Art. 169. A despesa com pessoal ativo e inativo e pensionistas da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios não pode ex- ceder os limites estabelecidos em lei complementar. § 1º A concessão de qualquer vantagem ou aumento de remuneração, a criação de cargos, empregos e funções ou alteração de estrutura de carreiras, bem como a admissão ou contratação de pessoal, a qualquer título, pelos órgãos e entidades da administração direta ou indireta, in- clusive fundações instituídas e mantidas pelo poder público, só pode- rão ser feitas: I - se houver prévia dotação orçamentária suficiente para atender às projeções de despesa de pessoal e aos acréscimos dela decorren- tes; II - se houver autorização específica na lei de diretrizes orçamentárias, ressalvadas as empresas públicas e as sociedades de economia mista. § 2º Decorrido o prazo estabelecido na lei complementar referida neste artigo para a adaptação aos parâmetros ali previstos, serão imediata- mente suspensos todos os repasses de verbas federais ou estaduais aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios que não observarem os referidos limites. § 3º Para o cumprimento dos limites estabelecidos com base neste ar- tigo, durante o prazo fixado na lei complementar referida no caput, a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios adotarão as se- guintes providências: I - redução em pelo menos vinte por cento das despesas com cargos em comissão e funções de confiança; II - exoneração dos servidores não estáveis. § 4º Se as medidas adotadas com base no parágrafo anterior não fo- rem suficientes para assegurar o cumprimento da determinação da lei complementar referida neste artigo, o servidor estável poderá perder o cargo, desde que ato normativo motivado de cada um dos Poderes especifique a atividade funcional, o órgão ou unidade administrativa objeto da redução de pessoal. § 5º O servidor que perder o cargo na forma do parágrafo anterior fará jus a indenização correspondente a um mês de remuneração por ano de serviço. § 6º O cargo objeto da redução prevista nos parágrafos anteriores será considerado extinto, vedada a criação de cargo, emprego ou função com atribuições iguais ou assemelhadas pelo prazo de quatro anos. § 7º Lei federal disporá sobre as normas gerais a serem obedecidas na efetivação do disposto no § 4º. 34 O orçamento é uma lei e, como todas as leis, deve ser elaborado em consonância com uma base legal que vai recepcioná-lo. Podemos definir o orçamento público como sendo o ato formal (legal) pelo qual o Poder Legislativo aprova e autoriza que sejam realizadas despesas pelos demais Poderes (Executivo, Judiciário e o próprio Legislativo), assim como pelo Ministério Público, por um determinado período, destinadas ao funcionamento dos serviços públicos em geral e outros fins previstos em políticas econômicas. Esse ato legal prevê ainda a arrecadação de receitas do poder público. É importante ressaltar que, além da base legal vista na unidade anterior, o orçamento público é composto pelos seguintes instrumentos de planejamento previstos na Constituição Federal de 1988: Plano Plurianual (PPA); Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO); Lei Orçamentária Anual (LOA). O PPA, a LDO e a LOA dão suporte à elaboração e execução orçamentária brasileira. Esses instrumentos regem o ciclo orçamentário no Brasil e são estritamente relacionados entre si, formando um sistema integrado de planejamento e orçamento que deve ser adotado pelos entes da Federação (Municípios, Estados e União). Além disso, esses instrumentos representam uma verdadeira “pirâmide orçamentária”, estando na base da pirâmide o PPA, no meio a LDO e no topo a LOA, conforme demonstrado na figura a seguir, que apresenta uma comparação entre o orçamente o planejamento: Figura 5 – Comparação entre o planejamento e o orçamento (Fonte: Google) 35 Quando se estuda Administração, aprende-se que existe o planejamento estratégico (que é em longo prazo), assim como os planejamentos tático e operacional. Essa divisão é bem parecida quando se trata de orçamento público. Temos o PPA, que é o planejamento estratégico, mas com uma diferença: enquanto que o planejamento estratégico é de longo prazo, o PPA é de médio prazo. No restante, é tudo igual! (GADELHA (2017). 6.1. Plano Plurianual - PPA O planejamento é a primeira etapa do processo orçamentário. Nesse nível, não há ainda uma grande preocupação com a quantificação física e financeira das metas de governo. O governo precisa fazer grandes investimentos para atender a sociedade brasileira, por exemplo, construção de rodovias e hidrelétricas, reforma de aeroportos, restauração de bibliotecas e museus, etc. Para esses grandes investimentos públicos, o Poder Executivo Federal elabora, a cada quatro anos, um planejamento, que é discutido e aprovado como lei pelo Poder Legislativo Federal (Congresso Nacional). Esse planejamento é chamado de plano plurianual (PPA) e define, para um período de quatro anos, as grandes prioridades nacionais e regionais, com metas para cada área de atuação (saúde, educação, saneamento, transporte, energia, etc.). No PPA, estão incluídos também os gastos necessários para garantir a oferta permanente de determinados bens e serviços públicos. Os estados e os municípios possuem suas próprias leis orçamentárias, inclusive seus próprios PPAs, uma vez que, cada ente da federação possui suas próprias responsabilidades. A título de exemplo, no nível municipal, temos o calçamento de ruas, o transporte urbano e a coleta de lixo (GADELHA, 2017). 6.2. Lei de Diretrizes Orçamentárias - LDO Antes de se fazer o orçamento de cada ano, o Poder Executivo Federal prepara e encaminha para ser discutida no Poder Legislativo Federal (Congresso Nacional) outra lei, chamada Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). 36 A LDO é a norma que estabelece metas e prioridades para o exercício seguinte, inclui as despesas de capital (investimento) para o exercício subsequente, orienta a Lei Orçamentária Anual (LOA), dispõe sobre mudanças na legislação tributária, estabelece apolítica de aplicação das agências de fomento e define as metas fiscais. É verdade que no PPA estão as grandes prioridades para um período de quatro anos, mas esse planejamento precisa ser ajustado a cada ano, de acordo com as necessidades e metas do governo para o ano seguinte. É a LDO que diz quais são as despesas mais importantes que o Poder Executivo deve fazer a cada ano. Em outras palavras, é a LDO que faz a ligação entre o plano estratégico de médio prazo, estabelecido no PPA, com o plano operacional de curto prazo, representado pelo orçamento anual (Lei Orçamentária Anual). A LDO traz uma série de regras para elaborar, organizar e executar o orçamento, além de definir as prioridades