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<p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>1</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>2</p><p>http://www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>O melhor site de questões discursivas de concursos públicos.</p><p>]</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>3</p><p>PROFESSOR RODRIGO DUARTE</p><p>Caros alunos,</p><p>Meu nome é Rodrigo Moura Duarte, tenho 26 anos e meu atual cargo é o de Advogado da União, lotado na</p><p>Consultoria Jurídica junto ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Eu atuo proferindo pareceres e analisando</p><p>processos administrativos que envolvam a temática de patrimônio imobiliário da União.</p><p>Antes de tomar posse como Advogado da União, eu já fui Técnico Judiciário do Tribunal de Justiça do Estado do Rio</p><p>de Janeiro, Técnico Administrativo do Ministério Público da União (lotado no Ministério Público do Trabalho no Rio de</p><p>Janeiro) e Oficial de Justiça e Avaliador Federal do Tribunal Regional Federal da 2ª Região.</p><p>Minha graduação em Direito foi na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), também tendo sido</p><p>aprovado na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UFRJ) e Universidade Federal Fluminense (UFF).</p><p>É com muita satisfação e alegria que entrego este material a vocês, concurseiros e concurseiras, que enfrentam</p><p>verdadeiras maratonas e batalhas até obterem a aprovação e a tão sonhada posse no cargo público.</p><p>Os concursos para analistas ou técnicos podem ser visto de duas formas: como uma excelente escada para cargos</p><p>de carreiras jurídicas de Estado ou como um excelente cargo para ficar por um bom tempo. A remuneração é atraente e o</p><p>trabalho é muito desafiador.</p><p>Para ser aprovado e empossado em um concurso não há mistério: basta estudar e se dedicar. Mas, o estudo deve</p><p>ser feito com sagacidade e estratégia, de modo a não perder tempo. Assim, para se preparar adequadamente, é de</p><p>fundamental importância que o candidato realize muitos exercícios, especialmente de questões discursivas, que podem</p><p>servir como desempate ou modo de obter valiosos pontos.</p><p>Neste material procurei ser o mais didático e abranger todos os pontos que as questões pedem da maneira mais</p><p>completa possível. Assim, o leitor poderá encontrar uma visão bem ampla do tema, abarcando o que a banca quer e uma</p><p>rápida explanação sobre o tema.</p><p>Importante ressaltar que os comentários não guardam qualquer relação com gabaritos oficiais, ou sugestões de</p><p>gabaritos eventualmente publicados por bancas examinadoras.</p><p>Então, vamos nessa. Jamais desanimar!! Foco, determinação e positividade.</p><p>Contato: rodrigomouraduarte@hotmail.com</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>4</p><p>Oficial de Inteligência - ABIN - Ano: 2008 - Banca: CESPE</p><p>- Disciplina: Redação- Redija um texto dissertativo acerca</p><p>do seguinte tema: SEGREDO DE ESTADO E CIDADANIA -</p><p>Ao elaborar seu texto, aborde, necessariamente, os</p><p>seguintes aspectos: 1- relação entre segredo de Estado</p><p>no regime democrático e cidadania; 2- atuação dos</p><p>órgãos de inteligência no Estado democrático e seus</p><p>limites; 3- evolução da área de inteligência no Brasil</p><p>do regime militar ao regime democrático.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>Vigora no país o importante princípio da</p><p>publicidade, isto é, as informações estatais devem ser</p><p>disponibilizadas aopúblico. Porém, nem todos os dados</p><p>podem ser fornecidos como, por exemplo, dados</p><p>militares, estratégias de defesa e questões</p><p>economicamente relevantes para o Brasil.</p><p>O segredo de Estado deve ser visto como uma</p><p>forma de preservação do interesse do ente estatal e</p><p>também da própria sociedade. Basta imaginar questões</p><p>que envolvam tecnologia nuclear ou reservas de</p><p>petróleo. O interesse externo nesses temas é imenso,</p><p>especialmente a espionagem e roubo sobre tecnologias</p><p>nacionais. Deter o conhecimento é ter em mãos poder,</p><p>especialmente no campo das patentes, cujas cifras</p><p>econômicas envolvidas na questão são monumentais.</p><p>Além disso, os próprios inimigos internos também</p><p>devem ser analisados pelo governo.</p><p>Para proteger os interesses nacionais, que</p><p>também são da própria sociedade, é de fundamental</p><p>importância a atuação dos órgãos de inteligência. Ela</p><p>deve ser muito pautada na ação preventiva,</p><p>especialmente com mecanismos de inteligência que</p><p>prevejam as intercorrências negativas que possam</p><p>causar distúrbios à nação. Porém, deve ser destacado</p><p>que esses órgãos precisam atuar com base nos limites</p><p>estabelecidos pelo Estado Democrático de Direito,</p><p>respeitando as liberdades fundamentais, tais como a</p><p>privacidade e intimidade.</p><p>Assim, a utilização de grampos ilegais, torturas</p><p>ou demais aspectos que não seriam aceitos em uma</p><p>investigação criminal, não podem ser usados pelos</p><p>agentes de inteligência.</p><p>Um ponto importante é que durante o regime</p><p>militar, que ficou famoso pelo uso do aparelho estatal</p><p>contra os cidadãos em nome de uma suposta segurança</p><p>nacional e combate ao comunismo, a forma de agir</p><p>desses órgãos era totalmente antidemocrática. Nos</p><p>tempos atuais a conduta deles é bem diferente,</p><p>especialmente pelo espírito do Estado Democrático de</p><p>Direito que permeia toda a Administração Pública.</p><p>Embora ainda seja preciso a atuação no plano</p><p>interno, ela não se dá mais através de torturas,</p><p>sequestros ou intimidações para com os cidadãos. Ainda</p><p>mais que a tecnologia atual permite condutas mais</p><p>avançadas e que respeitam os direitos fundamentais da</p><p>pessoa humana.</p><p>Nota-se, portanto, que o aparato de</p><p>inteligência deve possuir condutas retas e que atendam</p><p>aos ditames da Democracia, não podendo retornar aos</p><p>sombrios tempos que vigoraram no governo militar.</p><p>Analistas - Tribunal Regional Eleitoral-PB - Ano: 2007 -</p><p>Banca: FCC - Disciplina: Redação - "Mudam-se os</p><p>tempos, mudam-se as vontades", diz um célebre verso</p><p>de Camões. Essa afirmação do poeta é absolutamente</p><p>válida para o caso específico da dinâmica da legislação.</p><p>As leis nascem, vivem e morrem, dando lugar a outras,</p><p>que terão o mesmo destino. Quando não há essa</p><p>dinâmica entre legislação de direito e situação de fato, as</p><p>leis correm o risco de serem normativas em abstrato e</p><p>inexeqüíveis na prática. Não faltam exemplos desse</p><p>descompasso. 2. Escreva uma dissertação sobre o tema</p><p>de que trata o trecho acima, na qual você discutirá,</p><p>argumentando de forma clara e objetiva, o que nele se</p><p>afirma.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>Um fato incontestável é que as sociedades, de</p><p>uma forma geral, mudam sua forma de pensar e de agir</p><p>acerca dos temas que envolvem as relações sociais,</p><p>políticas e econômicas. Essas percepções costumam ser</p><p>uma evolução, ou seja, acrescentam algo positivo na</p><p>vida social. Porém, em alguns casos, a mudança pode</p><p>significar um retrocesso que, depois de um tempo,</p><p>acaba sendo combatido pela própria sociedade.</p><p>No caso das normas, especialmente as leis, elas</p><p>naturalmente sofrem a influência dos fatores</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>5</p><p>preponderantes do momento em que são editadas.</p><p>Decorre disso a chamada interpretação histórica, que</p><p>busca analisar o contexto existente quando da edição</p><p>de uma determinada norma.</p><p>Dificilmente uma lei editada há muito tempo</p><p>vigorará eternamente ou sem que sofra mudanças</p><p>(supressão,</p><p>debate persista, já que</p><p>essa atitude estatal gera e gerará consequências por</p><p>um período de tempo considerável. Além disso, é de</p><p>suma importância manter vivo o interesse por esse</p><p>tema, já que pode ser a semente de tensões raciais no</p><p>país.</p><p>Para um debate sadio, é imperioso ficar claro</p><p>que ser contra a cota racial não significa ser uma pessoa</p><p>racista. Esse binarismo mental é muito pernicioso e um</p><p>pouco infantil, pois demonstra a incapacidade de</p><p>separar as coisas. O racismo deve ser severamente</p><p>punido, pois não é crível que em pleno século XXI ainda</p><p>existam pessoas que acreditem em inferioridade com</p><p>base na cor da pele.</p><p>A cota racial cria uma etiqueta sobre os</p><p>cidadãos, pois passa a haver uma definição não com</p><p>base em um critério seguro, mas em uma construção</p><p>social, apontando que determinada pessoa é negra ou</p><p>não. Ainda mais no Brasil, um país extremamente</p><p>miscigenado, a aplicação de uma visão binária racial é</p><p>muito perigosa. Basta imaginar os filhos de um pai</p><p>branco e de uma mãe negra. Como ficaria essa</p><p>situação? Haveria teste genético para identificar quem</p><p>é mais ou menos negro?</p><p>O preconceito no Brasil está muito mais ligado</p><p>a questões econômicas, ou seja, a partir do momento</p><p>que se ascende na pirâmide social e econômica, o</p><p>tratamento dispensado passa a ser adequado. Desta</p><p>forma, a ação estatal deve ser no sentido de garantir</p><p>um suporte social para as pessoas mais desfavorecidas,</p><p>como o investimento maciço em educação,</p><p>especialmente a básica. Com isso, as chances de</p><p>competição futura no mercado de trabalho e no acesso</p><p>às oportunidades serão mais iguais.</p><p>É possível perceber que a introdução de</p><p>conotações raciais para os brasileiros trará muitos</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>20</p><p>racialização da sociedade aos moldes dos EUA. Tal</p><p>medida em nada ajuda na construção de uma sociedade</p><p>livre, justa e solidária e tampouco serve para reduzir as</p><p>desigualdades.</p><p>Tribunais de Contas - TCE-BA - Ano: 2013 - Banca: FGV -</p><p>Disciplina: Redação -</p><p>É bastante comum que políticos reclamem da imprensa,</p><p>atribuindo aos jornais e revistas acusações injustas e</p><p>ricação de fatos. Por isso mesmo, estão sempre pensan</p><p>do na possibilidade de existir uma lei que impeça as prop</p><p>aladas injustiças, o que, segundo os jornalistas, atenta co</p><p>ntra a liberdade de imprensa. Esse é o tema da redação:</p><p>qual deve ser o papel da imprensa? Ela tem cumprido ess</p><p>e papel? Quais são as críticas que a ela podem ser feitas</p><p>? Quais as sugestões para seu aperfeiçoamento? Todos e</p><p>sses aspectos e outros mais devem ser abordados</p><p>em um texto argumentativo, em língua culta.</p><p>Exponha sua opinião, sem descuidar dos argumentos</p><p>que a apóiem.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>A liberdade de imprensa é um dos pilares mais</p><p>básicos e estruturantes de um Estado Democrático de</p><p>Direito, podendo ser enxergada como um dos prismas</p><p>mais importantes de uma nação.</p><p>Uma imprensa livre, ou seja, que possa atuar,</p><p>investigar e produzir conteúdo sem interferências</p><p>indevidas permite que uma nação se desenvolva no</p><p>plano social e econômico. O plano social fica mais</p><p>desenvolvido pelo fato de ser possível investigar e</p><p>denunciar as mazelas do país, bem como práticas</p><p>corruptas perpetradas por agentes públicos e</p><p>particulares.</p><p>São recorrentes as denúncias sobre fraudes em</p><p>licitação, políticos envolvidos em atos corruptos ou</p><p>particulares que tentam subornar agentes públicos.</p><p>Apenas uma imprensa livre e com ampla margem de</p><p>atuação pode investigar o governo, independentemente</p><p>da força política que esteja no poder.</p><p>No plano econômico, a liberdade permite que</p><p>diversos mecanismos de divulgação floresçam,</p><p>garantindo, com isso, otimização dos pontos de vista e</p><p>campo de trabalho para jornalistas e redatores. Desta</p><p>forma, através de um pilar da Democracia, criam-se</p><p>incentivos para o mercado de trabalho jornalístico.</p><p>Porém, em que pese ser fundamental uma</p><p>ampla liberdade, um direito fundamental (liberdade de</p><p>imprensa) não pode ser usado para a prática de</p><p>atividades nocivas. Portanto, ampla liberdade não é o</p><p>mesmo que ausência de controle. Assim, a privacidade,</p><p>intimidade e a honra das pessoas não podem ser</p><p>difamadas ou atacadas com base no fato de a imprensa</p><p>ser livre.</p><p>Direitos individuais não podem ser usados</p><p>como escudo para práticas ilícitas. Logo, uma notícia</p><p>sensacionalista ou que distorça completamente os fatos</p><p>não pode ser veiculada e, caso seja, mostra-se plausível</p><p>que o(s) ofendido(s) pleiteiem reparações morais e</p><p>materiais.</p><p>Percebe-se, portanto, que uma imprensa livre e</p><p>sem amarras governamentais é essencial à nação.</p><p>Através dela o cidadão pode saber sobre as entranhas</p><p>da sociedade e do governo, de modo a facilitar o</p><p>controle social da coisa pública que, no fundo,</p><p>representa a própria Democracia.</p><p>Analista - TRT2 - Ano: 2014 - Banca: FCC - Disciplina:</p><p>Redação - Em meados do ano passado, houve inúmeras</p><p>manifestações de rua em muitas cidades brasileiras.</p><p>Dada a diversidade das reivindicações, das proporções e</p><p>das atitudes que caracterizaram essas manifestações,</p><p>não é fácil identificá-las e qualificá-las em conjunto.</p><p>Ainda assim, houve algum consenso quanto à novidade</p><p>que elas representaram. Escreva uma dissertação em</p><p>prosa, considerando as consequências imediatas e os</p><p>possíveis desdobramentos que essas manifestações</p><p>trouxeram. Justifique amplamente sua opinião.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>A história contemporânea brasileira pode ser</p><p>definida como período pré-protestos de 2013 e período</p><p>pós-protestos. O que começou com protestos locais em</p><p>função de aumento nas passagens, descambou para</p><p>uma das maiores mobilizações populares sem</p><p>antecedentes na história nacional.</p><p>A violenta repressão policial ocorrida,</p><p>principalmente em São Paulo, foi o estopim para que a</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>21</p><p>sociedade fosse às ruas protestar. Os jovens tiveram um</p><p>papel fundamental, já que eram rotineiramente</p><p>acusados de estarem alienados do mundo político.</p><p>Talvez essa alienação fosse decorrência da crise de</p><p>representatividade política que assola o Brasil e o</p><p>mundo, isto é, a juventude não consegue se enxergar e</p><p>tampouco ver um bom futuro com a representação nos</p><p>nichos de poder.</p><p>De há muito que se prometem mudanças</p><p>profundas na política e nada realmente muda, ou muda</p><p>para acomodar os estamentos de influência no poder. É</p><p>natural que os jovens tenham o desejo por um mundo</p><p>melhor e felizmente isso ocorre. Seria péssimo para</p><p>todos se a juventude já chegasse à idade adulta</p><p>resignada e conformada, com um pessimismo crônico</p><p>sobre os destinos do país e do mundo.</p><p>No caso das manifestações de 2013, ficou clara</p><p>a dissonância entre o discurso de liberdades individuais</p><p>e os protestos populares. Embora tenhamos vasta</p><p>doutrina jurídica e jurisprudencial sobre a liberdade de</p><p>reunião e expressão em espaços públicos, as</p><p>autoridades demonstraram não ter o mínimo preparo</p><p>para colocar a teoria na prática. A repressão brutal e</p><p>desenfreada, constantes denúncias de abuso de</p><p>autoridade e prisões arbitrárias foram recorrentemente</p><p>denunciadas nas redes sociais e na imprensa.</p><p>Um real Estado Democrático de Direito deve</p><p>permitir que o povo se reúna para protestar sem medo</p><p>de haver uma atuação das forças de segurança com</p><p>base na estratégia de eliminar um inimigo. No caso, os</p><p>cidadãos. Logicamente, abusos devem ser coibidos, mas</p><p>sob a bandeira de coibir abusos não se pode destruir o</p><p>núcleo essencial das liberdades individuais.</p><p>Nota-se, portanto, que é muito salutar a</p><p>ocupação das ruas pelos jovens, pois demonstra que</p><p>podemos esperar um futuro mais promissor para o</p><p>Brasil e para</p><p>o mundo. É fato que os resultados</p><p>positivos dos protestos não acontecerão rapidamente,</p><p>mas fazem parte de um processo de amadurecimento</p><p>institucional e da sociedade.</p><p>Agente de Polícia - PCPB - Ano: 2008 - Banca: CESPE -</p><p>Disciplina: Redação - Em meio aos saques e à</p><p>insegurança, cidades catarinenses atingidas pelas chuvas</p><p>estão sob uma espécie de toque de recolher decretado</p><p>pela Polícia Militar. Só poderão ficar nas ruas à noite</p><p>moradores ou voluntários para ajudar os desalojados.</p><p>Filas de distribuição de alimentos se espalham pelas</p><p>cidades. O Globo, 28/11/2008, capa. Considerando que o</p><p>fragmento de texto acima tem caráter unicamente</p><p>motivador, redija texto dissertativo acerca do seguinte</p><p>tema. EM MEIO À TRAGÉDIA, A VIOLÊNCIA QUE GERA</p><p>INSEGURANÇA. Ao elaborar seu texto, aborde,</p><p>necessariamente, os seguintes aspectos: 1- aspectos</p><p>marcantes do quadro de violência e insegurança no Brasil</p><p>atual; 2- que esperar do aparelho policial ante a explosão</p><p>de violência; 3- políticas públicas em áreas marcadas pela</p><p>insegurança.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>Sempre que em algum lugar ocorre a total ou</p><p>quase total ausência ou demonstração de incapacidade</p><p>de o Estado se fazer presente, especialmente</p><p>controlando minimamente a paz social, naturalmente</p><p>ocorrerão distúrbios.</p><p>Nos casos de tragédias naturais, como a</p><p>situação é de calamidade e a resposta estatal nem</p><p>sempre ocorre da forma desejada, a oportunidade de</p><p>cometer ilícitos sem se preocupar com as amarras</p><p>sociais aflora. Além disso, o próprio desespero humano</p><p>leva pessoas, aparentemente inofensivas, a cometerem</p><p>atos que ninguém esperava que elas cometessem. A</p><p>violência já é marcante em tempos de normalidade,</p><p>especialmente aquelas ligadas aos crimes contra a vida.</p><p>Em tempos de excepcionalidades é que ela ganha maior</p><p>fôlego.</p><p>O papel do aparelho policial ante a explosão da</p><p>violência vem se mostrando ineficaz. Em realidade, a</p><p>polícia acaba tendo que enxugar gelo, já que não há o</p><p>efetivo combate e ataque às causas estruturais que</p><p>geram violência ou permitem que ela ocorra. Um</p><p>exemplo disso é o controle de armas que chegam às</p><p>zonas mais periféricas, já que elas não brotam ali.</p><p>Muito pelo contrário, várias delas são frutos de</p><p>contrabando, corrupção ou falhas de fiscalização.</p><p>Assim, acaba recaindo sob as costas da polícia</p><p>toda a responsabilidade pela segurança e também a</p><p>culpa pelos resultados não alcançados. A solução para</p><p>áreas cuja violência é endêmica passa pela polícia, mas</p><p>também exige que uma série de medidas jurídicas e</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>22</p><p>políticas sejam implementadas. Por exemplo, o</p><p>fortalecimento das escolas e espaços públicos de lazer,</p><p>bem como a presença marcante do Estado em áreas</p><p>carentes de serviços públicos.</p><p>Essas medidas certamente não eliminarão</p><p>todas as formas de crimes, mas poderão contribuir para</p><p>tornar as estatísticas muito mais agradáveis de serem</p><p>vistas.</p><p>Nota-se, portanto, que a polícia exerce um</p><p>papel essencial para a manutenção do Estado</p><p>Democrático de Direito, especialmente em tempos de</p><p>convulsão social. Portanto, é imperioso que ela seja</p><p>fortalecida, mas isso deve ocorrer conjuntamente com</p><p>outros fatores estruturantes do seio social.</p><p>Analista - MPE-CE - Ano: 2013 - Banca: FCC - Disciplina:</p><p>Redação -</p><p>Lei Carolina Dieckmann por conta do vazamento de fotos</p><p>no tratamento de</p><p>crimes cibernéticos, as dificuldades oferecidas pelo</p><p>universo virtual podem prejudicar a aplicação das regras</p><p>na prática. (Disponível em: www.conjur.com.br. Com</p><p>adaptações) Com base no que está transcrito acima,</p><p>redija um texto dissertativo-argumentativo a respeito do</p><p>seguinte tema: Proteção aos usuários de dispositivos</p><p>eletrônicos: avanços e entraves.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>Com o crescente desenvolvimento tecnológico e</p><p>aparelhos eletrônicos cada vez mais eficazes e precisos,</p><p>a privacidade e intimidade das pessoas é algo que sofre</p><p>constante ameaça.</p><p>Além da necessidade quase que patológica que</p><p>muitas pessoas, incluindo as celebridades, possuem de</p><p>expor no mundo virtual e, consequentemente, também</p><p>para o mundo real, os momentos mais diversos de suas</p><p>vidas, os hackers e espiões a cada momento</p><p>desenvolvem novas técnicas invasivas. Essa mistura</p><p>acaba gerando consequências muito danosas para</p><p>quem é exposto na rede mundial.</p><p>Obviamente, não se pode e nem se deve culpar</p><p>alguém, por exemplo, que tenha tirado fotos mais</p><p>íntimas e enviado para uma pessoa. Isso faz parte do</p><p>livre arbítrio de cada um e não cabe ao Estado, e</p><p>tampouco à sociedade, julgar se é certa ou errada tal</p><p>prática. Afinal, não há vedação para que adultos</p><p>troquem mensagens pessoais com conteúdo sexual</p><p>explícito ou não.</p><p>Porém, em que pese os avanços da legislação, é</p><p>preciso que haja a combinação de medidas preventivas,</p><p>a serem empreendidas pelas pessoas, e repressivas, a</p><p>serem adotadas pelo Estado através de seu aparato</p><p>punitivo-repressor. Da mesma forma que os</p><p>mecanismos de invasão aos computadores e celulares</p><p>são inovadores, as medidas de proteção também o são.</p><p>Assim, atitudes simples, como utilizar senhas com</p><p>números e letras e quenão sejam óbvias para terceiros</p><p>já é uma barreira à espionagem.</p><p>Ademais, é preciso tomar muito cuidado com a</p><p>engenharia social, isto é, pessoas maliciosas que,</p><p>mediante uma simples conversa, acabam convencendo</p><p>a futura vítima a fornecer os mais diversos dados</p><p>(endereço, contas bancárias e fotos).</p><p>Um avanço importante que vem sendo</p><p>percebido, inclusive com a promulgação do marco civil</p><p>da Internet, é que os usuários lesados podem pedir</p><p>ressarcimento e, caso seja possível, a retirada do</p><p>conteúdo constrangedor. Mas, como a Internet é um</p><p>mundo muito veloz, ainda que haja uma determinação</p><p>judicial nesse sentido, a realidade prática pode não ser</p><p>muito alterada, haja vista os variados meios de</p><p>contornar a ordem emanada pelo magistrado.</p><p>Nota-se, portanto, que os apetrechos</p><p>tecnológicos estão cada vez mais avançados e também</p><p>suscetíveis a intenções nada benéficas. Assim, urge que</p><p>sociedade e Estado se unam para prevenir, reprimir e</p><p>punir as tentativas e as invasões efetivamente</p><p>ocorridas.</p><p>Analistas - Tribunal Regional Eleitoral-SP - Ano: 2013 -</p><p>Banca: FCC - Disciplina: Redação - Existem alguns</p><p>argumentos relevantes contra a adoção do</p><p>financiamento público exclusivo para as campanhas</p><p>eleitorais e muitos a favor. Está chegando a hora de</p><p>decidir a respeito dele. É uma das principais ideias em</p><p>debate no Congresso e entre especialistas em legislação</p><p>eleitoral, desde quando as discussões sobre a reforma</p><p>política se intensificaram a partir do início desta</p><p>legislatura. Foi já aprovada pela Comissão de</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>23</p><p>Constituição, Justiça e Cidadania do Senado e está no</p><p>anteprojeto de reforma elaborado pela Comissão</p><p>Especial da Câmara dos Deputados. (Marcos Coimbra.</p><p>CartaCapital, 15/10/2011.</p><p>www.cartacapital.com.br/politica/financiamento-</p><p>publico-pros-e-contras/) Considerando o que está</p><p>transcrito acima, redija um texto dissertativo-</p><p>argumentativo sobre o seguinte tema: A arrecadação de</p><p>recursos nas campanhas eleitorais e as implicações da</p><p>instituição do financiamento público exclusivo.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>As campanhas eleitorais brasileiras vêm, pleito</p><p>após pleito, ficando cada vez mais caras, isto é, os</p><p>partidos e candidatos gastam valores exorbitantes em</p><p>busca do sucesso nas eleições. Em alguns casos, o valor</p><p>remuneração da legislatura, demonstrando uma</p><p>distorção gritante no processo eleitoral.</p><p>Além disso, a influência do poder econômico</p><p>vem sendo cada vez mais fundamental. Os grandes</p><p>doadores eleitorais,</p><p>principalmente empresas do ramo</p><p>de construção civil, montadoras e setor agropecuário,</p><p>costumam doar valores bem consideráveis para</p><p>diferentes candidatos a um mesmo cargo político,</p><p>demonstrando um pragmatismo incrível e pouca</p><p>convicção ideológica.</p><p>Logicamente, esses grandes doadores não</p><p>fazem tais doações por motivos altruísticos ou</p><p>ideológicos. Em realidade, agem assim para, com a</p><p>já que a doação privada nesse molde não é doação, mas</p><p>investimento (e este deve ter retorno). Assim, o ideal de</p><p>soberania popular fica extremamente distorcido, já que</p><p>a eleição acaba representando não a vontade do povo,</p><p>mas sim de uma minoria muito reduzida.</p><p>Diversos setores sociais defendem, como</p><p>contraposição a esse fato, o financiamento público das</p><p>campanhas. Por ele, as campanhas eleitorais</p><p>receberiam verba pública, obedecidos a determinados</p><p>critérios, para divulgar seus candidatos e programa</p><p>partidário. Crê-se que assim as distorções eleitorais e</p><p>econômicas seriam reduzidas ou até mesmo eliminadas.</p><p>Percebe-se, então, que o financiamento público</p><p>exclusivo poderia gerar uma maior coerência ideológica</p><p>dos candidatos e do eleitorado, já que as doações</p><p>privadas abarcariam os eleitores que realmente creem</p><p>no político e na agremiação que escolheram. Outra</p><p>provável consequência seria a maior dificuldade para</p><p>uma prática muito nefasta: o caixa dois eleitoral, isto é,</p><p>recursos financeiros não contabilizados.</p><p>Analista - TRT16 - Ano: 2014 - Banca: FCC - Disciplina:</p><p>Redação - I. Atente para o seguinte texto: A todo</p><p>momento somos levados a escolher entre drásticas</p><p>oposições: direita ou esquerda, a favor ou contra o</p><p>aborto, maior ou nenhuma repressão policial e tantas</p><p>mais. Mas é bom lembrar que tais oposições podem ser</p><p>simplórias, e há muito espaço entre os extremos para ser</p><p>investigado e avaliado. II. Com base no trecho acima,</p><p>redija um texto dissertativo-argumentativo. Justifique</p><p>amplamente seu ponto de vista.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>O ser humano possui a natural tendência de</p><p>simplificar os assuntos e fatos da vida social. Isso</p><p>decorre do fato de ser mais fácil e prático apontar os</p><p>as, que</p><p>geralmente são fruto de debates no mundo virtual ou</p><p>em mesas de botequim.</p><p>Como decorrência lógica, prevalece o binarismo</p><p>argumentativo, isto é, ou a solução é A ou é Z. Assim, ao</p><p>já pré-estabelecer essa distinção dual muito rígida,</p><p>parte-se para a argumentação. Ocorre que isso é uma</p><p>forma ruim de analisar com profundidade temas</p><p>complexos e que envolvem soluções múltiplas e</p><p>multifacetadas.</p><p>Quando da ocorrência dos atentados nos EUA</p><p>em setembro de 2011, o então presidente, George W.</p><p>Bush, na sua política de combater o terrorismo,</p><p>defendeu que ou os países eram aliados dos EUA ou</p><p>eram aliados dos terroristas. Essa frase, além de</p><p>demonstrar um total desrespeito à diplomacia, é um</p><p>exemplo perfeito do maniqueísmo debatedor, muito útil</p><p>para mascarar interesses escusos.</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>24</p><p>Com a amplitude do mundo virtual e das redes</p><p>sociais, percebe-se um paulatino empobrecimento das</p><p>discussões que, quando não partem para o campo da</p><p>ofensa pessoal, analisam temas complexos, como a</p><p>violência urbana, pela ótica de um jogo de futebol. Se a</p><p>pessoa não concorda com a repressão brutal da polícia</p><p>é acusado de se</p><p>exemplo. Ser contra uma atuação policial estúpida não</p><p>significa endossar a ação criminosa, pensamento este</p><p>que deveria ser uma obviedade.</p><p>Muito pelo contrário, ao optar por levantar a</p><p>bandeira da conduta estatal escorreita, defende-se a</p><p>própria Democracia e o tratamento igualitário a todos,</p><p>já que a defesa da brutalidade hoje gera um monstro</p><p>que pode se voltar contra si futuramente.</p><p>Nota-se, portanto, que maniqueísmos</p><p>intelectuais são muito convenientes para determinadas</p><p>construções sociais, além de demonstrarem um nível de</p><p>pobreza intelectual alarmante. Assim, urge que todos</p><p>compreendam que entre os lados radicais há toda uma</p><p>vasta gama de caminhos a serem analisados e</p><p>assimilados.</p><p>Analistas - TRT15 - Ano: 2009 - Banca: FCC - Disciplina:</p><p>Redação - Interesse público e direitos individuais nem</p><p>sempre se ajustam ou harmonizam com facilidade. É, por</p><p>vezes, muito difícil estabelecer um claro limite entre</p><p>ambos, de modo a não ferir nem a um, nem a outro. A</p><p>democracia é o regime no qual se busca esse equilíbrio,</p><p>mas muitas vezes ela é invocada para beneficiar uma</p><p>parte e prejudicar a outra. Nos casos em que ocorre um</p><p>impasse, a tendência é considerar o que interessa à</p><p>maioria das pessoas. Com base no que diz o texto acima,</p><p>redija uma dissertação, na qual se discuta, de modo claro</p><p>e coerente, com argumentos, a seguinte afirmação: O</p><p>direito individual é o pressuposto maior do direito social.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>A atual Constituição possui um rol</p><p>extremamente amplo de direitos fundamentais e,</p><p>dentre eles, encontramos os de caráter individual. O</p><p>contexto histórico e social de nossa carta magna foi</p><p>fruto de uma experiência autoritária e com inúmeras</p><p>violações de direitos fundamentais perpetradas pelo</p><p>Estado.</p><p>Com base nisso, naturalmente os direitos</p><p>individuais ganharam uma robustez bem grande,</p><p>justamente para ser uma proteção em face do arbítrio</p><p>estatal. Mas os direitos sociais também tiveram uma</p><p>dedicação especial do Poder Constituinte,</p><p>especialmente para a concretização dos fundamentos e</p><p>objetivos do Brasil.</p><p>Ao se estudar a temática dos direitos</p><p>fundamentais, a questão da preponderância, colisão e</p><p>ponderação sempre será abordada. Isso ocorre pelo</p><p>fato de ser quase que o cotidiano dos operadores</p><p>jurídicos e das pessoas. Ora, invariavelmente uma lide</p><p>judicial irá apreciar alguém com alguma pretensão</p><p>alicerçada, direta ou indiretamente, em um direito</p><p>individual. A outra parte, por sua vez, procurará se</p><p>defender também com base em algum direito</p><p>individual, também pela via direta ou transversal.</p><p>É inadequado dizer que sempre haverá a</p><p>preponderância do interesse coletivo sobre o individual.</p><p>Geralmente é assim, mas a dinâmica social mostrou e</p><p>vem mostrando que não se pode e não se devem</p><p>amalgamar todos os casos sob uma única forma de</p><p>pensar.</p><p>Se não houver liberdades individuais,</p><p>dificilmente os direitos sociais poderão ser</p><p>concretizados escorreitamente. Nitidamente existe uma</p><p>interdependência entre eles, pois de nada adianta não</p><p>haver, por exemplo, liberdade de manifestação e existir</p><p>ampla garantia previdenciária. Ora, é preciso que haja</p><p>os dois, sob pena de, em algum momento, o coletivo</p><p>destruir o indivíduo.</p><p>Desta forma, o direito individual é um</p><p>pressuposto básico da democracia e, por consequência</p><p>lógica, da temática social em um espectro coletivo. Um</p><p>depende do outro para produzir a máxima efetividade,</p><p>mas sem a existência de liberdades individuais, os</p><p>direitos sociais não poderão atuar de forma ideal no</p><p>seio social.</p><p>Analistas - TRT4 - Ano: 2006 - Banca: FCC - Disciplina:</p><p>Redação - Já há algum tempo vem-se promovendo, no</p><p>Brasil, um amplo debate sobre a questão da reserva de</p><p>vagas (ou sistema de quotas) para afrodescendentes nas</p><p>universidades públicas. Os favoráveis à adoção de tal</p><p>medida consideram-na indispensável para a afirmação e</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>25</p><p>a inserção sociais de uma ampla camada da população,</p><p>ao passo que os adversários da medida vêem nela um</p><p>perigoso componente de discriminação racial. Dessas</p><p>duas posições básicas em confronto, desdobram-se</p><p>inúmeros outros argumentos. Escreva uma dissertação,</p><p>na qual você argumentará, com clareza e objetividade,</p><p>em defesa da sua posição pessoal diante dessa questão.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>Esta questão</p><p>pede que se escreva a opinião do</p><p>candidato através de uma dissertação. Para atender a</p><p>todos os candidatos, dois textos foram produzidos, de</p><p>forma a abarcar os que são favoráveis e os que são</p><p>contra a política de reserva de vagas por critérios</p><p>raciais. O primeiro texto será favorável e o segundo</p><p>será desfavorável a tal medida.</p><p>A política de reserva de vagas nas</p><p>universidades com base em critérios raciais é</p><p>extremamente polêmica, gerando discussões e debates</p><p>nos mais variados setores sociais. O mundo acadêmico,</p><p>digladiam-se em dois polos opostos: os que são a favor</p><p>dessas medidas e os que são contra.</p><p>Importante frisar que o STF já se posicionou</p><p>favoravelmente à reserva de vagas por critérios raciais</p><p>defendendo, sucintamente, que isso não violaria o</p><p>importantíssimo princípio da isonomia e tampouco</p><p>criaria distinções indevidas entre os cidadãos. Em</p><p>realidade, as cotas raciais serviriam como uma maneira</p><p>de promover a isonomia para um nicho social</p><p>historicamente desfavorecido.</p><p>A igualdade formal demonstrou e vem</p><p>demonstrando não ser um instrumento apto a</p><p>promover a diminuição das desigualdades entre as</p><p>pessoas. Desta forma, revela-se imperioso que haja um</p><p>tratamento desigual para os desiguais a fim de igualá-</p><p>los (ou aproximá-los) dos iguais. Muito dessa</p><p>desigualdade é fruto da dívida histórica existente em</p><p>decorrência da escravidão sobre a população negra, isto</p><p>é, esse segmento social apresenta, em pleno século XXI,</p><p>indicadores sociais muito abaixo das pessoas não</p><p>negras.</p><p>Essa é uma prova de que o racismo estrutural,</p><p>embora tenha diminuído, ainda não foi extirpado do</p><p>Brasil. Além disso, as profissões que exigem menor</p><p>qualificação formal são ocupadas majoritariamente por</p><p>negros, o que acaba gerando um círculo vicioso de</p><p>perpetuação da desigualdade. Assim, como a educação</p><p>e o emprego são precários, torna-se muito complicado</p><p>para as gerações familiares conseguirem se livrar desse</p><p>grilhão estigmatizante.</p><p>A implementação de cotas raciais nas</p><p>universidades é uma ação estatal extremamente</p><p>importante, pois é uma forma de o Estado reparar os</p><p>afrodescendentes por conta de uma ausência de</p><p>políticas públicas que os inserissem efetivamente no</p><p>seio social. Além disso, como o caráter dessa medida</p><p>não é perpétuo, pois ela é necessária até a diminuição</p><p>das distinções, não há motivo para se falar em tensão</p><p>racial/social.</p><p>Texto contrário às cotas raciais</p><p>A política de reserva de vagas nas</p><p>universidades com base em critérios raciais é</p><p>extremamente polêmica, gerando discussões e debates</p><p>nos mais variados setores sociais. O mundo acadêmico,</p><p>digladiam-se em dois polos opostos: os que são a favor</p><p>dessas medidas e os que são contra.</p><p>Embora o STF já tenha decidido que a reserva</p><p>de vagas com base em critérios raciais não violaria a</p><p>isonomia, é fundamental que o debate persista, já que</p><p>essa atitude estatal gera e gerará consequências por</p><p>um período de tempo considerável. Além disso, é de</p><p>suma importância manter vivo o interesse por esse</p><p>tema, já que pode ser a semente de tensões raciais no</p><p>país.</p><p>Para um debate sadio, é imperioso ficar claro</p><p>que ser contra a cota racial não significa ser uma pessoa</p><p>racista. Esse binarismo mental é muito pernicioso e um</p><p>pouco infantil, pois demonstra a incapacidade de</p><p>separar as coisas. O racismo deve ser severamente</p><p>punido, pois não é crível que em pleno século XXI ainda</p><p>existam pessoas que acreditem em inferioridade com</p><p>base na cor da pele.</p><p>A cota racial cria uma etiqueta sobre os</p><p>cidadãos, pois passa a haver uma definição não com</p><p>base em um critério seguro, mas em uma construção</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>26</p><p>social, apontando que determinada pessoa é negra ou</p><p>não. Ainda mais no Brasil, um país extremamente</p><p>miscigenado, a aplicação de uma visão binária racial é</p><p>muito perigosa. Basta imaginar os filhos de um pai</p><p>branco e de uma mãe negra. Como ficaria essa</p><p>situação? Haveria teste genético para identificar quem</p><p>é mais ou menos negro?</p><p>O preconceito no Brasil está muito mais ligado</p><p>a questões econômicas, ou seja, a partir do momento</p><p>que se ascende na pirâmide social e econômica, o</p><p>tratamento dispensado passa a ser adequado. Desta</p><p>forma, a ação estatal deve ser no sentido de garantir</p><p>um suporte social para as pessoas mais desfavorecidas,</p><p>como o investimento maciço em educação,</p><p>especialmente a básica. Com isso, as chances de</p><p>competição futura no mercado de trabalho e no acesso</p><p>às oportunidades serão mais iguais.</p><p>É possível perceber que a introdução de</p><p>conotações raciais para os brasileiros trará muitos</p><p>racialização da sociedade aos moldes dos EUA. Tal</p><p>medida em nada ajuda na construção de uma sociedade</p><p>livre, justa e solidária e tampouco serve para reduzir as</p><p>desigualdades.</p><p>Tribunais de Contas - TCE-RS - Ano: 2013 - Banca: CESPE</p><p>- Disciplina: Redação - Milhares de jovens peruanos</p><p>foram às ruas do centro de Lima em um protesto contra</p><p>a corrupção. O ato reuniu cerca de 4.000 jovens que</p><p>chegaram a 300 metros do Congresso. Depois de duas</p><p>horas de marcha pacífica, a manifestação foi duramente</p><p>reprimida pela polícia, que deteve pelo menos 11</p><p>estudantes. Foi a segunda vez em uma semana que os</p><p>peruanos protestaram contra o Parlamento para pedir</p><p>uma nova eleição de magistrados do Tribunal</p><p>Constitucional e da Defensoria Pública. Eles consideram</p><p>que a ocupação dos cargos foi feita de maneira ilegal, o</p><p>que deflagrou uma crise política no país. O Globo.</p><p>24/7/2013, p. 25 (com adaptações). Considerando que o</p><p>fragmento de texto acima tem caráter unicamente</p><p>motivador e que manifestações populares tomaram as</p><p>ruas de centenas de cidades brasileiras durante o mês de</p><p>junho de 2013, redija texto dissertativo acerca do</p><p>seguinte tema: A JUVENTUDE NAS RUAS: UMA NOVA</p><p>CONCEPÇÃO DE POLÍTICA? Ao elaborar seu texto,</p><p>aborde, necessariamente, os seguintes aspectos: 1- a</p><p>crise da representação política no mundo</p><p>contemporâneo; [valor: 6,50 pontos] 2- a juventude e o</p><p>sonho de um mundo melhor; [valor: 6,00 pontos] 3- as</p><p>grandes manifestações de massas e o estado</p><p>democrático de direito. [valor: 6,50 pontos]</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>A história contemporânea brasileira pode ser</p><p>definida como período pré-protestos de 2013 e período</p><p>pós-protestos. O que começou com protestos locais em</p><p>função de aumento nas passagens, descambou para</p><p>uma das maiores mobilizações populares sem</p><p>antecedentes na história nacional.</p><p>A violenta repressão policial ocorrida,</p><p>principalmente em São Paulo, foi o estopim para que a</p><p>sociedade fosse às ruas protestar. Os jovens tiveram um</p><p>papel fundamental, já que eram rotineiramente</p><p>acusados de estarem alienados do mundo político.</p><p>Talvez essa alienação fosse decorrência da crise de</p><p>representatividade política que assola o Brasil e o</p><p>mundo, isto é, a juventude não consegue se enxergar e</p><p>tampouco ver um bom futuro com a representação nos</p><p>nichos de poder.</p><p>De há muito que se prometem mudanças</p><p>profundas na política e nada realmente muda, ou muda</p><p>para acomodar os estamentos de influência no poder. É</p><p>natural que os jovens tenham o desejo por um mundo</p><p>melhor e felizmente isso ocorre. Seria péssimo para</p><p>todos se a juventude já chegasse à idade adulta</p><p>resignada e conformada, com um pessimismo crônico</p><p>sobre os destinos do país e do mundo.</p><p>No caso das manifestações de 2013, ficou clara</p><p>a dissonância entre o discurso de liberdades individuais</p><p>e os protestos populares. Embora tenhamos vasta</p><p>doutrina jurídica e jurisprudencial sobre a liberdade de</p><p>reunião e expressão em espaços públicos, as</p><p>autoridades demonstraram não ter o mínimo preparo</p><p>para colocar a teoria na prática. A repressão brutal e</p><p>desenfreada, constantes denúncias de abuso de</p><p>autoridade e prisões arbitrárias foram recorrentemente</p><p>denunciadas nas redes sociais e na imprensa.</p><p>Um real Estado Democrático de Direito deve</p><p>permitir que o povo se reúna para protestar sem medo</p><p>de haver uma atuação das forças de segurança com</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>27</p><p>base na estratégia de eliminar um inimigo. No caso, os</p><p>cidadãos. Logicamente, abusos devem ser coibidos, mas</p><p>sob a bandeira de coibir abusos não se pode destruir o</p><p>núcleo essencial das liberdades individuais.</p><p>Nota-se, portanto, que é muito salutar a</p><p>ocupação das ruas pelos jovens, pois demonstra que</p><p>podemos esperar um futuro mais promissor para o</p><p>Brasil e para o mundo. É fato que os resultados</p><p>positivos dos protestos não acontecerão rapidamente,</p><p>mas fazem parte de um processo de amadurecimento</p><p>institucional e da sociedade.</p><p>Área Policial - PCRO - Ano: 2014 - Banca: FUNCAB -</p><p>Disciplina: Redação - Motivado pela leitura dos textos</p><p>seguintes, sem, contudo, copiá-los ou parafraseá-los,</p><p>redija um TEXTO DISSERTATIVO com, no mínimo, 20 e,</p><p>no máximo, 25 linhas, em modalidade e limites</p><p>solicitados, em norma-padrão da língua portuguesa</p><p>sobre o tema: O PAPEL DA POLÍCIA NA SOCIEDADE</p><p>CONTEMPORÂNEA. Texto 1 - Polícia é fundamental. O</p><p>primeiro passo para um grupamento humano um pouco</p><p>mais complexo deixar para trás a barbárie é reservar ao</p><p>poder público o monopólio do uso legítimo da violência,</p><p>ou seja, constituir uma polícia. Para chegar à condição de</p><p>sociedade civilizada, entretanto, isso ainda não basta. É</p><p>preciso também ser capaz de controlar essa polícia, já</p><p>que, excluído o cenário mais catastrófico da guerra de</p><p>todos contra todos, são as forças do Estado que se</p><p>tornam um dos principais focos de violência contra os</p><p>cidadãos. Em São Paulo, realizamos precariamente o</p><p>primeiro objetivo, mas só engatinhamos no segundo.</p><p>Texto 2 - A depredação de patrimônio público ou</p><p>privado, a título de protesto contra os mais variados</p><p>problemas, tem se transformado numa perigosa e</p><p>inaceitável rotina no cotidiano nacional. Se o direito de</p><p>manifestação e de reunião é assegurado pela</p><p>Constituição, nem por isso pode ser exercido de maneira</p><p>irrestrita. Os atos devem ser pacíficos e, como é óbvio e</p><p>desnecessário dizer, seus participantes não são</p><p>autorizados a praticar crimes de nenhuma natureza.</p><p>Alguns manifestantes, todavia, parecem se esquecer das</p><p>regras básicas de civilidade. Neste sábado, em São Paulo,</p><p>um Fusca foi incendiado e terminou destruído. Ainda que</p><p>o episódio tenha sido acidental, como se afirma, por</p><p>pouco não resultou em tragédia, já que cinco pessoas</p><p>estavam no automóvel. A piromania, porém, não é nova.</p><p>Propaga-se, na periferia paulistana, uma onda de</p><p>incêndios de ônibus municipais. Até sexta-feira, 21</p><p>veículos haviam sido queimados neste mês. O número</p><p>equivale ao total de casos registrados no primeiro</p><p>semestre de 2013. O preço da civilização Onda</p><p>incendiária (SCHWARTSMAN, Hélio. . Folha de S. Paulo,</p><p>28/01/14.) (Editorial, Folha de S. Paulo, 28/01/14.) O</p><p>preço da civilização - Texto 3 - De acordo com a</p><p>legislação vigente no Brasil, a Polícia Civil é a instituição</p><p>estatal destinada à apuração das infrações penais e suas</p><p>autorias. Ela também é chamada de Polícia Judiciária,</p><p>visto que o seu trabalho é dirigido para orientar o órgão</p><p>do Ministério Público na aplicação da Lei Penal, com o</p><p>que estará o Poder Judiciário em condições de fazer</p><p>justiça. [...] A Constituição Federal do Brasil, ao dispor</p><p>sobre o assunto, no Capítulo III Da Segurança Pública,</p><p>estabelece, no artigo 144, que a segurança pública, dever</p><p>do Estado, direito e responsabilidade de todos, é</p><p>exercida para a preservação da ordem pública e da</p><p>incolumidade das pessoas e do patrimônio, através de</p><p>vários órgãos. Um deles é a Polícia Civil. [...] A Polícia Civil</p><p>de Rondônia está fundada nos princípios da hierarquia e</p><p>da disciplina, com desempenho do que lhe autoriza o</p><p>artigo 144 da Constituição Federal. Comandada por uma</p><p>direção-geral, a Polícia Civil de Rondônia, juntamente</p><p>com a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar,</p><p>estão sob a coordenação única da pasta da Segurança,</p><p>Defesa e Cidadania, SESDEC, compondo o aparelho</p><p>policial do Estado no combate ao crime. Agentes da lei</p><p>(Dalton Di Franco. Disponível em</p><p><http://agentesdalei.blogspot.com.br.> Consulta em</p><p>10/04/2014.)</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>A segurança pública é, certamente, um tema</p><p>que preocupa uma parcela considerável da sociedade</p><p>brasileira, especialmente pelo fato de ser algo que</p><p>cotidianamente gera reflexos nas pessoas.</p><p>Embora seja sabido que a prestação estatal de</p><p>segurança não possa ocorrer apenas através de seu</p><p>braço armado, isto é, a instituição policial, é</p><p>fundamental que ela seja fortalecida. Ao ganhar</p><p>robustez ela poderá contribuir para a adequada</p><p>concretização de um Estado Democrático de Direito e a</p><p>construção de uma sociedade livre, justa e solidária.</p><p>A função social policial é, além de reprimir os</p><p>delitos, empreender investigações de modo a eliminar</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>28</p><p>focos de criminalidade. Somado a isso, uma série de</p><p>medidas sociais e políticas devem ocorrer, haja vista o</p><p>policial não ser a panaceia para os males do mundo. Ao</p><p>propiciar um ambiente público seguro, as pessoas</p><p>melhorada.</p><p>Um meio importantíssimo para isso é a</p><p>integração profunda entre o aparato de investigação e</p><p>de repressão com a sociedade organizada (associações</p><p>de moradores, ONGs...). Desta forma, além da evidente</p><p>troca de experiências e de informações, florescerá a</p><p>noção de pertencimento coletivo a um tecido social</p><p>único. Afinal, a visão de que a polícia é uma instituição</p><p>malévola e que só serve para defender os interesses de</p><p>uma elite mais malévola ainda não condiz com a</p><p>realidade fática.</p><p>Nota-se, portanto, ser imperioso que haja uma</p><p>integração permanente entre o aparato de segurança</p><p>pública e sociedade organizada. Somente assim a</p><p>Democracia será fortalecida e todos sairão ganhando.</p><p>Analistas - TRT9 - Ano: 2010 - Banca: FCC - Disciplina:</p><p>Redação - Muita gente vê como opção compulsória a</p><p>decisão entre</p><p>-se</p><p>incompatíveis. O homem deveria reconhecer e</p><p>homenagear sua complexidade, jamais admitindo essa</p><p>drástica separação, pela qual tanto o sentimento como a</p><p>razão saem diminuídos. 3. Levando em conta o que</p><p>afirma esse texto, redija uma dissertação em que você se</p><p>posicionará, de modo claro e coerente, diante do</p><p>seguinte tema: Quem julga sem equilibrar lucidez e</p><p>sensibilidade não alcança a justiça.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>A difícil tarefa de proferir uma decisão, isto é,</p><p>julgar se o Direito está ao lado do autor ou réu de um</p><p>processo envolve uma gama de fatores. O processo</p><p>deve transcorrer de maneira adequada e justa para, ao</p><p>final, a decisão também sê-las.</p><p>Ocorre que para a prolatação de uma sentença</p><p>o magistrado analisa as provas que estão nos autos.</p><p>Assim, a depender da prova ou a maneira como ela foi</p><p>produzida, o resultado final pode não ser</p><p>necessariamente justo e razoável. Se uma das partes,</p><p>por exemplo, não soube ou não conseguiu demonstrar</p><p>que a razão é sua, ainda que no mundo dos fatos ela</p><p>tenha direito, no mundo processual pode vir a não ter.</p><p>A partir disso entra em jogo a sensibilidade</p><p>tão ruim quanto um julgador completamente</p><p>desapegado às normas vigentes no ordenamento</p><p>jurídico. Devem-se, de plano, afastar os dois extremos,</p><p>pois a existência de leis é fundamental para uma boa</p><p>vivência e, por sua vez, a lucidez também o é.</p><p>Nem todos os casos são pertinentemente</p><p>solucionados com a aplicação robótica de leis. As</p><p>sutilezas e peculiaridades demandam uma análise mais</p><p>pormenorizada, já que certamente existirá um caso que</p><p>não</p><p>se amolda eficazmente a uma previsão jurídica</p><p>abstrata e genérica. Com isso, o juiz deve, nesses casos</p><p>difíceis, somar as percepções humanistas com a ordem</p><p>jurídica.</p><p>Um exemplo disso é o caso da união</p><p>homoafetiva. Até há algum tempo essa entidade</p><p>familiar não era reconhecida juridicamente, embora</p><p>fosse uma realidade fática. Assim, com base nos</p><p>princípios e na hermenêutica constitucional,</p><p>especialmente a dignidade humana, passou-se a</p><p>entender que embora não houvesse uma previsão legal</p><p>autorizativa, não seria proporcional/razoável negar o</p><p>pleito por uma ótica burocrática.</p><p>O somatório da lucidez e sensibilidade é</p><p>essencial para que haja realmente justiça nos tribunais</p><p>brasileiros. Afinal, mais importante que várias teorias</p><p>sobre como ser justo, é preciso realmente ser no plano</p><p>fático.</p><p>Analistas - Tribunal Regional Eleitoral-CE - Ano: 2011 -</p><p>Banca: FCC - Disciplina: Redação - Na abertura da</p><p>conferência internacional Turismo: desenvolvimento,</p><p>inclusão social e integração regional, realizada nos dias</p><p>28 e 29 de novembro de 2011, em Fortaleza, CE, o</p><p>secretário-geral da Organização Mundial do Turismo</p><p>(OMT), Taleb Rifai, citou o desenvolvimento que o Brasil</p><p>tem apresentado no turismo e alertou para a</p><p>importância da conscientização com relação ao papel do</p><p>setor na inclusão social e na construção de um futuro</p><p>sustentável. Para Rifai, o turismo de um país só ganha</p><p>importância quando seus cidadãos têm a oportunidade</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>29</p><p>de conhecer e usufruir o que seu país tem de melhor.</p><p>(Adaptado de</p><p>www.turismo.gov.br/turismo/noticias/todas_noticias/20</p><p>111128.html) Considerando o que está transcrito acima,</p><p>redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o</p><p>seguinte tema: Turismo: desenvolvimento econômico e</p><p>inclusão social.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>A atividade turística, também conhecida como</p><p>indústria sem chaminés, possui efeitos impactantes em</p><p>diversos ramos sociais e econômicos. A gama de fatores</p><p>e consequências é tão complexa e interligada que se</p><p>houver a afetação de algum deles, uma crise</p><p>generalizada pode ocorrer e acarretar sérios efeitos.</p><p>Como primeiro fator de desenvolvimento</p><p>econômico e inclusão social está a questão do</p><p>transporte (aéreo, marítimo ou terrestre). Além de</p><p>permitir a geração e manutenção de vários empregos</p><p>diretos ou indiretos, auxilia no desenvolvimento da</p><p>infraestrutura.</p><p>Atualmente, vem ganhando muita robustez o</p><p>ecoturismo e, para que ele possa existir, mostra-se</p><p>premente, como decorrência lógica, a preservação do</p><p>local. Assim, por conta de uma atividade econômica,</p><p>permite-se que o meio ambiente sadio e equilibrado</p><p>permaneça conservado.</p><p>Somado ao ecoturismo há o patrimônio</p><p>histórico e arqueológico. Diversos monumentos e ruínas</p><p>de civilizações ou nações com muita importância na</p><p>história atraem visitantes e estudiosos. Com o turismo,</p><p>gera-se renda e emprego para a população local com a</p><p>junção da preservação do patrimônio dos povos.</p><p>Na seara econômica, especialmente para os</p><p>países mais pobres, o turismo mostra-se como um dos</p><p>principais fatores de crescimento econômico e social, já</p><p>que com uma estruturação razoável, garante-se um</p><p>fluxo de pessoas e de dinheiro constante.</p><p>Além disso, os habitantes do país e os turistas</p><p>ganharão consciência da importância da preservação</p><p>daquela localidade. Como decorrência, as novas</p><p>gerações crescerão, compreenderão e reproduzirão essa</p><p>consciência coletiva protecionista.</p><p>Assim, a importância do turismo como</p><p>alavancador da economia, de ganhos sociais e da</p><p>preservação ambiental, histórica e arqueológica é</p><p>inegável. Outro ponto importante é o fato de ser uma</p><p>ambiente.</p><p>Segurança Pública - PRF - Polícia Rodoviária Federal -</p><p>Ano: 2008 - Banca: CESPE - Disciplina: Redação - Na</p><p>aurora dos tempos históricos, o homem dependia</p><p>diretamente do espaço circundante para a reprodução</p><p>de sua vida. Dessa forma, as primeiras técnicas foram</p><p>elaboradas no contato íntimo com a natureza. O</p><p>surgimento do sistema capitalista acarretou um</p><p>aprofundamento da divisão, social e geográfica, do</p><p>trabalho, que separou o homem dos meios de produção,</p><p>e, cada vez mais, o homem se vê obrigado a utilizar</p><p>técnicas que não criou, para produzir para outros aquilo</p><p>de que não tem necessidade ou que não tem os meios de</p><p>utilizar. Milton Santos. Economia espacial: críticas e</p><p>alternativas. Maria Irene de Q. F. Szmrecsányi (Trad.). 2.a</p><p>ed. São Paulo: EdUSP, 2003, p. 137-8 (com adaptações).</p><p>Na discursividade urbana, o social fica imobilizado pelo</p><p>discurso da marginalidade, que tem na segurança sua</p><p>contraparte, e pelo discurso do planejamento, que</p><p>focaliza a infra-estrutura. Dois pontos de equívoco que</p><p>reafirmam a exclusão social. Eni P. Orlandi (Org.). Cidade</p><p>atravessada: os sentidos públicos no espaço urbano.</p><p>Campinas: Pontes, 2001, p. 59. FAVELÁRIO NACIONAL -</p><p>Tenho medo. Medo de ti, sem te conhecer, Medo só de</p><p>te sentir, encravada - Favela, erisipela, mal-do-monte -</p><p>Na cova flava do Rio de Janeiro. - Medo: não de tua</p><p>lâmina nem de teu revólver - nem de tua manha nem de</p><p>teu olhar. Medo de que sintas como sou culpado e</p><p>culpados somos de pouca ou nenhuma irmandade. Custa</p><p>ser irmão, custa abandonar nossos privilégios e traçar a</p><p>planta da justa igualdade. Somos desiguais e queremos</p><p>ser sempre desiguais. Carlos Drummond de Andrade.</p><p>Carlos Drummond de Andrade poesia e prosa. Rio de</p><p>Janeiro: Nova Aguilar, 1988, p.1.027-8. Considerando que</p><p>os textos acima têm caráter unicamente motivador,</p><p>redija um texto dissertativo que responda à seguinte</p><p>pergunta. O principal problema das megalópoles é a</p><p>superpopulação?</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>30</p><p>apresenta megaproblemas com soluções que</p><p>demandam mega-ações. O fato de ser densamente</p><p>povoada, por si só, não é o principal problema.</p><p>Logicamente, é um dificultador para a boa e eficiente</p><p>gestão.</p><p>administrativas gerarem problemas e protestos é</p><p>imensa. Especialmente na área da segurança pública,</p><p>que demanda uma série de atitudes que transbordam a</p><p>esfera de atribuições dos policiais e de todo o aparato</p><p>investigativo. A segregação socioespacial é um fator</p><p>preponderante para o agravamento das tensões sociais.</p><p>No caso brasileiro, cuja megalópole pode ser</p><p>vista através de Rio de Janeiro e São Paulo, há vários</p><p>espaços em que o Estado não se faz presente ou se faz</p><p>de maneira muito precária. Nesse vácuo da</p><p>Administração, o poder paralelo, geralmente muito</p><p>bem armado, ocupa esse espaço e acaba virando a lei</p><p>local. Embora seja um problema local, isso afeta toda a</p><p>cidade, já que além de existir cidadãos vivendo sob um</p><p>poder paralelo, a violência e a desigualdade social em</p><p>algum momento irão bater à porta dos segmentos</p><p>sociais mais favorecidos.</p><p>A crescente favelização também é um</p><p>problema muito grave, pois dificulta bastante a</p><p>prestação de serviços públicos básicos, como o</p><p>saneamento básico e a coleta de lixo. Novamente é um</p><p>problema em escala local, mas que produz</p><p>consequências em um espaço amplo, ainda que de</p><p>maneira inconsciente. Com a ausência de saneamento e</p><p>recolhimento do lixo, os problemas de saúde ocorrem</p><p>mais costumeiramente e, assim, o custo para a</p><p>sociedade aumenta, além dos naturais transtornos no já</p><p>caótico sistema público medicinal.</p><p>Nota-se, portanto, que o quantitativo de</p><p>pessoas não é o problema, mas a falta de ações e</p><p>serviços públicos que deveriam existir minimamente.</p><p>Como uma parcela significativa dos cidadãos não tem</p><p>acesso a tais serviços, os transtornos sociais aumentam</p><p>e passa-se a impressão de que é o número de pessoas</p><p>que causa problemas.</p><p>Analistas</p><p>- Tribunal Regional Eleitoral-PR - Ano: 2012 -</p><p>Banca: FCC - Disciplina: Redação - Não é incomum,</p><p>quando noticiam eleições em outros países, jornais</p><p>brasileiros destacarem que, diferentemente do Brasil,</p><p>esse ou aquele país não possui uma justiça eleitoral</p><p>independente, com frequência tendo o Poder Executivo</p><p>(federal ou municipal) como responsável pela</p><p>organização dos pleitos. Para travar conhecimento com</p><p>outras realidades, um confronto como esse é sempre</p><p>válido. Quanto a nossa própria realidade, devemos ser</p><p>mais exigentes, tomando-o apenas como ponto de</p><p>partida na busca de um conhecimento mais amplo acerca</p><p>da independência de nossa justiça eleitoral e de uma</p><p>reflexão mais profunda sobre a importância dessa</p><p>"peculiaridade" para a democracia brasileira.</p><p>Considerando o que está transcrito acima, redija um</p><p>texto dissertativo-argumentativo sobre o seguinte tema:</p><p>O papel da Justiça Eleitoral no fortalecimento da</p><p>democracia no Brasil.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>A Justiça Eleitoral é formada pelo Tribunal</p><p>Superior Eleitoral (TSE), pelos tribunais regionais</p><p>eleitorais (TREs), pelos juízes e pelas juntas eleitorais.</p><p>Todos esses órgãos têm sua composição estabelecida</p><p>pela Constituição Federal e competências pelo Código</p><p>Eleitoral.</p><p>A história da Justiça Eleitoral confunde-se com</p><p>a do TSE, instituição criada pelo Decreto n° 21.076/1932</p><p>com o nome de Tribunal Superior de Justiça Eleitoral.</p><p>Cinco anos depois, a Constituição do Estado Novo,</p><p>outorgada por Getúlio Vargas, extinguiu a Justiça</p><p>Eleitoral e atribuiu à União, privativamente, o poder de</p><p>legislar sobre matéria eleitoral. O TSE só foi</p><p>restabelecido em 28 de maio de 1945, pelo Decreto-Lei</p><p>n° 7.586/1945.</p><p>Atualmente, a importância da Justiça Eleitoral</p><p>é ímpar, pois em um país de dimensões continentais e</p><p>com extremas desigualdades regionais, ela consegue</p><p>garantir que todos possam votar, perfectibilizando</p><p>eficazmente a soberania popular. Com isso, garante-se</p><p>a igualdade de todos os cidadãos brasileiros onde quer</p><p>que residam.</p><p>Mas, além disso, o Brasil é considerado um</p><p>modelo de votação por utilizar a urna eletrônica e, no</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>31</p><p>mesmo dia, ser possível aos eleitores saber os</p><p>candidatos responsáveis pelos destinos do país, de um</p><p>estado ou de um município. Isso ajuda a fortalecer a</p><p>confiança das pessoas no país e, como consequência</p><p>direta, na própria Democracia.</p><p>Outro ponto importante é que a Justiça</p><p>Eleitoral é a responsável por garantir também a</p><p>possibilidade de as pessoas serem candidatas. Para isso,</p><p>todos os órgãos desse ramo do Judiciário atuam</p><p>juntamente aos partidos políticos a fim de que um</p><p>cidadão possa se candidatar a algum cargo elegível.</p><p>Essa sistemática aproxima o cidadão-candidato da coisa</p><p>pública, constituindo-se em pilar de sustentação do</p><p>Estado Democrático de Direito.</p><p>Percebe-se, portanto, que a Justiça Eleitoral é</p><p>aquela que talvez esteja mais próxima das pessoas,</p><p>haja vista a sua importância para os que votam e os que</p><p>pretendem ser votados. Logo, estruturá-la e fortalecê-la</p><p>é algo essencial para a nação.</p><p>Analistas - Tribunal Regional Eleitoral-AP - Ano: 2007 -</p><p>Banca: FCC - Disciplina: Redação - Nas palavras do Papa</p><p>João Paulo II, poder-se-á mudar a estrutura política ou o</p><p>sistema social, mas sem mudança no coração e na</p><p>consciência, a ordem social justa e estável não se</p><p>alcançará. Consta da Constituição Brasileira: Todos são</p><p>iguais perante a lei. O conjunto das leis do País é</p><p>suficiente para garantir a justiça social, o respeito aos</p><p>cidadãos?</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>Para que o Estado Democrático de Direito</p><p>possa perdurar, além de um arcabouço normativo que</p><p>permita a sobrevivência do próprio Estado e garanta os</p><p>direitos fundamentais da pessoa humana, é preciso que</p><p>o cumprimento das leis seja algo natural no seio social.</p><p>Importante destacar que todos possuem o</p><p>dever de cumprir as leis e de agir solidariamente para a</p><p>construção de um país mais justo e igual. Porém, os</p><p>agentes públicos eleitos pelo povo, por representarem,</p><p>direta ou indiretamente, os anseios populares no</p><p>Congresso Nacional, devem ter uma conduta mais</p><p>exemplar ainda.</p><p>Essa conduta mais exemplar decorre do fato de</p><p>que eles serão o exemplo a ser seguido pela sociedade,</p><p>estruturando verdadeiros pilares éticos no país. Acaso</p><p>cumpram seus mandatos com total divórcio da ética e</p><p>da honradez, a própria Democracia acaba sendo</p><p>violentamente ferida, haja vista ela depender de um</p><p>consenso social ético e justo.</p><p>Os políticos devem ser como a mulher de César,</p><p>isto é, além de serem honestos, devem parecer sê-los.</p><p>Isso deve ocorrer justamente para servir como linha</p><p>condutora para as pessoas. Um país não consegue</p><p>Portanto, parlamentares que praticam atos de</p><p>corrupção ou se imiscuem indevidamente com</p><p>determinados grupos econômicos cometem uma</p><p>verdadeira traição para com as pessoas. Afinal, a sua</p><p>legitimidade é oriunda do voto popular, princípio basilar</p><p>da Democracia representativa.</p><p>Pode-se concluir que a mera existência de leis</p><p>não basta para que a honradez e a ética sejam pilares</p><p>básicos dos representantes eleitos e da própria</p><p>sociedade. Todos devem repelir atitudes que violem a</p><p>ética ou que possam afetar valores sociaisessenciais.</p><p>Além de um conjunto de leis, a mudança na</p><p>mentalidade social é algo que deve ocorrer como fator</p><p>de transformação social, moral, ético e político.</p><p>Analistas - SAEB - Ano: 2012 - Banca: CESPE - Disciplina:</p><p>Redação - No Brasil, até recentemente, a preocupação</p><p>com o analfabetismo foi maior do que a com o ensino</p><p>básico. Periodicamente a imprensa anunciava, e ainda o</p><p>faz hoje, índices alarmantes de analfabetos, induzindo a</p><p>campanhas de alfabetização, dirigidas basicamente aos</p><p>adultos que não sabiam ler nem escrever. Campanhas</p><p>desse tipo raramente produzem resultados satisfatórios,</p><p>porque são orientadas no sentido de combater os efeitos</p><p>da falta de acesso à escola e não a sua causa. O modo de</p><p>erradicar o analfabetismo é a garantia da universalização</p><p>do ensino fundamental público e gratuito, o que vem</p><p>sendo feito ultimamente. Em termos de analfabetismo,</p><p>está em andamento no Brasil uma revolução silenciosa.</p><p>Malgrado o que dizem as cassandras sobre os problemas</p><p>da educação no país, os números frios do recenseamento</p><p>do IBGE mostram que a taxa de escolarização, isto é, o</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>32</p><p>acesso das crianças com idades entre os sete e os</p><p>quatorze anos à escola praticamente universalizou-se e,</p><p>com isso, menor é o número delas que chega à idade</p><p>adulta analfabeta. José Goldemberg. O repensar da</p><p>educação. In: Revista Estudos Avançados, São Paulo, vol.</p><p>7, n.º 18, maio-ago./1993, p. 91 (com adaptações). Com</p><p>base na leitura crítica do fragmento de texto acima,</p><p>disserte sobre a relação entre a erradicação do</p><p>analfabetismo no Brasil e a evolução do sistema</p><p>educacional brasileiro nas últimas duas décadas,</p><p>abordando, necessariamente, os seguintes aspectos: 1-</p><p>educação como direito social Constituição Federal de</p><p>1988; 2- mobilidade social e estratificação social; 3-</p><p>analfabetismo/analfabetismo funcional; 4- qualificação</p><p>profissional, valorização da carreira docente e relação</p><p>escola e comunidade escolar; 5- universalização do</p><p>ensino público no Brasil.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>Muito embora os níveis educacionais,</p><p>especialmente quando comparadas com o plano</p><p>externo, apresentem índices aquém do esperado e</p><p>necessário para um país que pretende ser desenvolvido,</p><p>é inegável que muitos avanços ocorreram.</p><p>A Constituição expressamente prevê que a</p><p>educação é um direito social e, portanto, o Estado, e</p><p>também a sociedade, devem empreender medidas para</p><p>assegurar o efetivo acesso educacional, formando</p><p>cidadãos instruídos e cônscios. Com a efetivação desse</p><p>direito, naturalmente as condições sociais de todos irão</p><p>melhorar, já que há comprovação entre anos de estudo</p><p>e ganhos salariais.</p><p>Em contrapartida, quem não teve ensino ou o</p><p>teve precariamente, acaba não tendo a qualificação</p><p>formal e, por conta disso, ou cai no mercado informal</p><p>ou ocupará funções mais subalternas, cuja remuneração</p><p>é menor.</p><p>Desta forma, fortalecer a educação é permitir</p><p>que as camadas mais carentes possam mudar de</p><p>estrato social e romper o círculo vicioso da pobreza,</p><p>quebrantando os paradigmas socialmente</p><p>estratificantes. Contudo, é importante destacar que a</p><p>instrução educacional não pode ser meramente formal,</p><p>isto é, o aluno deve aprender a compreender e</p><p>interpretar o seu contexto histórico-social.</p><p>Assim, mais que ler um texto ou presenciar um</p><p>fato, ele deve ser capaz de analisar extrair o conteúdo.</p><p>Portanto, de nada adianta não termos mais analfabetos</p><p>formais, isto é, que não sabem ler, e termos um grande</p><p>contingente que é incapaz de compreender um simples</p><p>texto ou a pergunta de uma prova.</p><p>Outro ponto importante é que os profissionais</p><p>da área educacional devem ser valorizados, com planos</p><p>de carreiras que incentivem ao aperfeiçoamento</p><p>profissional. Além disso, a remuneração deve ser digna,</p><p>condizente com o preparo que tiveram para exercer</p><p>esse mister. Somado a isso, é de fundamental</p><p>importância a interação perene entre a escola e a</p><p>sociedade, de forma que a aquela esteja sempre aberta</p><p>aos anseios e à participação dos alunos e familiares</p><p>através do esporte e da cultura.</p><p>Felizmente, a barreira do acesso ao ensino</p><p>parece ter sido ultrapassada, já que os índices de</p><p>crianças fora da escola caíram muito. Mas, embora essa</p><p>seja uma pequena conquista, ainda existe um longo</p><p>caminho para que a educação brasileira atinja o porte</p><p>que se espera de um país como o nosso.</p><p>Nota-se, portanto, que o analfabetismo é uma</p><p>parte de um problema multifacetado, cujas soluções</p><p>não podem ser vistas isoladamente. Pelo contrário, a</p><p>educação é um processo que envolve a participação de</p><p>todos os entes federativos e da sociedade.</p><p>Analistas - Tribunal Regional Eleitoral-CE - Ano: 2011 -</p><p>Banca: FCC - Disciplina: Redação - No Brasil, como em</p><p>praticamente todo o mundo, o envelhecimento gradativo</p><p>da população parece um processo sem volta. Se não há</p><p>como não saudar essa conquista da humanidade e</p><p>enaltecer os seus frutos, é preciso reconhecer que o</p><p>aumento da expectativa de vida traz enormes desafios a</p><p>todas as gerações. A qualidade de vida na velhice e o</p><p>equilíbrio entre trabalho e aposentadoria são apenas</p><p>dois dos temas mais polêmicos no centro de um debate</p><p>que deve se estender ainda por muitos e muitos anos.</p><p>Considerando o que se afirma acima, redija um texto</p><p>dissertativo-argumentativo sobre o seguinte tema: Os</p><p>benefícios e os desafios que o aumento da longevidade</p><p>traz aos indivíduos e à sociedade.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>33</p><p>O aumento da longevidade dos indivíduos</p><p>aponta um efeito muito benéfico para uma sociedade,</p><p>isto é, demonstra que existe todo um sistema de saúde</p><p>e também de auxílio social eficiente. Nisso podemos</p><p>incluir saneamento básico, atendimento médico, rede</p><p>de proteção social e uma maior preocupação do</p><p>governo para com seu povo.</p><p>Porém, em que pese o maior tempo de vida ser</p><p>algo muito positivo, ele demanda mudanças drásticas</p><p>sob todos os aspectos. Um primeiro impacto ocorre no</p><p>sistemaprevidenciário, pois se as pessoas vivem mais (e</p><p>geralmente isso demonstra uma diminuição da</p><p>natalidade), haverá menos contribuições da população</p><p>um período maior de tempo.</p><p>Também podemos enxergar necessidades de</p><p>adaptações nos aparelhos urbanos e construções.</p><p>Assim, rampas de acesso, elevadores, mecanismos de</p><p>proteção nas calçadas e prédios (públicos ou privados)</p><p>mostram-se cada vez mais necessários. Isso certamente</p><p>impacta e impactará nos custos e na percepção social</p><p>da engenharia civil.</p><p>O arcabouço jurídico também deve ser</p><p>adaptado por conta dos idosos, pois a dinâmica social</p><p>sofrerá modificações. Logo, o Estado deve estar atento</p><p>para os anseios da população jovem, que continuará</p><p>consistindo em um quantitativo considerável, e também</p><p>com o número de idosos. Portanto, as ações estatais</p><p>devem ser planejadas e executadas levando em conta</p><p>essas dinâmicas e, preferencialmente, atuando</p><p>conjuntamente.</p><p>Na educação as modificações são muito</p><p>impactantes. Por conta disso, é e será papel da escola</p><p>ministrar conteúdos e garantir noções de cidadania</p><p>acerca da população mais idosa, para que, desde cedo,</p><p>formem-se cidadãos conscientes de que devem respeitar</p><p>e proteger quem está mais enfraquecido socialmente.</p><p>Mais importante que a maior expectativa de</p><p>vida é permitir que essa conquista perdure e que as</p><p>pessoas compreendam a importância dela.</p><p>Consequentemente, todos atuarão para que a proteção</p><p>ao idoso seja efetiva e perene, ocasionando</p><p>tranquilidade social em quem já está nessa situação</p><p>etária e para os que ainda a atingirão.</p><p>Analista - TRT12 - Ano: 2013 - Banca: FCC - Disciplina:</p><p>Redação - Nos anos 70, a Organização Internacional do</p><p>Trabalho (OIT) registrou pela primeira vez a existência da</p><p>economia informal. Hoje, o trabalho sem vínculo</p><p>empregatício (alternativo, temporário, provisório) é uma</p><p>realidade que desconhece fronteiras.</p><p>(http://www.dw.de/economia-informal-o-futuro-do-</p><p>mercado-de-trabalho/a-434175). Com base no que está</p><p>transcrito acima, redija um texto dissertativo-</p><p>argumentativo a respeito do seguinte tema: Causas e</p><p>efeitos do trabalho informal.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>O trabalho informal é um problema muito</p><p>grave que assola a sociedade e causa problemas para o</p><p>Estado, especialmente no campo da arrecadação</p><p>tributária e na proteção previdenciária desses</p><p>Embora a economia formal movimente cifras</p><p>muito significativas, várias pesquisas econômicas</p><p>apontam que o mercado informal apresenta dados</p><p>pujantes e, somado a isso, garantem a subsistência de</p><p>um grande contingente humano. Mas essa</p><p>sobrevivência é muito frágil, já que não está fundeada</p><p>em pilares formais, como a carteira de trabalho e toda a</p><p>gama de direitos sociais, trabalhistas e previdenciários</p><p>que decorrem naturalmente da formalização.</p><p>Uma causa para a grande informalidade é a</p><p>própria complexidade e custo de se manter um</p><p>trabalhador formal. A legislação trabalhista é muito</p><p>minuciosa e custosa para o empregador. Assim, as</p><p>contratações não ocorrem no ritmo que se espera e</p><p>como as pessoas que não adentram nesse mundo</p><p>do seio social.</p><p>Um efeito imediato disso é que esse</p><p>trabalhador informal fica desprotegido, isto é, caso</p><p>sofra um acidente ou por algum motivo tenha que</p><p>interromper a atividade laborativa, seu sustento pode</p><p>ficar seriamente prejudicado. É o caso de uma pessoa</p><p>que venda comida na rua. Se ficar doente e não tiver um</p><p>ajudante, o valor lucrado em um dia deixará de existir e,</p><p>como não tem a proteção do seguro desemprego ou de</p><p>instituições previdenciárias, passará por sérios</p><p>problemas.</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>34</p><p>Nota-se, portanto, que é imperioso o Estado</p><p>trazer para a formalização a economia informal. Isso</p><p>aumentará a arrecadação tributária, diminuirá as</p><p>tensões sociais e contribuirá para o fortalecimento da</p><p>dignidade humana na construção de uma sociedade</p><p>justa, livre e solidária.</p><p>Área Policial - PCRO - Ano: 2014 - Banca: FUNCAB -</p><p>Disciplina: Redação - Nova Forma de se Pensar e Fazer</p><p>é, sem dúvida, o campo</p><p>mais vasto, além de ser mais</p><p>antiga preocupação do Estado. Entretanto, o</p><p>atendimento à segurança pública extravasa as</p><p>possibilidades das medidas administrativas, e demanda</p><p>atenções da natureza política e judicial. Assim, considera-</p><p>se segurança um valor social a ser mantido ou alcançado</p><p>em que o interesse coletivo na existência da ordem</p><p>jurídica e na incolumidade do Estado e dos indivíduos</p><p>esteja atendido, a despeito de comportamentos e de</p><p>situações adversativas. Para manter ou alcançar esta</p><p>situação, o Estado deverá atuar, preventiva ou</p><p>repressivamente, em quase todos os setores da atividade</p><p>humana, tantos são os comportamentos adversativos</p><p>capazes de comprometê-la e de situações que a ponham</p><p>emrisco. Para ROLIM (2006), é inaceitável a ideia de que</p><p>a solução para a segurança pública está no</p><p>desenvolvimento de políticas de segurança. Ao tempo</p><p>em que está convencido de que a solução está na</p><p>decisão de se construir políticas focadas na diminuição</p><p>da criminalidade e da violência. Ou seja, a melhor</p><p>solução seria investimentos em políticas públicas a fim</p><p>de diminuir as desigualdades e as injustiças sociais,</p><p>procurando reduzir os fatores de riscos que levem a</p><p>- Claudete</p><p>Lehmkuhl - Ten Cel PMSC - Luís Roberto de Carlos - Ten</p><p>Cel PMSC - Disponível em: <www.feneme.org.br.>.</p><p>Acesso em 10/04/2014. Motivado pela leitura do texto,</p><p>sem, contudo, copiá-los ou parafraseá-los, redija um</p><p>TEXTO DISSERTATIVO com, no mínimo, 20 e, no máximo,</p><p>25 linhas, em modalidade e limites solicitados, em</p><p>norma-padrão da língua portuguesa sobre o tema:</p><p>POLÍCIA RETOMARÁ O SEU CAMINHO L EGÍ T IMO NA</p><p>BUSCA DO FORTA L ECIMENTO DA DEMOCRACIA</p><p>BRASILEIRA.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>A segurança pública é, certamente, um tema</p><p>que preocupa uma parcela considerável da sociedade</p><p>brasileira, especialmente pelo fato de ser algo que</p><p>cotidianamente gera reflexos nas pessoas.</p><p>Embora seja sabido que a prestação estatal de</p><p>segurança não possa ocorrer apenas através de seu</p><p>braço armado, isto é, a instituição policial, é</p><p>fundamental que ela seja fortalecida. Ao ganhar</p><p>robustez ela poderá contribuir para a adequada</p><p>concretização de um Estado Democrático de Direito e a</p><p>construção de uma sociedade livre, justa e solidária.</p><p>A função social policial é, além de reprimir os</p><p>delitos, empreender investigações de modo a eliminar</p><p>focos de criminalidade. Somado a isso, uma série de</p><p>medidas sociais e políticas devem ocorrer, haja vista o</p><p>policial não ser a panaceia para os males do mundo. Ao</p><p>propiciar um ambiente público seguro, as pessoas</p><p>melhorada.</p><p>Um meio importantíssimo para isso é a</p><p>integração profunda entre o aparato de investigação e</p><p>de repressão com a sociedade organizada (associações</p><p>de moradores, ONGs...). Desta forma, além da evidente</p><p>troca de experiências e de informações, florescerá a</p><p>noção de pertencimento coletivo a um tecido social</p><p>único. Afinal, a visão de que a polícia é uma instituição</p><p>malévola e que só serve para defender os interesses de</p><p>uma elite mais malévola ainda não condiz com a</p><p>realidade fática.</p><p>Nota-se, portanto, ser imperioso que haja uma</p><p>integração permanente entre o aparato de segurança</p><p>pública e sociedade organizada. Somente assim a</p><p>Democracia será fortalecida e todos sairão ganhando.</p><p>Analistas - Tribunal Regional Eleitoral-PR - Ano: 2012 -</p><p>Banca: FCC - Disciplina: Redação - Num episódio de Esaú</p><p>e Jacó, Batista recebe a notícia de que os liberais haviam</p><p>assumido o poder no lugar dos conservadores, quando</p><p>ele tinha esperança de assumir a presidência de uma</p><p>província. Sua mulher, D. Cláudia, não hesita em sugerir-</p><p>lhe a troca de partido</p><p>eles, como a gente está num baile, onde não é preciso</p><p>(Machado de Assis, Esaú e Jacó. Rio de Janeiro: Garnier,</p><p>1988, p.103) A disciplina não há de entender-se como</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>35</p><p>obediência cega aos ditames dos órgãos partidários, mas</p><p>respeito e acatamento do programa e objetivos do</p><p>partido, às regras de seu estatuto, cumprimento de seus</p><p>deveres e probidade no exercício de mandatos ou</p><p>funções partidárias, e, num partido de estrutura interna</p><p>democrática, por certo que a disciplina compreende a</p><p>aceitação das decisões discutidas e tomadas pela</p><p>maioria de seus filiados-militantes. (José Afonso da Silva,</p><p>Curso de direito constitucional positivo, S.Paulo:</p><p>Malheiros, 2000, p.409, cit.em</p><p>www.institutoideias.org.br/pt/projeto/sistema_partidari</p><p>o.pdf) Considerando o que está transcrito acima, redija</p><p>um texto dissertativo-argumentativo sobre o seguinte</p><p>tema: Os partidos políticos e a fidelidade partidária.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>Durante um bom</p><p>prática no cenário eleitoral brasileiro: os políticos</p><p>trocavam de partido inúmeras vezes por conta de</p><p>questões casuísticas. Desta forma, demonstravam</p><p>nitidamente que a coerência ideológica ou de</p><p>convicções era completamente inexistente, existindo</p><p>apenas os interesses mais escusos.</p><p>-</p><p>tão absurdas que gerou um intenso sentimento de</p><p>indignação na sociedade, pois esta passou a verificar</p><p>que seus representantes, eleitos para serem a voz</p><p>popular, estavam mais preocupados em lograr</p><p>vantagens.Assim, o TSE agiu e editou normas para</p><p>regular o processo de decretação de perda do cargo</p><p>político por conta de desfiliação sem justa causa.</p><p>O STF foi instado a se manifestar e entendeu</p><p>pela constitucionalidade da norma do TSE, afirmando</p><p>que o mandato pertence ao partido ou coligação, e não</p><p>ao político. Dessa forma, o Judiciário atendeu aos</p><p>reclamos sociais e tentou dar um mínimo de coerência</p><p>aos partidos e seus parlamentares.</p><p>Afinal, a política deve servir para representar o</p><p>interesse do povo, e não finalidades mesquinhas ou</p><p>obscuras do parlamentar. Essas medidas são</p><p>importantes para colocar um pouco de moralidade e</p><p>coerência no cenário eleitoral nacional, que de há muito</p><p>vem demonstrando estar em total divórcio para com os</p><p>anseios populares.</p><p>Importante frisar que não é toda e qualquer</p><p>desfiliação que gerará a possibilidade de decretação</p><p>judicial do cargo e substituição pelo suplente. A</p><p>Resolução 22.610/07 do TSE dispõe que haverá a perda</p><p>do mandato se houver desfiliação sem justa causa.Além</p><p>disso, enumera algumas causas que ensejam a justa</p><p>causa, ou seja, impedem a decretação do mandato:</p><p>incorporação ou fusão do partido, criação de novo</p><p>partido, mudança substancial ou desvio reiterado do</p><p>programa partidário e grave discriminação pessoal.</p><p>Graças à pressão popular e à atuação firme do</p><p>Judiciário, a infidelidade partidária perdeu força e, com</p><p>isso, ganhou a sociedade, a coerência do processo</p><p>eleitoral e também o próprio Estado Democrático de</p><p>Direito.</p><p>Analistas - Tribunal Regional Eleitoral-PB - Ano: 2007 -</p><p>Banca: FCC - Disciplina: Redação - Numa democracia</p><p>efetiva, os três poderes constituídos são responsáveis</p><p>pela função que cabe a cada um e pela composição</p><p>reconhecimento dos limites das respectivas</p><p>competências. O enfraquecimento de qualquer um deles,</p><p>se pode resultar em momentâneo fortalecimento dos</p><p>demais, implicará, em pouco tempo, a debilitação de</p><p>todos e, portanto, do próprio regime democrático.</p><p>Escreva uma dissertação sobre o tema de que trata o</p><p>trecho acima, na qual você discutirá, argumentando de</p><p>forma clara e objetiva, o que nele se afirma.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>É uma noção consagrada em vários regimes</p><p>políticos a existência de três poderes distintos,</p><p>exercendo funções próprias e, eventualmente,</p><p>atividades atípicas. E, para que um real Estado</p><p>Democrático de Direito possa realmente existir, é</p><p>preciso que os três poderes, Judiciário, Executivo e</p><p>Legislativo, atuem independente e harmonicamente.</p><p>O art. 2º da CRFB dispõe que:</p><p>Art. 2º São Poderes da União, independentes e</p><p>harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o</p><p>Judiciário.</p><p>Portanto, é uma imposição constitucional (e</p><p>natural) que esses três poderes atuem sem se</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>36</p><p>submeterem a influências externas indevidas.</p><p>Obviamente, a atuação deles não pode ser feita de</p><p>maneira desregrada e sem limites, sob pena de</p><p>desvirtuar completamente os motivos pelos quais eles</p><p>existem.</p><p>Para evitar que um poder tenha mais</p><p>preponderância que o outro, existe a chamada teoria</p><p>dos freios e contrapesos. Depreende-se dela que os</p><p>poderes podem atuar livremente, mas cada um exerce</p><p>algum tipo de controle sobre o outro.</p><p>A partir disso, está plenamente justificável que</p><p>o Executivo nomeie membros de tribunais superiores;</p><p>que o Judiciário julgue membros do Legislativo e que o</p><p>Legislativo sabatine os nomeados pelo Executivo para</p><p>os tribunais superiores.Acaso algum poder ganhe muita</p><p>preponderância sobre os demais, em realidade,</p><p>ocorrerá o desvirtuamento da Democracia e poderá</p><p>existir uma</p><p>de legitimidade democrática que esconde um exercício</p><p>abusivo de poder.</p><p>Para que a relação seja harmônica, o</p><p>tratamento entre os poderes deve obedecer a alguns</p><p>requisitos. Além da respeitosidade entre os integrantes</p><p>de cada um, as decisões exaradas por cada poder</p><p>devem ser acatadas e cumpridas; as tentativas de</p><p>interferências indevidas devem ser fortemente</p><p>repelidas; o orçamento previsto não deve sofrer cortes</p><p>indevidos (sob pena de inviabilizar por via transversa o</p><p>exercício da função típica); a organização e</p><p>estruturação interna devem ser feitas pelo próprio</p><p>poder.</p><p>Analista - ALERN - Ano: 2013 - Banca: FCC - Disciplina:</p><p>Redação - O desconhecimento de qualquer forma de</p><p>convívio que não seja ditada por uma ética de fundo</p><p>emotivo representa um aspecto da vida brasileira que</p><p>raros estrangeiros chegam a penetrar com facilidade. E é</p><p>tão característica, entre nós, essa maneira de ser, que</p><p>não desaparece sequer nos tipos de atividade que devem</p><p>alimentar-se normalmente da concorrência. Um</p><p>negociante da Filadélfia manifestou certa vez a André</p><p>Siegfried seu espanto ao verificar que, no Brasil como na</p><p>Argentina, para conquistar um freguês tinha necessidade</p><p>de fazer dele um amigo. (Adaptado de: Sérgio Buarque</p><p>de Holanda, Raízes do Brasil, cap. V) No trecho acima,</p><p>Sérgio Buarque de Holanda procura caracterizar o</p><p>escreva um texto dissertativo-argumentativo sobre o</p><p>seguinte tema: O homem cordial e as relações de</p><p>trabalho no Brasil.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>É praticamente folclórico a fama de o brasileiro</p><p>ser acolhedor e procurar tratar todos com uma maneira</p><p>mais intimista, isto é, embora nunca tenha visto a</p><p>pessoa antes, em poucos segundos há o</p><p>estabelecimento de uma relação mais pessoal do que,</p><p>em muitos casos, profissional.</p><p>No mundo laborativo tal característica é</p><p>reiteradamente mencionada por gestores e</p><p>especialistas em recursos humanos. Enquanto que em</p><p>alguns países europeus há um certo afastamento nas</p><p>relações pr</p><p>definidas, no Brasil costuma ocorrer de maneira</p><p>contrária. O ambiente de trabalho desejado, e invejado</p><p>por quem não o tem, é aquele em que há um espírito de</p><p>cordialidade até mesmo entre comandante e</p><p>comandados.</p><p>Ao invé</p><p>comandos são repassados com muita amistosidade,</p><p>quase que como uma espécie de paternalismo. A</p><p>cordialidade brasileira já foi e é alvo de muitos estudos,</p><p>inclusive na seara racial (o famoso racismo cordial).</p><p>Esse tipo de tratamento apresenta vantagens e</p><p>desvantagens para um ambiente de negócios. A</p><p>vantagem mais óbvia é a quebra da frieza das relações</p><p>no trabalho, o que certamente contribui para o ânimo</p><p>da equipe e melhor prestação do serviço.</p><p>Uma desvantagem é que algumas pessoas</p><p>podem confundir relações pessoais com profissionais.</p><p>Assim, no momento de uma ordem mais ríspida ou em</p><p>horas em que é preciso maior concentração, alguns</p><p>podem não se concentrar ou cumprir as determinações</p><p>no modo mandado por conta de uma amizade que, na</p><p>prática, pode não existir.</p><p>Nota-se, portanto, que embora a cordialidade</p><p>no ambiente de trabalho seja uma prática rotineira no</p><p>país, e é praticamente impossível extirpá-la da</p><p>sociedade nacional, é preciso muita cautela para que</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>37</p><p>apenas os efeitos bené</p><p>aprimorar o profissionalismo.</p><p>Analista - TJGO - Ano: 2014 - Banca: FGV - Disciplina:</p><p>Redação - O desenvolvimento tecnológico é causa e</p><p>efeito de muitos avanços, mas ainda não obteve, como</p><p>mostra a tira acima, uma unanimidade positiva de</p><p>opinião. No que toca ao uso de computador e similares</p><p>chega a haver, legalmente, proibição de seu uso em salas</p><p>de aula, o que comprova as polêmicas sobre as</p><p>vantagens e desvantagens de seu emprego. Você</p><p>concorda com essas afirmativas? Explique suas opiniões</p><p>a respeito, apoiado em argumentos convincentes, por</p><p>meio de um texto dissertativo argumentativo, com</p><p>número mínimo de 20 (vinte) e máximo de 30 (trinta)</p><p>linhas, redigido em linguagem culta.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>Os avanços tecnológicos, especialmente na</p><p>área da informática, foram espetaculares e agora são</p><p>essenciais na vida social. Embora haja quem demonize o</p><p>computador, eles são uma realidade imutável, isto é,</p><p>não adianta bani-los dos bancos escolares, mas sim</p><p>adaptá-los aos jovens e ao currículo escolar.</p><p>O computador, como todo invento humano,</p><p>pode ser usado para fins benéficos ou para fins</p><p>maléficos. Cabe aos educadores ensinar os alunos a</p><p>usarem-no beneficamente, assim como utilizá-lo como</p><p>uma poderosa ferramenta de auxílio no processo</p><p>educacional.</p><p>Assim, em uma aula de história sobre a</p><p>Segunda Guerra Mundial, ao invés de haver a</p><p>tradicional aula em que o professor só fala ou escreve</p><p>no quadro e os alunos ouvem e copiam, é muito mais</p><p>interessante que o estudante possa ver a aula e</p><p>pesquisar sobre o tema. Um vídeo sobre a Guerra, uma</p><p>charge online ou até mesmo um texto jornalístico</p><p>virtual podem enriquecer a experiência do ensino e</p><p>tornar a escola um ambiente mais agradável ao</p><p>aprendizado.</p><p>A mera proibição do uso de nada adiantará,</p><p>pois a escola estará demonstrando ser um ambiente</p><p>hermético à realidade estudantil e, o que é pior, não</p><p>contribuirá para a adequada formação de cidadãos</p><p>conscientes. Logicamente, o uso não deve e nem pode</p><p>ser desregrado, haja vista as inúmeras possibilidades de</p><p>distração para o aluno durante o transcorrer da aula.</p><p>Além disso, também deve ser repassado que o</p><p>uso do computador, na escola e na vida, precisa de</p><p>limites, isto é, não é saudável viver apenas o mundo</p><p>informático. É preciso observar o cotidiano, visitar locais</p><p>históricos e museus, para que o conteúdo da aula não</p><p>seja muito distante, da mesma forma que o é ao se</p><p>analisar apenas pela tela de um equipamento.</p><p>Nota-se, portanto, que o computador é um</p><p>mecanismo primordial para enriquecer o ensino e</p><p>despertar o interesse. Mas é preciso frisar a necessidade</p><p>de existir um controle sobre o uso dele, sob pena de se</p><p>tornar uma ferramenta prejudicial ao ensino.</p><p>Analistas - TRT1 - Ano: 2013 - Banca: FCC - Disciplina:</p><p>Redação - O estádio do Maracanã no Rio de Janeiro será</p><p>palco das partidas finais da Copa das Confederações</p><p>(2013) e da Copa do Mundo (2014). Para atender a</p><p>milhares de torcedores e de turistas, a cidade vem</p><p>pontos turísticos, capacitação de aeroportos.</p><p>Considerando-se o que está transcrito acima, redija um</p><p>texto dissertativo-argumentativo, a respeito do seguinte</p><p>tema: A vocação de uma cidade para o turismo:</p><p>benefícios e ônus.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>A atividade turística, também conhecida como</p><p>indústria sem chaminés, possui efeitos impactantes em</p><p>diversos ramos sociais e econômicos. Os benefícios mais</p><p>visíveis</p><p>acréscimo ou alterações no seu corpo). É</p><p>importante ressaltar que, para o bom funcionamento de</p><p>uma sociedade, é o arcabouço normativo que deve se</p><p>adaptar às vicissitudes, e não a sociedade que deve ficar</p><p>presa às normas.</p><p>Logicamente, a adaptação deve respeitar os</p><p>direitos fundamentais e a dignidade humana, de modo</p><p>a preservar os consensos sociais razoáveis existentes.</p><p>Assim, não seria aceitável que uma lei permita o</p><p>homicídio de uma mulher pelo fato de ela cometer um</p><p>adultério.</p><p>Podemos visualizar isso no caso de relações</p><p>homoafetivas. Durante muito tempo esse tipo de</p><p>relação era repudiada pelo Direito e pelas pessoas.</p><p>Atualmente, concorde-se ou não, elas são um fato social</p><p>e devem ser minimamente reguladas pelo Direito.</p><p>Assim, leis que proíbam ou que nada disponham sobre</p><p>essa temática correm o risco de serem consideradas</p><p>obsoletas.</p><p>Portanto, podem ser apontadas duas soluções</p><p>para esse problema: edita-se uma nova lei ou os</p><p>operadores do Direito realizam uma hermenêutica para</p><p>aplicar a uma situação social alguma norma que regule</p><p>algo parecido ou semelhante (pela via da interpretação</p><p>ou integração jurídica). A segunda saída é uma forma</p><p>de aplicação do método histórico-evolutivo, pois</p><p>permite conservar uma norma e adaptá-la para a nova</p><p>realidade concreta.</p><p>Analista - TRT6 - Ano: 2012 - Banca: FCC - Disciplina:</p><p>Redação - A Declaração de Chapultepec é uma carta de</p><p>condição fundamental para que as sociedades resolvam</p><p>os seus conflitos, promovam o bem-estar e protejam a</p><p>sua liberdade. Não deve existir nenhuma lei ou ato de</p><p>poder que restrinja a liberdade de expressão ou de</p><p>documento foi adotado pela Conferência Hemisférica</p><p>sobre Liberdade de Expressão realizada em Chapultepec,</p><p>na cidade do México, em 11 de março de 1994.</p><p>(http://www.anj.org.br/programas-e-acoes/liberdade-</p><p>de-imprensa/declaracao-de-chapultepec) Ainda que o</p><p>Brasil tenha assinado a declaração em 1996 e renovado o</p><p>compromisso em 2006, não é incomum a defesa de que</p><p>limites deveriam ser impostos à liberdade de imprensa,</p><p>mas até que ponto isso poderia ser feito sem prejuízo da</p><p>liberdade de expressão e do direito à informação?</p><p>Considerando o que se afirma acima, redija um texto</p><p>dissertativo-argumentativo sobre o seguinte tema:</p><p>Liberdade de imprensa, desenvolvimento da sociedade e</p><p>direitos individuais</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>A liberdade de imprensa é um dos pilares mais</p><p>básicos e estruturantes de um Estado Democrático de</p><p>Direito, podendo ser enxergada como um dos prismas</p><p>mais importantes de uma nação.</p><p>Uma imprensa livre, ou seja, que possa atuar,</p><p>investigar e produzir conteúdo sem interferências</p><p>indevidas permite que uma nação se desenvolva no</p><p>plano social e econômico. O plano social fica mais</p><p>desenvolvido pelo fato de ser possível investigar e</p><p>denunciar as mazelas do país, bem como práticas</p><p>corruptas perpetradas por agentes públicos e</p><p>particulares.</p><p>São recorrentes as denúncias sobre fraudes em</p><p>licitação, políticos envolvidos em atos corruptos ou</p><p>particulares que tentam subornar agentes públicos.</p><p>Apenas uma imprensa livre e com ampla margem de</p><p>atuação pode investigar o governo, independentemente</p><p>da força política que esteja no poder.</p><p>No plano econômico, a liberdade permite que</p><p>diversos mecanismos de divulgação floresçam,</p><p>garantindo, com isso, otimização dos pontos de vista e</p><p>campo de trabalho para jornalistas e redatores. Desta</p><p>forma, através de um pilar da Democracia, criam-se</p><p>incentivos para o mercado de trabalho jornalístico.</p><p>Porém, em que pese ser fundamental uma</p><p>ampla liberdade, um direito fundamental (liberdade de</p><p>imprensa) não pode ser usado para a prática de</p><p>atividades nocivas. Portanto, ampla liberdade não é o</p><p>mesmo que ausência de controle. Assim, a privacidade,</p><p>a intimidade e a honra das pessoas não podem ser</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>6</p><p>difamadas ou atacadas com base no fato de a imprensa</p><p>ser livre.</p><p>Direitos individuais não podem ser usados</p><p>como escudo para práticas ilícitas. Logo, uma notícia</p><p>sensacionalista ou que distorça completamente os fatos</p><p>não pode ser veiculada e, caso seja, mostra-se plausível</p><p>que o(s) ofendido(s) pleiteiem reparações morais e</p><p>materiais.</p><p>Percebe-se, portanto, que uma imprensa livre e</p><p>sem amarras governamentais é essencial à nação.</p><p>Através dela o cidadão pode saber sobre as entranhas</p><p>da sociedade e do governo, de modo a facilitar o</p><p>controle social da coisa pública que, no fundo,</p><p>representa a própria Democracia.</p><p>Analista - TJCE - Ano: 2008 - Banca: CESPE - Disciplina:</p><p>Redação - A estimativa de que existam, no país, 9 mil</p><p>presos com pena já cumprida e que, portanto, já</p><p>deveriam estar em liberdade é um dramático exemplo</p><p>da falência do sistema carcerário brasileiro. Se a este</p><p>número forem adicionados os 133 mil detentos que,</p><p>segundo o Departamento Penitenciário Nacional,</p><p>aguardam julgamento em prisão preventiva, certamente</p><p>havendo entre eles réus sem culpa formada, chega-se à</p><p>dimensão de uma explosiva tragédia. Não por acaso, o</p><p>Conselho Nacional de Justiça (CNJ) lançou um mutirão</p><p>cívico, convocando juízes de execuções penais a retirar</p><p>dos presídios os detentos com pena vencida e aqueles</p><p>com direito aos regimes aberto e semi-aberto. O Globo,</p><p>13/9/2008, p. 6 (com adaptações). Considerando que o</p><p>texto acima tem caráter unicamente motivador, redija</p><p>texto dissertativo acerca do seguinte tema. JUSTIÇA E</p><p>SISTEMA PENITENCIÁRIO: DESAFIO A SER ENFRENTADO</p><p>Ao redigir seu texto, aborde, necessariamente, os</p><p>seguintes aspectos: 1- problemas que afetam o atual</p><p>quadro dos presídios brasileiros; 2- ação emergencial do</p><p>CNJ; 3- uma política de reinserção do preso à sociedade.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>O sistema carcerário brasileiro enfrenta, há</p><p>muito tempo, uma grave crise em múltiplos aspectos:</p><p>econômico, estrutural e social. Porém, embora esse</p><p>problema seja conhecido e reiteradamente noticiado</p><p>pela mídia, segmentos relevantes da sociedade e dos</p><p>governos não dão a devida atenção que a problemática</p><p>deveria merecer.</p><p>Um dos principais problemas enfrentados no</p><p>sistema penitenciário é a superlotação. O atual quadro</p><p>já indica presos em demasia para o número de vagas</p><p>disponíveis e, ainda assim, o quantitativo só cresce.</p><p>Embora haja toda uma doutrina pregando a aplicação</p><p>de penas alternativas, a prática revela, por exemplo,</p><p>que o encarceramento é a principal pena aplicada.</p><p>Outro ponto instigante é a quantidade de</p><p>presos provisórios, isto é, que ainda não foram</p><p>julgados. A morosidade do Judiciário contribui para esse</p><p>quadro e atrapalha o gerenciamento das prisões, já que</p><p>a pessoa pode ser inocentada ao final ou ter uma pena</p><p>baixa (que será convertida em restritiva de direitos).</p><p>O próprio descaso da sociedade é outro fator</p><p>preocupante. Para muitos, quanto mais o preso sofrer,</p><p>melhor. Porém, esquece-se que o presidiário um dia terá</p><p>que retornar ao mundo fora dos muros e dificilmente</p><p>alguém é ressocializado ao ser tratado como um</p><p>animal.</p><p>Para tentar amenizar esse quadro, o CNJ vem</p><p>realizando inúmeros mutirões carcerários e inspeções</p><p>em unidades prisionais a fim de detectar problemas e</p><p>apontar algumas soluções. Embora não resolva o</p><p>problema, ao menos contribui para minorar</p><p>pontualmente algumas situações calamitosas (pessoas</p><p>que estão presas além da conta ou que possuem direito</p><p>a progressão de regime, por exemplo).</p><p>Uma ação fundamental para a devida</p><p>reinserção do encarcerado à sociedade é a recolocação</p><p>no mercado de trabalho. De nada adianta o cidadão</p><p>cumprir sua pena e, ao retornar à vida comum, não</p><p>obter oportunidades de qualificação educacional e</p><p>profissional.</p><p>Assim, o CNJ realizou diversas parcerias para,</p><p>por exemplo, que ex-presidiários pudessem trabalhar</p><p>nas obras para a Copa do Mundo.</p><p>são a geração e manutenção de empregos</p><p>diretos e indiretos, além do desenvolvimento da</p><p>economia e preservação de paisagens.</p><p>Mas, em que pese os benefícios da atividade</p><p>turística, ela também atrai problemas. Se não houver</p><p>campanhas e fiscalização adequada, o lado sombrio do</p><p>turismo acaba florescendo como, por exemplo, o tráfico</p><p>de drogas voltado para esse público e a prostituição</p><p>(infantil ou não). Além disso, nos casos de ecoturismo, a</p><p>quantidade cada vez maior de pessoas pode auxiliar na</p><p>destruição ou deterioração das paisagens.</p><p>Conciliar os benefícios e os ônus é uma</p><p>atividade complexa para cidades com vocações</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>38</p><p>turísticas. Basta pensar em localidades cuja única fonte</p><p>de renda seja o turismo, em sua face perene, isto é, que</p><p>dure o ano todo, ou por temporadas (festivais típicos ou</p><p>durante o período de veraneio).</p><p>Ao mesmo tempo em que esses locais</p><p>dependem do turismo para viver, também dependem da</p><p>manutenção e preservação dos atrativos. Assim, se</p><p>limitarem o número de visitantes, deixam de arrecadar</p><p>e, consequentemente, o impacto social e econômico</p><p>será gigantesco. Mas, se não houver um mínimo de</p><p>controle, haverá a facilitação da destruição justamente</p><p>do motivo que leva as pessoas a irem para a cidade.</p><p>Um ponto importante que envolve o</p><p>ecoturismo é a questão da empregabilidade e</p><p>conservação. Locais ambientalmente atrativos aos</p><p>turistas costumam empregar pessoas da região nas</p><p>mais diversas atividades (venda, guias turísticos,</p><p>restaurantes). Desta forma, há a solução para dois</p><p>problemas, pois além de permitir que a comunidade</p><p>local tenha emprego, eles próprios terão consciência e</p><p>repassarão aos visitantes a importância da preservação</p><p>e cuidado para com o meio ambiente.</p><p>Percebe-se, portanto, que a vocação turística</p><p>de uma cidade traz diversos benefícios e,</p><p>concomitantemente, diversos ônus. Encontrar o ponto</p><p>de equilíbrio é a chave para o sucesso do turismo, ramo</p><p>econômico que beneficia uma infinidade de setores e</p><p>atividades sociais.</p><p>Analistas - TRT1 - Ano: 2008 - Banca: CESPE - Disciplina:</p><p>Redação - O fenômeno do tráfico de drogas se estendeu</p><p>pela América Latina. É isso que confirmam números</p><p>oficiais sobre o domínio ou a territorialização do</p><p>narcotráfico. Cada país, de acordo com suas</p><p>particularidades e com o papel que desempenha no</p><p>negócio da produção e comercialização de</p><p>entorpecentes, sofre de maneira diferente. Mas existe</p><p>um consenso: estamos diante de um problema cada vez</p><p>mais alarmante e que representa um enorme desafio</p><p>para os governos e sociedades do continente. O consumo</p><p>de droga aumentou na grande maioria das cidades,</p><p>agravando a situação da segurança e da saúde pública.</p><p>Onde se comercializam cocaína e pasta base, a</p><p>delinqüência dispara, a evasão escolar cresce e a saúde</p><p>da população (em especial a dos jovens) se deteriora</p><p>rapidamente. O Globo, 25/5/2008, p. 36 (com</p><p>adaptações). Tendo a notícia acima como referência</p><p>inicial e considerando-a unicamente como motivadora,</p><p>redija um texto dissertativo a respeito do seguinte tema:</p><p>DROGAS ILÍCITAS NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA - Ao</p><p>redigir seu texto, aborde, necessariamente, os seguintes</p><p>aspectos: 1- motivos para a opção pelo trabalho com</p><p>drogas ilícitas em detrimento da opção pelo trabalho</p><p>lícito; 2- possíveis medidas e atitudes para</p><p>enfrentamento do problema das drogas ilícitas; 3- o</p><p>narcotráfico na economia global.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>O assunto das drogas é uma temática</p><p>extremamente complexa e que sofre uma série de</p><p>intercorrências por conta dos mais variados fatores. É</p><p>importante destacar que existem as drogas lícitas e as</p><p>ilícitas, sendo que o caráter de ilicitude decorre de uma</p><p>opção legislativa e política por parte do Estado.</p><p>Por conta dessa opção de deixar na ilicitude um</p><p>produto que há busca constante (maconha e cocaína,</p><p>seara mostra-se extremamente lucrativo. As</p><p>possibilidades de ganho com o tráfico nacional ou</p><p>internacional de entorpecentes são enormes e acabam</p><p>compensando os riscos envolvidos. Além disso, os</p><p>ganhos financeiros podem fazer com que o</p><p>narcotraficante tenha uma vida social e econômica que</p><p>dificilmente teria através de meios lícitos.</p><p>As medidas para enfrentar as drogas ilícitas</p><p>devem ser tomadas em um contexto amplo, isto é, de</p><p>nada adianta algo esporádico que, em curto prazo, até</p><p>pode surgir algum efeito. Assim, campanhas</p><p>conscientizadoras acerca dos malefícios dos</p><p>entorpecentes são fundamentais. Somado a isso, o</p><p>papel da escola também é importantíssimo, pois é</p><p>função dessa instituição contribuir na formação de</p><p>pessoas cônscias.</p><p>A repressão deve existir, mas ela por si só não</p><p>solucionará o problema. Uma ação muito útil é a</p><p>cooperação entre os órgãos de segurança, bem como a</p><p>cooperação internacional, especialmente com a troca</p><p>de informações. Isso é fundamental pelo fato de as</p><p>drogas ilegais movimentarem cifras muito expressivas,</p><p>superiores até mesmo ao PIB de alguns países.</p><p>Justamente pelo fato de ser algo ilícito é que a</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>39</p><p>economia desse mercado ilegal é rentável. A cadeia</p><p>produtiva e distribuidora envolve diversas pessoas,</p><p>físicas e jurídicas, o que se mostra um instrumento</p><p>favorável para outros crimes, como a lavagem de</p><p>dinheiro.</p><p>É possível notar que as drogas ilícitas possuem</p><p>ramificações locais, regionais e internacionais. A</p><p>sociedade contemporânea deve exigir e cobrar que o</p><p>controle e o combate a elas atuem com base nessa</p><p>lógica, sob pena de haver desperdício de tempo e</p><p>dinheiro com ações inócuas.</p><p>Advocacia de Estatais - CAERN - Ano: 2008 - Banca:</p><p>COMPERVE - Disciplina: Redação - O saneamento básico</p><p>se constitui um direito do cidadão no mundo atual.</p><p>Elabore um texto argumentativo no qual você explicite os</p><p>prejuízos que o descumprimento desse direito acarreta</p><p>para a população.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>O saneamento básico é um instrumento</p><p>essencial para a concretização do importante princípio</p><p>constitucional da dignidade da pessoa humana. Afinal,</p><p>ele envolve diversos temas, como a seara ambiental,</p><p>saúde pública e indicar de desenvolvimento de uma</p><p>nação.</p><p>Um primeiro prejuízo causado à população</p><p>quando não há um saneamento adequado é o dano</p><p>ambiental acarretado. A falta de tratamento dos</p><p>resíduos, especialmente em grandes centros urbanos,</p><p>contribui para a degradação marítima, contaminação</p><p>de lençóis freáticos e pode ocasionar profundas</p><p>alterações no ecossistema local. Ademais, a qualidade</p><p>de vida das pessoas é afetada, já que deixam de ter</p><p>áreas aproveitáveis para, por exemplo, o lazer ou de</p><p>cunho turístico.</p><p>Outro problema causado envolve a saúde. Com</p><p>a falta de saneamento é comum ocorrer a proliferação</p><p>de vetores, isto é, animais que transmitem doenças</p><p>muito perigosas, especialmente para as crianças.</p><p>Roedores, mosquitos e aves são meios preponderantes</p><p>de contaminação e, com isso, doenças típicas de locais</p><p>paupérrimos acontecem em grande escala. Como</p><p>consequência, o Estado precisa despender recursos</p><p>públicos para tratar a pessoa doente, que poderá ter</p><p>novamente essa patologia em função da ausência de</p><p>saneamento. Isso demonstra uma total falta de</p><p>políticas públicas adequadas, pois apenas combate-se o</p><p>resultado, e não o fator estrutural.</p><p>Além do gasto financeiro com o tratamento das</p><p>patologias advindas do esgoto não tratado, que onera a</p><p>própria sociedade, outro ponto prejudicial é a própria</p><p>imagem do Estado. Ora, a amplitude do saneamento</p><p>demonstra no plano internacional o grau de</p><p>desenvolvimento de uma nação, já que ele influencia</p><p>fortemente em taxas de mortalidade infantil, por</p><p>exemplo.</p><p>Assim, como o Brasil tem a nítida intenção de</p><p>ser um país desenvolvido, não é aceitável que</p><p>indicadores sociais básicos como o acesso a uma rede</p><p>de esgoto razoável sejam muito aquém do necessário.</p><p>Nota-se, portanto, que o saneamento é uma</p><p>política pública essencial para a consecução do próprio</p><p>Estado Democrático de Direito, já que ele abarca</p><p>campos em várias áreas interdependentes. Assim, urge</p><p>que Estado e sociedade atentem-se para essa</p><p>problemática e tomem medidas para resolver o</p><p>problema.</p><p>Advocacia de Estatais - COPEL - Ano: 2010 - Banca: PUC-</p><p>PR - Disciplina: Redação - O setor elétrico mundial</p><p>assistiu nas últimas décadas a grandes transformações</p><p>regulatórias. Estas reformas aconteceram em diversos</p><p>países em resposta aos sinais de desgastes dos modelos</p><p>vigentes surgidos, principalmente, na década de 70. O</p><p>ponto comum dessas mudanças foi que todas visavam</p><p>diminuir a intervenção estatal, aumentar a participação</p><p>de agentes privados e introduzir as leis de mercado no</p><p>setor elétrico. (DIAS, Isael Vieira. Estratégias de Gestão</p><p>de Compra de Energia Elétrica para Distribuidoras no</p><p>Brasil. Dissertação de Mestrado Curitiba: UFPR, 2007.</p><p>http://dspace.c3sl.ufpr.br:8080/dspace/handle/1884/10</p><p>741). PROPOSTA DE REDAÇÃO - Disserte sobre o que</p><p>intervenção estatal, aumentar a participação de agentes</p><p>privados e introduzir as leis de mercado no setor</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>A Constituição brasileira expressamente prevê</p><p>que o Estado atuará na ordem econômica</p><p>subsidiariamente, isto é, apenas em questões</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>40</p><p>estratégicas e de grande interesse nacional. Embora a</p><p>seara energética seja fundamental para o bom</p><p>funcionamento de um país e haja grande atuação</p><p>estatal, vem sendo demonstrado que a eficiência</p><p>esperada não foi alcançada.</p><p>Diante desse quadro, ganhou força o</p><p>movimento pela participação do Estado como agente</p><p>regulador. Com isso, ele se retira do campo econômico e</p><p>permite que os entes particulares atuem com base nas</p><p>leis de mercado. Mas é importante frisar que essa</p><p>atuação não é e nem poderia ser feita</p><p>desregradamente, haja vista a magnitude da energia</p><p>para a vida social, especialmente na esfera industrial.</p><p>Sem a concorrência existente no mercado</p><p>privado, a atuação do Estado ficou marcada pela falta</p><p>de investimentos e também pela prestação de serviços</p><p>inadequada. Como não havia competição, o incentivo</p><p>ao aprimoramento era muito baixo, o que influencia</p><p>diretamente no serviço, essencial à nação.</p><p>Não que a iniciativa privada seja perfeita, mas</p><p>em determinados pontos ela é quem deve atuar,</p><p>especialmente por não precisar enfrentar as amarras</p><p>naturais da conduta da Administração Pública. A maior</p><p>flexibilidade e capacidade de adaptação são pontos</p><p>importantes, que amalgamam qualidade e eficiência.</p><p>Na esfera energética é mais adequado que o Estado crie</p><p>balizadores para o mercado, de modo a evitar que o</p><p>interesse econômico sobrepaire-se ao viés público.</p><p>Ademais, deve ser repudiada a visão maléfica</p><p>que se tem sobre a iniciativa privada, como se ela fosse</p><p>algo diabólico e ávida a causar danos sociais. Pelo</p><p>contrário, um país só se desenvolve quando há</p><p>cooperação entre a esfera pública e a esfera privada, já</p><p>que a união permitirá extrair o melhor de cada um.</p><p>Nota-se, portanto, que a diminuição estatal e</p><p>consequente aumento da participação particular são</p><p>fundamentais para a boa consecução das demandas</p><p>atinentes ao serviço elétrico. A atuação estatal deve ser</p><p>mesmo no campo regulatório, já que permite a atuação</p><p>eficaz dos particulares em ambientes com alto grau de</p><p>segurança jurídica.</p><p>Analista - Defensoria Pública do Distrito Federal - Ano:</p><p>2014 - Banca: FGV - Disciplina: Redação - O site da DPDF</p><p>divulga a seguinte informação: A Defensoria Pública do</p><p>Distrito Federal conta com um Projeto totalmente</p><p>voltado para o atendimento à população em situação de</p><p>rua. Com um veículo (tipo van) totalmente equipado e</p><p>uma equipe multidisciplinar composta por defensores</p><p>públicos, psicólogos e assistentes sociais, a van vai</p><p>viabilizar o atendimento jurídico-social para os</p><p>moradores de rua nos locais indicados por um</p><p>mapeamento elaborado pelo Núcleo Especializado de</p><p>Abordagem Social em Espaços Públicos (NUASO), da</p><p>Sedest. Em texto dissertativo-argumentativo, redigido</p><p>em língua culta, num número mínimo de 25 (vinte e</p><p>cinco) linhas e máximo de 30 (trinta) linhas, expresse</p><p>suas opiniões sobre o projeto acima, destacando</p><p>especificamente aquelas características pertinentes à</p><p>atuação da Defensoria Pública, sugerindo outras</p><p>possibilidades.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>A defensoria pública é uma instituição</p><p>fundamental para a consecução do Estado Democrático</p><p>de Direito, já que permite o acesso à Justiça, com</p><p>qualidade e eficiência, do nicho social mais vulnerável</p><p>no país: os hipossuficientes.</p><p>É missão institucional atuar em favor das</p><p>pessoas que se encontrem em estado de vulnerabilidade</p><p>social e, logicamente, a população em situação de rua é</p><p>um nicho social extremamente vulnerável. As condições</p><p>degradantes de vida demonstram que uma dignidade</p><p>mínima está muito distante desse setor social, que</p><p>costumeiramente é invisível aos anseios da sociedade.</p><p>O projeto apontado no enunciado da questão é</p><p>extremamente positivo e benéfico para o público-alvo e</p><p>para todos, haja vista que um dos objetivos</p><p>fundamentais do Brasil é a construção de uma</p><p>sociedade livre, justa e solidária. Além disso, a atuação</p><p>nas ruas oxigena a própria função da defensoria, já que</p><p>os defensores não podem e não devem atuar apenas</p><p>atrás de um computador, isto é, burocraticamente e</p><p>sem contato com os assistidos.</p><p>Ao atuar na rua é possível compreender melhor</p><p>e analisar as medidas mais eficazes para atender às</p><p>necessidades jurídicas e sociais de quem nela se</p><p>encontra. Outro ponto importante é que isso ajuda a</p><p>dar visibilidade social para a defensoria e a esse nicho</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>41</p><p>social, chamando a atenção das pessoas para a</p><p>importância do fortalecimento das instituições</p><p>republicas que atuam com os mais carentes e para a</p><p>própria condição de quem vive nas sarjetas.</p><p>Um caminho interessante a ser adotado e que</p><p>pode fortalecer o projeto seria a confluência de forças</p><p>com as demais instituições, tais como Ministério Público</p><p>e Judiciário. Desta forma, permitir-se-ia um</p><p>robustecimento desse tipo de ação, tornando-se muito</p><p>mais efetiva e ampliando a visibilidade no seio social</p><p>(podendo, inclusive, contar com mais recursos</p><p>financeiros.</p><p>Nota-se, portanto, que esse projeto é</p><p>fundamental para que a dignidade humana dos</p><p>socialmente vulneráveis deixe de ser uma mera</p><p>promessa e comece a ganhar contornos fáticos.</p><p>Analista - MPE-BA - Ano: 2010 - Banca: FESMIP -</p><p>Disciplina: Redação - Os Direitos Humanos e o</p><p>Enfrentamento do Racismo Institucional no Brasil.</p><p>Desenvolva o tema na forma de prosa que julgar</p><p>conveniente, abordando, objetivamente, os conceitos de</p><p>direitos humanos; racismo; discriminação racial,</p><p>preconceito racial e racismo institucional, bem como</p><p>relacionando a defesa dos direitos humanos com o</p><p>combate ao racismo institucional no Brasil, citando</p><p>exemplos de racismo institucional no país e discorrendo</p><p>sobre a importância do Estatuto da Igualdade Racial para</p><p>a defesa dos direitos humanos e a superação do racismo</p><p>institucional no Brasil, destacando duas medidas que</p><p>devem ser adotadas nesse sentido.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>A observância dos direitos humanos no</p><p>combate ao racismo é importantíssima para eliminar</p><p>essa chaga social brasileira.</p><p>A noção de direitos humanos está atrelada à</p><p>ideia de que</p><p>todas as pessoas possuem um conjunto</p><p>mínimo de proteção, de modo a concretizar a dignidade</p><p>humana. O racismo, por sua vez, é uma ideologia que</p><p>prega a</p><p>outra por conta da cor da pele. Somado a isso temos a</p><p>discriminação e preconceito racial, que envolvem a</p><p>prática, voluntária ou não, de atos concretos ou sociais</p><p>sobre determinado categoria étnica com o escopo de</p><p>diminuir sua dignidade.</p><p>O racismo é tão poderoso e entranhado na</p><p>sociedade que diversas condutas sociais e pensamentos</p><p>são inconscientemente reproduzidos, haja vista sua</p><p>naturalização e internalização no seio social. Uma prova</p><p>disso é que o próprio Estado possui práticas nefastas e</p><p>que sistematicamente são perpetradas contra os</p><p>negros. A chance de uma pessoa negra sofrer violência</p><p>policial é muito maior que a de um branco.</p><p>Além disso, pesquisas recentes apontaram que</p><p>o tratamento dispensado pelo SUS aos negros é</p><p>diferenciado em relação aos brancos. O caso mais claro</p><p>disso é o número de consultas obstétricas entre brancas</p><p>e negras grávidas. Estas receberam menos atendimento</p><p>e, consequentemente, menos atenção médica,</p><p>enquanto que aquelas foram melhor atendidas. Desta</p><p>forma, a chance de mortalidade aumenta para os</p><p>negros.</p><p>A aprovação do Estatuto da Igualdade Racial</p><p>foi um importante marco legal para o combate ao</p><p>racismo estruturante no país. Ele aborda vários</p><p>aspectos sociais em que a população negra possui</p><p>indicadores muito ruins, de forma a perfectibilizar a</p><p>importantíssima isonomia material entre os brasileiros.</p><p>As consequências positivas dessa norma dificilmente</p><p>serão vistas em curto prazo, haja vista que séculos de</p><p>discriminação não serão alterados em poucos anos.</p><p>Uma medida eficaz para superar essa condição</p><p>nefasta no país é a criação e fortalecimento de</p><p>delegacias especializadas em crimes raciais, de modo a</p><p>melhor investigar e punir práticas racistas. Outro</p><p>caminho importante é a difusão maciça, especialmente</p><p>entre os jovens, de campanhas educacionais</p><p>demonstrando a importância da inserção do negro no</p><p>tecido social.</p><p>Área Policial - Polícia da Câmara dos Deputados - Ano:</p><p>2014 - Banca: CESPE - Disciplina: Redação - Os graves</p><p>problemas que envolvem a Ucrânia, desde fins de 2013,</p><p>ultrapassam as fronteiras do país e atingem o sensível</p><p>tabuleiro de xadrez em que se assentam as relações</p><p>internacionais. Assim, além das inúmeras dificuldades</p><p>internas, próprias de um país que se divide entre</p><p>aproximar-se da União Europeia e estreitar suas relações</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>42</p><p>com a Rússia, sem contar as denúncias de corrupção de</p><p>governantes que tiveram que deixar seus cargos, a crise</p><p>ucraniana salientou o papel da Rússia de Putin, desejosa</p><p>de ampliar sua influência externa e de demonstrar um</p><p>poderio que o colapso da União das Repúblicas</p><p>Socialistas Soviéticas poderia ter sepultado. A crítica</p><p>situação vivida pela Ucrânia, que perdeu a influência</p><p>sobre a Crimeia, é assinalada por ondas alarmantes de</p><p>violência, que causaram expressivo número de mortes de</p><p>civis e militares. Considerando os múltiplos aspectos</p><p>suscitados pela temática apresentada acima, redija um</p><p>texto dissertativo acerca da crise ucraniana. Ao elaborar</p><p>seu texto, aborde, necessariamente, os seguintes</p><p>aspectos: 1- divisão interna da Ucrânia; [valor: 11,00</p><p>pontos] 2- pressão de parte da população por</p><p>independência ou anexação a outro país; [valor: 11,00</p><p>pontos] 3- crise da Ucrânia e o sistema internacional.</p><p>[valor: 11,00 pontos]</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>Em novembro de 2013 teve início a crise</p><p>ucraniana quando o então presidente optou por fazer</p><p>uma aproximação com a Rússia e abandonar um acordo</p><p>comercial com a União Europeia. Frise-se que a União</p><p>Soviética exerceu um controle muito rigoroso sobre a</p><p>porção territorial da atual Ucrânia, o que gerou</p><p>sentimentos contrários à Rússia em parcela significativa</p><p>da população.</p><p>A população ficou muito descontente com a</p><p>aproximação russa e um contingente significativo foi</p><p>protestar contra o presidente, cujo governo já</p><p>enfrentava crises por conta de problemas econômicos e</p><p>práticas de corrupção. A repressão aos protestos foi</p><p>muito violenta e rapidamente as reivindicações</p><p>passaram a abarcar a derrubada do então. Após três</p><p>meses de pressão, o presidente foi destituído e</p><p>planejou-se a convocação de novas eleições. Iniciou-se,</p><p>então, uma situação tormentosa: o Ocidente apoiava o</p><p>novo governo e a Rússia era contrária a ele.</p><p>Essa dubiedade também atingiu a população e</p><p>onde a maior parte das pessoas era de origem russa, a</p><p>vontade de se aproximar ou pertencer à Rússia ganhou</p><p>força, especialmente na Crimeia. Em fevereiro houve a</p><p>invasão de diversos prédios públicos na Crimeia por</p><p>separatistas russos. Em seguida, foi lançado um</p><p>referendo para a população optar pela anexação à</p><p>Rússia. Ocorre que a maior parte das pessoas possuía</p><p>laços russos e, portanto, era um referendo para dar um</p><p>verniz de legitimidade à anexação.</p><p>Houve uma estrondosa vitória no sentido da</p><p>anexação à Rússia e esta a aceitou de bom grado (em</p><p>realidade, apenas chancelou a invasão por parte de</p><p>separatistas que alegavam não possuir nenhum vínculo</p><p>russo). Como retaliação a esse ato, o Ocidente,</p><p>notadamente os EUA e a União Europeia, impuseram</p><p>sanções comerciais à Rússia como forma de pressão.</p><p>Isso gerou uma crise nas relações internacionais, o que</p><p>fez reavivar os mais duros tempos da Guerra Fria,</p><p>quando havia uma nítida oposição entre o Ocidente,</p><p>capitaneada pelos EUA, e o Oriente, capitaneado pela</p><p>URSS.</p><p>Nota-se, portanto, que uma crise local na</p><p>Ucrânia rapida</p><p>xadrez mundial, provocando consequências políticas e</p><p>econômicas profundas. Isso demonstra que o quadro</p><p>internacional, ao contrário do que se imaginava, é cada</p><p>vez mais conturbado.</p><p>Analista - MPE-MA - Ano: 2013 - Banca: FCC - Disciplina:</p><p>Redação - Os menores são considerados pessoas ainda</p><p>em desenvolvimento, ou seja, carentes de cuidados</p><p>especiais. Tal condição pressupõe que a criança e o</p><p>adolescente ainda não são capazes, principalmente a</p><p>criança, de suprir, por si mesmos, suas necessidades</p><p>básicas. (Adaptado de: Moacyr Pereira Mendes. A</p><p>proteção integral da criança e do adolescente: novidade</p><p>utópica ou realidade esquecida). Com base no que se</p><p>afirma acima, redija um texto dissertativo-argumentativo</p><p>a respeito do seguinte tema: O papel do Estado na</p><p>proteção do menor.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>O texto constitucional e o Estatuto da Criança e</p><p>do Adolescente adotam, com base na mais moderna</p><p>teoria, a doutrina da proteção integral do menor de</p><p>idade. Portanto, o Brasil tem o dever de atuar de</p><p>maneira a garantir o máximo de direitos e condições de</p><p>vida adequadas para os jovens.</p><p>Embora o país tenha conseguido excelentes</p><p>avanços em alguns campos, como a grande ampliação</p><p>no acesso à educação básica e campanhas de</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>43</p><p>vacinação, ainda estamos muito longe do mínimo ideal.</p><p>A juventude é uma das principais vítimas da violência,</p><p>aliado ao estado de extrema vulnerabilidade social dos</p><p>segmentos menos favorecidos.</p><p>Não é raro ver jovens e crianças em situações</p><p>de grave periculosidade, como o trabalho infantil em</p><p>atividades penosas (carvoarias ou canaviais, por</p><p>exemplo), ou seja, ao invés de estarem estudando,</p><p>estão cumprindo obrigações da vida adulta.</p><p>É fundamental que o Estado atue cada vez mais</p><p>intensamente para modificar essas dinâmicas da vida. O</p><p>Ministério Público, a Defensoria Pública, o Judiciário e</p><p>os Conselhos Tutelares são fundamentais para prestar o</p><p>apoio necessário às políticas públicas a serem</p><p>implementadas. Assim, esses órgãos devem ter, além</p><p>de</p><p>respaldo legal adequado, toda a estrutura física e</p><p>humana pertinentes para esse intento.</p><p>Também é importante que a sociedade</p><p>participe ativamente do processo de recuperação e</p><p>prevenção de situações de risco aos menores. A escola,</p><p>a família e as organizações não governamentais devem</p><p>agir em parceria com o Estado. Essa junção de forças e</p><p>de diferentes formas de atuação é essencial para que as</p><p>crianças e adolescentes não se tornem uma geração</p><p>perdida.</p><p>O Brasil só será desenvolvido quando houver</p><p>maior preocupação com o presente e futuro das</p><p>crianças, especialmente garantindo seus direitos e</p><p>prestando políticas públicas eficientes e eficazes para</p><p>esse nicho social.</p><p>Analistas - Tribunal Regional Eleitoral-CE - Ano: 2011 -</p><p>Banca: FCC - Disciplina: Redação - Os protestos e</p><p>manifestações realizados em diversos países pelo que</p><p>ficou conhecido como The Occupy movement</p><p>(Movimento de ocupação), trazendo como principal</p><p>crescentes desigualdades econômicas e sociais. O</p><p>principal executivo de um dos maiores bancos do mundo,</p><p>com sede na Grã-Bretanha, pode ilustrar à perfeição o</p><p>1% restante e os gritantes contrastes entre os ganhos</p><p>dos dois grupos. Segundo o jornal The Guardian, o salário</p><p>para essa função aumentou quase 5.000% em trinta</p><p>anos, ao passo que a média salarial no país cresceu</p><p>apenas três vezes no mesmo período. Considerando o</p><p>que se afirma acima, redija um texto dissertativo-</p><p>argumentativo sobre o seguinte tema: As desigualdades</p><p>econômicas e os movimentos sociais.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>Um fato extremamente lamentável e que vem</p><p>sendo comprovado por pesquisas feitas por institutos</p><p>econômicos e/ou sociais é que os índices de</p><p>desigualdade social vêm piorando. A parcela mais</p><p>abastada do mundo aumenta suas riquezas, enquanto</p><p>que a porção menos favorecida permanece na mesma</p><p>situação ou torna-se mais pobre.</p><p>Esse quadro é agravado ainda mais pelas</p><p>constantes crises econômicas que, ainda que decorram</p><p>de atos locais, acabam por ter consequências globais.</p><p>Dessa forma, conquistas sociais são o primeiro alvo</p><p>para os sucessivos pacotes de austeridade monetária</p><p>empreendidos por alguns países europeus,</p><p>notadamente a Grécia.</p><p>Desemprego, aumento da miséria e</p><p>recrudescimento da violência são algumas das</p><p>consequências. Diante do atual quadro econômico e</p><p>financeiro, ficou claro que os governos já não possuem</p><p>os meios para responderem adequadamente às</p><p>conturbações sociais e tampouco empreender</p><p>regulações sérias no mercado financeiro.</p><p>Como consequência natural, os cidadãos</p><p>acabaram por se organizar em movimentos sociais, que</p><p>podem ter escala local ou global, a depender do tipo de</p><p>reivindicação e do grau de organização.</p><p>desdobramentos em várias cidades do mundo, e os</p><p>contra os despejos), são exemplos de que quando uma</p><p>situação social fica mais áspera, as pessoas verificam</p><p>que a confluência de esforços é uma medida salutar</p><p>para minorar esses efeitos perversos.</p><p>Porém, tais movimentos acabam por ter uma</p><p>força e durabilidade muito restrita, especialmente</p><p>porque sua organização nem sempre é autossustentável</p><p>a própria lógica da hegemonia do capital financeiro e as</p><p>contradições do capitalismo tornam a balança</p><p>desfavorável aos movimentos sociais.</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>44</p><p>Mas, em que pese esses problemas, a</p><p>organização social, mesmo que muito temporária, é</p><p>uma forma fundamental e importante para permitir,</p><p>ainda que muito vagarosamente, alguns avanços no</p><p>funcionamento de um país. Contribuem também para</p><p>tentar humanizar um pouco o árido funcionamento da</p><p>economia global, cada vez mais interdependente e</p><p>volátil.</p><p>Analista - TST - Ano: 2012 - Banca: FCC - Disciplina:</p><p>Redação - Para Irma Passolini, gerente executiva do</p><p>o das</p><p>ONGs (Organizações não governamentais) no cenário</p><p>político é uma questão de princípios. É preciso que</p><p>tenhamos organizações intermediárias entre os três</p><p>poderes constituídos: o poder da sociedade civil</p><p>www.fonte.org.br/reportagem-ong´s-e-novos-governos-</p><p>diálogo-possível) Considerando o que está transcrito</p><p>acima, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre</p><p>o seguinte tema: Os desafios da atuação das</p><p>organizações não governamentais no cenário político</p><p>atual.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>Podemos considerar as ONGs (Organizações</p><p>não Governamentais) como mecanismos importantes</p><p>para que o regime democrático seja exercitado de</p><p>maneira saudável. Isso pode ocorrer pelo fato de</p><p>atuarem como agentes de modificação de uma</p><p>realidade social, isto é, a própria sociedade civil age e</p><p>tenta solucionar uma problemática.</p><p>Mas, em que pese o importantíssimo papel que</p><p>as ONGs podem ter no seio da sociedade, alguns</p><p>desafios vêm sendo demonstrados, por exemplo, na</p><p>mídia. Um deles talvez seja o mais complicado e</p><p>ocasiona diversos problemas: a dominação dos grupos</p><p>políticos hegemônicos sobre essas entidades.</p><p>A razão de existir de uma ONG é ser um agente</p><p>transformador de uma realidade social não muito</p><p>agradável, atuando nos segmentos assistenciais,</p><p>culturais, ambientais e no alavancamento das</p><p>atividades esportivas. A atuação isolada do poder</p><p>público nem sempre atinge um montante razoável de</p><p>pessoas beneficiadas.</p><p>Assim, para que o objetivo de uma ONG possa</p><p>atingir um quantitativo maior de beneficiários, as</p><p>parcerias com o Poder Público mostram-se bem</p><p>atraentes. Mas, embora haja instituições sérias e</p><p>comprometidas, muitas foram criadas por segmentos</p><p>políticos para fins escusos.</p><p>Com isso, sorrateiramente, setores políticos</p><p>atuam por meio das ONGs, travestidos de um discurso</p><p>social honorável, e são verdadeiros focos de corrupção e</p><p>malbaratamento de recursos. Dessa forma, no lugar de</p><p>servir à sociedade, ajudam a alimentar nichos de poder</p><p>que se beneficiam da boa-fé da sociedade e dos</p><p>próprios governantes.</p><p>No atual contexto social, o Estado acaba por</p><p>ter uma dependência do trabalho das ONGs pelo fato de</p><p>elas permitirem um maior alcance e mobilidade que a</p><p>Administração demonstrou (e demonstra) não ter. Logo,</p><p>ao invés de construir hospitais, pode realizar convênios</p><p>com instituições filantrópicas. De outro lado, essa</p><p>ligação com o Estado permite que mais recursos fiquem</p><p>disponíveis para essas entidades, de modo a ampliar o</p><p>raio de atuação.</p><p>Assim, é importante que sejam intensamente</p><p>combatidas as ONGs espúrias e as ligações ilícitas que</p><p>estão atreladas a elas. Além de servir como um ralo</p><p>para o dinheiro da sociedade, acaba, ainda que</p><p>indiretamente, jogando uma sensação de desconfiança</p><p>sobre todas as demais ONGs, ainda que realizem um</p><p>trabalho muito sério.</p><p>Por agirem como atores de modificação da</p><p>realidade social e de fortalecimento do regime</p><p>democrático, é extremamente importante e salutar que</p><p>os desvios sejam combatidos e, junto a isso, que as</p><p>parcerias com instituições sérias sejam cada vez mais</p><p>fortalecidas.</p><p>Analista - TRT5 - Bahia - Ano: 2013 - Banca: FCC -</p><p>Disciplina: Redação - Para Roberto Mangabeira Unger, o</p><p>qual a maioria não tem como transformar essa energia</p><p>.</p><p>09/05/2013) Algumas das propostas de superação desse</p><p>um modelo de desenvolvimento que assegure a primazia</p><p>dos interesses do trabalho e da produção. Fazer,</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>45</p><p>portanto, com que a democratização de oportunidades</p><p>para trabalhar e produzir seja o próprio motor do</p><p>edu/unger) - Considerando o que está transcrito acima,</p><p>redija um texto dissertativo-argumentativo,</p><p>posicionando-se a respeito do seguinte tema:</p><p>Crescimento econômico, trabalho e aprofundamento do</p><p>ideário democrático.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>O Brasil possui, dentre outros, o objetivo de</p><p>construir uma sociedade</p><p>mais justa, livre e solidária.</p><p>Para que isso ocorra, é imperioso haver a concretização</p><p>de direitos individuais e também sociais.</p><p>Ocorre que para implementá-los,</p><p>especialmente os direitos de cunho social, existe um</p><p>custo. Enquanto que a liberdade religiosa não possui um</p><p>custo econômico muito grande, o direito à educação e à</p><p>saúde são muito gravosos. Eles demandam uma série de</p><p>medidas, como a parte física e sua manutenção,</p><p>contratação de profissionais, equipamentos...</p><p>Desta forma, o crescimento econômico do país</p><p>permite a geração e manutenção de empregos e,</p><p>consequentemente, a arrecadação tributária aumenta.</p><p>Um país sobrevive basicamente da tributação e por</p><p>meio dela há a prestação dos mais variados serviços</p><p>públicos. Deve ser frisado que um verdadeiro Estado</p><p>Democrático de Direito é baseado na convivência</p><p>harmônica e igual dos cidadãos.</p><p>Através de condições sociais favoráveis é que</p><p>uma sociedade torna-se justa, livre e solidária e a</p><p>economia exerce um papel fundamental. O emprego</p><p>permite que o importantíssimo princípio fundamental</p><p>da dignidade humana incida sobre a pessoa. Somado a</p><p>isso, a atividade econômica crescente e saudável faz</p><p>com que o Estado possa fornecer o mínimo existencial</p><p>aos seus cidadãos.</p><p>É ilusão crer que basta boa vontade ou</p><p>discursos jurídicos para a implantação a confluência de</p><p>Democracia, emprego e direitos fundamentais. Esses</p><p>três fatores devem coexistir, pois são interdependentes</p><p>e servem como pilar para efetivar as pretensões</p><p>dispostas na Constituição brasileira.</p><p>Assim, somente com um crescimento</p><p>econômico saudável o Estado poderá ter recursos para</p><p>fornecer os serviços mais básicos ao seu povo e, com</p><p>isso, atuar efetivando o ideário democrático de uma</p><p>sociedade com menos desigualdades.</p><p>Analista - MPE-AM - Ano: 2013 - Banca: FCC - Disciplina:</p><p>Redação - Pluto, na mitologia grega, é a divindade que</p><p>personifica a Riqueza. Costumavam representá-lo cego,</p><p>porque beneficiava indistintamente os bons e os maus.</p><p>Nos regimes democráticos, o principal instrumento de</p><p>participação popular é o voto, com que são escolhidos os</p><p>governantes, que teriam de administrar o Estado visando</p><p>ao bem do povo. No entanto, se nesses regimes a</p><p>economia dita as regras, o voto pode se tornar um modo</p><p>de legitimar uma verdadeira plutocracia e uma renúncia</p><p>àparticipação política. Com base nos fragmentos acima,</p><p>redija um texto dissertativo-argumentativo sobre a</p><p>questão: Como garantir a participação política diante do</p><p>poder econômico?</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>Na teoria, as eleições são o momento em que</p><p>ocorreria a prova maior da igualdade entre todos os</p><p>cidadãos, pois cada pessoa tem o peso de um voto.</p><p>Desta forma, haveria o afastamento das influências</p><p>econômicas.</p><p>Porém, a prática vem demonstrando que o</p><p>poderio econômico infiltrou-se tanto no lado dos</p><p>candidatos, como no dos eleitores, por via direta ou</p><p>transversal. Candidatos que recebem doações de</p><p>pessoas jurídicas, especialmente empreiteiras,</p><p>montadoras ou do setor agropecuário, certamente não</p><p>competem em pé de igualdade com aqueles que não</p><p>recebem verba de tais entidades.</p><p>Obviamente, esses valores, embora com o</p><p>nome de doação, não passam de investimento. Os</p><p>candidatos aproveitam essas cifras para utilizarem nas</p><p>campanhas eleitorais, ou seja, podem montar vários</p><p>comitês, contratar cabos eleitorais, criar jingles... Assim,</p><p>a chance de captar votos, por meios lícitos ou não, é</p><p>muito maior do que aqueles que não entram nessa</p><p>dinâmica.</p><p>Essa influência nefasta do poder econômico</p><p>distorce completamente o jogo democrático, já que</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>46</p><p>reduz grandemente a chance de real alternância do</p><p>poder e de participação política. É praticamente inviável</p><p>que pessoas realmente interessadas em concretizar o</p><p>interesse público consigam ser eleitas ou ter uma</p><p>divulgação expressiva sem a</p><p>econômicos.</p><p>Ao invés de a eleição ser um modo de</p><p>concretizar a real vontade geral popular, de modo a</p><p>atender aos anseios do interesse público, o contexto</p><p>fático vem demonstrando que o sufrágio serve como</p><p>respaldo jurídico e moral para a perpetuação de</p><p>determinados nichos de poder. E, quando esse poder</p><p>aparentemente é modificado com a eleição de um</p><p>candidato dito popular, ocorre apenas uma</p><p>reestruturação ou readequação do xadrez econômico-</p><p>político.</p><p>Nota-se, portanto, que a influência financeira</p><p>nas eleições é extremamente danosa ao país e à</p><p>consecução de um real Estado Democrático de Direito,</p><p>deixando-se os interesses do povo de lado e</p><p>dominante.</p><p>Analista - MPE-BA - Ano: 2008 - Banca: FESMIP -</p><p>Disciplina: Redação - Primeiro foi o escândalo da menina</p><p>de 15 anos do Pará, que ficou um mês presa numa cela</p><p>com 20 homens, onde foi estuprada e torturada. Depois,</p><p>presos acorrentados do lado de fora da delegacia de</p><p>Palhoça, em Santa Catarina. A delegacia tem apenas uma</p><p>cela de 9 metros quadrados. O espaço é suficiente para</p><p>quatro presos, mas costuma ser ocupado por 20 pessoas.</p><p>foi acorrentar alguns do lado de fora. (CELA lotada e</p><p>presos acorrentados. Época, São Paulo: Globo, n.499,</p><p>p.18, 10 dez. 2007. Fala, Brasil. Adaptado.) A partir da</p><p>King, às situações referidas no fragmento em evidência,</p><p>escreva um texto argumentativo sobre o tema: A Justiça</p><p>e a violação dos direitos humanos.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>Não é nenhuma novidade no cenário nacional</p><p>os profundos problemas que o sistema carcerário</p><p>enfrenta. Inclusive, o próprio ministro da Justiça</p><p>comparou as prisões brasileiras às masmorras</p><p>medievais.</p><p>Superlotação, estruturas muito precárias, falta</p><p>de pessoal qualificado, corrupção... Os tormentos são</p><p>muitos e, para piorar, a própria sociedade não se dá</p><p>conta de que essa situação acaba tendo um papel</p><p>fundamental na violência urbana. Afinal, um dia o preso</p><p>-graduação no</p><p>crime. As violações de direitos humanos mais básicos</p><p>ocorrem cotidianamente sob a complacência das</p><p>autoridades e do povo.</p><p>Ao se naturalizar ou tolerar que ocorram</p><p>violações de direitos para o nicho social dos</p><p>encarcerados que, embora tenham cometido delitos</p><p>não perdem o caráter de serem pessoas humanas,</p><p>permite-se que a barbárie se instaure. Afinal, ao se</p><p>tornar pior que o criminoso e o crime cometido,</p><p>esquecem-se noções básicas para um adequado</p><p>convívio social. Mostra-se fundamental, nesse cenário,</p><p>que a Justiça e todos os atores jurídicos, direta ou</p><p>o cometimento de atos atentatórios à dignidade</p><p>humana dos presos.</p><p>Ainda que uma parcela muito considerável das</p><p>dia para a liberdade. E, com isso, a violência só ficará</p><p>mais recrudescida e o embrutecimento social se</p><p>agravará.</p><p>Um verdadeiro Estado Democrático de Direito</p><p>não pode ter uma Justiça leniente e covarde no trato de</p><p>seus cidadãos, ainda que eles sejam violadores das</p><p>normas. Como forma de harmonia, a punição não deve</p><p>ser a tortura, mas o afastamento do convívio social e a</p><p>sua ressocialização.</p><p>Nota-se, portanto, que a magnitude das</p><p>violações de direitos humanos não pode ficar longe dos</p><p>olhos e da atuação jurídica. Para termos uma sociedade</p><p>realmente livre, justa e solidária é preciso que todos</p><p>sejam tratados com dignidade, especialmente os nichos</p><p>sociais mais vulneráveis, como a população carcerária.</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>47</p><p>Escrivão - PCGO - Ano: 2013 - Banca: UEG - Disciplina:</p><p>Redação - Recentemente, um episódio acontecido numa</p><p>concessionária de carros de luxo, no Rio de Janeiro,</p><p>suscitou acalorada polêmica. A esse respeito, leia a</p><p>coletânea de textos a seguir. Texto 1 - No último dia 12</p><p>de janeiro, Priscilla Celeste Munk foi com o marido e o</p><p>filho adotivo de sete anos, que</p><p>é negro, à concessionária</p><p>Autokraft, da BMW, na zona oeste do Rio de Janeiro. A</p><p>mãe afirma que, enquanto olhavam os automóveis</p><p>aguardando atendimento, o filho assistia à televisão,</p><p>ssionária</p><p>veio nos atender. Estávamos conversando com ele,</p><p>quando nosso filho se aproximou. O gerente voltou-se</p><p>imediatamente para ele e, sem pestanejar, mandou que</p><p>se retirasse da loja dizendo que ali não era lugar para</p><p>ele", diz o relato da mãe. Priscilla diz que tanto o filho</p><p>quanto ela não compreenderam de imediato o gesto do</p><p>vendedor, e que o marido perguntou, então, por qual</p><p>razão o menino deveria se retirar. Segundo a mãe, a</p><p>resposta do funcionário foi: "Porque eles pedem</p><p>dinheiro, incomodam os clientes." Os pais alegam que o</p><p>fato de o gerente não ter percebido que o menino é filho</p><p>deles e a conclusão imediata de que um menino negro,</p><p>aparentemente sozinho, dentro de uma concessionária</p><p>BMW, seria um menor desacompanhado, além da</p><p>atitude de colocá-lo para fora da loja, não constituem,</p><p>em hipótese alguma, um mal- -se de</p><p>preconceito de raça, sem qualquer possibilidade de outra</p><p>interpretação". MÃE afirma que BMW expulsou filho</p><p>negro de concessionária no Rio. Disponível em:</p><p><http://economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idN</p><p>oticia=201301231845_TRR_81942422>. Acesso em: 4</p><p>mar. 2013. (Adaptado).Ao contrário das palavras, que</p><p>podem ser discutidas fora de contexto, os significados</p><p>das pistas de contextualização são implícitos. Geralmente</p><p>não nos referimos a eles fora do seu contexto. O valor</p><p>sinalizador depende do reconhecimento tácito desse</p><p>significado por parte dos participantes. Quando todos os</p><p>participantes entendem e notam as pistas relevantes, os</p><p>processos interpretativos são tomados como</p><p>pressupostos e normalmente têm lugar sem ser</p><p>percebidos. Entretanto, quando um ouvinte não reage a</p><p>uma das pistas, ou não conhece sua função, pode haver</p><p>divergências de interpretação e mal-entendidos. É</p><p>importante observar quando se chama a atenção de um</p><p>dos participantes para uma interpretação diferente, há</p><p>uma tendência a reações em termos de uma questão de</p><p>postura ou atitude. Dizemos que o falante é antipático,</p><p>impertinente, grosseiro, não-cooperativo, ou que não</p><p>está entendendo. GUMPERZ, J. J. Convenções de</p><p>contextualização. In: RIBEIRO, B.; GARCEZ,P. (Org.).</p><p>Sociolinguística Interacional. São Paulo: Loyola, 2002. p.</p><p>153.A cena foi prosaica: a família foi à concessionária e o</p><p>filho se entreteve com uma televisão. O gerente os</p><p>atendeu como um casal desacompanhado. Quando a</p><p>criança se aproximou, a cor de sua pele resumiu a</p><p>impertinência de sua presença em um lugar onde</p><p>somente brancos e ricos seriam bem-vindos. Imagino</p><p>que o monólogo do gerente com a criança sem nome</p><p>nem rosto, mas rejeitada pela cor, tenha sido</p><p>adequadamente reproduzido pela mãe. A combinação</p><p>entre um "você" que olha, mas ignora a criança, e um</p><p>abstrato "eles", que não olha, mas registra a</p><p>desigualdade, é poderosa para resumir a racialização de</p><p>classe da sociedade brasileira. Em poucas palavras, o</p><p>gesto do funcionário da concessionária oscilou entre dois</p><p>universos, ambos movidos pela mesma inquietação</p><p>moral: como proteger os ricos dos pobres, os brancos</p><p>dos negros. O gerente não cogitou estar diante de uma</p><p>família multirracial, mas de clientes brancos e de um</p><p>menino negro pedinte que perturbaria a tranquilidade do</p><p>consumo. A impertinência do caso é, exatamente,</p><p>estremecer essa ordem silenciosa da desigualdade racial</p><p>e de classe da sociedade brasileira. Por isso, com a</p><p>devida sensibilidade do capitalismo global, a</p><p>concessionária da BMW optou por descrever o caso</p><p>como um "mal-entendido". DINIZ, Debora. Antropóloga</p><p>disseca caso de racismo na BMW. Disponível em:</p><p><http://www.geledes.org.br/racismo-</p><p>preconceito/racismo-nobrasil/17091antropologa-</p><p>disseca-caso-de-racismo-na-bmw>. Acesso em: 3 mar.</p><p>2013. (Adaptado).- Preconceito racial e discriminação</p><p>racial são duas coisas diferentes. O preconceito é um</p><p>sentimento, fruto de condicionamento cultural ou de</p><p>uma deformação mental, mas sempre incorrigível. Não</p><p>se legisla sobre sentimentos, não se muda, por decreto,</p><p>um hábito de pensamento ou uma convicção herdada. Já</p><p>a discriminação racial é o preconceito determinando</p><p>atitudes, políticas, oportunidades e direitos, o convívio</p><p>social e o econômico. Não se pode coagir ninguém a</p><p>gostar de quem não gosta, mas qualquer sociedade</p><p>democrática, para desmentir o nome, deve combater a</p><p>discriminação por todos os meios inclusive a coação.</p><p>VERÍSSIMO, Luiz Fernando. Racismo. Disponível em:</p><p><http://cronicasbrasil.blogspot.com.br/search/label/Raci</p><p>smo>. Acesso em: 4 mar. 2013. (Adaptado). Com base na</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>48</p><p>leitura da coletânea, redija um texto dissertativo</p><p>argumentativo discutindo a seguinte questão-tema: O</p><p>gesto do vendedor da loja de carros de luxo, no Rio de</p><p>Janeiro: mal-entendido? Preconceito de raça? Outras</p><p>formas de interpretações?</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>A temática racial e, como decorrência lógica, o</p><p>racismo, está muito estruturada no seio social. Nossa</p><p>sociedade possui uma forte conotação racista em</p><p>função da própria formação histórica do país.</p><p>Por conta dessa interpenetração, muitas vezes</p><p>inconsciente, nos costumes, meios de comunicação</p><p>social e percepções de mundo é que acabamos por</p><p>óbvio: o preconceito. A discriminação é mais fácil de ser</p><p>percebida por todos e, inclusive, combatida, pois é a</p><p>prática de um ato moralmente repudiável. O</p><p>preconceito costuma transbordar sutilmente para o</p><p>plano fático.</p><p>Várias pesquisas mostram que a população</p><p>negra ocupa o piso da pirâmide social brasileira, bem</p><p>como possui os piores indicadores sociais, como acesso</p><p>à educação e trabalho digno, além de estarem mais</p><p>suscetíveis à violência policial. Como esse processo vem</p><p>se repetindo há décadas e as mudanças na sociedade</p><p>ainda não atacaram as causas estruturais, a percepção</p><p>social sobre o papel de negros na dinâmica cotidiana</p><p>naturalizou essa inferiorização.</p><p>Talvez muitas pessoas nem se deem conta disso</p><p>e, inclusive, não sejam racistas, muito pelo contrário,</p><p>mas foram acostumadas a enxergar o mundo através</p><p>-</p><p>determinados por conta da etnicidade. Comprar uma</p><p>BMW é um ato de branco, enquanto que pedir esmola é</p><p>um ato esperado dos negros.</p><p>Muito provavelmente o vendedor da loja não</p><p>seja racista e possa até mesmo ser negro, o que</p><p>demonstra que o racismo estrutural no país é muito</p><p>poderoso. Por ter esse nefasto poder, a inoculação do</p><p>pessoa com base na cor da</p><p>entre os que podem vir a ser vítimas do racismo. Não é</p><p>incomum pessoas negras se referirem</p><p>depreciativamente a outro negro através de ofensas de</p><p>cunho racial.</p><p>Nota-se, portanto, que o caso da Autokraft</p><p>envolveu uma dose de mal entendido por conta de uma</p><p>condicionante histórica e social acerca da percepção</p><p>social sobre os negros. Além disso, também abrangeu o</p><p>preconceito racial inconsciente, isto é, quando a pessoa</p><p>acredita não ser racista.</p><p>Analistas - ANAC - Ano: 2012 - Banca: CESPE - Disciplina:</p><p>Redação - Reclamar dos governos é uma constante nas</p><p>sociedades contemporâneas, especialmente nos países</p><p>democráticos. Tal comportamento revela uma qualidade:</p><p>a cobrança contínua do poder público e dos governantes</p><p>pode aperfeiçoar o exercício da cidadania. Mas nem</p><p>sempre a população tem o conhecimento e os</p><p>instrumentos necessários para atuar corretamente na</p><p>função de controlador. Recentemente, os brasileiros</p><p>obtiveram a ferramenta que permite uma ação</p><p>fiscalizadora inteligente e responsável, a Lei de Acesso à</p><p>Informação, que poderá mudar de forma profunda as</p><p>relações entre Estado e sociedade no Brasil. Fernando</p><p>Abrucio. In: Época, 15/6/2012 (com adaptações).</p><p>Considerando o texto acima como meramente</p><p>motivador, redija um texto dissertativo acerca do acesso</p><p>à informação no Brasil. Ao elaborar seu texto, aborde,</p><p>necessariamente, os seguintes aspectos: 1- condições</p><p>que restringem o acesso à informação no Brasil; 2-</p><p>benefícios da Lei n.º 12.527/2011 para a transparência</p><p>das ações do Estado.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>A publicidade é um princípio consagrado no</p><p>texto constitucional e constitui-se em uma ferramenta</p><p>essencial ao Estado Democrático de Direito. Podemos</p><p>considerá-la como um dos pilares principais que</p><p>sustentam uma sociedade.</p><p>Permitir que a sociedade civil analise e controle</p><p>o Estado por meio da informação clara, coesa e</p><p>fundamentada é essencial para garantir a preservação</p><p>dos entes estatais. Durante muito tempo a máquina</p><p>pública brasileira praticamente ignorava o cidadão,</p><p>sendo algo voltado para si mesmo, ou seja,</p><p>retroalimentando o aparelho burocrático, e não</p><p>efetivando direitos fundamentais. A Lei 12.257/11 veio</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>49</p><p>em boa hora para aprofundar ainda mais o espírito</p><p>democrático que deve permear a Administração.</p><p>Porém, de nada adianta uma lei para mudar</p><p>anos e anos de cultura de ocultação de informações ou</p><p>de pouca importância para com o contribuinte se a</p><p>prática não for transformada. A cultura organizacional</p><p>de vários órgãos e entidades foi estruturada para</p><p>escamotear temas sensíveis, tais como os gastos e</p><p>remuneração de seus integrantes. O anseio social é que</p><p>as informações sejam prestadas eficazmente, ou seja,</p><p>de nada adianta o órgão disponibilizar dados sem um</p><p>mínimo de tratamento ou exigir inúmeros trâmites</p><p>burocráticos apenas para atrapalhar o interesse das</p><p>pessoas.</p><p>O cumprimento da lei deve ocorrer, mas ele</p><p>deve ser efetivo. Além disso, a própria pressão de</p><p>agentes públicos para ocultar certos dados é um</p><p>demonstrativo de preocupação. Por qual razão quem</p><p>atua e é remunerado mediante dinheiro público teria</p><p>que esconder algo do povo? Nota-se, portanto, que</p><p>existem muitos interesses escusos que buscaram e</p><p>buscam transformar a Lei 12.527/11 em uma mera</p><p>legislação simbólica.</p><p>Os benefícios gerados por esse instrumento</p><p>normativo são os melhores possíveis para a sociedade,</p><p>já que possibilita o controle e verificação do real</p><p>atendimento ao interesse público. Ademais, facilita-se a</p><p>fiscalização por parte de organizações sociais e também</p><p>pelos mecanismos de controle interno da Administração</p><p>Pública.</p><p>O acesso à informação é primordial para o bom</p><p>funcionamento de uma sociedade e na concretização de</p><p>um verdadeiro Estado Democrático de Direito. Além</p><p>disso, a vigilância constante do cidadão sobre os</p><p>agentes públicos é essencial para que eles sempre</p><p>tenham em mente a quem devem atender: o povo.</p><p>Analista - TRT17 - Espírito Santo - Ano: 2013 - Banca:</p><p>CESPE - Disciplina: Redação - Redija texto dissertativo</p><p>acerca da política de realização de concursos públicos.</p><p>Ao elaborar seu texto, aborde, necessariamente, os</p><p>seguintes aspectos: 1- vantagens e desvantagens, para a</p><p>administração, da realização, anual e em datas pré-</p><p>determinadas, de concursos públicos; [valor: 9,50</p><p>pontos] 2- vantagens e desvantagens, para a</p><p>administração, da realização esporádica de concursos</p><p>públicos, conforme a necessidade de recrutamento.</p><p>[valor: 9,50 pontos]</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>O instituto do concurso público é um excelente</p><p>mecanismo que garante a aplicação dos importantes</p><p>princípios constitucionais da impessoalidade e da</p><p>moralidade. Com isso, tenta-se minorar as nefastas</p><p>influências do modelo patrimonialista na Administração</p><p>Pública brasileira.</p><p>Mas, em que pese a consecução da</p><p>principiologia da moralidade e da impessoalidade, ele</p><p>apresenta algumas vantagens e desvantagens. Em</p><p>relação à realização de concursos anualmente e em</p><p>datas pré-definidas, uma vantagem para ambas as</p><p>partes é que a já haveria ciência prévia de quando iria</p><p>ser publicado o edital e as datas das provas.</p><p>Dessa forma, a Administração teria a</p><p>previsibilidade de quando ocorreriam novas</p><p>contratações. Já os candidatos saberiam de antemão as</p><p>chances de ingressarem na área pública, bem como</p><p>efetuariam uma preparação mais adequada, além de</p><p>diminuir a ansiedade pela espera do edital e da</p><p>realização da prova.</p><p>A desvantagem para o Poder Público estaria no</p><p>fato de o concurso público ser um procedimento custoso</p><p>e suscetível a diversos questionamentos administrativos</p><p>e judiciais. Portanto, anualmente seria preciso haver</p><p>disponibilidade orçamentária e uma boa política de</p><p>gestão para que os certames transcorram sem</p><p>percalços.</p><p>No que tange aos concursos esporádicos,</p><p>ocorreria a vantagem de eles serem feitos apenas</p><p>quando a demanda fosse relevante. Portanto, o custo e</p><p>o tempo para contratação seriam diminuídos pois,</p><p>normalmente, o ente contratante estipula um prazo de</p><p>validade elástico. Outra vantagem é que poderia ser</p><p>formado um cadastro de reserva robusto para que,</p><p>havendo necessidade e disponibilidade orçamentária,</p><p>houvesse a convocação.</p><p>A desvantagem do concurso esporádico é que</p><p>vários candidatos que não foram convocados podem ter</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>50</p><p>sido nomeados em outros processos seletivos, o que</p><p>dificultaria a convocação/reposição de pessoal para a</p><p>Administração. Outra decorrência é que os candidatos</p><p>que tiveram uma colocação não muito boa podem vir a</p><p>ser convocados, ou seja, podem não ser os melhores</p><p>colocados face às avaliações de mérito.</p><p>Analistas - TJPA - Ano: 2006 - Banca: CESPE - Disciplina:</p><p>Redação - Redija um texto dissertativo acerca de</p><p>palavras e ações que contribuem para a justiça social. Em</p><p>seu texto, inclua, necessariamente: 1- aspectos</p><p>causadores/estimuladores da injustiça social; 2- possíveis</p><p>soluções para a diminuição da injustiça social; 3-</p><p>caracterização/exemplos de justiça social.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>A atual ordem jurídica tem a intenção de criar</p><p>uma sociedade livre, justa e solidária, de modo a reduzir</p><p>as desigualdades do país (regionais e sociais). Assim,</p><p>além de romper com uma ordem extremamente</p><p>autoritária que vigia até 1988, o Brasil possui um nítido</p><p>viés de implantação de um Estado Social, a fim de</p><p>reduzir os efeitos perniciosos das injustiças sociais.</p><p>Uma forma de estancar a perpetuação das</p><p>injustiças sociais e que também atua como método</p><p>transformador da realidade social da pessoa está no</p><p>acesso à educação. Sem o acesso a esse</p><p>importantíssimo direito social, especialmente para as</p><p>camadas de menor renda, acaba por ocorrer a</p><p>reprodução de modelos econômicos injustos e</p><p>prejudicando a vida digna de um expressivo contingente</p><p>populacional.</p><p>Essa reprodução decorre do fato de, sem a</p><p>instrução educacional adequada, a chance de inserção</p><p>no mercado de trabalho ficar muito reduzida. Dessa</p><p>forma, ou acabam por cair na informalidade ou então</p><p>em trabalhos de baixa qualificação e que pagam</p><p>menores remunerações.</p><p>Com isso, diversas gerações de uma mesma</p><p>família entram em um círculo social vicioso, cuja porta</p><p>de saída é (ou deveria ser) a concretização do direito à</p><p>educação. Mediante o ensino adequado, uma pessoa de</p><p>classe baixa terá a chance de disputar, se não com a</p><p>mesma igualdade, mas ao menos com maiores</p><p>condições de concorrência em face de alguém que</p><p>sempre teve um ambiente educacional propício</p><p>(influência familiar, recursos...).</p><p>Ao permitir que as camadas sociais mais baixas</p><p>se instruam, a nação só tem a ganhar, pois, ainda que a</p><p>muito longo prazo, as desigualdades sociais tendem a</p><p>cair e o mais importante: a isonomia material vai se</p><p>tornando um objetivo da nação mais próximo.</p><p>Todas as esferas governamentais, e também a</p><p>sociedade,</p><p>têm por dever contribuir nesse caminho.</p><p>Podemos citar como medidas salutares a</p><p>universalização do ensino básico, a construção ou</p><p>formação de convênios com creches (permitindo que os</p><p>trabalhadores deixem seus filhos por período integral e</p><p>possam, então, trabalhar sossegadamente).</p><p>Além disso, diversas ONGs e instituições de</p><p>caridade possuem redes de ensino voltadas para</p><p>pessoas de baixa renda ou até mesmo pré-vestibulares</p><p>comunitários. O ensino superior, que até pouco tempo</p><p>era visto como um privilégio acessível apenas às classes</p><p>mais abastadas, tornou-se mais amplo.</p><p>Outra medida que ajuda a diminuir a</p><p>desigualdade social está na ampliação do ensino</p><p>superior e, consequentemente, a salários melhores. O</p><p>financiamento estudantil integral e a política de reserva</p><p>de vagas para segmentos sociais são instrumentos que</p><p>trilham o caminho da igualdade material, ou seja,</p><p>tratam desigualmente os desiguais a fim de igualá-los.</p><p>Com essas ações e a mudança de percepção da</p><p>sociedade, e também dos governos, os objetivos da</p><p>nação podem deixar de ser meras normas</p><p>programáticas irrealizáveis para se tornarem, pelo</p><p>menos, um pouco mais concretas.</p><p>Oficial de Inteligência - ABIN - Ano: 2008 - Banca: CESPE</p><p>- Disciplina: Redação - Redija um texto dissertativo</p><p>acerca do seguinte tema: DEFESA DO ESTADO E</p><p>POLÍTICAS PÚBLICAS. Ao elaborar seu texto, aborde,</p><p>necessariamente, os seguintes aspectos:1- relação entre</p><p>os serviços de inteligência e as políticas públicas; 2-</p><p>razões da necessidade do segredo de Estado; 3- papel do</p><p>Parlamento no controle do serviço de inteligência.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>51</p><p>O Estado possui por missão primordial atender</p><p>ao interesse público, isto é, servir como um facilitador</p><p>da vida econômica e social para os cidadãos. Quando há</p><p>a perfectibilização de políticas públicas adequadas,</p><p>ocorre, em realidade, a defesa do próprio Estado, já que</p><p>isso evita graves distúrbios sociais.</p><p>De nada adianta termos normas que preveem</p><p>um leque de direitos e mandamentos sociais se os entes</p><p>estatais não transformam o texto em realidade. Há que</p><p>se ter minimamente um viés social, a fim de manter</p><p>algum grau de paz e harmonia no tecido da sociedade.</p><p>Para que uma política pública seja implantada</p><p>de modo a garantir a eficiência, efetividade e a eficácia</p><p>esperadas, é preciso que haja planejamento. Assim, os</p><p>serviços de inteligência são fundamentais,</p><p>especialmente para reunir dados sobre as</p><p>intercorrências que podem ocorrer, bem como</p><p>identificar possíveis nichos problemáticos, tais como</p><p>existência de narcotraficantes em alguma localidade,</p><p>capacidade de mobilização de grupos de oposição...</p><p>Ademais, em questões muito estratégicas,</p><p>como na seara militar ou em megaempreendimentos de</p><p>infraestrutura, é muito provável que o interesse externo</p><p>fique em estado de alerta. Portanto, cabe ao esquema</p><p>de inteligência verificar a espionagem de governos</p><p>estrangeiros, a infiltração de agentes perigosos em</p><p>missões comerciais... Somado a isso, devido ao porte de</p><p>várias políticas, é fundamental para a segurança do</p><p>Estado e, consequentemente, da própria sociedade, que</p><p>exista segredo.</p><p>Basta pensarmos na antiga polêmica que</p><p>houve quando o Brasil pretendeu enriquecer urânio com</p><p>tecnologia nacional. Tal fato despertou o interesse de</p><p>várias nações, especialmente as mais desenvolvidas. O</p><p>domínio tecnológico é fonte de poder e, portanto, as</p><p>ações de inteligência são fundamentais para preservar</p><p>o interesse público.</p><p>Porém, o serviço de inteligência não pode agir</p><p>desregradamente, sob pena de violar os direitos</p><p>fundamentais mais básicos das pessoas, tais como</p><p>privacidade, intimidade e os diversos tipos de sigilo.</p><p>Assim, essa atividade deve ter um regramento bem</p><p>detalhado, cuja incumbência é do Parlamento, pois ele,</p><p>como ressonância da vontade popular, poderá</p><p>estabelecer balizadores para as condutas.</p><p>Nota-se, portanto, que os serviços de</p><p>inteligência são fundamentais para uma eficaz defesa</p><p>do Estado e das políticas públicas. Contudo, a atuação</p><p>deve ser pautada pelos critérios elencados pelo povo,</p><p>através do Legislativo, sob pena de criarmos um</p><p>monstro institucional que poderá agir contra o próprio</p><p>Estado.</p><p>Analistas - ANATEL - Ano: 2009 - Banca: CESPE -</p><p>Disciplina: Redação - Redija um texto dissertativo acerca</p><p>do seguinte tema: O SISTEMA PRISIONAL BRASILEIRO EM</p><p>QUESTÃO - Ao elaborar seu texto, aborde,</p><p>necessariamente, os seguintes aspectos: 1-</p><p>penitenciárias: fábrica de crime ou caminho para a</p><p>recuperação; 2- crime: a decisão de punir ou vingar; 3-</p><p>reinserção social do presidiário: o grande desafio.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>Não são nenhuma novidade no cenário</p><p>nacional os profundos problemas que o sistema</p><p>carcerário enfrenta. Inclusive, o próprio ministro da</p><p>Justiça comparou as prisões brasileiras às masmorras</p><p>medievais.</p><p>Superlotação, estruturas muito precárias, falta</p><p>de pessoal qualificado, corrupção... Os tormentos são</p><p>muitos e, para piorar, a própria sociedade não se dá</p><p>conta de que essa situação acaba tendo um papel</p><p>fundamental na violência urbana. Afinal, um dia o preso</p><p>-graduação no</p><p>crime.</p><p>O percentual de reincidência é enorme, fruto de</p><p>um sistema que se diz ressocializador, mas que, na</p><p>prática, revela ser apenas um depósito de seres</p><p>humanos. E tristemente muitas pessoas parecem sentir</p><p>prazer ao ver os sofrimentos por que passam os</p><p>apenados. Ora, o fato de terem cometido crimes não</p><p>retira a condição de pessoa humana e muito menos a</p><p>própria dignidade. Os tratados internacionais e a</p><p>Constituição vedam torturas e tratamentos crueis a</p><p>todos, presos ou não.</p><p>O cometimento de um crime deve ser</p><p>devidamente punido, observando-se critérios</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>52</p><p>proporcionais. A punição pelo furto não deve ser a</p><p>mesma do estupro, mas ambos merecem reprimenda</p><p>social e jurídica. Assim, a sanção penal tem caráter</p><p>meio de dissuasão social para quem cometa ou</p><p>pretende praticar ilícitos penais.</p><p>A reinserção social do presidiário é</p><p>fundamental, pois mais que punir, o Estado deve</p><p>permitir que o cidadão possa conviver normalmente.</p><p>Porém, além do preconceito contra quem sai das</p><p>cadeias, o próprio Estado não oferece condições ideias</p><p>para tanto, tais como a qualificação formal e as chances</p><p>de se obter um trabalho honesto. Desta forma, a</p><p>é imensa e de nada adiantou o período de reclusão.</p><p>Nota-se, portanto, que o sistema penitenciário</p><p>pátrio é uma bomba relógio prestes a explodir, embora</p><p>autoridades e a população convenientemente fechem</p><p>os olhos. Apenas soluções estruturais poderão modificar</p><p>essa problemática ou, ao menos, minorar as</p><p>consequências desse tema.</p><p>Policial - PCGO - Ano: 2013 - Banca: UEG - Disciplina:</p><p>Redação - Redija um texto dissertativo argumentativo</p><p>discutindo a seguinte questão-tema: Regulamentação da</p><p>imprensa: preservação de direitos ou tolhimento da</p><p>liberdade de expressão?</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>A imprensa é tradicionalmente chamada de</p><p>riar ou destruir</p><p>mitos, eleger ou derrubar governantes, além de se</p><p>capilarizar no tecido social e contribuir para a inclusão,</p><p>modificação ou supressão de comportamentos e</p><p>práticas sociais.</p><p>No que tange à regulação da mídia, é</p><p>importante frisar que vários países, inclusive os de</p><p>primeiro mundo, possuem mecanismos de controle. Uns</p><p>mais severos e outros mais tênues. Infelizmente no</p><p>Brasil a imprensa é ditada por um pequeno grupo de</p><p>famílias que controlam inúmeras publicações. Os meios</p><p>alternativos, embora tenham aumentado sua</p><p>notoriedade por conta da Internet, ainda não</p><p>conseguem competir com o poderio econômico</p><p>de</p><p>alguns monopólios ou oligopólios.</p><p>É interessa destacar que a Constituição prevê</p><p>que a comunicação social será livre e plural, isto é,</p><p>atenderá aos anseios de todos, e não de uma elite com</p><p>poder. Nesse sentido, os segmentos que apoiam a</p><p>regulação da mídia concluem que aumentaria a</p><p>democratização do setor. Além disso, alegam que a</p><p>própria Democracia se aprofunda em ambientes onde</p><p>existe uma multiplicidade de diálogos e observâncias às</p><p>diferenças regionais.</p><p>Assim, os abusos cometidos pela mídia seriam</p><p>combatidos e a oxigenação do conteúdo produzido</p><p>ajudaria a criar um ambiente mais diversificado. Porém,</p><p>há um grave problema por detrás da regulação: a</p><p>possibilidade de haver uma censura institucionalizada</p><p>disfarçada, o que poderia servir aos interesses do grupo</p><p>político dominante.</p><p>Não seria improvável que sob a bonita</p><p>bandeira de democratização da mídia existissem</p><p>investidas de setores políticos na tentativa de controlar</p><p>o que seria publicado e, especialmente, como seria</p><p>publicado. Isso desnaturaria o próprio conceito de</p><p>imprensa livre e, consequentemente, abalaria as</p><p>fundações de um Estado Democrático de Direito.</p><p>Nota-se, portanto, que o tema da regulação da</p><p>mídia é espinhoso, mas deve ser encarado. Porém, o</p><p>processo de elaboração de marcos legais deve sempre</p><p>ter em mente a liberdade e o total repúdio a quaisquer</p><p>tentativas, implícitas ou explicítas, de tolhimento da</p><p>expressão.</p><p>Analistas - Câmara de Salvador - Ano: 2011 - Banca:</p><p>AOCP - Disciplina: Redação - Redija um texto dissertativo</p><p>no qual você argumente a favor ou não da aplicação da</p><p>Lei Maria da Penha para proteger homens.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>A questão pede um texto em que o candidato</p><p>expresse sua opinião. Para atender aos leitores que são</p><p>favoráveis e desfavoráveis, dois textos serão</p><p>elaborados. O primeiro deles será contrário à aplicação</p><p>da lei Maria da Penha para homens, enquanto que o</p><p>segundo será favorável.</p><p>A Lei Maria da Penha criou mecanismos para</p><p>coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher.</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>53</p><p>A norma tem esse nome em homenagem à cidadã</p><p>Maria da Penha, que sofreu uma série de agressões</p><p>perpetradas pelo marido durante o casamento,</p><p>culminando na sua paraplegia.</p><p>O Brasil ostenta a triste marca de ter muitos</p><p>casos de agressões ao público feminino, devendo ser</p><p>ressaltado que não é apenas no plano físico que essa lei</p><p>atua. A violência moral, psicológica, sexual e financeira</p><p>também são atendidas pelo prisma legal. Desta forma,</p><p>busca-se proteger um segmento social historicamente</p><p>subjugado e que enfrentou e enfrenta diversos</p><p>percalços na sociedade.</p><p>Nosso país apresenta um machismo estrutural,</p><p>sendo recorrente pesquisas que indicam a desvantagem</p><p>da mulher em diversos aspectos, tais como ganharem</p><p>menos exercendo as mesmas funções, a dupla ou tripla</p><p>jornada e o assédio constante (o que demonstra uma</p><p>objetificação do corpo feminino). Somado a isso, ainda</p><p>que haja subnotificação, os casos de agressão de</p><p>homens contra mulheres ganharam contornos de grave</p><p>problema nacional.</p><p>A Constituição brasileira prevê a igualdade</p><p>entre homens e mulheres no plano formal. No plano da</p><p>isonomia material, isto é, tratar os desiguais</p><p>desigualmente e os o iguais igualmente na medida de</p><p>suas desigualdades, as normas preveem uma série de</p><p>discriminações positivas. A Lei Maria da Penha,</p><p>portanto, atua de maneira a proteger as mulheres das</p><p>mais diversas formas de violência perpetradas contra</p><p>ela. Embora os homens também possam ser vítimas de</p><p>agressões familiares e domésticas, esses casos são</p><p>muito poucos e tampouco se constituem em uma</p><p>problemática social muito grave.</p><p>Diante desse cenário, ao ser aplicada a Lei</p><p>Maria da Penha aos homens, o âmbito de proteção da</p><p>mesma perderá força e a própria razão de ser dela</p><p>deixará de existir. Já existem mecanismos eficientes</p><p>para combater as agressões aos homens, enquanto que,</p><p>para as mulheres, a proteção era deficiente, o que fez</p><p>surgir a Lei Maria da Penha.</p><p>Texto favorável</p><p>A Lei Maria da Penha criou mecanismos para</p><p>coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher.</p><p>A norma tem esse nome em homenagem à cidadã</p><p>Maria da Penha, que sofreu uma série de agressões</p><p>perpetradas pelo marido durante o casamento,</p><p>culminando na sua paraplegia.</p><p>O Brasil ostenta a triste marca de ter muitos</p><p>casos de agressões ao público feminino, devendo ser</p><p>ressaltado que não é no plano físico que essa lei atua.</p><p>Assim, não é apenas a atitude agressiva e que deixa</p><p>sequelas físicas no corpo feminino que se deve</p><p>considerar como prática violenta.</p><p>Porém, em que pese a boa intenção da lei, ao</p><p>não ser estendida para proteger o público masculino,</p><p>alguns problemas podem surgir. O primeiro deles é que,</p><p>embora minoritário, a violência contra os homens</p><p>perpetradas pela mulher ocorre e é um problema muito</p><p>sério. Porém, as denúncias certamente são menores</p><p>pelo estigma que poderia pairar sobre o homem,</p><p>inclusive pondo em dúvida a sexualidade ou a</p><p>Além disso, o Brasil expressamente prevê a</p><p>igualdade entre homens e mulheres. Logicamente,</p><p>algumas discriminações positivas são bem vindas.</p><p>Ocorre que a Lei Maria da Penha trata todas as</p><p>mulheres igualmente, isto é, não analisa as</p><p>peculiaridades do caso concreto. A proteção legal parte</p><p>do pressuposto que todas são indefesas e enfraquecidas</p><p>perante homens diabólicos e sedentos por sangue.</p><p>Outro ponto problemático é o uso abusivo da</p><p>lei, isto é, a mulher comete um crime contra o parceiro</p><p>no contexto familiar/doméstico. Em seguida, alega que</p><p>ele foi cometido por conta de maus tratos ou sob forte</p><p>emoção em decorrência de supostos abusos masculinos.</p><p>Ora, tal alegação vem sendo suficiente para que</p><p>magistrados e diversos nichos sociais imediatamente</p><p>vitimizem a mulher e diabolizem o homem. Embora seja</p><p>um problema a agressão feminina, não é porque ela</p><p>ocorre que toda mulher merece ser canonizada e todo</p><p>homem deve expiar supostas culpas no purgatório. Há</p><p>que se analisar detidamente a realidade fática para</p><p>evitar pré-julgamentos.</p><p>Ao deixar o sexo masculino fora do âmbito de</p><p>proteção da Lei Maria da Penha, estar-se-á chancelando</p><p>o tratamento discriminatório desproporcional, pois um</p><p>mesmo tipo de violência no âmbito doméstico será</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>54</p><p>punido mais rigorosamente quando praticado contra a</p><p>mulher. Já quando praticado contra o homem, a</p><p>punição será mais branda.</p><p>Analistas - Biblioteca Nacional - Ano: 2012 - Banca: FGV</p><p>- Disciplina: Redação - Redija um texto dissertativo sobre</p><p>o tema "O Poder Legislativo e a perda de credibilidade",</p><p>no qual você exponha suas ideias de forma clara,</p><p>coerente e em conformidade com a norma culta da</p><p>língua.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>O Poder Legislativo é um dos três poderes</p><p>classicamente estudados por Montesquieu e, na teoria,</p><p>possui um papel de suma importância: o poder de</p><p>inovar na ordem jurídica. Assim, a importância dele</p><p>para a sociedade é ímpar.</p><p>Mas, tristemente, ao longo da histórica e no</p><p>contexto atual vem ocorrendo uma completa</p><p>deformação do perfil institucional que se espera dos</p><p>legisladores. É interessante que essa deformação ocorre</p><p>no âmbito federal, estadual/distrital e municipal, ou</p><p>seja, em todas as esferas federativas. Os escândalos</p><p>envolvendo parlamentares são recorrentes e</p><p>demonstram a teia de corrupção envolvendo</p><p>particulares, especialmente construtoras.</p><p>O interesse público, que é atuação básica de</p><p>qualquer agente público, político ou não, é relegado a</p><p>segundo plano. A realidade fática mostra que um grupo</p><p>considerável do Legislativo atua mais</p><p>preocupado com</p><p>os interesses de públicos específicos, especialmente</p><p>quando envolvem os grandes doadores de campanhas</p><p>eleitorais. Assim, o membro desse importante poder</p><p>passa a pautar a conduta em função de interesses</p><p>mesquinhos e de duvidosa retidão.</p><p>Somado a isso, o custo de se manter</p><p>deputados, vereadores e senadores é astronômico,</p><p>colocando o país entre as lideranças do infeliz ranking</p><p>de parlamentos mais custosos. Se ao menos houvesse</p><p>satisfatoriamente os valores despendidos. Mas o</p><p>retorno costuma ser nulo ou extremamente baixo,</p><p>havendo diversas leis cuja importância é a de mudar</p><p>nome de ruas, instituir datas comemorativas (já virou</p><p>pitoresco a lei criada para instituir o dia do macarrão)...</p><p>Essas atitudes fazem com que a credibilidade</p><p>perante o povo seja constante e fortemente abalada,</p><p>contribuindo para uma falta de prática da cidadania, ou</p><p>seja, a indignação popular ante os escândalos. Além</p><p>disso, vemos que parcela significativa das pessoas não</p><p>dá a devida importância para as eleições e a</p><p>fiscalização dos atos de seus representantes.</p><p>A credibilidade do Poder Legislativo é muito</p><p>baixa faz tempo, bastando uma simples pesquisa de</p><p>opinião para confirmar essa noção. E isso é muito grave</p><p>para um Estado Democrático de Direito, já que para a</p><p>concretização dos objetivos dos país é fundamental a</p><p>união e maior harmonia entre povo e Legislativo.</p><p>Analistas - Conselho Nacional de Justiça (CNJ) - Ano:</p><p>2013 - Banca: CESPE - Disciplina: Redação - Sabendo que</p><p>o bullying, antiga forma de violência, vem tomando</p><p>espaço crescente na mídia e recebendo atenção de</p><p>profissionais de diferentes áreas, em especial de</p><p>psicologia e de direito, bem como de instituições</p><p>governamentais, redija um texto dissertativo</p><p>apresentando uma possível contribuição do psicólogo em</p><p>um grupo de trabalho criado com o objetivo de propor</p><p>ações de combate ao bullying escolar. Em seu texto</p><p>aborde, necessariamente, os seguintes aspectos: 1-</p><p>conceito, tipos e exemplos de bullying; 2- variáveis</p><p>facilitadoras do desenvolvimento e manutenção do</p><p>bullying e características do agressor; 3- consequências</p><p>do bullying para a vítima e comportamentos indicadores</p><p>de possível vitimização.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>O bullying, termo advindo da língua inglesa,</p><p>pode ser entendido como qualquer tipo de atitude</p><p>agressiva intencional e repetitiva ocorrida sem uma</p><p>motivação evidente. Ele pode ser exercido por um ou</p><p>mais indivíduos, acarretando dor e angústia ao outro de</p><p>modo a intimidá-lo ou até mesmo agredi-lo.</p><p>Geralmente, o agredido não tem a</p><p>possibilidade ou a capacidade de se defender, ou seja, o</p><p>bullying ocorre em uma relação de forças desiguais. A</p><p>prática dessa ação nefasta pode ocorrer de diversas</p><p>formas: fisicamente, verbalmente, materialmente,</p><p>moralmente, psicologicamente, sexualmente ou</p><p>virtualmente.</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>55</p><p>Um exemplo muito comum nos bancos</p><p>escolares é o bullying virtual, em que sites ou perfis são</p><p>criados com a única intenção de difamar e propagar</p><p>agressões contra alguma pessoa, geralmente vista</p><p>O(s) autor(es) das agressões costumam</p><p>apresentar pouca empatia e seus lares são</p><p>desestruturados ou as relações afetivas não são muito</p><p>saudáveis. Em contrapartida, os agredidos são pessoas</p><p>pouco sociáveis, com baixa capacidade de reação ou de</p><p>interromper os atos agressivos. Além disso, possuem ou</p><p>desenvolvem um forte sentimento de insegurança, o</p><p>que dificulta o pedido de ajuda.</p><p>As crianças ou adolescentes vítimas das</p><p>agressões podem se tornar adultos com sentimentos</p><p>negativos e baixa autoestima. Tendem a adquirir sérios</p><p>problemas de relacionamento, podendo, inclusive,</p><p>contrair comportamento agressivo. Em casos extremos,</p><p>a vítima poderá tentar ou cometer suicídio.</p><p>O psicólogo de um grupo de trabalho escolar é</p><p>importante para, primeiramente, identificar potenciais</p><p>ou efetivas vítimas de bullying e também os agressores.</p><p>Também é fundamental identificar no(s) agressor(es) a</p><p>origem da violência e o porquê de externalizá-la em</p><p>alguém mais fragilizado.</p><p>Outro ponto importante é que o profissional</p><p>deve ter a capacidade de ajudar ambas as partes a</p><p>solucionarem os problemas, ou seja, para que o</p><p>agressor reflita e interrompa as violências e para que o</p><p>agredido tenha autoconfiança e possa ser menos</p><p>inseguro.</p><p>Com isso, evita-se que a vítima cresça com</p><p>sentimentos autodepreciativos e possa vir a ser um</p><p>adulto problemático.</p><p>Analistas - ANATEL - Ano: 2012 - Banca: CESPE -</p><p>Disciplina: Redação - Se o Estado abdicasse totalmente</p><p>do poder de interferir na prestação de serviços públicos</p><p>privatizados, correria o risco de assistir, passivamente, ao</p><p>colapso de setores essenciais para o país, como o setor</p><p>elétrico e o de telecomunicações. O Estado tem de</p><p>proteger os interesses dos usuários e assegurar a</p><p>universalização dos serviços públicos. Carlos Ari Sundfeld</p><p>(Coord.). Direito administrativo econômico. São Paulo:</p><p>Malheiros, 2000 (com adaptações). Considerando que o</p><p>texto acima tem caráter unicamente motivador,</p><p>responda ao seguinte questionamento: A relação entre o</p><p>aumento da demanda por serviços de telefonia móvel e a</p><p>qualidade na prestação desses serviços constitui equação</p><p>impossível de ser solucionada? Ao elaborar seu texto,</p><p>faça, necessariamente, o que se pede a seguir. 1-</p><p>posicione-se claramente em relação ao assunto; 2-</p><p>apresente pelo menos um argumento que justifique seu</p><p>posicionamento.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>As telecomunicações atingiram um nível de</p><p>importância na história da humanidade nunca antes</p><p>visto. As relações de trabalho, o próprio trabalho, o</p><p>entretenimento, em suma, a vida das pessoas gira em</p><p>torno do ato da comunicação. A telefonia móvel, por</p><p>sua vez, exerce um papel preponderante nessa seara.</p><p>Após as privatizações, sendo favorável ou não a</p><p>elas, houve um grande salto no acesso aos aparelhos</p><p>móveis em todos os segmentos sociais. Especialmente</p><p>com o barateamento dos custos, várias pesquisas</p><p>apontam que temos mais celulares que pessoas no</p><p>Brasil. Mas, em que pese essa expansão, o serviço é</p><p>historicamente deficiente.</p><p>Essa deficiência decorre da própria qualidade</p><p>do serviço ou de transtornos causados aos</p><p>consumidores, como cobranças indevidas ou</p><p>atendimento ao usuário muito ruim. Usar o aumento da</p><p>demanda como o pilar principal para justificar uma</p><p>impossibilidade de melhorar a qualidade é demonstrar</p><p>total descompasso com a realidade.</p><p>As companhias telefônicas costumam ser</p><p>campeãs de processos no Judiciário e, não raras vezes,</p><p>as condenações são irrisórias. Em realidade, ao</p><p>estipular valores baixos, essas litigantes contumazes</p><p>produzem lesões no atacado e ressarcem no varejo, pois</p><p>se utilizam da aritmética macabra. Esta consiste em</p><p>avaliar o custo para melhorar o serviço face às</p><p>condenações judiciais pela não melhoria.</p><p>O contexto fático vem demonstrando que é</p><p>mais barato arcar com processos jurídicos a</p><p>efetivamente prestar um bom serviço, ainda que a</p><p>propaganda institucional das empresas fale em sentido</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>56</p><p>oposto. Portanto, urge que o Judiciário atue mais</p><p>efetivamente no sentido de as condenações realmente</p><p>certamente o serviço melhorará.</p><p>Nota-se, portanto, que é falsa a dicotomia</p><p>ampliação/impossibilidade de melhoria. A solução</p><p>perpassa para que o Judiciário atue com severidade e</p><p>que as condenações realmente sejam condenações, e</p><p>não apenas causadoras de cócegas nas finanças das</p><p>telefônicas.</p><p>Advocacia de Estatais - PROCON-SP - Ano: 2013 - Banca:</p><p>VUNESP - Disciplina: Redação - TEXTO I - CÓDIGO DE</p><p>DEFESA DO CONSUMIDOR - SEÇÃO III - Da</p><p>Mas, além disso, essa</p><p>política deve ser perene, isto é, permitir que a pessoa</p><p>ganhe qualificação e possa ser útil ao país com um</p><p>trabalho.</p><p>O assunto merece uma maior atenção da</p><p>sociedade, do Judiciário e dos governantes, pois apenas</p><p>com a atuação articulada entre esses três nichos é que o</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>7</p><p>problema poderá ser minorado e, quem sabe,</p><p>solucionado.</p><p>Agente - PCAL - Ano: 2012 - Banca: CESPE - Disciplina:</p><p>Redação - A finalidade da segurança pública (...) é</p><p>manter a paz na adversidade, preservando o equilíbrio</p><p>nas relações sociais. Daí a Carta de 1988 considerá-la um</p><p>dever do Estado, direito e responsabilidade de todos,</p><p>exercida, pela polícia, para preservar a ordem pública e a</p><p>incolumidade das pessoas e do patrimônio (art. 144,</p><p>caput). Uadi Lammêgo Bulos. Curso de direito</p><p>constitucional. 6.a ed., 2011, p. 1429 (grifos do autor).</p><p>Considerando que o fragmento de texto acima tem</p><p>caráter unicamente motivador, redija texto dissertativo a</p><p>respeito do seguinte tema. A SEGURANÇA PÚBLICA</p><p>COMO OBRIGAÇÃO DO ESTADO E AÇÃO COLETIVA - Ao</p><p>redigir seu texto, aborde, necessariamente, os seguintes</p><p>aspectos: 1- a responsabilidade do poder público na</p><p>condução da segurança; 2- o papel de cada cidadão na</p><p>efetivação da segurança; 3- a importância da polícia na</p><p>execução da segurança pública.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>A violência, que tem a insegurança como</p><p>consequência direta, é um problema que assola diversas</p><p>cidades brasileiras, que ostentam índices criminais</p><p>muito alarmantes. O grande desafio imposto à</p><p>sociedade e aos governantes é como minorá-la, de</p><p>modo a tornar a vida humana mais digna.</p><p>Nossa Constituição dispõe que a segurança é</p><p>um direito fundamental para todos, haja vista ela</p><p>permitir a vida social harmônica e coesa. Assim, é</p><p>obrigação estatal a prestação desse serviço de modo</p><p>adequado e eficiente, respeitando os direitos de todos,</p><p>inclusive dos delinquentes. Cabe ao Estado fornecer</p><p>material humano e condições investigativas suficientes,</p><p>de modo a prevenir e reprimir a criminalidade.</p><p>Mas a ação policial, braço armado do Estado,</p><p>depende fundamentalmente da colaboração das</p><p>pessoas. Assim, é importantíssimo que haja uma</p><p>integração cada vez mais útil com a sociedade civil,</p><p>especialmente através de associações de moradores e</p><p>ONGs. A interação e participação destas são muito</p><p>importantes, haja vista poderem auxiliar os policiais na</p><p>prevenção e repressão pelo fato de vivenciarem</p><p>cotidianamente os problemas e saberem onde eles mais</p><p>ocorrem.</p><p>Embora não deva ser a única a atuar na</p><p>execução da segurança pública, a polícia é de suma</p><p>importância para concretizar tal intento. Assim, espera-</p><p>se e é recomendável que as ações ocorram no campo</p><p>repressivo e preventivo, de modo a gerar sensação de</p><p>segurança para os cidadãos e intimidar a ação de</p><p>meliantes.</p><p>Ademais, o policial deve ser treinado e ter consciência</p><p>da importância de sua função para a concretização de</p><p>um real Estado Democrático de Direito, isto é, perceber</p><p>que seu mister deve ser pautado por uma conduta ética</p><p>e escorreita. Com isso, em nome do combate ao crime,</p><p>não devemos tolerar brutalidade ou corrupção.</p><p>Nota-se, portanto, que a segurança pública,</p><p>para ser bem realizada, exige uma série de medidas</p><p>conjuntas entre sociedade e os agentes estatais, de</p><p>modo a facilitar e dar maior eficiência o trabalho</p><p>policial. Com isso, certamente o objetivo de garantir a</p><p>dignidade humana será mais facilmente concretizado.</p><p>Analista - TJGO - Ano: 2014 - Banca: FGV - Disciplina:</p><p>Redação - A majestosa igualdade das leis, que proíbe</p><p>tanto o rico como o pobre de dormir sob as pontes, de</p><p>mendigar nas ruas e de roubar pão. (Anatole France,</p><p>escritor francês) - As leis são como teias de aranha:</p><p>quando algo leve cai nelas, fica retido, ao passo que se</p><p>for algo maior, consegue rompê-las e escapar. (Sólon,</p><p>político grego) - A Justiça sempre foi um campo de</p><p>discussão. Como o cidadão comum vê a Justiça, no</p><p>Brasil? Que fatores contribuem para essa visão? Explique</p><p>sua visão do problema com argumentos convincentes,</p><p>em texto dissertativo-argumentativo escrito em</p><p>linguagem culta, com número mínimo de 20 (vinte) e</p><p>máximo de 30 (trinta) linhas.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>O Judiciário, principal ator de um Estado</p><p>Democrático de Direito a fazer Justiça, embora tenha</p><p>avançado muito, ainda enfrenta uma série de críticas e</p><p>restrições por parte da sociedade.</p><p>Várias pesquisas apontam uma falta de</p><p>credibilidade no seio social acerca da Justiça brasileira,</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>8</p><p>especialmente quando analisa e julga causas que</p><p>contrariem o interesse de nichos sociais com</p><p>preponderância política e econômica. Ainda que várias</p><p>personalidades políticas e econômicas tenham sido</p><p>punidas pelos magistrados, a prática demonstra a</p><p>dificuldade que há para investigar e punir,</p><p>especialmente na seara crimi</p><p>possuem uma influência financeira considerável.</p><p>Tristemente o resultado das pesquisas não é</p><p>muito irreal. Ainda existem setores no Judiciário que</p><p>protegem os interesses de algumas personalidades da</p><p>elite, utilizando-se dos mais diversos expedientes,</p><p>especialmente com a construção de teses feitas sob</p><p>medida para livrar ou aliviar a punição. Além disso, as</p><p>relações espúrias entre certos juízes, desembargadores</p><p>e ministros de tribunais superiores para com advogados</p><p>e até mesmo investigados revela uma faceta muito</p><p>triste da cultura jurídica.</p><p>Um ponto importante e que merece ser levado</p><p>em conta é que a própria elaboração das leis já é feita</p><p>com a intenção de proteção dos nichos</p><p>economicamente favorecidos. Basta analisar, por</p><p>exemplo, a rigidez da punição para os delitos</p><p>baixas para crimes que repercutem com grande</p><p>magnitude no seio social. Já os delitos que são</p><p>repercutam, são punidos muito mais severamente.</p><p>Nota-se, portanto, que a Justiça tem seus</p><p>méritos, mas ainda precisa de muitos aperfeiçoamentos</p><p>para que possa resgatar (ou ganhar) a confiança das</p><p>pessoas, especialmente quando a isonomia formal for</p><p>realmente aplicada e todos se submeterem ao império</p><p>da lei, independentemente da posição social.</p><p>Analistas - Tribunal Regional Eleitoral-PE - Ano: 2011 -</p><p>Banca: FCC - Disciplina: Redação - A ONU Mulheres é a</p><p>nova liderança global em prol das mulheres. A sua</p><p>criação, em 2010, proporciona a oportunidade histórica</p><p>de um rápido progresso para as mulheres e as</p><p>sociedades. A ONU Mulheres trabalha com as premissas</p><p>fundamentais de que as mulheres têm o direito a uma</p><p>vida livre de discriminação, violência e pobreza, e de que</p><p>a igualdade de gênero é um requisito central para se</p><p>alcançar o desenvolvimento.</p><p>(http://www.onu.org.br/onu-no-brasil/onu-mulheres,</p><p>com adaptações). No Brasil, as mulheres representam</p><p>mais da metade (52,6%) da População Economicamente</p><p>Ativa (PEA). Entretanto, ocupam principalmente a base</p><p>da pirâmide ocupacional, em cargos de menor</p><p>qualificação e remuneração. Não bastasse isso, o</p><p>rendimento médio das mulheres corresponde a apenas</p><p>65,6% do rendimento dos homens (PNAD 2006/IBGE). É</p><p>nesse contexto que o Governo Federal assume a</p><p>iniciativa de implementar o Programa Pró-Equidade de</p><p>Gênero, em parceria com o Fundo de Desenvolvimento</p><p>das Nações Unidas para a Mulher (Unifem) e Organização</p><p>Internacional do Trabalho</p><p>(OIT).(http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/export/sites/</p><p>default/bndes_pt/Galerias/Arquivos/programa_proequid</p><p>ade.pdf). Considere as informações acima para</p><p>desenvolver um texto dissertativo a respeito do seguinte</p><p>tema: "A igualdade de gênero e a contribuição da mulher</p><p>para o desenvolvimento das sociedades".</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>Publicidade -</p><p>Art. 36. A publicidade deve ser veiculada de tal forma</p><p>que o consumidor, fácil e imediatamente, a identifique</p><p>como tal. Parágrafo único. O fornecedor, na publicidade</p><p>de seus produtos ou serviços, manterá, em seu poder,</p><p>para informação dos legítimos interessados, os dados</p><p>fáticos, técnicos e científicos que dão sustentação à</p><p>mensagem. Art. 37. É proibida toda publicidade</p><p>enganosa ou abusiva. § 1.° É enganosa qualquer</p><p>modalidade de informação ou comunicação de caráter</p><p>publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por</p><p>qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de</p><p>induzir em erro o consumidor a respeito da natureza,</p><p>características, qualidade, quantidade, propriedades,</p><p>origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos</p><p>e serviços. § 2.° É abusiva, dentre outras, a publicidade</p><p>discriminatória de qualquer natureza, a que incite à</p><p>violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite</p><p>da deficiência de julgamento e experiência da criança,</p><p>desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de</p><p>induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial</p><p>ou perigosa à sua saúde ou segurança. § 3.° Para os</p><p>efeitos deste código, a publicidade é enganosa por</p><p>omissão quando deixar de informar sobre dado essencial</p><p>do produto ou serviço. Art. 38. O ônus da prova da</p><p>veracidade e correção da informação ou comunicação</p><p>publicitária cabe a quem as patrocin - (Disponível em</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8078.htm.</p><p>Acessado em 20.06.2013) TEXTO II - LEI QUE PROÍBE</p><p>PROPAGANDA INFANTIL DIVIDE OPINIÕES - Para</p><p>especialistas, as crianças ainda não estão preparadas</p><p>criança não tem a capacidade de discernimento com o</p><p>juízo crítico que o adulto tem. Se o adulto já é seduzido</p><p>pelas propagandas, imagine a criança? A percepção</p><p>delas vai sempre pelo lado emocional, e não costuma</p><p>psicóloga e psicanalista especialista em atendimento</p><p>infantil Paula ramos, da Escola Brasileira de Psicanálise.</p><p>Além disso, pesquisas indicam que a criança não vê o</p><p>entendimento muito literal, ela acredita em tudo o que</p><p>é dito. Até os 10 anos ela não distingue o programa de</p><p>televisão da publicidade. Só aos 12 anos é que ela vai</p><p>entender o caráter persuasivo desse mate</p><p>coordenadora geral do projeto criança e consumo, da</p><p>Fundação Alana, Isabella Henriques. Isabella Henriques</p><p>ainda aponta outro problema: a capacidade de</p><p>persuasão da propaganda iria de encontro à autoridade</p><p>ão têm força suficiente</p><p>para lidar com uma indústria tão poderosa e tão rica</p><p>como é a da propaganda. É uma disputa muito</p><p>coordenadora. Entretanto, um dos diretores do Sindicato</p><p>das Agências de Propaganda de minas Gerais (Sinapro),</p><p>André Lacerda, afirma que as leis de controle apenas</p><p>problema pode passar pela comunicação, mas o foco do</p><p>problema nunca vai passar por proibir as práticas. no</p><p>caso da bebida, por exemplo, se restringe a propaganda,</p><p>http://www.redeandibrasil.org.br/em-pauta/lei-que-</p><p>proibe-propaganda-infantil-divide-opinioes/. Acessado</p><p>em 20.06.2013. Adaptado) - TEXTO III - CONAR PROÍBE</p><p>PARTICIPAÇÃO DE CRIANÇAS DE ATÉ 12 ANOS EM</p><p>MERCHANDISING - Para o Idec (Instituto de Defesa do</p><p>consumidor), ainda há problemas, mas a medida é um</p><p>avanço na proteção do público infantil O conar (conselho</p><p>nacional de Autorregulamentação Publicitária) anunciou</p><p>na última sexta-feira (1.º/fev.) a proibição de crianças</p><p>menores de 12 anos em quaisquer publicidades</p><p>veiculadas em mídia, como televisão, rádio e veículos</p><p>impressos. A medida entra em vigor em março deste</p><p>ano. O conselho ainda sugeriu o fim do merchandising de</p><p>produtos infantis em programas destinados a crianças,</p><p>deixando tais ações restritas apenas aos intervalos e</p><p>espaços comerciais dos programas. As normas do conar</p><p>são de adesão voluntária, sendo aceitas e seguidas no</p><p>País por anunciantes, agências de publicidade e veículos</p><p>de comunicação. O Idec avalia que a</p><p>autorregulamentação em questão ainda é insuficiente.</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>57</p><p>nos intervalos de programas infantis, por exemplo, é um</p><p>problema. no entanto, apesar de ter falhas, essas novas</p><p>medidas mostram que o órgão está assimilando algumas</p><p>Idec, carlos Thadeu de Oliveira. (Disponível em</p><p>http://www.idec.org.br/em-acao/em-foco/conar-proibe-</p><p>participaco-de-criancas-de-ate-12-anos-em-</p><p>merchandising. Acessado em 20.06.2013. Adaptado)</p><p>refletindo sobre a polêmica apresentada nesses textos,</p><p>escreva um texto dissertativo em que exponha um ponto</p><p>de vista a respeito do tema a seguir, formulando</p><p>argumentos adequados e convincentes. TEMA: DIREITOS</p><p>DO CONSUMIDOR E PROTEÇÃO À CRIANÇA</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>A legislação consumerista é clara ao prever que</p><p>a publicidade deve ser honesta, clara e verdadeira, ou</p><p>seja, respeitosa para o consumidor, principalmente o</p><p>público infantil. A arte publicitária naturalmente é feita</p><p>com o intento de gerar convencimento na pessoa a</p><p>adquirir determinado produto ou serviço.</p><p>Assim, é preciso que exista equilíbrio entre</p><p>exaltar adequadamente o bem consumível e o respeito</p><p>às normas constitucionais e legais. Se é plenamente</p><p>possível ludibriar um adulto, pessoa que já tem</p><p>capacidade de se proteger da persuasão, enganar uma</p><p>criança é muito mais fácil. Embora atualmente as</p><p>crianças já estejam amplamente conectadas ao mundo,</p><p>a questão biológica sofre muita influência.</p><p>O mercado sabe que as crianças são um</p><p>excelente público consumidor e, por tal razão, os mais</p><p>variados produtos costumam ser associados a</p><p>personagens ou programas com muita popularidade</p><p>nesse nicho social. É por isso que, por exemplo, uma</p><p>mochila ou um estojo é associado ao Bob Esponja, de</p><p>modo a incutir na criança a necessidade de ele ter esses</p><p>produtos para haver a inserção em um dado seio social.</p><p>As propagandas, mais do que venderem algo,</p><p>buscam criar ou naturalizar um certo estilo de vida.</p><p>Desta forma, o celular de última geração mostra-se</p><p>imprescindível para que adultos e o público juvenil</p><p>sigam adequadamente aos ditames da moda, ainda que</p><p>não tenham a mínima percepção sobre isso. A criança</p><p>involuntariamente vai crescer com a ideia de sempre</p><p>precisar de algo, embora já tenha muito, para se sentir</p><p>satisfeita justamente porque ainda não tem</p><p>discernimento suficiente para sentir esse paradoxo.</p><p>Não é razoável impedir o consumo infantil, mas</p><p>como esse setor da sociedade é extremamente</p><p>vulnerável e suscetível às artimanhas propagandísticas,</p><p>é imperioso que haja uma regulação estatal muito</p><p>forte. Ademais, se a alegação de que as crianças são</p><p>capazes de decidirem por si só é válida, por qual razão</p><p>há pesados investimentos em associar marcas ou</p><p>produtos a filmes infantis, desenhos animados ou peças</p><p>grande falácia para encobrir poderosos interesses</p><p>econômicos.</p><p>A criança deve ser sim inserida no mercado de</p><p>consumo, até porque um dia ela se tornará um adulto e</p><p>deve ter a consciências dos fatos sociais. Portanto, a</p><p>restrição ou vedação à publicidade infantil não é a</p><p>panaceia para os problemas de consumismo, mas é uma</p><p>forma de o Estado se contrapor às investidas da</p><p>indústria contra a sociedade.</p><p>Analista - TRT19 - Ano: 2014 - Banca: FCC - Disciplina:</p><p>Redação - Texto I - Para alguns, a polêmica suscitada</p><p>pelo projeto de lei que propõe acabar com a necessidade</p><p>de autorização prévia para a publicação de biografias</p><p>esbarra no art. 5o, inciso X, da Constituição Federal de</p><p>1988, segundo o qual "são invioláveis a intimidade, a vida</p><p>privada, a honra e a imagem das pessoas, assegu rado o</p><p>direito a indenização pelo dano material ou moral</p><p>- O historiador anda</p><p>sempre às voltas com a linha difusa entre resgatar a</p><p>experiência dos que viveram os fatos, reconhecer nessa</p><p>experiência seu caráter quebradiço e inconcluso,</p><p>interpelar seu sentido. Escrever sobre</p><p>uma vida implica</p><p>interrogar o que os episódios de um destino pessoal têm</p><p>a dizer sobre as coisas públicas, sobre o mundo e o</p><p>tempo em que vivemos. (Adaptado de: STARLING,</p><p>Heloisa e SCHWARCZ, Lilia Maritz. Disponível em</p><p>www1.folhareal.com.br/ilustrissima/2013) - A partir dos</p><p>textos acima, redija um texto dissertativo-argumentativo</p><p>a respeito do seguinte tema: A distinção entre os</p><p>interesses coletivos e os individuais na elaboração da</p><p>memória pública.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>58</p><p>A história do Brasil, antiga ou recente, é</p><p>permeada de personalidades que, de alguma forma,</p><p>influenciaram movimentos sociais, políticos ou</p><p>econômicos. Políticos, cantores ou empresários</p><p>contribuíram, em maior ou menor grau, para o</p><p>desenrolar dos fatos da nação.</p><p>As biografias são uma importante forma de</p><p>conhecer a vida e, em alguns casos, a obra de uma</p><p>pessoa que em algum momento causou um impacto na</p><p>nação. Ao impactar na história do país, gera-se uma</p><p>mistura entre a questão coletiva e individual, ainda que</p><p>a pessoa não tenha a mínima noção disso. Uma música,</p><p>um discurso, uma decisão política, por exemplo, podem</p><p>gerar repercussões profundas para as pessoas e para o</p><p>rumo nacional.</p><p>Assim, ao se estudar a história da pessoa a fim</p><p>de fazer uma biografia, o pesquisador certamente se</p><p>Como qualquer pessoa, há fatos que podem causar</p><p>constrangimentos se divulgados publicamente (um filho</p><p>fora do casamento, por exemplo).</p><p>Para a adequada consecução da memória</p><p>pública, revela-se fundamental que as pessoas possam</p><p>ter acesso aos fatos e dados que contribuíram para a</p><p>concretização dela. Dessa forma, em que pese o direito</p><p>individual à privacidade e intimidade, ao se fazer uma</p><p>ponderação de valores, o interesse coletivo prevalece.</p><p>Logicamente, a depender do fato privado, é</p><p>perfeitamente possível que ele seja omitido, justamente</p><p>porque o interesse coletivo não pode servir como</p><p>instrumento aniquilador da vida privada, mesmo que de</p><p>pessoas públicas. Cabe ao biógrafo sopesar qual o grau</p><p>de relevância pública de uma informação particular e de</p><p>que modo isso ajuda a estudar e construir a consciência</p><p>coletiva.</p><p>Portanto, a censura prévia às biografias é uma</p><p>medida extrema, que acaba inviabilizando o estudo da</p><p>própria história. Portanto, aprioristicamente, prevalece</p><p>a noção de que o interesse coletivo prevalece sobre o</p><p>individual. Mas, no caso concreto, é imperioso analisar</p><p>até que ponto a informação privada tem interesse</p><p>Analista - TRT19 - Ano: 2014 - Banca: FCC - Disciplina:</p><p>Redação - Texto I - Quando se pensa em uma sociedade</p><p>ideal, a referência mais antiga para esta noção provém</p><p>dos textos de Platão, em que se pode encontrar a</p><p>seguinte noção de ideia: "As ideias são imperecíveis,</p><p>possuem existência eterna e estão contidas apenas na</p><p>razão e no pensamento. Quanto às outras coisas, elas</p><p>surgiriam e desapareceriam, seriam passageiras e</p><p>evanescentes, não subsistindo por muito tempo no</p><p>mesmo e único estado". (Cícero, séc. I a.C., em seu livro</p><p>O Orador, III, 10, com adaptações). No entanto, até que</p><p>ponto uma concepção imutável e abstrata de sociedade</p><p>poderia abarcar o que não está previsto? Texto II - Conta-</p><p>se que, para pintar Helena, que teria sido a mais bela das</p><p>mulheres gregas, Zêuxis não procurou um modelo</p><p>abstrato e unívoco de perfeição, mas sim procurou</p><p>compô-la com o que havia de mais belo na variedade de</p><p>pessoas, usando o rosto de uma, os olhos de outra e</p><p>assim por diante. A partir dos textos acima, redija um</p><p>texto dissertativo-argumentativo a respeito do seguinte</p><p>tema: O ideal de sociedade em contraposição ao respeito</p><p>à diversidade.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>A sociedade brasileira foi formada e vem sendo</p><p>constantemente transformada mediante a confluência</p><p>de vários fatores sociais, econômicos e políticos. Assim,</p><p>por termos uma convivência, nem sempre tão</p><p>harmônica, de diversos segmentos humanos, buscar um</p><p>modelo ideal de perfeição torna-se algo extremamente</p><p>inadequado.</p><p>No país temos brancos, indígenas,</p><p>afrodescendentes, asiáticos, europeus, africanos e a</p><p>marcante presença latina. Como decorrência disso, uma</p><p>pessoa com aparência japonesa pode ser tão brasileiro</p><p>quanto um indivíduo com traços físicos suecos, ou seja,</p><p>não existe um padrão brasileiro em específico. Pelo</p><p>contrário, a nossa maior riqueza está justamente nessa</p><p>Assim, soa inadequado pretendemos analisar e</p><p>buscar um padrão de sociedade, pois as diferenças são</p><p>inúmeras e, fatalmente, sofrem a influência de motivos</p><p>culturais. A cultura dos estrangeiros acaba enraizando-</p><p>se no Brasil, o que contribui para aprofundar a</p><p>harmonia ou, em casos graves, a desarmonia social.</p><p>Porém, é importante lembrar que as diferenças</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>59</p><p>regionais também são extremas. Basta comparar a</p><p>cultura amazônica com os costumes do extremo sul</p><p>brasileiro.</p><p>Embora a humanidade sempre tente buscar um</p><p>padrão ideal de perfeição, essa tarefa é inócua, já que</p><p>os modelos sofreram e sofrem mudanças,</p><p>especialmente no tocante ao que se entende por belo.</p><p>Ainda mais na nação brasileira, que acolhe todo tipo de</p><p>crenças e costumes.</p><p>Para que sejamos uma sociedade realmente</p><p>livre, justa e solidária, que respeite a dignidade da</p><p>pessoa humana de modo a contribuir para a real</p><p>concretização de um Estado Democrático de Direito,</p><p>revela-se imperioso a interrupção da busca por modelos</p><p>ideias de sociedade.</p><p>Nota-se, portanto, que o verdadeiro padrão</p><p>ideal é a ausência de padrões, inserindo todos no</p><p>processo de formação constante do país. Apenas assim</p><p>é que poderemos conviver adequadamente com as</p><p>diferenças e olhar o outro com respeito, e não com</p><p>temor.</p><p>Técnico Administrativo - CEPEL - Ano: 2014 - Banca:</p><p>BIORIO - Disciplina: Redação - Um dos grandes</p><p>problemas que enfrenta a sociedade brasileira é a</p><p>presença do hábito da automedicação, hábito esse que</p><p>pode trazer sérios prejuízos à saúde dos usuários dos</p><p>medicamentos. Alegam alguns que o alto preço dos</p><p>planos de saúde ou das consultas médicas faz com que se</p><p>procurem remédios na experiência anterior de amigos ou</p><p>na livre publicidade; outros indicam a pouca educação do</p><p>povo em geral como fator preponderante dessa escolha</p><p>irresponsável. De qualquer modo, o que podem fazer as</p><p>autoridades para que se reduzam os riscos da</p><p>população? Redija um texto dissertativo-argumentativo,</p><p>de aproximadamente 25 linhas, em que você exponha as</p><p>razões da automedicação entre nós, as providências que</p><p>podem ser tomadas, sugestões de soluções,</p><p>acompanhadas de argumentos convenientes.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>O profissional da área médica, por ter estudado</p><p>durante um bom tempo e vivido a prática da medicina,</p><p>é gabaritado para prescrever medicamentos. Estes</p><p>foram feitos para tratar ou minorar os efeitos de uma</p><p>enfermidade.</p><p>Devido ao fato de os remédios envolverem</p><p>diversos compostos químicos, que podem gerar reações</p><p>diversas nas pessoas, é preciso haver cuidado e análise</p><p>detida ao ser recomendado que o paciente os ingira. O</p><p>médico, após consultar o paciente, percebe quais tipos</p><p>de soluções farmacêuticas podem ser adotadas ou não.</p><p>Uma pessoa leiga, que se baseia na opinião de amigos</p><p>que ingeriram determinado remédio, corre um grande</p><p>risco, pois o um organismo humano não é igual ao do</p><p>outro.</p><p>Devido a essa confiança em amigos e</p><p>familiares, aliado à facilidade de aquisição nas</p><p>farmácias, a automedicação reina soberana no seio</p><p>social. Embora diversos tipos de remédios exijam</p><p>receituário médico para serem adquiridos, a prática</p><p>demonstra que muitos estabelecimentos comerciais</p><p>nder.</p><p>Assim, para romper</p><p>esse círculo vicioso, o Estado deve</p><p>atuar de duas formas: na frente preventiva e com</p><p>medidas repressivas.</p><p>Campanhas educacionais que demonstrem os</p><p>malefícios e perigos da automedicação devem ser</p><p>veiculadas constantemente, especialmente nas escolas.</p><p>Desta forma, os futuros cidadãos terão consciências dos</p><p>riscos. Somado a isso, a fiscalização e punição a quem</p><p>vende um remédio controlado deve ser rígida e severa,</p><p>de modo a dar exemplo a quem pretenda infringir as</p><p>normas e também impedir a perpetuação dessa prática.</p><p>Nota-se, portanto, que as consequências</p><p>medicação voluntária são de grande magnitude. Para</p><p>conter esse problema é preciso uma junção de ações</p><p>entre sociedade e Estado, de modo a preservar a saúde</p><p>de todos.</p><p>Analistas - TRT22 - Ano: 2010 - Banca: FCC - Disciplina:</p><p>Redação - Um filósofo alemão já lembrou, para ilustrar</p><p>uma teoria sua, que as propriedades de um círculo de 1</p><p>milímetro de diâmetro são as mesmas de um círculo de</p><p>100 metros de diâmetro. Essa constatação não deveria</p><p>sair da cabeça dos juristas, quando da aplicação da lei a</p><p>pessoas de diferentes classes. 2. Redija uma dissertação,</p><p>com coerência e clareza, acerca do tema discutido no</p><p>texto acima.</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>60</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>É praticamente consagrada no senso comum</p><p>popular a noção de que as leis e sua aplicação são</p><p>diferentes para aqueles que possuem maior poderio</p><p>econômico e/ou político. Porém, tristemente, essa ideia</p><p>consagrada nem sempre se revela falsa, especialmente</p><p>na área penal.</p><p>Em realidade, o problema já começa antes da</p><p>existência da própria lei, isto é, quando da sua</p><p>elaboração que, em tese, deve ser genérica e abstrata,</p><p>mas que, no seu âmago, foram feitas para proteger</p><p>determinados grupos sociais. Basta, por exemplo,</p><p>analisar as punições criminais para delitos patrimoniais</p><p>e para as infrações cometidas por agentes políticos.</p><p>Além disso, em alguns nichos jurídicos, o poder</p><p>político e econômico ainda é muito influente, a ponto de</p><p>interferir indevidamente nos julgamentos a fim de</p><p>beneficiar ou prejudicar alguém. Esses fatores existem</p><p>no Brasil, embora sejam feitos de forma escamoteada a</p><p>fim de conferir uma roupagem de legitimidade para um</p><p>julgamento em específico.</p><p>É importante destacar que um país não será</p><p>realmente um Estado Democrático de Direito se a</p><p>isonomia formal não for devidamente aplicada, isto é,</p><p>todos se submeterem às leis, independentemente de</p><p>origem social, poder econômico e político. Um ponto</p><p>muito importante é que a sociedade também deve ter</p><p>consciência do império legal, ou seja, além de cobrar de</p><p>seus representantes nos três poderes uma conduta reta,</p><p>ela deve também proceder escorreitamente.</p><p>Afinal, é uma hipocrisia retumbante exigir</p><p>moralidade apenas para os outros, enquanto que a</p><p>-se em total divórcio</p><p>com o discurso. Assim, pequenas atitudes, como furar</p><p>fila, apresentar atestado médico falsificado, aumentar o</p><p>trajeto casa-trabalho para ter mais vale-transporte,</p><p>contribuem para a descrença na submissão de todos ao</p><p>discurso de igualdade.</p><p>Para que o Brasil seja realmente uma</p><p>Democracia plena em que o respeito às leis e,</p><p>consequentemente, aos direitos fundamentais ocorra</p><p>adequadamente, é importantíssimo que haja uma</p><p>confluência de ações entre agentes públicos e políticos e</p><p>a sociedade.</p><p>Analistas - Tribunal Regional Eleitoral-AP - Ano: 2007 -</p><p>Banca: FCC - Disciplina: Redação - Uma democracia</p><p>caracteriza-se pelo respeito à lei e pelo direito que os</p><p>eleitores têm de escolher nas urnas aqueles que os</p><p>governarão. Sua arma é o voto e seu poder de pressão</p><p>deve ser exercido sobre quem governa, para que dirija o</p><p>país corretamente, fazendo pelas casas legislativas as</p><p>alterações necessárias nas leis com vista à paz social e à</p><p>justiça. (Ives Gandra da Silva Martins, O Estado de S.</p><p>Paulo, 20/05/2000). Numa democracia todos são livres</p><p>para agir até o limite da lei. Basta haver um sistema de</p><p>leis que garantam a ordem social do País, se não houver</p><p>respeito à honradez e à ética por parte dos</p><p>representantes eleitos pelo povo?</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>Para que o Estado Democrático de Direito</p><p>possa perdurar, além de um arcabouço normativo que</p><p>permita a sobrevivência do próprio Estado e garanta os</p><p>direitos fundamentais da pessoa humana, é preciso que</p><p>o cumprimento das leis seja algo natural no seio social.</p><p>Importante destacar que todos possuem o</p><p>dever de cumprir as leis e de agir solidariamente para a</p><p>construção de um país mais justo e igual. Porém, os</p><p>agentes públicos eleitos pelo povo, por representarem,</p><p>direta ou indiretamente, os anseios populares no</p><p>Congresso Nacional, devem ter uma conduta mais</p><p>exemplar ainda.</p><p>Essa conduta mais exemplar decorre do fato de</p><p>que eles serão o exemplo a ser seguido pela sociedade,</p><p>estruturando verdadeiros pilares éticos no país. Acaso</p><p>cumpram seus mandatos com total divórcio da ética e</p><p>da honradez, a própria Democracia acaba sendo</p><p>violentamente ferida, haja vista ela depender de um</p><p>consenso social ético e justo.</p><p>Os políticos devem ser como a mulher de César,</p><p>isto é, além de serem honestos, devem parecer sê-los.</p><p>Isso deve ocorrer justamente para servir como linha</p><p>condutora para as pessoas. Um país não consegue</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>61</p><p>Portanto, parlamentares que praticam atos de</p><p>corrupção ou se imiscuem indevidamente com</p><p>determinados grupos econômicos cometem uma</p><p>verdadeira traição para com as pessoas. Afinal, a sua</p><p>legitimidade é oriunda do voto popular, princípio basilar</p><p>da Democracia representativa.</p><p>Pode-se concluir que a mera existência de leis</p><p>não basta para que a honradez e a ética sejam pilares</p><p>básicos dos representantes eleitos e da própria</p><p>sociedade. Todos devem repelir atitudes que violem a</p><p>ética ou que possam afetar valores sociais essenciais.</p><p>Além de um conjunto de leis, a mudança na</p><p>mentalidade social é algo que deve ocorrer como fator</p><p>de transformação social, moral, ético e político.</p><p>Policial - PCDF - Ano: 2009 - Banca: CESPE - Disciplina:</p><p>Redação - Milhares de mulheres entraram na justiça do</p><p>DF com medidas protetivas, desde que a Lei Maria da</p><p>Penha entrou em vigor, em setembro de 2006. A maioria</p><p>se refere a proibições judiciais de contato pelos</p><p>companheiros e ex-companheiros. Esses pedidos vieram</p><p>de mulheres que moram em Brasília (região que inclui,</p><p>além do Plano Piloto, o Lago Sul e o Lago Norte, o Varjão</p><p>e a Estrutural) e localidades circunvizinhas. A grande</p><p>maioria das ações acolhidas pelo Tribunal de Justiça do</p><p>DF com base na Lei Maria da Penha têm-se relacionado à</p><p>ingestão de álcool e são feitas contra ex-companheiros</p><p>das mulheres agredidas. Em 2008, o número de</p><p>inquéritos abertos na Delegacia da Mulher do DF cresceu</p><p>86% em relação às 1.677 denúncias feitas no ano</p><p>anterior. Isso não significa que a prática do crime tenha</p><p>aumentado, mas sim que as mulheres estão denunciando</p><p>as agressões com maior frequência. Correio Braziliense,</p><p>22/6/2009 (com adaptações). O serviço de denúncia</p><p>Ligue 180, específico para receber queixas de violência</p><p>doméstica contra a mulher, registrou alta de 112% de</p><p>janeiro a julho deste ano na comparação com o mesmo</p><p>período do ano passado, de acordo com dados</p><p>divulgados pela Secretaria de Políticas para as Mulheres</p><p>da Presidência da República, que criou a central em</p><p>2005. Do total de denúncias, 8.913 registros são de</p><p>ameaças. Na avaliação da secretaria, esse número</p><p>mostra que é preciso atenção a esse tipo de queixa. A</p><p>ministra da Secretaria das Políticas para as Mulheres</p><p>afirmou que não se pode subestimar as ameaças e, por</p><p>isso, nós consideramos ameaças</p><p>como fator de risco. Os</p><p>homens violentos, os agressores, não estão, em geral,</p><p>brincando quando ameaçam suas mulheres. São crimes</p><p>anunciados e que, portanto, não podem ser</p><p>subestimados. Internet: <http://g1.globo.com> (com</p><p>adaptações). Considerando que os fragmentos de textos</p><p>acima apresentados têm caráter unicamente motivador,</p><p>redija um texto dissertativo acerca da violência contra a</p><p>mulher. Ao elaborar seu texto, responda,</p><p>necessariamente, aos seguintes questionamentos. 1-</p><p>Quais são as principais causas da violência contra a</p><p>mulher? 2- Por que muitas mulheres não denunciam</p><p>seus agressores? 3- A que instituições a mulher pode</p><p>recorrer depois de ter sido agredida?</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>A violência doméstica e familiar contra a</p><p>mulher é um crime democrático, ou seja, ele ocorre em</p><p>todos os estratos socioeconômicos, além de ser</p><p>costumeiramente cometido por pessoas próximas, como</p><p>marido ou familiares.</p><p>O Brasil ainda enfrenta problemas com o</p><p>machismo, especialmente no modo de ver a mulher</p><p>como um objeto, e não como uma pessoa com direitos e</p><p>deveres. A cultura machista é reproduzida, consciente</p><p>ou inconscientemente por diversos segmentos sociais, o</p><p>que ajuda a objetificar o sexo feminino. Somado a isso,</p><p>o alcoolismo ou vício em drogas contribuem para</p><p>agravar ainda mais o problema, haja vista a perda de</p><p>compreensão sensitiva e até mesmo motora no</p><p>momento da perpetração da agressão.</p><p>É importante frisar que a violência contra a</p><p>mulher não é apenas a física, mas pode ser de cunho</p><p>moral, psicológico, sexual e também financeiro. Por</p><p>exemplo, ameaças ou ofensas reiteradas do</p><p>marido/companheiro também são formas de violência.</p><p>Embora as denúncias tenham aumentado, é</p><p>inegável que elas não representam a realidade fática.</p><p>Um percentual significativo de casos violentos deixa de</p><p>ser registrado por inúmeros fatores. O principal talvez</p><p>seja o temor social, isto é, em uma sociedade</p><p>estruturalmente machista, a mulher vitimizada pode</p><p>imaginar que será mal vista em seu círculo social caso</p><p>denuncie seu companheiro ou familiar agressor.</p><p>Além disso, o próprio receio de represálias de</p><p>quem a agrediu, bem como um vínculo psicológico de</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>62</p><p>submissão podem ser encarados como motivos que</p><p>levam à subnotificação. Isso sem falar quando há</p><p>dependência financeira da mulher em face do agressor</p><p>e, ao denunciá-lo, nem sempre o Estado poderá dar a</p><p>proteção totalmente efetiva que garanta a subsistência</p><p>da mesma.</p><p>A rede de proteção e apoio à mulher vítima de</p><p>agressão é bem ampla. Com isso, a vítima pode buscar</p><p>apoio das Defensorias Públicas (algumas possuem</p><p>núcleos próprios para isso), dos Ministérios Públicos</p><p>estaduais, das delegacias especializadas e também de</p><p>órgãos governamentais específicos.</p><p>Nota-se, portanto, que a agressão contra a</p><p>mulher revela completa ausência de sensibilidade, pois</p><p>o agressor se aproveita de um vínculo pessoal/afetivo</p><p>para subjugar a outra. Portanto, a repressão estatal</p><p>deve ser bem severa, de modo a coibir tais práticas e</p><p>permitir realmente a existência de igualdade entre</p><p>homens e mulheres.</p><p>Policial - PCDF - Ano: 2013 - Banca: CESPE - Disciplina:</p><p>Redação - As armas de brinquedo devem sair de</p><p>circulação no Distrito Federal em até dez meses, mas a</p><p>polêmica sobre a proibição delas parece estar longe do</p><p>fim. A lei distrital, sancionada recentemente, impede a</p><p>fabricação, a comercialização e a distribuição de peças</p><p>semelhantes ou não aos armamentos convencionais.</p><p>Estão inclusas as que disparam balas, bolas, espuma, luz,</p><p>laser e assemelhados, as que produzem sons e as que</p><p>projetam quaisquer substâncias. A aprovação da norma</p><p>repercutiu nacionalmente e também fora do Brasil, com</p><p>reportagem no jornal britânico The Guardian. Correio</p><p>Braziliense, 29/9/2013, p. 27 (com adaptações).</p><p>Considerando que o fragmento de texto acima tem</p><p>caráter unicamente motivador, redija um texto</p><p>dissertativo acerca do seguinte tema. O CERCO ÀS</p><p>ARMAS COMO ESTRATÉGIA DE COMBATE À VIOLÊNCIA</p><p>Ao elaborar seu texto, aborde, necessariamente, os</p><p>seguintes aspectos: 1- percepções diversas acerca das</p><p>armas, de instrumento de proteção a símbolo de morte e</p><p>destruição; [valor: 13,00 pontos] 2- efeito educativo</p><p>pretendido com a proibição da venda de armas de</p><p>brinquedo; [valor: 13,00 pontos] 3- limitações de uma</p><p>medida legal como a proibição de venda de armas de</p><p>brinquedo. [valor: 12,00 pontos]</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>As armas apresentam diversas formas de</p><p>interpretação, isto é, podem ser vistas como</p><p>mecanismos de proteção e também pela ótica da</p><p>simbologia da destruição e da morte. Por conta dessa</p><p>ambiguidade, é imperioso que haja um controle severo</p><p>das armas.</p><p>Embora os armamentos possam ser vistos</p><p>como meio de defesa pessoal e da propriedade, existe</p><p>um lobby muito grande a favor delas, especialmente</p><p>nos filmes. Assim, deve haver cercos contra essa</p><p>glamourização, especialmente para não haver incentivo</p><p>sub-reptício à violência.</p><p>A proibição de venda de armas de brinquedo e</p><p>similares é essencial, pois afasta o contato prematuro</p><p>de crianças e adolescentes desse mundo, especialmente</p><p>pelo fato de eles ainda não terem a total capacidade de</p><p>assimilação e discernimento. Embora não combata</p><p>diretamente as causas da violência, essa vedação</p><p>ocasiona um estímulo a que as pessoas compreendam</p><p>que não se deve ver em uma pistola ou revólver a</p><p>panaceia para os problemas.</p><p>Frise-se que a proibição tampouco irá, a curto</p><p>prazo, ser a solução mágica. Essa medida demanda</p><p>gerações e gerações para surtir efeito, isto é, criar uma</p><p>sociedade que não tenha apego às armas de fogo.</p><p>Assim, o efeito educativo pode demorar a mostrar</p><p>resultados, mas é salutar que os jovens não brinquem</p><p>com armas e evitem naturalizá-las como algo simples e</p><p>banal no contexto social.</p><p>Porém, é importante ressaltar que a pura proibição</p><p>legal não tem o condão de realmente afastar as réplicas</p><p>de brinquedo das crianças e adolescentes. Apenas a</p><p>fiscalização, repressão e punição poderão fazer com que</p><p>essa lei proibitiva funcione razoavelmente.</p><p>O combate à violência apresenta diversos</p><p>frentes e um deles é a educação, que permite a</p><p>adequada compreensão da sociedade. Sufocar o acesso</p><p>às armas é primordial, já que além de enfraquecer os</p><p>delinquentes, inocula-se no seio social que arma não é</p><p>brinquedo, mas um instrumento que pode causar graves</p><p>danos.</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>63</p><p>Policia Federal - Agente - Ano: 2009 - Banca: CESPE -</p><p>Disciplina: Redação - Redija um texto dissertativo que</p><p>aborde, necessariamente, os seguintes aspectos: 1-</p><p>relação entre eficiência policial e direitos do cidadão; 2-</p><p>finalidade da repressão policial e sua intensidade; 3-</p><p>aparelho policial como um dos pilares da sociedade</p><p>democrática.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>A segurança pública é algo essencial para o</p><p>funcionamento adequado da sociedade e do próprio</p><p>Estado Democrático de Direito. A ação policial por si só</p><p>não é suficiente para garantir os direitos do cidadão,</p><p>mas é provavelmente uma das principais engrenagens.</p><p>Um policiamento em número suficiente, bem</p><p>treinado e que atue estrategicamente revela o pleno</p><p>cumprimento do importantíssimo princípio</p><p>constitucional da eficiência. Desta forma, transmite-se</p><p>sensação de segurança às pessoas e, como decorrência</p><p>lógica, direitos básicos, como ir e vir e a propriedade,</p><p>podem ser exercitados. Afinal, sem esses direitos e os</p><p>que lhes são desdobramentos, nota-se que o exercício</p><p>da cidadania resta inviabilizado.</p><p>O policiamento ostensivo visa inibir a ação</p><p>criminosa, enquanto que a repressão, por sua vez,</p><p>é o</p><p>combate direto aos delitos. A ação repressiva demanda</p><p>maiores cuidados, pois se for mal calculada, pode ser</p><p>ineficaz ou causar efeitos colaterais às pessoas (uma</p><p>morte de inocente, por exemplo). Assim, ainda que seja</p><p>preciso uma adequada reprimenda, a intensidade deve</p><p>ser suficiente para reprimir sem acarretar</p><p>consequências trágicas. O respeito aos direitos</p><p>individuais, inclusive dos delinquentes, é essencial, ou</p><p>seja, em nome do combate ao crime não é lícito torturar</p><p>ou empregar força excessiva.</p><p>Embora haja muito preconceito em relação ao</p><p>aparelho policial, talvez fruto de um período autoritário</p><p>por conta do golpe de 1964, é preciso que a sociedade</p><p>valorize os policiais e compreenda a importância de seu</p><p>mister para a consecução de um Estado Democrático de</p><p>Direito. Um mínimo de ordem e segurança é vital para a</p><p>existência da sociedade democrática.</p><p>Obviamente, os excessos e transgressões</p><p>devem ser severamente punidos, mas não é correto</p><p>generalizar que todos os agentes de segurança pública</p><p>são corruptos</p><p>É possível verificar que o aparelho policial</p><p>existe para servir ao cidadão, de modo a garantir a paz</p><p>social e, consequentemente, a vivência harmoniosa e</p><p>sadia da sociedade. Para que isso ocorra, é fundamental</p><p>que os direitos mais básicos sejam observados e que a</p><p>polícia atue eficientemente.</p><p>Analista - TRT19 - Ano: 2014 - Banca: FCC - Disciplina:</p><p>Redação - Texto I - Quando se pensa em uma sociedade</p><p>ideal, a referência mais antiga para esta noção provém</p><p>dos textos de Platão, em que se pode encontrar a</p><p>seguinte noção de ideia: "As ideias são imperecíveis,</p><p>possuem existência eterna e estão contidas apenas na</p><p>razão e no pensamento. Quanto às outras coisas, elas</p><p>surgiriam e desapareceriam, seriam passageiras e</p><p>evanescentes, não subsistindo por muito tempo no</p><p>mesmo e único estado". (Cícero, séc. I a.C., em seu livro</p><p>O Orador, III, 10, com adaptações). No entanto, até que</p><p>ponto uma concepção imutável e abstrata de sociedade</p><p>poderia abarcar o que não está previsto? Texto II - Conta-</p><p>se que, para pintar Helena, que teria sido a mais bela das</p><p>mulheres gregas, Zêuxis não procurou um modelo</p><p>abstrato e unívoco de perfeição, mas sim procurou</p><p>compô-la com o que havia de mais belo na variedade de</p><p>pessoas, usando o rosto de uma, os olhos de outra e</p><p>assim por diante. A partir dos textos acima, redija um</p><p>texto dissertativo-argumentativo a respeito do seguinte</p><p>tema: O ideal de sociedade em contraposição ao respeito</p><p>à diversidade.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>A sociedade brasileira foi formada e vem sendo</p><p>constantemente transformada mediante a confluência</p><p>de vários fatores sociais, econômicos e políticos. Assim,</p><p>por termos uma convivência, nem sempre tão</p><p>harmônica, de diversos segmentos humanos, buscar um</p><p>modelo ideal de perfeição torna-se algo extremamente</p><p>inadequado.</p><p>No país temos brancos, indígenas,</p><p>afrodescendentes, asiáticos, europeus, africanos e a</p><p>marcante presença latina. Como decorrência disso, uma</p><p>pessoa com aparência japonesa pode ser tão brasileiro</p><p>quanto um indivíduo com traços físicos suecos, ou seja,</p><p>não existe um padrão brasileiro em específico. Pelo</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>64</p><p>contrário, a nossa maior riqueza está justamente nessa</p><p>Assim, soa inadequado pretendemos analisar e</p><p>buscar um padrão de sociedade, pois as diferenças são</p><p>inúmeras e, fatalmente, sofrem a influência de motivos</p><p>culturais. A cultura dos estrangeiros acaba enraizando-</p><p>se no Brasil, o que contribui para aprofundar a</p><p>harmonia ou, em casos graves, a desarmonia social.</p><p>Porém, é importante lembrar que as diferenças</p><p>regionais também são extremas. Basta comparar a</p><p>cultura amazônica com os costumes do extremo sul</p><p>brasileiro.</p><p>Embora a humanidade sempre tente buscar um</p><p>padrão ideal de perfeição, essa tarefa é inócua, já que</p><p>os modelos sofreram e sofrem mudanças,</p><p>especialmente no tocante ao que se entende por belo.</p><p>Ainda mais na nação brasileira, que acolhe todo tipo de</p><p>crenças e costumes.</p><p>Para que sejamos uma sociedade realmente</p><p>livre, justa e solidária, que respeite a dignidade da</p><p>pessoa humana de modo a contribuir para a real</p><p>concretização de um Estado Democrático de Direito,</p><p>revela-se imperioso a interrupção da busca por modelos</p><p>ideias de sociedade.</p><p>Nota-se, portanto, que o verdadeiro padrão</p><p>ideal é a ausência de padrões, inserindo todos no</p><p>processo de formação constante do país. Apenas assim</p><p>é que poderemos conviver adequadamente com as</p><p>diferenças e olhar o outro com respeito, e não com</p><p>temor.</p><p>Analista - TRT16 - Ano: 2014 - Banca: FCC - Disciplina:</p><p>Redação - I. Atente para o seguinte texto: A todo</p><p>momento somos levados a escolher entre drásticas</p><p>oposições: direita ou esquerda, a favor ou contra o</p><p>aborto, maior ou nenhuma repressão policial e tantas</p><p>mais. Mas é bom lembrar que tais oposições podem ser</p><p>simplórias, e há muito espaço entre os extremos para ser</p><p>investigado e avaliado. II. Com base no trecho acima,</p><p>redija um texto dissertativo-argumentativo. Justifique</p><p>amplamente seu ponto de vista.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>O ser humano possui a natural tendência de</p><p>simplificar os assuntos e fatos da vida social. Isso</p><p>decorre do fato de ser mais fácil e prático apontar os</p><p>geralmente são fruto de debates no mundo virtual ou</p><p>em mesas de botequim.</p><p>Como decorrência lógica, prevalece o binarismo</p><p>argumentativo, isto é, ou a solução é A ou é Z. Assim, ao</p><p>já pré-estabelecer essa distinção dual muito rígida,</p><p>parte-se para a argumentação. Ocorre que isso é uma</p><p>forma ruim de analisar com profundidade temas</p><p>complexos e que envolvem soluções múltiplas e</p><p>multifacetadas.</p><p>Quando da ocorrência dos atentados nos EUA</p><p>em setembro de 2011, o então presidente, George W.</p><p>Bush, na sua política de combater o terrorismo,</p><p>defendeu que ou os países eram aliados dos EUA ou</p><p>eram aliados dos terroristas. Essa frase, além de</p><p>demonstrar um total desrespeito à diplomacia, é um</p><p>exemplo perfeito do maniqueísmo debatedor, muito útil</p><p>para mascarar interesses escusos.</p><p>Com a amplitude do mundo virtual e das redes</p><p>sociais, percebe-se um paulatino empobrecimento das</p><p>discussões que, quando não partem para o campo da</p><p>ofensa pessoal, analisam temas complexos, como a</p><p>violência urbana, pela ótica de um jogo de futebol. Se a</p><p>pessoa não concorda com a repressão brutal da polícia</p><p>exemplo. Ser contra uma atuação policial estúpida não</p><p>significa endossar a ação criminosa, pensamento este</p><p>que deveria ser uma obviedade.</p><p>Muito pelo contrário, ao optar por levantar a</p><p>bandeira da conduta estatal escorreita, defende-se a</p><p>própria Democracia e o tratamento igualitário a todos,</p><p>já que a defesa da brutalidade hoje gera um monstro</p><p>que pode se voltar contra si futuramente.</p><p>Nota-se, portanto, que maniqueísmos</p><p>intelectuais são muito convenientes para determinadas</p><p>construções sociais, além de demonstrarem um nível de</p><p>pobreza intelectual alarmante. Assim, urge que todos</p><p>compreendam que entre os lados radicais há toda uma</p><p>vasta gama de caminhos a serem analisados e</p><p>assimilados.</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>65</p><p>Redação - TRT13 - Ano: 2014 - Banca: FCC - Disciplina:</p><p>Redação - As leis são tão antigas, séculos já trabalharam</p><p>em sua interpretação, inclusive essa interpretação já</p><p>deve ter-se tornado lei. Além disso, a aristocracia não</p><p>tem, evidentemente, nenhuma razão para se deixar</p><p>influenciar na interpretação em nosso desfavor por seu</p><p>interesse pessoal, pois, afinal, as leis foram fixadas desde</p><p>o início a favor da aristocracia, a aristocracia está acima</p><p>da lei e, justamente por isso, a lei parece ter-se colocado</p><p>exclusivamente nas mãos da</p><p>aristocracia. Nisso reside</p><p>s</p><p>In: Nas Galerias. São Paulo, Estação Liberdade, 1989. p.</p><p>93.) Comprovar o valor do mais célebre de todos os</p><p>remédios, chamado moral, exigiria, antes de tudo, pô-lo</p><p>em causa. (Adaptado de: NIETZSCHE, F. A Gaia Ciência.</p><p>acima, escreva um texto dissertativo-argumentativo a</p><p>respeito do diálogo entre o Direito e a moral. Justifique</p><p>seu ponto de vista.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>É inegável que boa parte do arcabouço jurídico</p><p>de uma sociedade sofre influências da moral vigente em</p><p>um determinado período histórico e social. Logo, os</p><p>bens jurídicos tidos por essenciais e os valores mais</p><p>caros da sociedade são albergados pelo Direito</p><p>O grande problema é verificar até que ponto a</p><p>moral vigente em uma época ainda é a mesma que</p><p>vigora nos tempos atuais. Além disso, quais valores</p><p>tidos por importantes tempos atrás ainda são atuais,</p><p>isto é, se estão em conformidade com as mudanças</p><p>ocorridas por conta do robustecimento de novos</p><p>prismas sociais. Um exemplo disso é a questão das</p><p>relações homoafetivas, pois até pouco tempo atrás a</p><p>homossexualidade era vista como uma patologia e,</p><p>atualmente, é um fato social inegável.</p><p>Outro ponto envolve práticas políticas, tais</p><p>via maiores problemas em haver nomeações de</p><p>familiares para cargos comissionados por exemplo.</p><p>Porém, especialmente no período posterior à</p><p>redemocratização, tais práticas passaram a ser tidas</p><p>como inaceitáveis pela sociedade e pelos operadores</p><p>jurídicos.</p><p>Esses exemplos servem para demonstrar que a</p><p>moral e o Direito acabam sendo interdependentes,</p><p>embora nem sempre isso seja o ideal. Afinal, por ser um</p><p>conceito muito aberto e volátil, não seria improvável</p><p>que ocorressem algumas injustiças. Ademais, o Estado</p><p>não pode ficar ao talante de moralismos de ocasião ou</p><p>pressões de maiorias. Dessa forma, a atuação estatal</p><p>deve ser pautada em verificar situações de ampliação</p><p>de direitos sem restringir ou prejudicar determinados</p><p>grupos.</p><p>Logo, ao viabilizar o casamento homoafetivo,</p><p>não é aceitável restringir o casamento heteroafetivo,</p><p>por exemplo. É moralmente aceitável a concessão ou</p><p>extensão de direitos básicos a grupos sociais</p><p>vulneráveis. Outro ponto fundamental é que o</p><p>ordenamento jurídico deve possuir um núcleo duro que</p><p>sustente a existência do próprio Estado e crie</p><p>regulações mínimas para a sociedade. E, como</p><p>decorrência disso, é inadequado que haja</p><p>permeabilidade moral que possa afetar tal núcleo.</p><p>Nota-se, portanto, que a moral e o Direito</p><p>caminham com interdependência em diversos pontos,</p><p>mas também devem possuir campos próprios de</p><p>atuação para que não sejam geradas situações injustas</p><p>ou que possam comprometer a estruturação mínima</p><p>dasociedade.</p><p>Redação - TRT2 - Ano: 2014 - Banca: FCC - Disciplina:</p><p>Redação - Há quem acredite que, ao noticiar um fato, o</p><p>jornalista deve ater-se à objetividade desse fato, sem</p><p>submetê-lo a uma perspectiva mais pessoal. Mas há</p><p>também quem creia que nenhum fato existe fora de</p><p>alguma perspectiva pessoal e, nesse caso, a objetividade</p><p>plena de uma notícia é apenas ilusória. Escreva uma</p><p>dissertação em prosa posicionando-se quanto a uma das</p><p>duas convicções apresentadas ou ponderando sobre</p><p>ambas. Justifique amplamente seu ponto de vista.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>Existem diversos estudos apontando que a</p><p>imprensa deve ser isenta e imparcial ao noticiar um</p><p>fato, especialmente aqueles que envolvem poderosos</p><p>interesses políticos e econômicos. Porém, é</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>66</p><p>humanamente impossível não haver um grau de</p><p>subjetividade ou colocação de viés pessoal em uma</p><p>matéria jornalística.</p><p>A própria escolha de termos ou indagações a</p><p>alguns especialistas acabam revelando um</p><p>posicionamento pessoal do jornalista ou do veículo de</p><p>comunicação a que ele pertence. Um ponto interessante</p><p>é verificar que determinados jornais sempre pedem a</p><p>opinião de determinados especialistas com uma visão</p><p>ideológica específica sobre, por exemplo, escolhas</p><p>econômicas. Logo, ainda que de maneira escamoteada,</p><p>é possível extrair uma escolha por parte de um veículo</p><p>comunicador.</p><p>Em um mundo ideal seria excelente haver total</p><p>isenção por parte da matéria jornalística, mas é preciso</p><p>viver a realidade. Como é e será muito difícil garantir</p><p>uma imparcialidade total, é importante que as pessoas,</p><p>desde os bancos escolares, sejam conscientizadas sobre</p><p>a temática da mídia e suas escolhas políticas ou</p><p>econômicas.</p><p>Assim, a inoculação nas pessoas, especialmente</p><p>nos jovens, da capacidade de ler e discernir o que é fato</p><p>e o que é opinião é fundamental, pois isso ajuda a evitar</p><p>a perenização de monopólios ou oligopólios midiáticos.</p><p>Outro ponto importante refere-se ao uso de</p><p>determinados termos. Evidentemente, é muito mais</p><p>ma</p><p>possam passar despercebidamente para muitos, em um</p><p>olhar mais atento, revelam uma escolha do profissional</p><p>da imprensa e, em muitos casos, o interesse acoplado</p><p>em divulgar de uma determinada maneira um fato. Ou</p><p>não divulgá-lo com muita amplitude, já que poderia,</p><p>por exemplo, contrariar alguns interesses em específico.</p><p>Nota-se, portanto, que a tão propalada isenção</p><p>midiática é um tema muito falacioso, pois ao pretender</p><p>ser imparcial, automaticamente já demonstra a real</p><p>intenção de não sê-lo.</p><p>Redação - TRT1 - Ano: 2014 - Banca: FCC - Disciplina:</p><p>Redação - Texto I - A violência contra as mulheres não é</p><p>um fenômeno tópico, muito menos específico dos</p><p>espaços públicos, mas estrutural, multidimensional,</p><p>disseminado, enraizado e, correntemente, recôndito.</p><p>(FANINI, Michele Asmar. Disponível em:</p><p>http://observatoriodaimprensa.com.br) - Texto II - Não</p><p>se corrigem do dia para a noite preconceitos ou abusos</p><p>relacionados a questões de gênero e enraizados na</p><p>sociedade. Enquanto isso, é importante que sejam</p><p>oferecidas formas de minorar o dano das vítimas. A</p><p>respeito do vagão rosa, afirma Olgamir Amância, titular</p><p>da população. Mas certamente, como somos a maioria,</p><p>Disponível em: http://agenciabrasil.ebc.com.br) - Texto</p><p>III -</p><p>colocadas na posição de objetos de desejo ou objetos de</p><p>posse. E os homens são vistos como vítimas do próprio</p><p>desejo, sem a necessidade de se responsabilizar por ele.</p><p>Acho curioso que homens não façam protestos contra o</p><p>homem é ofensiva ao extremo. (BRUM, Eliane.</p><p>Disponível em: http://brasil.elpais.com) - Com base nos</p><p>textos acima, escreva um texto dissertativo-</p><p>argumentativo, justificando amplamente seu ponto de</p><p>vista, sobre o tema: Questões de gênero e violência:</p><p>medidas paliativas ou necessárias?</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>O Brasil ainda enfrenta problemas com o</p><p>machismo, especialmente no modo de ver a mulher</p><p>como um objeto, e não como uma pessoa com direitos e</p><p>deveres. A cultura machista é reproduzida, consciente</p><p>ou inconscientemente, por diversos segmentos sociais, o</p><p>que ajuda a objetificar o sexo feminino.</p><p>Somado a isso, o alcoolismo ou vício em drogas</p><p>contribuem para agravar ainda mais o problema, haja</p><p>vista a perda de compreensão sensitiva e até mesmo</p><p>motora no momento da perpetração da</p><p>agressão.Embora as denúncias tenham aumentado, é</p><p>inegável que elas não representam a realidade fática.</p><p>Um percentual significativo de casos violentos deixa de</p><p>ser registrado por inúmeros fatores.</p><p>O principal talvez seja o temor social, isto é, em</p><p>uma sociedade estruturalmente machista, a mulher</p><p>vitimizada pode imaginar que será mal vista em seu</p><p>círculo social caso denuncie seu companheiro ou</p><p>familiar agressor. Diante desse quadro, é fundamental</p><p>que existam medidas estatais que coíbam ou minorem</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>67</p><p>os efeitos da violência contra a mulher, que</p><p>pode</p><p>ocorrer em vários matizes de intensidade.</p><p>Embora se saiba que essas medidas por si só</p><p>não resolvam o problema, ao menos ajudam a</p><p>solucionar a problemática para a vítima. Mas, em longo</p><p>prazo, talvez elas sirvam para diminuir os casos de</p><p>violência e tornar a sociedade mais conscientizada.</p><p>Afinal, mais importante que a previsão de penalidades é</p><p>a real efetivação delas, de modo a destruir a perniciosa</p><p>sensação de impunidade.</p><p>Logo, enquanto tivermos uma sociedade</p><p>machista e misógina, que não respeita a dignidade mais</p><p>básica da mulher, as medidas preventivas e repressivas</p><p>devem existir, sob pena de o Estado incidir na violação</p><p>do princípio da vedação da proteção insuficiente. E, com</p><p>isso, acaba fulminando vários pilares de sustentação de</p><p>um Estado Democrático de Direito.</p><p>Nota-se, portanto, que as medidas de proteção</p><p>à mulher, na via repressiva ou preventiva, são</p><p>essenciais para assegurar a proteção adequada para a</p><p>vítima da violência. Ademais, elas são imperiosas para</p><p>a concretização do objetivo de construir uma sociedade</p><p>justa, livre e solidária.</p><p>Redação - TRT16 - Ano: 2014 - Banca: FCC - Disciplina:</p><p>Redação I- Venham de onde venham, imigrantes,</p><p>emigrantes e refugiados, cada vez mais unidos em redes</p><p>sociais, estão aumentando sua capacidade de incidência</p><p>política sobre uma reivindicação fundamental: serem</p><p>tratados como cidadãos, em vez de apenas como mão de</p><p>obra (barata ou de elite). (Adaptado de:</p><p>http://observatoriodadiversidade.org.br). II - A</p><p>intensificação dos fluxos migratórios internacionais das</p><p>últimas décadas provocou o aumento do número de</p><p>países orientados a regulamentar a imigração. Os</p><p>argumentos alegados não são novos: o medo de uma</p><p>trabalhadores autóctones, a perda da identidade</p><p>nacional. III - Ainda não existe uma legislação</p><p>internacional sólida sobre as migrações internacionais.</p><p>Assim, enquanto que os direitos relativos ao</p><p>investimento estrangeiro foram se reforçando cada vez</p><p>mais nas regras estabelecidas para a economia global,</p><p>pouca atenção vem sendo dada aos direitos dos</p><p>trabalhadores. (II e III adaptados de:</p><p>http://www.migrante.org.br) Considerando o que se</p><p>afirma em I, II e III, desenvolva um texto dissertativo-</p><p>argumentativo, posicionando-se a respeito do seguinte</p><p>tema: Mobilidade humana e cidadania na atualidade.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>A temática imigratória apresenta duas óticas</p><p>bem distintas que são utilizadas a depender do</p><p>momento econômico de uma nação. Quando o país</p><p>precisa de mão de obra para reconstruí-lo (no período</p><p>imediatamente posterior a uma guerra, por exemplo),</p><p>os imigrantes são muito bem vindos. Já quando há uma</p><p>situação de penúria socioeconômica, automaticamente</p><p>a culpabilidade e toda gama de preconceitos recaem</p><p>sobre eles.</p><p>Imigrar é algo que faz parte da história</p><p>humana, ocorrendo de forma voluntária ou através do</p><p>uso da força. Atualmente, em uma sociedade cada vez</p><p>mais globalizada e conectada, ela é algo que irá ganhar</p><p>cada vez mais fôlego. Um ponto interessante é a</p><p>chamada fuga de cérebros, isto é, vários países do</p><p>primeiro mundo aceitam receber imigrantes com alta</p><p>qualificação técnica. Já os que não possuem uma</p><p>instrução adequada não são aceitos no país-</p><p>destinatário.</p><p>É importante frisar que a imigração, em muitos</p><p>casos, é uma necessidade humana para tentar obter</p><p>melhores condições de vida. Sem o suporte adequado</p><p>no país receptor, a situação desses seres humanos</p><p>torna-se a pior possível. Até mesmo para deportá-los é</p><p>preciso respeitar a condição de pessoa humana. Afinal,</p><p>pretende-se viver em um mundo civilizado e que</p><p>observe os direitos mais básicos das pessoas previstos</p><p>em inúmeros tratados internacionais. Portanto, ainda</p><p>que exista uma situação irregular por parte do</p><p>imigrante, tal fato não o desumaniza e obriga a manter</p><p>respeito a um núcleo mínimo de direitos.</p><p>Com a ilegalidade vicejante na teia imigratória,</p><p>os migrantes tornam-se alvos fáceis para interesses</p><p>escusos e acabam caindo nas garras de máfias, como a</p><p>prostituição ou trabalho escravo. Somado a isso, o</p><p>preconceito agrava ainda mais esse quadro, deixando</p><p>esse significativo contingente humano completamente</p><p>desprotegido.</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>68</p><p>O aspecto cultural é outro ponto de</p><p>conflituosidade, pois muitas sociedades querem manter</p><p>considerada uma ameaça ao modo de vida típico. Em</p><p>realidade, o choque de culturas distintas é algo que fez</p><p>e faz parte de toda a história, e não vai ser agora que</p><p>esse mecanismo irá mudar.</p><p>Nota-se, portanto, que a imigração é um tema</p><p>sensível e que abarca visões diferentes. Porém, é um</p><p>problema que deve ser enfrentado de modo a garantir</p><p>padrões mínimos de dignidade para os migrantes.</p><p>Procurador Municipal - PGM-Sarandi/PR - Ano: 2014 -</p><p>Banca: FAUEL - Disciplina: Redação - Tema da redação:</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>Embora alguns direitos tidos nos tempos atuais</p><p>possam ser enxergados com naturalidade, analisando-</p><p>se o prisma histórico, verificamos a penosidade da luta</p><p>para inseri-los em um texto constitucional e no</p><p>ordenamento infraconstitucional.</p><p>Muito dificilmente uma conquista social é fruto</p><p>de um processo pacífico ou sem maiores dificuldades,</p><p>pois é uma tendência humana pretender manter</p><p>determinadas situações por conta de interesses políticos</p><p>e econômicos. Um exemplo claro disso envolve a</p><p>questão dos direitos laborais. Temas tão simples nos</p><p>dias de hoje, como férias, limitação da jornada e</p><p>trabalho infantil, simplesmente não eram enxergados</p><p>como direitos mínimos, mas como algo intangível e que</p><p>trabalhadores.</p><p>Portanto, não é incorreto afirmar que direitos</p><p>não são concedidos, mas sim conquistados. A luta por</p><p>menos desigualdades sempre permeou a humanidade,</p><p>geralmente partindo do dominado os esforços para</p><p>modificar a situação até chegar a um ponto de</p><p>insustentabilidade de manutenção do status quo.</p><p>Com isso, o poder dominante é obrigado a fazer</p><p>concessões e, a partir daí, a conquista incorpora-se ao</p><p>seio social e sua revogação/anulação pode trazer</p><p>consequências extremamente gravosas. Mesmo que as</p><p>diversas vitórias garantidoras da cidadania sejam</p><p>necessárias para a construção de uma sociedade livre,</p><p>justa e solidária, ainda persistem diversas escaramuças</p><p>para retirar vários direitos tomando por base</p><p>fundamentos econômicos, isto é, elas atrapalhariam o</p><p>desenvolvimento.</p><p>Ora, é preciso analisar qual o modelo de</p><p>sociedade que se pretende ter: uma que prime pelo</p><p>respeito e convívio social harmônico ou uma que</p><p>coloque o desenvolvimento em um patamar divino e</p><p>que deve suplantar o indivíduo em prol de uma suposta</p><p>melhoria econômica?</p><p>Nota-se, portanto, que a cidadania é uma</p><p>conquista constante de direitos e de perpetuação deles,</p><p>de modo viabilizar plenamente um Estado Democrático</p><p>de Direito e moldar uma sociedade que coloque a</p><p>pessoa em primeiro plano.</p><p>Redação - Câmara de Duque de Caxias/RJ - Ano: 2014 -</p><p>Banca: Dom Cintra - Disciplina: Redação Escreva um</p><p>texto dissertativo sobre Os Jogos Olímpicos de 2016</p><p>abordando os seguintes itens: conceito e origem;</p><p>vantagens para a cidade-sede e municípios vizinhos,</p><p>particularmente Duque de Caxias; papel da mídia na</p><p>cobertura do evento.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>Os Jogos Olímpicos, também conhecidos como</p><p>Olimpíadas, são um evento de escala planetária</p><p>realizados de quatro em quatro anos em uma</p><p>determinada cidade escolhida para sediar diversas</p><p>modalidades esportivas.</p><p>Em relação à origem, aponta-se que havia uma</p><p>série de competições realizadas entre representantes de</p><p>várias Cidades-estados da Grécia antiga, principalmente</p><p>na modalidade atlética, mas também com combates e</p><p>corridas de bigas. Por conta de questões políticas e</p><p>sociais houve o declínio desse evento na Grécia, sendo</p><p>que ao longo do século XIX existiram algumas</p><p>tentativas de ressuscitar esse evento.</p><p>Após inúmeras tratativas e a criação do Comitê</p><p>Olímpico Internacional, decidiu-se que os primeiros</p><p>jogos olímpicos da Era Moderna seriam realizados em</p><p>Atenas (o que ocorreu no ano de 1896).</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>69</p><p>Esse evento esportivo é muito importante para</p><p>a cidade escolhida, pois ocorre um incremento da</p><p>atividade turística e, o mais importante, incentiva a</p><p>união de esforços entre a iniciativa privada e o poder</p><p>público para que algumas obras sejam feitas. Assim,</p><p>empreendimentos na área de transporte, revitalização</p><p>ambiental de determinadas áreas e maior visibilidade</p><p>da cidade em escala mundial são alguns dos benefícios</p><p>mais imediatos.</p><p>Importante destacar que as cidades próximas</p><p>também se beneficiam, já que a demanda aquecida por</p><p>serviços e mão de obra certamente afetará</p><p>positivamente asdemais municipalidades adjacentes.</p><p>Com isso, os benefícios ambientais, sociais e econômicos</p><p>se espalharão. No caso do Rio de Janeiro, pode ser</p><p>citada a revitalização da Baía de Guanabara, que</p><p>abrange vários municípios, inclusive Duque de Caxias, e</p><p>que precisa ser despoluída para a prática de diversos</p><p>esportes aquáticos.</p><p>Outro ponto importante é que, para uma</p><p>adequada cobertura do evento, revela-se primordial</p><p>uma estrutura de mídia, como, por exemplo, suporte</p><p>para Internet e transmissão via satélite, estrutura física</p><p>e humana adequadas... Assim, a mídia, além de exercer</p><p>um papel fundamental na motivação dos habitantes da</p><p>cidade-sede, também é essencial como transmissora dos</p><p>jogos para inúmeros países. Percebe-se, portanto, que</p><p>ela é um dos pilares para o sucesso financeiro e social</p><p>das Olimpíadas.</p><p>Nota-se que os Jogos Olímpicos podem ser</p><p>considerados como o motor para desenvolver uma</p><p>cidade e sua vizinhança, gerando vantagens sociais e</p><p>econômicas, especialmente no turismo e na</p><p>infraestrutura.</p><p>Redação - SPTrans - Ano: 2014 - Banca: VUNESP -</p><p>Disciplina: Redação - Texto 1: Criatividade e inovação -</p><p>O verdadeiro diferencial das empresas - O ambiente</p><p>competitivo atual tem sido regido por transformação</p><p>tecnológica, globalização, competição acirrada e extrema</p><p>ênfase na relação custo-benefício, qualidade e satisfação</p><p>do cliente, exigindo um foco muito maior na criatividade</p><p>e na inovação como competência estratégica das</p><p>organizações. E, se essa competência estratégica não for</p><p>rapidamente priorizada e incrementada, a organização</p><p>tenderá a ficar obsoleta, tal é a rapidez das mudanças e</p><p>da implementação de novos serviços e produtos. No</p><p>passado, o que imperava era o valor da padronização dos</p><p>processos de trabalho; mas agora o cerne são as pessoas,</p><p>como assimiladoras e criadoras do conhecimento de que</p><p>as organizações precisam para serem competitivas.</p><p>Estamos no terceiro milênio! Os concorrentes estão em</p><p>qualquer lugar, não há fronteiras e, dessa forma, inicia-se</p><p>um processo de revitalização dos seres humanos e de sua</p><p>capacidade criativa, conhecedora e de aprendizagem</p><p>constante, diferenciando-os por seus talentos. (Fátima</p><p>Holanda. Disponível em:</p><p><http://www.portaleducacao.com.br/gestao-e-</p><p>lideranca/artigos/3395/criatividade-e-inovacao-o-</p><p>verdadeiro-diferencial-das-empresas>. Acesso em: 19</p><p>ago 2012. Adaptado) Texto 2: Promovendo um ambiente</p><p>favorável à criatividade nas organizações - Tendo</p><p>identificado tanto as qualidades do ambiente de trabalho</p><p>que promovem a criatividade quanto as condições que a</p><p>inibem, pesquisadores consideram que níveis mais altos</p><p>de criatividade provavelmente ocorrerão em pessoas</p><p>flexíveis, com uma bagagem relevante de conhecimento,</p><p>que gostam do que fazem e que trabalham num</p><p>ambiente onde se sentem desafiadas, encorajadas a</p><p>correr os riscos que a implantação de uma nova ideia</p><p>implica e apoiadas em sua autonomia. (Eunice M. L. S. de</p><p>Alencar. RAE: Revista de Administração de Empresas. São</p><p>Paulo, v. 38, n.2., p.24. Abra/Jun. 1998. Disponível em:</p><p><http://www.scielo.br/pdf/rae/vol38n2/a03v38n2.pdf>.</p><p>Acesso em: 05 ago 2012. Adaptado) - Texto 3: A</p><p>importância da criatividade como habilidade empresarial</p><p>para o terceiro milênio - A criatividade é o motor das</p><p>empresas bem sucedidas. Num cenário marcado por</p><p>rápidas mudanças, riscos e incertezas, a habilidade de</p><p>-se imprescindível. A demanda por</p><p>criatividade na empresa vem-se acentuando, dada a</p><p>atual característica do mundo dos negócios, que</p><p>recompensa as posturas inovadoras e praticamente</p><p>penaliza as atitudes conservadoras. Say Wes Anderson,</p><p>diretor executivo do Nacional Center for Creativity, em</p><p>como parte de uma tendência que reconhece os</p><p>colaboradores não somente como um par de mãos, mas</p><p>prontas ou receitas infalíveis sobre como ser criativo no</p><p>mundo profissional não existem. Existem caminhos para</p><p>ativar a porção criativa que habita todo ser humano,</p><p>maneiras de fomentar o pensamento criativo, de incitar</p><p>o potencial criador de cada um. A condição fundamental</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>70</p><p>para o sucesso desse processo de autodesenvolvimento</p><p>é a não percepção da criatividade como algo mítico,</p><p>privilégio de poucas pessoas. O pensamento criativo</p><p>pode ser praticado e utilizado por todos, como um</p><p>importante elo entre as habilidades de pensamento</p><p>existentes e a capacidade de geração de novas ideias.</p><p>(Maria Schuler (coord.). Comunicação estratégica. São</p><p>Paulo: Atlas, 2004. Adaptado). A criatividade é</p><p>considerada um diferencial relevante entre profissionais</p><p>das mais diversas áreas. Trata-se de um atributo que</p><p>depende de muitas variáveis, entre elas, trabalho</p><p>individual comprometido e condições adequadas no</p><p>ambiente de trabalho. Considerando os textos dados</p><p>como ponto de partida para suas reflexões e com base</p><p>em suas próprias informações e ideias sobre o assunto,</p><p>redija um texto dissertativo focado no tema:</p><p>CRIATIVIDADE E TRABALHO: O PROFISSIONAL IDEAL NO</p><p>MUNDO CONTEMPORÂNEO - Instruções: Redija sua</p><p>dissertação empregando a variante culta da língua</p><p>portuguesa, em sua modalidade escrita. Não copie nem</p><p>apenas parafraseie os textos subsidiários.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>Em uma sociedade cada vez mais globalizada e</p><p>conectada, ocorrem diversas transformações em um</p><p>ritmo alucinante. E, logicamente, esse processo afeta o</p><p>mundo profissional e as próprias companhias. Como a</p><p>única certeza é a própria incerteza, o elemento criativo</p><p>torna-se primordial para um bom ambiente de trabalho</p><p>e para a sobrevivência.</p><p>O profissional ideal do século XXI é aquele</p><p>capaz de se amoldar às vicissitudes e incertezas do</p><p>mundo, com capacidade de dar soluções rápidas e</p><p>compreendendo as demandas impostas ao mesmo.</p><p>Somado a isso, deve ser pró-ativo e ter a capacidade de</p><p>trabalhar em grupo, quando for preciso, e de atuar</p><p>individualmente nos momentos em que isso for</p><p>necessário.</p><p>A tecnologia exerce um papel fundamental no</p><p>processo criativo e no ambiente laborativo, já que</p><p>permite encontrar saídas ou oportunidades. Assim,</p><p>especialmente nos momentos de dificuldade ou de</p><p>problemas, aliar tecnologia e criatividade pode ser o</p><p>vetor que garanta o sucesso de um empreendimento,</p><p>gerando satisfação pessoal, financeira e social.</p><p>Além disso, a criatividade é importante porque</p><p>ajuda no aperfeiçoamento de técnicas e métodos de</p><p>trabalho, permitindo que produtos ou ideias até então</p><p>tidas como consagradas sejam readaptadas. Como</p><p>decorrência, quem não se atualiza ou busca formas de</p><p>inserção no mercado cada vez mais competitivo, fica</p><p>para trás, não importando o fato de ter uma marca ou</p><p>produto que estão arraigados no imaginário popular.</p><p>Um exemplo claro disso é o caso da</p><p>KODAK,</p><p>empresa centenária e com uma penetração no seio</p><p>social mundial inigualável. Mas, devido ao fato de não</p><p>aliar criatividade com profissionais sagazes, entrou em</p><p>declínio.</p><p>Nota-se que ser criativo não é mais visto como</p><p>supérfluo, mas como uma necessidade para enfrentar</p><p>os dilemas e conturbações de um mundo cada vez mais</p><p>competitivo e que demanda soluções eficientes em um</p><p>tempo curto.</p><p>Redação - Escrivão de Polícia - PCGO - Ano: 2014 -</p><p>Banca: FUNCAB - Disciplina: Redação - Motivado pela</p><p>leitura dos textos seguintes, sem, contudo, copiá-los ou</p><p>parafraseá-los, redija um TEXTO DISSERTATIVO com, no</p><p>mínimo, 20 e, no máximo, 25 linhas, em modalidade e</p><p>limites solicitados, em norma-padrão da língua</p><p>portuguesa sobre o tema: SOMENTE ASSUMINDO SUA</p><p>CAMINHO L EGÍTIMO NA BUSCA DO FORTA LECIMENTO</p><p>DA DEMOCRACIA BRASILEIRA. Texto 1 - POLÍCIA</p><p>(TITÃS)- Dizem que ela existe / Dizem que ela existe /Pra</p><p>proteger! / Eu sei que ela pode / Te parar! / Eu sei que</p><p>ela pode / Te prender!... / Polícia! / Para quem precisa /</p><p>Polícia! / Para quem precisa / De polícia... / Dizem pra</p><p>você /Obedecer! / Dizem pra você / Responder! / Dizem</p><p>pra você / Cooperar! / Dizem pra você / Respeitar!...</p><p>Texto 2 - Polícia Contemporânea - Nova Forma de se</p><p>Pensar e Fazer Segurança Pública -</p><p>(1999) segurança é, sem dúvida, o campo mais vasto,</p><p>além de ser mais antiga preocupação do Estado.</p><p>Entretanto, o atendimento à segurança pública extravasa</p><p>as possibilidades das medidas administrativas, e</p><p>demanda atenções da natureza política e judicial. Assim,</p><p>considera-se segurança um valor social a ser mantido ou</p><p>alcançado em que o interesse coletivo na existência da</p><p>ordem jurídica e na incolumidade do Estado e dos</p><p>indivíduos esteja atendido, a despeito de</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>71</p><p>comportamentos e de situações adversativas. Para</p><p>manter ou alcançar esta situação, o Estado deverá atuar,</p><p>preventiva ou repressivamente, em quase todos os</p><p>setores da atividade humana, tantos são os</p><p>comportamentos adversativos capazes de comprometê-</p><p>la e de situações que a ponham em risco. Para ROLIM</p><p>(2006), é inaceitável a ideia deque a solução para a</p><p>segurança pública está no desenvolvimento de políticas</p><p>de segurança. Ao tempo em que está convencido de que</p><p>a solução está na decisão de se construir políticas</p><p>focadas na diminuição da criminalidade e da violência.</p><p>Ou seja, a melhor solução seria investimentos em</p><p>políticas públicas a fim de diminuir as desigualdades e as</p><p>injustiças sociais, procurando reduzir os fatores de riscos</p><p>- Polícia Contemporânea</p><p>- Claudete Lehmkuhl - Ten Cel PMSC - Luís Roberto de</p><p>Carlos - Ten Cel PMSC - Disponível em:</p><p><www.feneme.org.br.>. Acesso em 10/04/2014</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>A segurança pública é, certamente, um tema</p><p>que preocupa uma parcela considerável da sociedade</p><p>brasileira, especialmente pelo fato de ser algo que</p><p>cotidianamente gera reflexos nas pessoas.</p><p>Embora seja sabido que a prestação estatal de</p><p>segurança não possa ocorrer apenas através de seu</p><p>braço armado, isto é, a instituição policial, é</p><p>fundamental que ela seja fortalecida. Ao ganhar</p><p>robustez, ela poderá contribuir para a adequada</p><p>concretização de um Estado Democrático de Direito e a</p><p>construção de uma sociedade livre, justa e solidária.</p><p>A função social policial é, além de reprimir os</p><p>delitos, empreender investigações de modo a eliminar</p><p>focos de criminalidade. Somado a isso, uma série de</p><p>medidas sociais e políticas devem ocorrer, haja vista o</p><p>policial não ser a panaceia para os males do mundo. Ao</p><p>propiciar um ambiente público seguro, as pessoas</p><p>melhorada.</p><p>Um meio importantíssimo para isso é a</p><p>integração profunda entre o aparato de investigação e</p><p>de repressão com a sociedade organizada (associações</p><p>de moradores, ONGs...). Desta forma, além da evidente</p><p>troca de experiências e de informações, florescerá a</p><p>noção de pertencimento coletivo a um tecido social</p><p>único. Afinal, a visão de que a polícia é uma instituição</p><p>malévola e que só serve para defender os interesses de</p><p>uma elite mais malévola ainda não condiz com a</p><p>realidade fática.</p><p>Deve ser frisado que a Democracia é algo a ser</p><p>construído cotidianamente e que demanda um</p><p>ambiente sadio e seguro para que ela tome corpo. O</p><p>recrudescimento da violência só gera descrença nas</p><p>instituições e nas pessoas e, assim, o próprio Estado</p><p>Democrático de Direito fica afetado.</p><p>Nota-se, portanto, ser imperioso que haja uma</p><p>integração permanente entre o aparato de segurança</p><p>pública e sociedade organizada. Somente assim a</p><p>Democracia será fortalecida e todos sairão ganhando.</p><p>Redação - TRT20 - Ano: 2011 - Banca: FCC - Disciplina:</p><p>Redação - Trabalho: 1. atividade profissional regular</p><p>remunerada ou assalariada; 2. atividade humana que,</p><p>com o auxílio ou não de máquinas, se caracteriza como</p><p>fator essencial de bens e serviços. É perturbador</p><p>constatar que, em pleno século XXI, ainda haja</p><p>trabalhadores submetidos a condições análogas às do</p><p>trabalho escravo. A partir das considerações acima,</p><p>redija um texto dissertativo-argumentativo a respeito da</p><p>afirmativa: Uma sociedade justa é aquela que garante o</p><p>respeito ao trabalhador.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>A Constituição brasileira prevê a livre iniciativa</p><p>como um dos fundamentos, ou seja, endossou o modelo</p><p>capitalista. Porém, ainda que tenha adotado esse molde</p><p>econômico, ele não é absoluto e deve se compatibilizar</p><p>com a dignidade humana e, principalmente, com as</p><p>conquistas sociais existentes no Direito do Trabalho.</p><p>Há muito tempo abandonou-se a visão</p><p>totalmente liberal, isto é, em que o capital era colocado</p><p>acima da pessoa. Tal ótica gerou o recrudescimento das</p><p>desigualdades sociais e ignorava normas mínimas</p><p>laborais, permitindo, inclusive, o trabalho infantil em</p><p>condições ultrajantes. Ao alçar a pessoa como vértice</p><p>do ordenamento jurídico, todas as demais disposições e</p><p>aspectos sociais, econômicos e políticos devem sofrer os</p><p>efeitos dessa opção, ou seja, não podem ignorar a</p><p>primazia dos direitos fundamentais.</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>72</p><p>No campo trabalhista, área fértil para haver</p><p>exploração por parte dos empregadores, é imperioso</p><p>que os direitos obreiros, conquistados com muita</p><p>penosidade, sejam garantidos. Somente assim</p><p>poderemos realmente concretizar um Estado</p><p>Democrático de Direito e construir uma sociedade livre,</p><p>justa e solidária. Embora existam várias investidas no</p><p>sentido de restringir ou suprimir alguns direitos por</p><p>conta de custos econômicos, tal argumentação não</p><p>merece prosperar.</p><p>Ao haver a prevalência financeira em relação</p><p>aos direitos trabalhistas, abre-se a porta para que</p><p>retornemos aos sombrios tempos de relações pré-</p><p>capitalistas, ainda que utilizando discursos pomposos</p><p>ou rebuscados para encobrir algo simples: a</p><p>maximização dos lucros em detrimento da dignidade.</p><p>Ademais, é preciso que façamos uma escolha sobre o</p><p>modelo de sociedade que pretendemos ter: aquela em</p><p>que o desenvolvimento é buscado custe o que custar ou</p><p>uma sociedade que concilia desenvolvimento e bem</p><p>estar social.</p><p>Nota-se que uma sociedade harmoniosa e que</p><p>constantemente edifique o primado da dignidade da</p><p>pessoa humana demanda o respeito e a manutenção</p><p>dos direitos dos trabalhadores. Isso é fundamental para</p><p>que um mínimo de paz social entre empregados e</p><p>empregadores possa existir.</p><p>Redação - TSE - Tribunal Superior Eleitoral - Ano: 2012 -</p><p>Banca: CONSULPLAN - Disciplina: Redação Texto I -</p><p>gregos, um espaço seguro, ordenado e manso, onde os</p><p>homens podiam se dedicar à busca da felicidade. O</p><p>político seria aquele que cuidaria desse espaço. A</p><p>vocação política,</p><p>assim, estaria a serviço da felicidade dos</p><p>moradores da cidade. (...) Vocação é diferente de</p><p>profissão. Na vocação a pessoa encontra a felicidade na</p><p>própria ação. Na profissão, o prazer se encontra não na</p><p>ação. O prazer está no ganho que dela se deriva. (...)</p><p>Nosso futuro depende dessa luta entre políticos por</p><p>vocação e políticos por profissão. O triste é que muitos</p><p>que sentem o chamado da política não têm coragem de</p><p>com gigolôs e de terem de conviver com gigolôs. - Texto</p><p>II - A maioria dos governos no Oriente Médio está</p><p>falhando ao reconhecer a importância da Primavera</p><p>Árabe e responde com repressão e mudanças</p><p>meramente superficiais às demandas do povo, afirma o</p><p>último relatório da Anistia Internacional sobre a região.</p><p>Luther, diretor interino da Anistia Internacional para</p><p>mudanças concretas em relação à forma como são</p><p>governados e querem que os crimes do passado sejam</p><p>http://oglobo.globo.com/) - Texto III -</p><p>emana do povo, que o exerce por meio de</p><p>representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta</p><p>Brasil de 1988). Nos nossos dias, temos visto e</p><p>acompanhado movimentos revolucionários e derrubada</p><p>de ditadores cada vez mais frequentes em todo o</p><p>mundo: Espanha, Grécia, Nova York, Mundo Árabe... O</p><p>Brasil teve, em sua história, movimentos sociais que o</p><p>conduziram à Democracia que vivemos hoje. Diante de</p><p>tais fatos, algumas questões exigem reflexões e</p><p>discussões sérias por parte da sociedade. Considerando</p><p>os textos de referência, discorra sobre a participação</p><p>social através do voto, instrumento prático de cidadania,</p><p>tendo em vista os direitos e deveres do eleitor e do</p><p>eleito.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>Cidadania deve ser entendida como um</p><p>contínuo processo construtivo para a nação, ou seja, ela</p><p>não se inicia e tampouco se encerra durante as eleições.</p><p>Pelo contrário, nas eleições ocorre apenas uma das</p><p>facetas de seu exercício.</p><p>A Constituição brasileira consagra que todo</p><p>poder emana do povo, sendo que ele pode ser exercido</p><p>por representantes eleitos ou diretamente, através do</p><p>plebiscito, referendo ou iniciativa popular de leis. Além</p><p>disso, a fiscalização diuturna e participação das pessoas</p><p>nas escolhas estatais são outras formas que as pessoas</p><p>possuem para robustecer esse importante fundamento</p><p>constitucional e, por decorrência, do próprio Estado</p><p>Democrático de Direito.</p><p>O voto é uma arma muito poderosa que está</p><p>nas mãos dos cidadãos e que permite alterar</p><p>profundamente os rumos da nação. Em que pese haver</p><p>práticas que distorcem o sufrágio eleitoral, é melhor ter</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>73</p><p>a possibilidade de votar do que não tê-la. É importante</p><p>destacar que a eleição é o momento em que se decide</p><p>se determinados grupos políticos devem ser alçados ao</p><p>poder, mantidos ou retirados.</p><p>Embora o Brasil esteja longe de ser um país</p><p>perfeito, constantemente veem-se exemplos de que a</p><p>população ficou cansada dos desmandos de alguns clãs</p><p>políticos e, dentro das regras, alijou-os do poder.</p><p>Portanto, contrariando o senso comum, é plenamente</p><p>possível modificar determinadas situações com a união</p><p>das pessoas em prol de um objetivo: a constante</p><p>construção da Democracia.</p><p>Um ponto importante e fundamental para o</p><p>bom funcionamento do sistema democrático é que os</p><p>eleitos devem manter comportamento escorreito e</p><p>colocarem para frente as promessas. Afinal, nada mais</p><p>pernicioso que um choque de realidade, isto é, o</p><p>candidato garantir que adotará uma determinada linha</p><p>social e, ao ser eleito, tomar medidas diametralmente</p><p>opostas. Em alguns países existe a possibilidade do</p><p>recall, ou seja, a perda do mandato popular por</p><p>descumprimento frontal do programa eleitoral.</p><p>Nota-se que o voto é um meio muito eficiente</p><p>para empreender as mudanças que o país tanto espera.</p><p>Cabe, portanto, aos eleitores e aos eleitos unirem</p><p>esforços para que a Democracia se fortaleça durante o</p><p>momento do voto e no período posterior a ele.</p><p>Procurador Municipal - PGM-Gramado/RS - Ano: 2014 -</p><p>Banca: FUNDATEC - Disciplina: Redação - TEMA: A</p><p>fórmula para chegar lá - Higor é negro, mora em um</p><p>bairro popular da zona sul de São Paulo e estudou toda a</p><p>vida em escola pública. Comemora, agora, o primeiro</p><p>lugar em direito na Fundação Getulio Vargas (FGV).</p><p>Mariana, criada em uma pequena cidade do sul de</p><p>Minas, não entrou para a universidade de primeira. Não</p><p>podia pagar pelo ensino superior privado, então tentou o</p><p>vestibular de novo e, neste ano, conquistou incríveis</p><p>nove aprovações para medicina em instituições públicas</p><p>de ponta. Ornaldo é indígena e acaba de chegar a São</p><p>Paulo. Ele, que veio do Acre, é o mais novo aluno de</p><p>medicina da Universidade Federal de São Carlos</p><p>(UFSCar). Mais do que superar dezenas de candidatos e</p><p>conquistar uma vaga em instituições e cursos</p><p>concorridíssimos, esses jovens têm outra característica</p><p>que os une: para chegar lá, tiveram de vencer</p><p>adversidades muito maiores do que os exames. Com boa</p><p>parte ou toda a vida escolar na educação pública, são a</p><p>prova de que brilho individual é peça importante para</p><p>superar a precariedade do ensino brasileiro. Não que no</p><p>passado jovens talentos oriundos de famílias sem</p><p>dinheiro e com trajetórias acadêmicas exemplares não</p><p>existissem. Eles já estavam aí, só que em menor número.</p><p>Na última década, porém, com a melhoria econômica e a</p><p>maior confiança da população brasileira, está em curso</p><p>uma mudança que tem embasado a maior presença</p><p>desses estudantes nas salas de aula dos principais</p><p>de escola pública com grande potencial não chegava à</p><p>academia por achar que não conseguiria passar no</p><p>coordenador do Observatório da Juventude da</p><p>Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Isso</p><p>imaginário que colocou na ordem do dia das camadas</p><p>Dayrell, que observou essa tendência em uma pesquisa</p><p>recente com 245 jovens do ensino médio público</p><p>paraense. Ainda que eles não soubessem como, a maior</p><p>parte demonstrou interesse em cursar o ensino superior.</p><p>Quando chegam lá, mais que simples alunos, esses</p><p>jovens muitas vezes se tornam propulsores de mudança</p><p>dentro das instituições. (Fonte:</p><p>http://www.istoe.com.br/reportagens/193189 -</p><p>Atualizado em 02/3/2012 adaptação)- Neste início de</p><p>ano, como costuma acontecer, uma quantidade</p><p>imensurável de jovens disputou a tão sonhada vaga na</p><p>faculdade. Sonham em ocupar uma das tão concorridas</p><p>vagas, que lhes vai abrir as portas para o futuro. O que se</p><p>vê, no entanto, é que só de fato consegue aquele que se</p><p>preparou muito bem, que teve respaldo para poder</p><p>estudar, dentre tantas outras características e condições.</p><p>Em sua maioria, alunos diferenciados. Essa, talvez, seja</p><p>uma característica inerente a poucos, porém perseguida</p><p>por muitos. Pensando nisso, solicitamos a elaboração de</p><p>um texto dissertativo, expondo suas ideias acerca das</p><p>seguintes questões: - Atualmente, como o Brasil poderia</p><p>estimular os jovens a se tornarem, em sua maioria,</p><p>alunos diferenciados? - Quais seriam as principais ações</p><p>do governo brasileiro para fazer do jovem um ser cada</p><p>vez mais interessado em sua própria educação? Lembre-</p><p>se de que sua dissertação deverá apresentar ideias</p><p>organizadas, de acordo com a norma culta da língua</p><p>escrita, fundamentada em argumentos consistentes,</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>74</p><p>podendo, inclusive, valer-se de pequenas narrações ou</p><p>descrições.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>A educação é um caminho excelente para que</p><p>as pessoas possam ocupar trabalhos mais exigentes e,</p><p>consequentemente, que ofereçam uma melhor</p><p>remuneração. Além disso, permite que a pessoa torne-</p><p>se um cidadão consciente e culto, contribuindo para o</p><p>avanço da nação.</p><p>Nesse sentido, o jovem</p><p>A atual Constituição expressamente prevê que</p><p>homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações.</p><p>Porém, baseando-se no pilar da isonomia material (há</p><p>muito tempo restou claro que a pura isonomia formal</p><p>causa mais desigualdade do que igualdade), diante das</p><p>naturais diferenças entre os gêneros, a própria</p><p>Constituição e o arcabouço normativo nacional preveem</p><p>algumas discriminações positivas.</p><p>No Brasil e, de forma geral, no mundo, as</p><p>mulheres enfrentam os mesmos problemas, ainda que o</p><p>grau de intensidade possa variar muito: ganham menos</p><p>que os homens ocupando as mesmas funções,</p><p>machismo, violência doméstica e familiar, dupla ou</p><p>tripla jornada e assédios.</p><p>Para tentar combater esse quadro, torna-se</p><p>evidente que o tratamento dispensado ao homem não</p><p>pode ser o mesmo que o da mulher. Partindo dessa</p><p>premissa, entende-se que o atingimento de uma</p><p>sociedade justa, solidária, fraterna e plural jamais será</p><p>concretizado se existirem desigualdades de gênero</p><p>muito impactantes.</p><p>Além disso, a contribuição da mulher para a</p><p>construção de uma sociedade é importantíssima, pois as</p><p>dificuldades e vantagens que elas enfrentam</p><p>certamente são e serão úteis para o aprimoramento</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>9</p><p>social nos mais diversos campos: profissional, pessoal,</p><p>econômico...</p><p>O Brasil vem dando importantes passos para</p><p>reduzir as diferenças de gênero, especialmente no plano</p><p>legal. A lei Maria da Penha, por exemplo, é uma medida</p><p>importantíssima e que repercute nas mais diversas</p><p>searas jurídicas (penal, trabalhista e civil) a fim de</p><p>combater os alarmantes índices de agressões contra as</p><p>mulheres.</p><p>Outros diplomas normativos também preveem</p><p>discriminações positivas para as mulheres, como</p><p>percentuais em partidos políticos, mais tempo de</p><p>descanso nas relações trabalhistas (cuja</p><p>constitucionalidade foi assentada pelo STF) e</p><p>inexistência da obrigatoriedade do serviço militar.</p><p>Somado a isso, existe uma Secretaria com status de</p><p>ministério no plano federal e, nos planos estadual e</p><p>municipal, diversos entes federativos possuem</p><p>estruturas administrativas voltadas para a defesa de</p><p>políticas públicas em favor das mulheres.</p><p>Para atingirmos um grau de civilidade razoável,</p><p>é premente que exista igualdade de oportunidades</p><p>entre homens e mulheres. É certo que esse objetivo só</p><p>pode ser atingido em longo prazo (se for possível</p><p>alcançá-lo), mas, ainda que seja muito utópico, é</p><p>preciso visualizá-la para que o seio social possa buscar e</p><p>defender a construção de uma sociedade calcada na</p><p>igualdade de gênero.</p><p>Agente de Polícia - PCPB - Ano: 2008 - Banca: CESPE -</p><p>Disciplina: Redação - A Polícia Civil já identificou os</p><p>principais traficantes que encurralaram equipes da</p><p>Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis nas</p><p>proximidades das favelas de Manguinhos e Mandela.</p><p>Entre os bandidos, estaria uma mulher que tem 15</p><p>anotações criminais por tráfico de drogas e homicídio.</p><p>Durante a troca de tiros, avenidas ficaram fechadas por</p><p>cinco horas. Seis policiais ficaram feridos e vários carros</p><p>foram perfurados. Um veículo da polícia chegou a ser</p><p>atingido por mais de cem tiros. O Globo, 28/11/2008, p.</p><p>15 (com adaptações). Considerando que o fragmento de</p><p>texto acima tem caráter unicamente motivador, redija</p><p>texto dissertativo acerca do seguinte tema: VENCER A</p><p>VIOLÊNCIA E A INSEGURANÇA, O GRANDE DESAFIO. Ao</p><p>elaborar seu texto, aborde, necessariamente, os</p><p>seguintes aspectos: 1- ação do crime organizado e do</p><p>narcotráfico na configuração do atual quadro de</p><p>violência no Brasil; 2- importância da ação policial no</p><p>combate à violência e riscos a que estão sujeitos os</p><p>profissionais da segurança pública; 3- alternativas de</p><p>combate ao crime.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>A violência, que tem a insegurança como</p><p>consequência direta, é um problema que assola diversas</p><p>cidades brasileiras, que ostentam índices criminais</p><p>muito alarmantes. O grande desafio imposto à</p><p>sociedade e aos governantes é como minorá-la, de</p><p>modo a tornar a vida humana mais digna.</p><p>Muitos crimes estão diretamente ligados aos</p><p>narcotraficantes e o controle/expansão de territórios</p><p>em que o Estado não consegue impor sua vontade.</p><p>Assim, nesse vácuo oficial, a marginalização impera.</p><p>Atualmente, diversos grupos organizados que traficam</p><p>entorpecentes dominam porções territoriais</p><p>significativas e impõem a própria lei sob um</p><p>contingente humano muito significativo. Inclusive,</p><p>associado ao tráfico de drogas, há também o</p><p>contrabando de armas e a disponibilização dessas</p><p>mercadorias no plano internacional.</p><p>Por conta dessa configuração, a instituição</p><p>policial vem sendo demandada exaustivamente, de</p><p>modo que atue preventiva e repressivamente. Assim,</p><p>para que não haja um gasto inútil de esforços, o século</p><p>XXI vem demonstrando que a atuação dos policiais deve</p><p>privilegiar a inteligência e o trabalho investigativo, de</p><p>modo a evitar a letalidade nas ações, especialmente de</p><p>terceiros inocentes.</p><p>É importante frisar que a ação dos policiais não</p><p>é a panaceia para a criminalidade, especialmente pelo</p><p>fato de o crime ser um processo multifacetado e que</p><p>demanda a atuação estatal em vários ramos, tais como</p><p>esporte, cultura, lazer e educação. Além disso, o</p><p>cumprimento da pena e a ressocialização é fundamental</p><p>para evitar que os apenados, ao retornarem ao convívio</p><p>social, reincidam nos crimes e perpetuem a violência.</p><p>Assim, Estado e sociedade devem se unir para</p><p>concretizar oportunidades de emprego, renda e</p><p>diversão, especialmente aos jovens, o que refletirá na</p><p>queda dos índices de cometimento de delitos. Tais</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>10</p><p>medidas configuram, portanto, formas alternativas de</p><p>combater a delinquência. Em associação à ação policial,</p><p>elas ajudarão toda a sociedade a viver dignamente.</p><p>Nota-se que é fundamental a confluência de</p><p>esforços estatais e das pessoas para o combate ao</p><p>crime, fortalecendo e valorizando a polícia (salários,</p><p>estruturação) e permitindo a concretização dos direitos</p><p>previstos na atual Constituição.</p><p>Analista - FUNAI - Ano: 2009 - Banca: FUNRIO -</p><p>Disciplina: Redação - A política indigenista brasileira foi</p><p>sempre de integração forçada e não desejada (pelos</p><p>povos indígenas). A Constituição Federal de 1988</p><p>estabeleceu um capítulo específico para os índios e</p><p>dispôs no artigo 231 que são reconhecidos aos mesmos</p><p>sua organização social, costumes, línguas (par. 2º., do</p><p>e os direitos originários sobre as terras que</p><p>tradicionalmente ocupam (inciso XI, art. 20, CF),</p><p>competindo à União demarcá-las, proteger e fazer</p><p>respeitar todos os seus bens. Disserte sobre o texto</p><p>considerando a conflito estabelecido na demarcação da</p><p>terra indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima,</p><p>utilizando uma ou mais das seguintes palavras:</p><p>pluralismo jurídico, tolerância, alteridade, comunidades</p><p>indígenas, grupos indígenas, sociedades indígenas,</p><p>sociedade nacional, Estado-nação, minorias étnicas,</p><p>globalização, universalismo, particularismo, posse,</p><p>propriedade, indigenato.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>A Constituição promulgada em 1988 foi</p><p>chamada de Cidadã pelo fato de se preocupar em ser</p><p>um marco na luta contra as violações cometidas</p><p>durante o a ditadura militar. Assim, ela procurou</p><p>amalgamar todas as minorias, sendo que o famoso caso</p><p>da Raposa Serra do Sol foi uma demonstração dos</p><p>problemas que o país ainda enfrenta para protegê-las.</p><p>Esse segmento social enfrentou (e,</p><p>infelizmente, ainda enfrenta) um sistemático processo</p><p>de dizimação perpetrado ou facilitado pelo Estado. Sua</p><p>cultura, costumes, crenças e tradições foram abaladas</p><p>ou sofreram interferências indevidas, acarretando em</p><p>pobreza extrema,</p><p>é o principal motor de</p><p>modificação do cenário de uma nação, sendo capaz de</p><p>alavancá-la para um bom patamar de desenvolvimento.</p><p>Especialmente dentre os mais carentes, ao oferecer os</p><p>meios educacionais adequados, o Estado consegue</p><p>quebrar o círculo vicioso da pobreza.</p><p>Pessoas mais carentes acabam tendo menos</p><p>anos de estudo e, consequentemente, caem no mercado</p><p>de trabalho informal ou conseguem empregos de baixa</p><p>instrução formal. Assim, sucessivas gerações ficam</p><p>presas nessa dinâmica e ocorre a perpetuação da</p><p>pobreza.</p><p>Oferecendo instrução formal e incentivo para</p><p>que os jovens, especialmente os de baixa renda,</p><p>tornem-se alunos diferenciados, certamente haverá a</p><p>diluição dessa perversa reprodução das desigualdades</p><p>sociais. Os estímulos podem ser variados, como a união</p><p>do esporte e escola, o incentivo à participação familiar</p><p>na vida estudantil, escolas aparelhadas e equipadas,</p><p>especialmente com instrumentos de informática...</p><p>Além disso, a concessão de bolsas em escolas</p><p>particulares caracteriza uma forma de o Estado</p><p>oportunizar a um jovem carente a chance de conhecer</p><p>dele será maior a fim de atingir o mesmo patamar dos</p><p>alunos com mais oportunidades.</p><p>Mostrando ao aluno que a educação é um</p><p>processo contínuo e cujo resultado é a transformação</p><p>da realidade social, permite-se que o aluno tenha</p><p>injeção de ânimo e envide esforços para terminar os</p><p>estudos. Dessa forma, ele e sua família serão</p><p>beneficiados.</p><p>Percebe-se que a educação é fundamental para</p><p>reduzir as desigualdades sociais existentes no país,</p><p>especialmente para decretar o fim das amarras</p><p>econômicas que tanto prejudicam os mais humildes.</p><p>Administrador - CREA-PR - Ano: 2014 - Banca:</p><p>FUNDATEC - Disciplina: Redação TEMA: A CHEGADA DA</p><p>- Os jovens</p><p>preconceituosos e possuem grande potencial produtivo.</p><p>Por outro lado, são consumistas, superficiais e pouco</p><p>flexíveis. O perfil definido por estudiosos tenta classificar</p><p>os integrantes da geração Y, pessoas nascidas entre os</p><p>anos de 1980 e 1995. Mesmo sem gostarem muito deste</p><p>Decifrando a</p><p>usam a terminologia para poderem traçar um perfil</p><p>destes jovens em diversos ambientes como o familiar e o</p><p>de trabalho e também apontar dados que podem ajudar</p><p>inclusive empresas que desejam maximizar a</p><p>abrangência de um produto ou serviço já de olho neste</p><p>público específico. Os autores também aponta os</p><p>desafios atrelados à chegada por exemplo da geração Y</p><p>geração Y no mercado de trabalho é potencialmente</p><p>problemática, mas pode se tornar extremamente</p><p>frutífera. (Fonte:</p><p>http://revistagalileu.globo.com/Revista/Galileu -</p><p>fragmento) -</p><p>deveras problemática e, ao mesmo tempo,</p><p>extremamente frutífera.No seu ponto de vista, como as</p><p>organizações, atualmente, devem lidar com essas duas</p><p>características, de modo a conciliá-las em prol do pleno</p><p>desenvolvimento da empresa? Como trabalhar com</p><p>valores característicos dessa nova geração levando em</p><p>conta os que já estão nela arraigados? Ao posicionar-se</p><p>sobre o assunto, procure apresentar justificativas</p><p>plausíveis. Além disso, ao desenvolver sua dissertação,</p><p>apresente ideias organizadas, de acordo com a norma</p><p>culta da língua escrita, fundamentada em argumentos</p><p>consistentes, podendo, inclusive, valer-se de pequenas</p><p>narrações ou descrições. Evite cópia do texto das provas.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>A chamada geração Y apresenta características</p><p>diametralmente opostas da geração conhecida como X.</p><p>Enquanto esta prezava a estabilidade e a calmaria, a Y</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>75</p><p>é mais ansiosa e possui maior atração pelo inesperado e</p><p>pela própria incerteza.</p><p>Efervescência de ideias e a inquietude podem</p><p>ser facilmente apontadas pela geração X como</p><p>características imanentes aos membros da Y. Porém, a</p><p>depender do observador, isso pode ser ruim ou muito</p><p>bom. Para as organizações, especialmente por conta de</p><p>um mundo cada vez mais globalizado e conectado, em</p><p>constante e rápida mutação, as inquietudes da geração</p><p>Y podem ser essenciais.</p><p>Alta capacidade de adaptação e de empreender</p><p>soluções rápidas e eficientes para inúmeros problemas</p><p>são aspectos fundamentais para que as organizações</p><p>consigam sobreviver adequadamente no século XXI. É</p><p>importante frisar que os valores e a dinâmica dos</p><p>membros da geração X não foram e nem podem ser</p><p>totalmente abandonados.</p><p>Pelo contrário, a colisão de óticas diferentes (X</p><p>e Y) é algo primordial para que se possa extrair, por</p><p>exemplo, uma decisão inovadora e que garanta</p><p>segurança. Dessa forma, mesclando a dinâmica de</p><p>pavimentado será feito.</p><p>Mas, para que se possa extrair ao máximo da</p><p>nova geração, as empresas precisam oferecer atrativos.</p><p>Além da questão financeira que, ainda que tenha sua</p><p>importância, não costuma ser o único fator analisado</p><p>pela geração Y, um bom ambiente de trabalho e que</p><p>permita o crescimento pessoal e profissional são</p><p>essenciais.</p><p>Deve sempre ser lembrado que como essa</p><p>geração é muito irrequieta, caso o trabalho não se</p><p>coadune com a expectativa, é natural que haja a</p><p>constante mudança de ofícios. Assim, o que antes era</p><p>mal visto por boa parte da sociedade, atualmente vem</p><p>se tornando comum e até saudável, já que não é mais</p><p>preciso ficarmos presos eternamente a uma mesma</p><p>função, já que o mundo oferece inúmeras possibilidades</p><p>de reinvenção profissional.</p><p>Nota-se que a geração Y ocasionou e vem</p><p>ocasionando profundas alterações no mundo,</p><p>especialmente na seara trabalhista. Como esse é um</p><p>movimento sem volta, todos, inclusive os integrantes</p><p>dela, precisam estar adequadamente preparados para</p><p>os desafios que encontrarão por conta da constante</p><p>Advogado - Conselho de Arquitetura e Urbanismo-SP -</p><p>Ano: 2014 - Banca: MAKIYAMA - Disciplina: Redação</p><p>Empresas perdem produtividade em conflitos de</p><p>gerações Luísa Melo, de Siga-me - Discordâncias como a</p><p>necessidade da Geração Y de revolucionar o mercado e o</p><p>receio dos mais velhos a mudanças podem não só afetar</p><p>o clima corporativo, como também comprometer os</p><p>resultados de uma empresa. É o que aponta um recente</p><p>estudo da ASTD Workforce Development, feito em</p><p>parceria com a VitalSmarts.(...) Os problemas de</p><p>relacionamento são mais comuns entre os funcionários</p><p>da Geração Y (que abrange indivíduos de 13 a 33 anos) e</p><p>os Baby Boomers (de 49 a 67 anos), segundo a maioria</p><p>dos entrevistados (45%). (...) Entre os mais velhos, 67%</p><p>dizem perceber alguma resistência das gerações</p><p>seguintes em discutir sobre os desafios de convivência.</p><p>Entre os mais jovens, 63,26% afirmaram notar o mesmo</p><p>quanto às gerações anteriores. (...) De acordo com</p><p>Beatriz Braga, da Escola de Administração de Empresas</p><p>de São Paulo, da Fundação Getúlio Vargas, quem ocupa</p><p>cargos seniores os mais velhos, na maioria dos casos,</p><p>por causa da experiência é que tem o dever de</p><p>entender os mais novos. "Os jovens chegam às empresas</p><p>recém-saídos da faculdade e cada companhia tem suas</p><p>regras próprias, seus valores, seus costumes. É o mais</p><p>velho (de casa) quem tem que ensinar essas coisas",</p><p>afirma. (...) nem todo conflito entre gerações deve ser</p><p>visto como um problema. "Discordar de algumas coisas é</p><p>saudável. O conflito pessoal não é bacana, mas ter</p><p>pontos de vistas diferentes é muito saudável. O gestor</p><p>tem que saber aproveitar essas divergências para</p><p>crescer", diz a Beatriz Braga. "É preciso ouvir as opiniões</p><p>de pessoas de idades diversas. A Geração Y tem a visão</p><p>do novo, mas não tem maturidade para enxergar o todo</p><p>como os mais velhos", reforça Rodrigo Lolato, diretor da</p><p>VitalSmarts Brasil. Adaptado de</p><p><http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/empresas-</p><p>perdem-produtividade-em-conflitos-de-geracoes> .</p><p>Baseando-se no excerto acima e em seus conhecimentos,</p><p>redija uma dissertação na qual você discorra sobre como</p><p>uma empresa pode estabelecer</p><p>uma cultura em que as</p><p>diferenças sejam valorizadas, a fim de proporcionar um</p><p>diálogo eficiente entre as gerações. Seu texto deve ter,</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>76</p><p>no mínimo, 20 linhas e obedecer à norma culta da Língua</p><p>Portuguesa.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>A chamada geração Y apresenta características</p><p>diametralmente opostas da geração conhecida como X.</p><p>Enquanto esta prezava a estabilidade e a calmaria, a Y</p><p>é mais ansiosa e possui maior atração pelo inesperado e</p><p>pela própria incerteza.</p><p>Efervescência de ideias e a inquietude podem</p><p>ser facilmente apontadas pela geração X como</p><p>características imanentes aos membros da Y. Porém, a</p><p>depender do observador, isso pode ser ruim ou muito</p><p>bom. Para as organizações, especialmente por conta de</p><p>um mundo cada vez mais globalizado e conectado, em</p><p>constante e rápida mutação, as inquietudes da geração</p><p>Y podem ser essenciais.</p><p>Alta capacidade de adaptação e de empreender</p><p>soluções rápidas e eficientes para inúmeros problemas</p><p>são aspectos fundamentais para que as organizações</p><p>consigam sobreviver adequadamente no século XXI. É</p><p>importante frisar que os valores e a dinâmica dos</p><p>membros da geração X não foram e nem podem ser</p><p>totalmente abandonados.</p><p>Pelo contrário, a colisão de óticas diferentes (X</p><p>e Y) é algo primordial para que se possa extrair, por</p><p>exemplo, uma decisão inovadora e que garanta</p><p>segurança. Dessa forma, mesclando a dinâmica de</p><p>pavimentado será feito.</p><p>Mas, para que se possa extrair ao máximo da</p><p>nova geração suas potencialidades, as empresas</p><p>precisam oferecer atrativos. Além da questão financeira</p><p>que, ainda que tenha sua importância, não costuma ser</p><p>o único fator analisado pela geração Y, um bom</p><p>ambiente de trabalho e que permita o crescimento</p><p>pessoal e profissional são essenciais.</p><p>Deve sempre ser lembrado que como essa</p><p>geração é muito irrequieta, caso o trabalho não se</p><p>coadune com a expectativa, é natural que haja a</p><p>constante mudança de ofícios. Assim, o que antes era</p><p>mal visto por boa parte da sociedade, atualmente vem</p><p>se tornando comum e até saudável, já que não é mais</p><p>preciso ficarmos presos eternamente a uma mesma</p><p>função, já que o mundo oferece inúmeras possibilidades</p><p>de reinvenção profissional.</p><p>Nota-se que a geração Y ocasionou e vem</p><p>ocasionando profundas alterações no mundo,</p><p>especialmente na seara trabalhista. Como esse é um</p><p>movimento sem volta, todos, inclusive os integrantes</p><p>dela, precisam estar adequadamente preparados para</p><p>os desafios que encontrarão por conta da constante</p><p>Advogado - Conselho de Arquitetura e Urbanismo-PR -</p><p>Ano: 2014 - Banca: MAKIYAMA - Disciplina: Redação</p><p>TEMA Somos uma nau sem rumo?Sou sujeita a erros,</p><p>enganos, cegueiras momentâneas, porque afinal somos</p><p>apenas humanos. Minhapreocupação é intensa, e me</p><p>esforço para sombrear minha vida e meu convívio com as</p><p>pessoas. Não sou pessimista: tento ser realista. E faço</p><p>aqui, num jogo não muito bom de palavras, uma breve</p><p>Por toda parte pipocam manifestações, e não me digam</p><p>que resultam da felicidade do povo com melhorias de</p><p>neste momento grave tapar o sol com peneira.</p><p>Descobrimos que podemos nos manifestar, e nos</p><p>manifestamos, o que é ótimo, é democrático (nem</p><p>próprio, mas muitos terminam em violência, e não é</p><p>meia dúzia de vândalos: boa parte deles participa desde</p><p>o começo, abertamente mascarada e bem preparada</p><p>para o que virá. Vidraças de lojas, bancos, invasão de</p><p>hotel, farmácias, nada escapa à destruição. Temos reais</p><p>punições para isso? Ingenuidade, inocência ou desviar os</p><p>olhos neste momento é ruim. Os protestos se</p><p>multiplicam, junto com tantas greves, que parece que</p><p>tudo vai parar. Diálogos não funcionam, exigências são</p><p>incorretas ou excessivas, autoridades ignoradas ou</p><p>atônitas, ordens judiciais descumpridas. E queimam-se</p><p>ônibus a torto e a direito: porque falta luz, água; porque</p><p>as inundações são rotina e novamente perdemos tudo;</p><p>porque esperamos horas com filho febril e não somos</p><p>atendidos; porque a condução é péssima; porque alguém</p><p>foi morto; porque alguém foi preso; ou simplesmente</p><p>porque perdemos a paciência. Fica a indagação: por que</p><p>destruímos tantos ônibus, prejudicando o já tão</p><p>maltratado povo? O que haverá por trás disso? Um</p><p>bando de torcedores de um clube de futebol invade a</p><p>sede, os jogadores conseguem se esconder, um deles</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>77</p><p>quase é surrado, mas ainda escapa para junto dos</p><p>colegas. Os bandidos, pois são bandidos, rendem um</p><p>funcionário, quebram, roubam. Reação do clube?</p><p>Apenas, que eu visse, no primeiro momento, o treinador</p><p>que no jogo seguinte o time perdeu. Imagine-se a</p><p>condição psicológica dos atletas, que até em casa</p><p>recebem telefonemas ameaçadores. Destruir bens</p><p>públicos ou privados ou machucar pessoas raramente dá</p><p>punição: os criminosos são logo soltos, ou tratados como</p><p>vítimas (menores quase são pegos no colo, e policiais</p><p>crucificados).Quadrilhas de bandidos comandam as</p><p>cidades, a população está desamparada. As leis são</p><p>anacrônicas ou descumpridas, na leniência geral, e a</p><p>Justiça acaba favorecendo o criminoso. Mensaleiros</p><p>condenados, se presos, continuam em redes sociais,</p><p>atuam, aparecem na mídia, quaseheróis. Na saúde, de</p><p>situação surreal, trazer médicos estrangeiros é ficção: o</p><p>que falta são condições mínimas para um médico sério</p><p>trabalhar. Na educação, estamos entre os piores do</p><p>mundo: creio obstinadamente que investir em educação</p><p>é essencial para sair desse atoleiro. Mas precisamos</p><p>melhorar logo, sem comissões inúteis, sem projetos</p><p>impossíveis a fim de que o país não lembre uma</p><p>grande estrutura desconjuntada, com passageiros inertes</p><p>ou alegrinhos, apavorados,aproveitadores ou descrentes,</p><p>numa nau sem rumo sobre um mar de naufrágio. (Fone:</p><p>http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/politica-</p><p>cia/lya-luft-nao-podemos-ser-uma-nau-sem-rumo/</p><p>Adaptado). Lya Luft, no texto acima, apresenta seu</p><p>depoimento acerca da atual conjuntura brasileira.</p><p>Levando em conta o assunto discutido no fragmento</p><p>acima e a colocação final da autora, solicitamos sua</p><p>reflexão acerca da seguinte questão: Somos de fato uma</p><p>nau sem rumo sobre um mar de naufrágio? Na</p><p>elaboração de suadissertação, oriente seu processo</p><p>argumentativo a partir dos seguintes questionamentos:</p><p>Que fatos vêm ao encontro das colocações da autora?</p><p>Como nós, brasileiros, devemos exercer nosso papel de</p><p>cidadão na construção de um Brasil melhor? Lembre-se</p><p>de que seu texto deverá apresentar ideias organizadas,</p><p>de acordo com a norma culta da língua escrita,</p><p>fundamentada em argumentos consistentes.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>A autora Lya Luft, em seu texto, expressou uma</p><p>visão muito pessimista e até mesmo fatalista sobre os</p><p>rumos do Brasil. É óbvio que a nação enfrenta</p><p>problemas, e muitos deles são extremamente graves,</p><p>como os índices educacionais muito aquém do</p><p>necessário.</p><p>Deve ser levada em consideração a realidade</p><p>social brasileira e a própria formação do país, ou seja,</p><p>corrigir inúmeros defeitos em um país tão díspare</p><p>demanda tempo e ação incisiva de autoridades e da</p><p>população. A alusão a uma nau sem rumo em um mar</p><p>de naufrágio é um tanto quanto exagerada, pois denota</p><p>um modo de pensar muito ruim. Encarar os problemas,</p><p>expô-los e combatê-los são medidas primordiais para</p><p>superar as adversidades.</p><p>O papel do cidadão nessa dinâmica é muito</p><p>importante, seja na hora de votar, seja no momento de</p><p>fiscalizar e cobrar diuturnamente. A participação</p><p>popular não começa e tampouco se encerra durante a</p><p>eleição. Pelo contrário, ela é e deve ser perene em todos</p><p>os aspectos, ou seja, deve-se exigir das autoridades o</p><p>cumprimento adequado do cargo</p><p>para o qual elas</p><p>foram alçadas. Mas, mais importante ainda, é a</p><p>conscientização de todos acerca do espaço público e da</p><p>própria vida em sociedade.</p><p>Embora exista uma parcela considerável da</p><p>sociedade que assimile a coisa pública como não sendo</p><p>de ninguém, felizmente tal mentalidade vem perdendo</p><p>força. Assim, é essencial a participação cada vez maior</p><p>das pessoas e, um ponto primordial, que o próprio</p><p>Estado disponibilize meios legais e procedimentais para</p><p>concretizar a participação popular. Afinal, de nada</p><p>adianta termos um arcabouço normativo recheado de</p><p>belas intenções e, no plano prático, não haver como</p><p>concretizar o ideal do legislador.</p><p>Nota-se que o cidadão é essencial para a boa</p><p>consecução de uma sociedade livre, justa e solidária, de</p><p>modo a perfectibilizar um real Estado Democrático de</p><p>Direito.</p><p>Analista - TJBA - Ano: 2014 - Banca: FGV - Disciplina:</p><p>Redação - O Brasil é um País único em recursos naturais.</p><p>Há mais de um século não enfrenta guerras externas, é</p><p>autossuficiente em petróleo, possui reservas de água</p><p>capazes de protegê-lo e garantir seu abastecimento por</p><p>mais de um milênio, além de ser riquíssimo em minérios.</p><p>O brasileiro é considerado um dos povos mais</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>78</p><p>inteligentes e criativos do mundo, sendo o nosso País</p><p>formado em sua vasta maioria por jovens com grande</p><p>potencial. A pergunta que fica então é a seguinte: o que</p><p>nos impede de estar entre os países do chamado</p><p>Primeiro Mundo? Responda à pergunta acima, expondo</p><p>suas opiniões em um texto de no mínimo 20 e no</p><p>máximo 30 linhas, em língua culta, dando especial</p><p>atenção à estrutura do texto e aos argumentos</p><p>apresentados na defesa de sua posição.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>É inegável que o Brasil ostenta uma situação</p><p>bem confortável em relação aos recursos naturais e</p><p>possui um território muito vasto, o que lhe garante, por</p><p>exemplo, uma agroindústria pujante. Porém, em que</p><p>pese tais fatores, ainda permanece no terceiro mundo,</p><p>especialmente por conta de seus indicadores sociais</p><p>muito ruins.</p><p>Para que um país possa ser considerado de</p><p>primeiro mundo, além de índices industriais potentes, é</p><p>preciso que o desenvolvimento reverta em benefícios</p><p>para o povo, tais como uma educação adequada e</p><p>níveis de desigualdade social aceitáveis. O Brasil,</p><p>embora possua uma economia potente, superando</p><p>vários países do primeiro mundo, possui um abismo</p><p>social imenso.</p><p>Tal característica, herança de modelos</p><p>econômicos que ignoravam o dinamismo social, vem</p><p>diminuindo, mas não no ritmo almejado e tampouco</p><p>modificou profundamente a estrutura social brasileira.</p><p>Um fator curioso é que a disparidade social</p><p>pelas pessoas a fim de minorar a dura condição de vida</p><p>reinante. Afinal, a necessidade faz aflorar o lado mais</p><p>criativo das pessoas. Assim, a economia informal é uma</p><p>consequência dessa desigualdade renitente e que</p><p>garante uma dignidade mínima para um significativo</p><p>contingente de brasileiros.</p><p>Não há uma resposta pronta para a pergunta</p><p>de que envolve o tema de ainda não sermos de primeiro</p><p>mundo. Existe uma multiplicidade de fatores, muitos</p><p>interligados entre si, que precisam ser analisados e</p><p>compreendidos mais pormenorizadamente. Talvez</p><p>nunca cheguemos a ser considerado um país de</p><p>primeiro mundo, mas eternamente em</p><p>desenvolvimento, haja vista a vastidão territorial e a</p><p>imensidão dos problemas que enfrentamos. Não se</p><p>pode tratar a questão social dos ribeirinhos do</p><p>Amazonas da mesma maneira que as favelas cariocas.</p><p>É possível verificar que o ingresso no primeiro</p><p>mundo depende de índices sociais e econômicos que</p><p>revelem uma confluência de forças, pois de nada</p><p>adianta um desenvolvimento que não reverta em</p><p>benefício para o próprio povo. Assim, enquanto isso não</p><p>for realidade no país, dificilmente ostentaremos a</p><p>Analista - TJBA - Ano: 2014 - Banca: FGV - Disciplina:</p><p>Redação - Finalmente enxergamos que é preciso</p><p>regulamentar os mercados livreiro e editorial. É chegada</p><p>a hora de tratarmos o livro não como uma simples</p><p>mercadoria, mas sim como patrimônio cultural de uma</p><p>nação. Enfim, o mercado percebeu que ter o comércio de</p><p>livros nas mãos de poucos é extremamente</p><p>comprometedor para a nossa rica bibliodiversidade e é</p><p>um complicador para a nossa cultura. A bibliodiversidade</p><p>é uma preocupação do mercado livreiro com a formação</p><p>do leitor. Trata-se de colocar à disposição uma maior</p><p>variedade de títulos. Os grandes grupos editoriais e</p><p>livreiros apostam na cultura do best seller. É claro que</p><p>esses lançamentos mantêm muitas vezes o faturamento</p><p>das livrarias, mas é necessário preocupar-se com a</p><p>qualidade editorial e com a formação do leitor, que se dá</p><p>por meio de bons livros clássicos. Esses clássicos têm sido</p><p>preteridos em virtude de terem um apelo comercial</p><p>supostamente menor. A circulação dessas obras acaba</p><p>sendo, de certa forma, esquecida, deixada de lado, para</p><p>se priorizarem as atualidades. Outra ameaça à</p><p>bibliodiversidade é justamente a perda dos fundos de</p><p>catálogo, os chamados de "cauda longa". Esses não têm</p><p>vendagem tão expressiva, mas são importantes e muitos</p><p>estão esgotados, porque não há interesse de colocar em</p><p>circulação livros com baixa vendagem. Dê sua opinião a</p><p>respeito do tema abordado nos parágrafos acima, motivo</p><p>da notícia em dezembro de 2014. Mostre suas sugestões</p><p>para resolver o problema, elaborando texto de no</p><p>mínimo 20 e no máximo 30 linhas, em linguagem culta,</p><p>dando especial atenção à estrutura de seu texto e aos</p><p>argumentos apresentados na defesa de sua posição.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>79</p><p>Há inúmeros estudos demonstrando a</p><p>importância da leitura para o desenvolvimento de um</p><p>cidadão crítico e consciente da realidade social que o</p><p>cerca. Ademais, o hábito de ler torna um povo mais</p><p>culto e, consequentemente, mais cônscio de seus</p><p>direitos, o que ajuda a concretizar um Estado</p><p>Democrático de Direito.</p><p>Porém, mesmo sendo fundamental a leitura, há</p><p>um ponto importante que costuma ser tangenciado: a</p><p>qualidade da leitura. Há livros clássicos na história</p><p>nacional e que ajudam a explicar e a compreender</p><p>determinados aspectos da cultura brasileira e a própria</p><p>formação do Brasil como um país. Existem também os</p><p>livros de consumo, isto é, editoras e autores perceberam</p><p>que determinados assuntos são garantidores de</p><p>leitores/consumidores e, portanto, há muito mais</p><p>incentivo e divulgação desses nichos específicos.</p><p>Consequentemente, outros tipos de literatura</p><p>são relegados a um plano de inferioridade, afastando a</p><p>possibilidade de difusão do conhecimento. Além disso,</p><p>verifica-se que esse processo reforça a cada vez mais a</p><p>mercantilização cultural, ou seja, o saber transmuda-se</p><p>em mais um produto a ser vendido pela dinâmica</p><p>capitalista, com base na antiga, mas sempre atual lei da</p><p>oferta e da procura.</p><p>Ao transformar a cultura em um produto</p><p>consumível, perde-se a principal função dela, que é a de</p><p>enriquecer a cidadania e garantir a propagação de</p><p>conhecimentos, especialmente para os mais jovens.</p><p>Com isso, contribui-se para um processo, ainda que</p><p>inconsciente, de alienação da realidade histórica,</p><p>política e social. E, como ponto mais grave, há uma</p><p>supervalorização de obras estrangeiras, dificultando a</p><p>penetração social de autores e livros pátrios. Com a</p><p>crescente massificação cultural, o que poderia ser um</p><p>rico processo de divulgação das várias óticas de</p><p>compreensão e análise vira, em realidade, um fast food</p><p>literário, em que se sabe de antemão qual o estilo ou</p><p>história de um livro apenas pela descrição na orelha ou</p><p>contracapa.</p><p>É praticamente inviável quebrar essa</p><p>massificação</p><p>cultural, ou seja, devemos aprender a</p><p>conviver com ela, mas sem deixar de lado as produções</p><p>nacionais, especialmente as clássicas.</p><p>Analista - TJBA - Ano: 2014 - Banca: FGV - Disciplina:</p><p>Redação - A Organização Mundial da Saúde (OMS)</p><p>espera poder "tomar a dianteira do Ebola", após alcançar</p><p>um primeiro objetivo, o de chegar a 70% dos enterros</p><p>das vítimas de forma segura nos três países mais</p><p>afetados pela epidemia: Libéria, Guiné e Serra Leoa, no</p><p>oeste da África. Libéria e Guiné alcançaram esta meta de</p><p>70%, comemorou em Genebra o doutor Bruce Aylward,</p><p>adjunto do diretor-geral da OMS, enquanto Serra Leoa,</p><p>embora cumpra este percentual "na maioria dos locais</p><p>do país", não o alcança no oeste, onde a epidemia</p><p>continua se espalhando. As Nações Unidas fixaram a data</p><p>de 1º de janeiro para alcançar 100% dos casos tratados e</p><p>100% dos enterros das vítimas de forma segura, para</p><p>assim conseguir, antes de seis meses, evitar o</p><p>aparecimento de novos casos. Os três parágrafos acima</p><p>se referem à epidemia de Ebola, que atinge</p><p>particularmente algumas nações da África. Você</p><p>considera que o Brasil teria possibilidades de enfrentar</p><p>um problema semelhante? Diga o que pensa para</p><p>superar os possíveis problemas, em texto de no mínimo</p><p>20 e no máximo 30 linhas, em linguagem culta, dando</p><p>especial atenção à estrutura do texto e aos argumentos</p><p>apresentados em defesa de sua posição.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>A epidemia de ebola na África revelou, além de</p><p>um relativo desinteresse na preservação de vidas</p><p>humanas nas nações desse continente, a dificuldade</p><p>que existe para prevenir e combater essa patologia.</p><p>Como ela possui meios de contágios ao alcance de</p><p>muitas pessoas, a facilidade na propagação e ausência</p><p>de estruturas condizentes de saúde ocasionaram a</p><p>contaminação e morte de diversos infectados.</p><p>No caso brasileiro, embora tenhamos um</p><p>sistema de saúde com inúmeros problemas, ele</p><p>apresenta alguns índices razoáveis. Porém, para que</p><p>aqui existisse uma adequada prevenção e combate ao</p><p>vírus, seria preciso, primeiramente, uma cooperação</p><p>interfederativa, ou seja, a confluência de esforços entre</p><p>a União, estados, Distrito Federal e municípios.</p><p>Além disso, demandaria um esforço por parte</p><p>dos profissionais envolvidos, da área da saúde ou não,</p><p>nunca antes visto na história nacional. Um país com</p><p>dimensões continentais e com concentração</p><p>populacional bem diferenciada precisaria de ações</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>80</p><p>adaptadas para cada localidade. Afinal, o combate ao</p><p>vírus não poderia ocorrer de forma semelhante em São</p><p>Paulo e no interior do Acre.</p><p>No que tange ao combate efetivo, devido a</p><p>uma triste tradição nacional de esperar o problema</p><p>acontecer para só então haver mudanças, talvez no</p><p>começo o país enfrentasse diversos problemas devido</p><p>ao ebola. Mas, com a reação forte do poder público e da</p><p>sociedade, muito provavelmente o quadro seria</p><p>revertido. Contudo, nesse processo, diversas vidas</p><p>seriam perdidas, haja vista a rápida atuação do vírus.</p><p>Nota-se que o Brasil pode não estar totalmente</p><p>preparado, mas possui meios legais, humanos e</p><p>estrutura para repelir o ebola, ainda que tivéssemos</p><p>que enfrentar tragédias humanas.</p><p>Analista - TJBA - Ano: 2014 - Banca: FGV - Disciplina:</p><p>Redação - Um dos maiores dilemas encontrados no</p><p>atendimento dos clientes por advogados é a questão do</p><p>desconforto na cobrança de consultas e honorários. Em</p><p>que momento validou-se a crença de que a dignidade da</p><p>profissão está vinculada à prestação de serviços</p><p>gratuitos? São exemplos desse dilema situações como</p><p>o aposentados, como posso cobrar</p><p>em texto de no mínimo 20 e no máximo 30 linhas, em</p><p>língua culta, dando especial atenção à estrutura do texto</p><p>e aos argumentos apresentados em sua posição.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>seus registros datam da Roma Antiga, abarcando a</p><p>noção de honra, isto é, o conceito clássico compreende</p><p>a ideia de que o valor foi pago sem conotação</p><p>pecuniária.</p><p>Assim, muito antigamente, recebiam-se</p><p>honorários em nome da honra, e não por conta de</p><p>algum acerto contratual. A intenção de quem recebia</p><p>era obter honorabilidade social e reconhecimento</p><p>público. Porém, atualmente, essa visão, um tanto</p><p>quanto romântica, deixou de existir e os honorários</p><p>tornaram-se a fonte de sobrevivência dos advogados.</p><p>Como é a fonte de sobrevivência, a</p><p>Jurisprudência reconhece o caráter alimentar deles. Tal</p><p>medida é fundamental para a dignidade da carreira</p><p>advocatícia. Ademais, a OAB lançou recentemente a</p><p>não são um favor, mas uma justa contraprestação. Com</p><p>isso, evita-se o aviltamento e a mercantilização da</p><p>advocacia, condições que certamente degradariam o</p><p>cenário jurídico nacional.</p><p>Assim, o profissional que segue as regras e</p><p>preza pelo seu trabalho, e dos demais colegas, deve</p><p>separar a relação profissional da pessoal. Ainda que</p><p>seja um grande amigo, a questão dos honorários deve</p><p>ser enfrentada e esclarecida o quanto antes, a fim de</p><p>evitar contratempos e situações constrangedoras.</p><p>Trabalhar de graça em nada dignifica a atividade do</p><p>advogado, essencial à Justiça, conforme a dicção</p><p>constitucional.</p><p>Um ponto importante é que a cobrança irrisória</p><p>de honorários constitui infração ética justamente pelo</p><p>fato de evitar que se avilte a carreira e possa acarretar</p><p>uma espécie de concorrência desleal.</p><p>Nota-se que a valorização do advogado e a</p><p>demonstração da importância para o Estado</p><p>Democrático de Direito exigem a pactuação de</p><p>honorários dignos, capazes de remunerar dignamente a</p><p>atuação técnica e ética desse profissional.</p><p>Analista - TJBA - Ano: 2014 - Banca: FGV - Disciplina:</p><p>Redação - A OAB, Ordem dos Advogados do Brasil,</p><p>lançou uma campanha nacional, em março de 1999, pela</p><p>ética no exercício da profissão de advogado. Isso ocorreu</p><p>devido ao alto índice de advogados processados por falta</p><p>de ética, valor que chega a 8% do total de 450.000 em</p><p>todo o Brasil. As denúncias vão desde a cobrança de</p><p>honorários excessivamente elevados até a apropriação</p><p>dos créditos aos quais o cliente tem direito. Além das</p><p>denúncias que são relacionadas à falta de ética, também</p><p>não faltam aquelas em que o advogado é processado por</p><p>prejudicar o cliente em razão de não conseguir expor</p><p>seus direitos ao juiz, ou seja, falta de competência</p><p>profissional. Você acha que a campanha lançada pela</p><p>OAB produziu bons frutos? O que mais pode ser feito no</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>81</p><p>combate ao problema? Exponha seu pensamento a</p><p>respeito, em texto de no mínimo 20 e no máximo 30</p><p>linhas, em língua culta, dando especial atenção à</p><p>estrutura do texto e aos argumentos apresentados na</p><p>defesa de sua posição.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>A Constituição brasileira alçou o advogado a</p><p>uma posição de alta relevância para o Estado</p><p>Democrático de Direito. Dessa forma, ele deve exercer</p><p>seu mister com dignidade, ética e zelo, a fim de fazer jus</p><p>à intenção do Constituinte Originário.</p><p>Porém, como ocorre em qualquer profissão,</p><p>sempre existem os maus elementos, que tantos danos</p><p>causam aos clientes e à imagem da carreira. Com os</p><p>advogados não poderia ser diferente, até pelo fato de</p><p>ter havido uma verdadeira explosão no número de</p><p>faculdades e, consequentemente, do percentual de</p><p>aprovados no exame profissional.</p><p>Embora existam diversos casos de advogados</p><p>que não honram a profissão e cometem graves deslizes</p><p>éticos e morais, é preciso ter em mente que eles</p><p>representam uma minoria. Felizmente a OAB, embora</p><p>seja uma instituição de classe, não atuou e tampouco</p><p>atua com um viés negativo do corporativismo, isto é,</p><p>acobertando infrações. Deve ser ressaltado que existe o</p><p>corporativismo positivo, que</p><p>significa a defesa</p><p>intransigente das prerrogativas advocatícias e também</p><p>da valorização do profissional jurídico.</p><p>O combate às irregularidades perpassa,</p><p>necessariamente, pelo fim da impunidade. Assim, mais</p><p>importante que a previsão abstrata de uma sanção, é a</p><p>efetiva aplicação da mesma. Somado a isso, a</p><p>penalidade a ser imposta deve ser proporcional, ou seja,</p><p>infrações mais graves devem ser severamente punidas,</p><p>sob pena de ocorrer um jogo de faz de conta às custas</p><p>do cliente lesado (e, indiretamente, da própria</p><p>sociedade).</p><p>Logicamente que não se pode e nem se deve</p><p>instaurar uma inquisição, ou seja, é preciso oportunizar</p><p>os importantíssimos princípios constitucionais da ampla</p><p>defesa e do contraditório. Também deve ocorrer um</p><p>julgamento imparcial e justo, sob pena de a OAB,</p><p>entidade que goza de prestígio nacional e tem uma luta</p><p>reconhecida no combate às violações aos direitos</p><p>humanos, cometer hipocrisias e ser injusta para com</p><p>membros de seu quadro profissional.</p><p>Assim, as infrações feitas por advogados devem</p><p>ser rigorosamente punidas e, de maneira conjunta, a</p><p>atuação correicional deve ser fortalecida, a fim de gerar</p><p>a persuasão psicológica de não cometimento de</p><p>infrações por parte de profissionais que não honram a</p><p>profissão.</p><p>destruição ou total desagregação de</p><p>suas comunidades. Um ponto importante para</p><p>compreender a cultura indígena é entender a sua</p><p>ligação com a terra, chamado de indigenato.</p><p>Entende-se como indigenato a ligação</p><p>imemorial dos povos indígenas com a terra, haja vista</p><p>ela ser a base de sobrevivência física e cultural,</p><p>independentemente de título dominial devidamente</p><p>registrado em cartório de imóveis. O caso da Raposa</p><p>Serra do Sol envolveu a polêmica demarcação de terras</p><p>indígenas contínuas, o que interferia diretamente no</p><p>interesse de agricultores que expandiram</p><p>indevidamente suas plantações.</p><p>Assim, o conflito envolvia a demarcação das</p><p>terras dos índios, determinação prevista</p><p>constitucionalmente, e a suposta propriedade/posse</p><p>por parte dos agricultores. Somado a isso, estava o</p><p>modelo cultural silvícola e sua relação com terra. Ora,</p><p>uma nação que pretenda realmente ser um Estado</p><p>Democrático de Direito deve respeitar todas as minorias</p><p>e seus aspectos culturais, especialmente quando elas</p><p>possuem um histórico de subjugação e tratamento</p><p>discriminatório.</p><p>Nota-se, portanto, que é dever do Estado e da</p><p>sociedade a proteção cultural das comunidades</p><p>indígenas, assim como a garantia de que elas poderão</p><p>viver de acordo com suas crenças dentro do território</p><p>brasileiro. Além disso, a determinação de demarcação</p><p>de terras indígenas não é uma opção, mas uma</p><p>obrigação estatuída pela Constituição.</p><p>Analistas - Tribunal Regional Eleitoral-SP - Ano: 2013 -</p><p>Banca: FCC - Disciplina: Redação - Ainda que outros</p><p>pensadores, antes e depois dele, tenham refletido sobre</p><p>a mesma questão, não há como negar a relevância do</p><p>pensamento de Montesquieu para a história da</p><p>separação dos poderes. A advertência feita em sua obra</p><p>mais célebre, Do espírito das leis, publicada em 1748,</p><p>perdido se o mesmo homem ou o mesmo corpo dos</p><p>principais, ou dos nobres, ou do povo, exercesse esses</p><p>três poderes: o de fazer leis, o de executar as resoluções</p><p>públicas e o de julgar os crimes ou as divergências dos</p><p>filósofo francês no tempo e no espaço não deve</p><p>constituir obstáculo para que reconheçamos a dívida que</p><p>temos para com suas ideias. Considerando o que se</p><p>afirma acima, redija um texto dissertativo-argumentativo</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>11</p><p>sobre o seguinte tema: A separação dos Poderes no</p><p>Brasil e sua importância para a democracia brasileira.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>É uma noção consagrada em vários regimes</p><p>políticos a existência de três poderes distintos,</p><p>exercendo funções próprias e, eventualmente,</p><p>atividades atípicas. E, para que um real Estado</p><p>Democrático de Direito possa realmente existir, é</p><p>preciso que os três poderes, Judiciário, Executivo e</p><p>Legislativo, atuem independente e harmonicamente.</p><p>O art. 2º da CRFB dispõe que</p><p>Art. 2º São Poderes da União, independentes e</p><p>harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o</p><p>Judiciário.</p><p>Portanto, é uma imposição constitucional (e</p><p>natural) que esses três poderes atuem sem se</p><p>submeterem a influências externas indevidas.</p><p>Obviamente, a atuação deles não pode ser feita de</p><p>maneira desregrada e sem limites, sob pena de</p><p>desvirtuar completamente os motivos pelos quais eles</p><p>existem.</p><p>Para evitar que um poder tenha mais</p><p>preponderância que o outro, existe a chamada teoria</p><p>dos freios e contrapesos. Depreende-se dela que os</p><p>poderes podem atuar livremente, mas cada um exerce</p><p>algum tipo de controle sobre o outro.</p><p>A partir disso, está plenamente justificável que</p><p>o Executivo nomeie membros de tribunais superiores;</p><p>que o Judiciário julgue membros do Legislativo e que o</p><p>Legislativo sabatine os nomeados pelo Executivo para</p><p>os tribunais superiores.</p><p>Acaso algum poder ganhe muita</p><p>preponderância sobre os demais, em realidade,</p><p>ocorrerá o desvirtuamento da Democracia e poderá</p><p>exis</p><p>de legitimidade democrática que esconde um exercício</p><p>abusivo de poder.</p><p>Analista - ALERN - Ano: 2013 - Banca: FCC - Disciplina:</p><p>Redação - Algumas vertentes do conhecimento</p><p>tradicionalmente consideram a cultura branca e europeia</p><p>como a única cultura dinâmica, caracterizada pela</p><p>assimilação e aprimoramento de costumes, crenças e</p><p>valores de outras culturas. As demais, como as indígenas,</p><p>deveriam permanecer isoladas, a fim de preservar sua</p><p>autenticidade. Esquecem-se, assim, de que as trocas</p><p>culturais são um traço característico de alguns povos</p><p>indígenas e que, em determinados momentos da história</p><p>do Brasil, lançar mão da cultura dominante foi</p><p>fundamental para a sobrevivência deles, como é o caso</p><p>dos potiguares. Com base no excerto acima, elabore um</p><p>texto dissertativo-argumentativo sobre: Dinamismo</p><p>cultural e sobrevivência dos povos indígenas.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>A colonização portuguesa no território</p><p>brasileiro foi muito danosa aos indígenas que aqui</p><p>viviam. Doenças, dizimação, estupros e destruição da</p><p>cultura foram alguns efeitos nefastos para esse nicho</p><p>social.</p><p>Houve inúmeras tentativas de aculturação</p><p>deles para que fossem incorporados à cultura branca,</p><p>que seria superior e digna de homens civilizados, em</p><p>contraposição à condição de selvagem praticada pelos</p><p>índios. A cultura de uma sociedade é a soma das</p><p>crenças, tradições, pinturas, manifestações religiosas e</p><p>intervenções artísticas, que denotam uma série de</p><p>condições que tornam homogênea determinada forma</p><p>comportamental.</p><p>Diante dos vários massacres perpetrados pelo</p><p>colonizador português, resumidamente, duas soluções</p><p>apareceram aos silvícolas: ou resistiam, podendo vencer</p><p>ou perder; ou adaptavam seu ambiente cultural para</p><p>absorver a cultura branca. Esse processo, embora</p><p>descaracterizasse o núcleo essencial das manifestações</p><p>dos índios, permitiu que eles sobrevivessem e</p><p>mantivessem alguns pontos culturais ainda vivos.</p><p>Esse sincretismo cultural pode ser visto por dois</p><p>ângulos distintos, isto é, sob a ótica da mistura histórica</p><p>que ajudou e ajuda a enriquecer a historicidade</p><p>nacional e sob uma ótica negativa. Esta decorreria pelo</p><p>fato de as origens de um povo se perderem por conta de</p><p>uma interferência externa que buscou a destruição, e</p><p>não o respeito e integração para com esses habitantes.</p><p>Os efeitos desse dinamismo cultural podem ser</p><p>vistos até hoje, especialmente em costumes e tradições</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>12</p><p>de algumas tribos. As porções territoriais que foram</p><p>colonizadas pela Espanha apresentam esse sincretismo</p><p>em uma forma muito mais visível, chegando ao ponto</p><p>de existir imagens de santos com traços indígenas.</p><p>Nota-se, portanto, que a dinamização da</p><p>cultura de povos distintos foi um fator de dominação</p><p>dos portugueses e um modo de sobrevivência dos</p><p>índios. Embora isso seja visto como um critério que</p><p>enriqueceu a história brasileira, tal processo foi fruto de</p><p>muito sofrimento dos subjugados.</p><p>Advogado - COFEN - Conselho Federal de Enfermagem -</p><p>Ano: 2011 - Banca: CONSULPLAN - Disciplina: Redação -</p><p>reitos fundamentais</p><p>inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção</p><p>integral de que trata esta Lei, assegurando-se-lhe, por lei</p><p>ou por outros meios, todas as oportunidades e</p><p>facilidades, para preservação de sua saúde física e</p><p>mental e seu aperfeiçoamento moral, intelectual,</p><p>espiritual e social, em condições de liberdade e</p><p>Lei n.º 0741, de 1º de</p><p>outubro de 2003) - Com base na leitura dos textos</p><p>motivadores, redija um texto dissertativo-argumentativo</p><p>sobre o tema: O idoso no exercício da cidadania.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>A atual Constituição prevê inúmeros</p><p>dispositivos que visam proteger a população idosa, de</p><p>modo a garantir a concretização do importantíssimo</p><p>princípio da dignidade humana para esse nicho social.</p><p>Uma sociedade que pretende viver realmente</p><p>em um Estado Democrático de Direito e concretizar o</p><p>objetivo de construir uma nação livre, justa e solidária</p><p>deve criar mecanismos jurídicos e sociais de inserção e</p><p>proteção ao idoso. Esse segmento da sociedade deu</p><p>uma importante contribuição para a construção e</p><p>consolidação da mesma. Assim, é uma verdadeira</p><p>obrigação moral que essa mesma sociedade possa</p><p>permitir o adequado descanso com dignidade.</p><p>Além disso, a experiência de vida deles deve ser</p><p>levada em consideração, especialmente pelo fato de</p><p>poderem transmitir aos mais jovens seu cabedal de</p><p>conhecimentos. Não é a toa que diversos empregadores</p><p>contratam idosos para enriquecer o ambiente</p><p>profissional e permitir o enriquecimento de todos,</p><p>inclusive com o mais jovens também ensinando aos</p><p>cidadãos de mais idade.</p><p>É dever do Estado criar mecanismos que</p><p>garantam a isonomia material dos setores sociais mais</p><p>vulneráveis e, inegavelmente, o idoso se encontra nessa</p><p>situação. As necessidades de saúde, transporte, convívio</p><p>com terceiros e os aparelhos urbanos demonstram que</p><p>a incidência de problemas é maior para eles do que</p><p>para os mais jovens.</p><p>O Estatuto do Idoso é um poderoso instrumento</p><p>jurídico para inserir e criar formas de prevenção e</p><p>repressão às condutas danosas à terceira idade. Essa lei</p><p>é uma forma essencial para igualar cidadãos que estão</p><p>em condição de desigualdade dentro do contexto social.</p><p>Nota-se, portanto, que para o bom convívio</p><p>social é de fundamental importância à inserção dos</p><p>idosos no tecido social, contribuindo para o adequado</p><p>exercício da cidadania.</p><p>Analistas - Tribunal Regional Eleitoral-GO - Ano: 2008 -</p><p>Banca: CESPE - Disciplina: Redação - As alterações nas</p><p>relações entre a administração pública e seus usuários</p><p>são decorrentes, em geral, da crise gerada pelo</p><p>atendimento deficiente ao cidadão. Os usuários de</p><p>serviços públicos, além de mostrarem um nível elevado</p><p>de insatisfação com a qualidade do atendimento,</p><p>passaram a exigir, cadavez mais, a prestação de serviços</p><p>de qualidade. Considerando que o texto acima tem</p><p>caráter unicamente motivador, redija um texto</p><p>dissertativo acerca do seguinte tema. O usuário dos</p><p>serviços públicos: contribuinte e cidadão. Ao elaborar</p><p>seu texto, aborde, necessariamente, os seguintes</p><p>aspectos: 1- a ineficiência e a ineficácia do atendimento</p><p>ao público em geral; 2- a contribuição da tecnologia para</p><p>a melhoria dos padrões de acesso, disponibilização e</p><p>fornecimento dos serviços públicos; 3- transparência e</p><p>controle da administração pública, e a participação direta</p><p>dos cidadãos nos processos decisórios.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>Com a mais recente reforma do Estado</p><p>empreendida, principalmente com a inclusão do</p><p>importantíssimo princípio da eficiência na Constituição,</p><p>procurou-se deslocar o foco de atuação da</p><p>Administração Pública. Dessa forma, ao invés de haver</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>13</p><p>uma visão puramente interna, com foco nos processos,</p><p>pelo mais moderno paradigma de gestão, o foco passou</p><p>a ser no cliente, isto é, no cidadão/contribuinte.</p><p>É uma triste tradição nacional as reclamações</p><p>dos usuários de serviços públicos acerca do atendimento</p><p>e do próprio serviço em si. Funcionários desinteressados</p><p>ou deselegantes, longo tempo de espera, atendimento</p><p>desumanizado, demora nas respostas ou total ausência</p><p>das mesmas...</p><p>As reclamações são inúmeras, mas todas elas</p><p>acabam por desaguar na ineficiência e ineficácia do</p><p>atendimento. Para sanar isso, a visão gerencial procura</p><p>incutir uma oxigenação na gestão, especialmente no</p><p>primeiro contato com o cliente, haja vista a importância</p><p>de deixar uma boa primeira impressão.</p><p>Para que a readequação do atendimento seja</p><p>feito, é preciso que o pessoal que atue nessa área seja</p><p>devidamente treinado e utilize métodos e</p><p>equipamentos avançados. Com isso, permite-se que os</p><p>resultados pretendidos pelos usuários e a forma de</p><p>atuação dos servidores ocorram da maneira mais eficaz</p><p>esperada.</p><p>Pode ser citado como um bom exemplo a</p><p>utilização da informática, pois ela permite a</p><p>implantação de sistemas de trabalho eficientes, que</p><p>auxiliam os responsáveis a darem respostas às</p><p>demandas dos cidadãos com celeridade.</p><p>Outro fator importante que ajuda no</p><p>aprimoramento do atendimento e da própria prestação</p><p>do serviço público é a transparência. Métodos de</p><p>controle interno (novamente verificamos a</p><p>fundamentalidade da informática) e externo são</p><p>imprescindíveis para sanar problemáticas, detectar</p><p>irregularidades e modificar processos de atuação.</p><p>Somado a isso, a possibilidade de os usuários</p><p>serem chamados a participar da administração, tendo</p><p>voz e/ou voto na tomada de decisões é um fator que</p><p>ajuda a aprimorar o serviço. Afinal, o principal</p><p>conhecedor das deficiências é o usuário e nada melhor</p><p>que ele possa opinar e influenciar nas ações que possam</p><p>afetá-lo.</p><p>Percebe-se, portanto, que para o</p><p>aprimoramento do atendimento e do serviço prestado</p><p>mostra-se premente a confluência de algumas variáveis.</p><p>Porém, a principal é permitir que o usuário possa</p><p>participar e opinar nos principais processos e decisões</p><p>que serão empreendidas ou que estão sendo postas em</p><p>prática.</p><p>Analista - TRT18 - Ano: 2013 - Banca: FCC - Disciplina:</p><p>Redação - Asilo político: abrigo concedido por um país ou</p><p>por sua legação a um estrangeiro perseguido, por motivo</p><p>político, pelo seu Estado. (Maria Helena Diniz. Dicionário</p><p>jurídico universitário. São Paulo: Saraiva, 3. ed., 2011, p.</p><p>54). Pode-se dizer que, desde tempos imemoriais, o asilo</p><p>político é um direito. O Brasil, país que aceita a</p><p>concessão de asilo político, passa por muitos</p><p>questionamentos acerca dos interesses advindos das</p><p>concessões aos solicitantes. Há casos em que o Estado,</p><p>de prontidão, se sensibiliza e confere o beneficio.</p><p>Todavia, em outros casos, o Brasil se nega a conceder ao</p><p>solicitante o asilo político. (Adaptado de:</p><p>http://jus.com.br/revista/texto/14997/concessao-de-</p><p>asilo-politico-no-brasil). Considerando o que está</p><p>transcrito acima, redija um texto dissertativo-</p><p>argumentativo, posicionando-se a respeito do tema: A</p><p>concessão de asilo político no Brasil .</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>O asilo é um instituto que possui nítido caráter</p><p>humanitário por conta de uma perseguição política</p><p>(decorrente, por exemplo, de fatores étnicos, religiosos</p><p>ou sociais) em um dado país contra uma pessoa.</p><p>O Brasil possui uma tradição de conceder asilo</p><p>político, até mesmo em períodos mais autoritários.</p><p>Logicamente, o fluxo de concessão quando há pouca</p><p>Democracia é menor. Porém, devido à magnitude das</p><p>consequências no plano internacional (e também</p><p>interno), o Estado concessor deve analisar</p><p>pormenorizadamente a temática. Um ponto importante</p><p>é evitar uma possível confusão entre asilo e a questão</p><p>dos direitos dos refugiados.</p><p>Eventualmente é possível haver a junção de</p><p>ambos em uma mesma pessoa, isto é, um refugiado</p><p>pode pleitear asilo político. Mas deve ser compreendido</p><p>que os refugiados consistem em fluxos de populações</p><p>deslocadas, por exemplo, em função de uma guerra</p><p>civil.</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>14</p><p>Ao ser concedido o asilo, o Brasil confere a</p><p>proteção da soberania a um estrangeiro, ou seja,</p><p>reconhece que o Estado de origem o perseguiu não por</p><p>questões criminais, mas apenas por uma divergência</p><p>ideológica. Com isso, é bem provável que surjam</p><p>conturbações nas relações internacionais,</p><p>especialmente na seara econômica e nos organismos</p><p>multilaterais.</p><p>A posição ideológica do governo supostamente</p><p>perseguidor pode ser um fator a influenciar a análise do</p><p>Brasil. O famoso caso dos boxeadores cubanos</p><p>que</p><p>foram enviados a Cuba é um exemplo. O governo</p><p>brasileiro é simpático ao governo cubano e, por tal</p><p>razão, os pronunciamentos contra as violações de</p><p>direitos humanos naquele país são bem escassas.</p><p>Nota-se, portanto, que o asilo político, embora</p><p>tenha um viés humanitário, em nosso país acaba,</p><p>infelizmente, sendo analisado por conta de</p><p>posicionamentos do governante. Essa forma de agir é</p><p>inadequada, já que o humanitarismo deve ser</p><p>independente de paixões políticas e ideológicas.</p><p>Analistas - TRT24 - Ano: 2011 - Banca: FCC - Disciplina:</p><p>Redação - Atente para as seguintes afirmações: 1. A</p><p>liberdade de imprensa é, indiscutivelmente, um</p><p>pressuposto para o exercício da democracia. 2.</p><p>Eventualmente, em nome da liberdade de imprensa, o</p><p>sensacionalismo de certas práticas jornalísticas</p><p>desrespeita outros direitos e compromete a essência</p><p>mesma dos princípios democráticos. Redija um texto</p><p>dissertativo-argumentativo sobre o tema "A liberdade de</p><p>imprensa", posicionando-se em relação às afirmativas</p><p>acima.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>A liberdade de imprensa é um dos pilares mais</p><p>básicos e estruturantes de um Estado Democrático de</p><p>Direito, podendo ser enxergada como um dos prismas</p><p>do importante princípio da moralidade.</p><p>Uma imprensa livre, ou seja, que possa atuar,</p><p>investigar e produzir conteúdo sem interferências</p><p>indevidas permite que uma nação se desenvolva,</p><p>especialmente no plano social. Ele fica mais</p><p>desenvolvido pelo fato de ser possível investigar e</p><p>denunciar as mazelas do país, bem como práticas</p><p>corruptas perpetradas por agentes públicos e</p><p>particulares.</p><p>São recorrentes as denúncias sobre fraudes em</p><p>licitação, políticos envolvidos em atos corruptos ou</p><p>particulares que tentam subornar agentes públicos.</p><p>Apenas uma imprensa livre e com ampla margem de</p><p>atuação pode investigar o governo, independentemente</p><p>da força política que esteja no poder.</p><p>Porém, em que pese ser fundamental uma</p><p>ampla liberdade, um direito fundamental (liberdade de</p><p>imprensa) não pode ser usado para a prática de</p><p>atividades nocivas. Portanto, ampla liberdade não é o</p><p>mesmo que ausência de controle. Desta forma, a</p><p>privacidade, intimidade e a honra das pessoas não</p><p>podem ser difamadas ou atacadas com base no fato de</p><p>a imprensa ser livre.</p><p>Direitos individuais não podem ser usados</p><p>como escudo para práticas ilícitas. Assim, uma notícia</p><p>sensacionalista ou que distorça completamente os fatos</p><p>não pode ser veiculada e, caso seja, mostra-se plausível</p><p>que o(s) ofendido(s) pleiteiem reparações morais e</p><p>materiais.</p><p>Deve-se sempre ter em mente que não existem</p><p>direitos absolutos no ordenamento jurídico pátrio. Ora,</p><p>se nem o próprio direito à vida é absoluto, haja vista a</p><p>possibilidade de pena de morte em caso de guerra</p><p>declarada, os demais direitos também podem sofrer</p><p>restrições, desde que seja mantido o núcleo essencial do</p><p>mesmo.</p><p>Percebe-se, portanto, que uma imprensa livre e</p><p>sem amarras governamentais é essencial à nação.</p><p>Através dela o cidadão pode saber as entranhas da</p><p>sociedade e do governo, de modo a facilitar o controle</p><p>social da coisa pública que, no fundo, representa a</p><p>própria Democracia.</p><p>Analistas - ANATEL - Ano: 2012 - Banca: CESPE -</p><p>Disciplina: Redação - Atualmente, há muita discussão</p><p>acerca da ética na administração pública, seja em</p><p>debates acadêmicos e políticos, seja em conversas</p><p>informais entre amigos, familiares etc. Sabe-se que a</p><p>ação ética no convívio social propicia mais segurança e</p><p>confiança nas relações interpessoais, o mesmo</p><p>ocorrendo nas organizações públicas. Desse modo,</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>15</p><p>espera-se que os servidores públicos sempre primem</p><p>pela ética, fazendo de seus cargos instrumentos de luta</p><p>pelo bem comum. Considerando que o texto acima tem</p><p>caráter unicamente motivador, redija um texto que</p><p>responda ao seguinte questionamento: Como a situação,</p><p>os fins e os meios de uma conduta humana podem</p><p>caracterizar uma conduta ética na administração</p><p>pública? Atenção: na avaliação da sua resposta, será</p><p>atribuído até 1,50 ponto para cada um dos aspectos:</p><p>situação, fins, meios.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>Para uma compreensão básica sobre a ética, é</p><p>importante analisar três verbos: querer, poder e dever.</p><p>Se houver três respostas positivas, com honestidade</p><p>intelectual, é que será possível concluir se uma</p><p>determinada conduta obedece aos ditames éticos.</p><p>O servidor público, especialmente aqueles que</p><p>lidam com questões mais sensíveis para a</p><p>Administração Pública e sociedade, será submetido a</p><p>constantes situações que o desafiarão no plano da</p><p>ética. Ao analisar, por exemplo, as necessidades do</p><p>povo e os tipos de medida a serem tomadas, as</p><p>interferências indevidas podem tentar marcar presença.</p><p>Em seguida, ao analisar a problemática, será</p><p>preciso averiguar qual a melhor forma de proceder.</p><p>Frise-se que essa forma deve ser feita sem a intenção de</p><p>beneficiar um particular em específico, isto é, a solução</p><p>deve ser legal, justa e moral. Afinal, o ordenamento</p><p>jurídico pátrio veda e pune severamente os desvios de</p><p>finalidade perpetrados pelos agentes públicos, ainda</p><p>que o resultado obtido seja o mais adequado.</p><p>Os fins da conduta dos funcionários da</p><p>Administração também devem observar o primado da</p><p>ética. É de ser ressaltado que um fim pode cumprir o</p><p>interesse público e, concomitantemente, beneficiar</p><p>intencionalmente terceiros indevidamente. Portanto, os</p><p>processos de controle e investigação da atuação</p><p>administrativa devem ser muito rígidos, a fim de</p><p>prevenir e reprimir os desvios éticos, que podem ser</p><p>cometidos por falha de caráter do agente ou por</p><p>intromissões mesquinhas de particulares.</p><p>Nota-se, portanto, que a ética testará a retidão</p><p>do servidor na situação que lhe for apresentada e na</p><p>escolha dos meios para concretizar a finalidade</p><p>pretendida. Ressalte-se que diversas pesquisas dos</p><p>órgãos de controle administrativos apontam que a</p><p>imensa maioria dos servidores porta-se dentro dos</p><p>parâmetros éticos.</p><p>Com isso, percebe-se que os desvios éticos são</p><p>cometidos por uma minoria que realmente merece ser</p><p>expurgada da esfera pública.</p><p>Analista - ALERN - Ano: 2013 - Banca: FCC - Disciplina:</p><p>Redação - Cada vez mais a preservação de um bem do</p><p>patrimônio cultural imaterial* está associada à</p><p>importância da diversidade. Com o advento da</p><p>globalização, a sobrevivência desse patrimônio tem sido</p><p>relegada a segundo plano. * Patrimônio cultural imaterial</p><p>são as práticas, representações, expressões,</p><p>conhecimentos e técnicas que as comunidades</p><p>reconhecem como parte integrante de seu patrimônio</p><p>cultural, segundo a UNESCO. (Adaptado: Silvio Pinto</p><p>Ferreira Junior. Disponível em:</p><p>http://www.diversitas.fflch.usp.br/files/globalizacao).</p><p>Considerando o que está transcrito acima, redija um</p><p>texto dissertativo-argumentativo sobre o seguinte tema:</p><p>A preservação do patrimônio cultural imaterial nos dias</p><p>atuais.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>Um dos efeitos nefastos da globalização é a</p><p>padronização da cultura, especialmente no que tange</p><p>ao consumo. Assim, a identidade cultural dos povos</p><p>acaba sofrendo um processo de homogeneização.</p><p>É interessante o fato de que essa noção</p><p>homogeneizadora fez gerar um movimento contrário</p><p>que tem a intenção de manter com vida determinadas</p><p>práticas culturais, isto é, do patrimônio imaterial.</p><p>Portanto, as manifestações culturais específicas</p><p>ganharam robustez e são, consciente ou</p><p>Esta é um movimento inevitável e impossível de ser</p><p>destruído na sociedade cada vez mais global. Porém, é</p><p>possível colocar freios e contrapesos, de modo a</p><p>garantir uma convivência saudável entre o novo e as</p><p>tradições.</p><p>É primordial para uma sociedade a preservação</p><p>do seu patrimônio histórico e cultural, que não se</p><p>Questões Discursivas -</p><p>www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>16</p><p>resume a ruínas ou prédios, mas também às crenças,</p><p>cantigas, rituais e demais tipos de manifestações</p><p>típicas. Esse conjunto concreto e abstrato são os</p><p>elementos fundamentais para o estudo e compreensão</p><p>das expressões e intervenções de um determinado povo.</p><p>Revela-se imperiosa a proteção ao patrimônio</p><p>de um povo, função que deve ser exercida pelo Estado e</p><p>pela sociedade, já que esta é a principal destinatária da</p><p>conservação. Além de despertar o interesse pela</p><p>cultura, a manutenção da memória coletiva de um povo</p><p>permite que as pessoas, e também os turistas, possam</p><p>compreender, ainda que muito localizadamente, os</p><p>contornos históricos e as consequências geradas.</p><p>Nota-se, portanto, que as expressões,</p><p>especialmente pela ótica da imaterialidade, culturais</p><p>são importantíssimas para que a globalização não</p><p>destrua as especificidades dos povos. Além disso, ajuda</p><p>a compreender os processos de formação e construção</p><p>da sociedade.</p><p>Analistas - Tribunal Regional Eleitoral-RN - Ano: 2011 -</p><p>Banca: FCC - Disciplina: Redação - Capazes de aproximar</p><p>candidatos e eleitores e promover debates engajados em</p><p>tempo real, as novas tecnologias da comunicação</p><p>impõem desafios imprevisíveis e de difícil solução ao</p><p>Tribunal Superior Eleitoral, como o de fiscalizar a</p><p>se veicula na internet. Discuta, em um texto dissertativo-</p><p>argumentativo, a utilização das novas mídias durante o</p><p>período eleitoral.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>Com o desenvolvimento espetacular das</p><p>telecomunicações e a crescente disseminação do acesso</p><p>à Internet, as novas mídias, notadamente as redes</p><p>sociais, ganharam uma força incrível. A popularização</p><p>dos celulares e dos computadores ajudou a dar uma</p><p>amplitude imensa para as novas mídias, especialmente</p><p>em período eleitoral.</p><p>Um ponto importante é que o período eleitoral</p><p>costuma ser uma época de maiores conturbações sociais</p><p>e emocionais. As polarizações políticas crescem, os</p><p>enfrentamentos, reais e virtuais, ganham contornos</p><p>novelescos, difamações e notícias falsas ou distorcidas</p><p>pululam. E as novas mídias acabam sendo o</p><p>instrumento para facilitar a propagação dessas práticas</p><p>nefastas.</p><p>Porém, como toda tecnologia e inovação, há o</p><p>lado bom e o lado ruim. O lado bom, por sua vez, é a</p><p>possibilidade de uma maior interação entre os</p><p>candidatos e os eleitores.</p><p>Além disso, fica relativamente mais acessível o</p><p>controle sobre as informações prestadas pelos</p><p>candidatos e a avaliação da exequibilidade das</p><p>propostas. Dessa forma, os candidatos-milagreiros</p><p>podem ser rapidamente desmascarados por mentirem,</p><p>distorcerem ou prometerem algo impossível de ser</p><p>concretizado.</p><p>Outra questão importante é que candidatos ou</p><p>partidos com pouca expressão ou parca disponibilidade</p><p>financeira podem ganhar popularidade (e também</p><p>votos). Não é a toa que os partidos e candidatos estão</p><p>dando muito mais atenção (e gastando mais) para as</p><p>redes sociais, por exemplo.</p><p>Não são raros os casos de políticos que tiveram</p><p>um aumento expressivo na votação por conta da</p><p>atuação em redes sociais, especialmente quando</p><p>divulgam seus projetos, ideias e propostas para o país, o</p><p>estado ou o município. Além disso, muitos políticos, que</p><p>foram eleitos ou não, perceberam que o contato com o</p><p>cidadão deve ser constante, de modo a viabilizar um</p><p>canal para ouvir os reclamos, sugestões e críticas das</p><p>pessoas.</p><p>Portanto, as novas mídias são uma ferramenta</p><p>que ajudam a aperfeiçoar o Estado Democrático de</p><p>Direito e a aproximar o processo eleitoral do cidadão.</p><p>Mas os abusos cometidos, por eleitores ou políticos,</p><p>devem ser severamente coibidos, pois uma boa ideia</p><p>não pode ser usada como instrumento para práticas</p><p>delituosas e que, no final das contas, atrapalha a</p><p>própria Democracia brasileira.</p><p>Analistas - TRT11 - Ano: 2012 - Banca: FCC - Disciplina:</p><p>Redação - Cientistas sociais dos EUA chegaram a algumas</p><p>conclusões sobre como as pessoas reagem em situações</p><p>de catástrofes e emergências naquele país. A primeira</p><p>delas é que, ao contrário do que sugere o senso comum,</p><p>vítimas costumam reagir com racionalidade aos</p><p>acontecimentos. Pânico contagiante, fuga em massa,</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>17</p><p>saques, ainda que possam ocorrer de forma esporádica,</p><p>constituem o que autores como Enrico Quarantelli e</p><p>Henry Fisher chamam de "mitolologia do desastre".</p><p>Emergências, dizem, tendem a despertar o altruísmo das</p><p>pessoas, não o lobo que existe dentro de cada um de</p><p>nós. (Adap. de Hélio Schwartsman. Folha de S.Paulo.</p><p>Opinião. sábado, 15 de janeiro de 2011, p. 2) Redija uma</p><p>dissertação acerca do papel da mídia na criação e</p><p>perpetuação de mitos. Utilize argumentos que revelem</p><p>coerência e espírito crítico no tratamento do tema.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>A mídia, inegavelmente, é detentora de um</p><p>grande poder, que pode ser usado para o bem ou para o</p><p>mal. Ela pode, por exemplo, denunciar esquemas de</p><p>corrupção, informar as pessoas sobre um</p><p>acontecimento mundial ou localmente relevante. Mas</p><p>também pode servir como forma de alienação e, dentro</p><p>desse nicho, podemos encontrar a criação e</p><p>perpetuação de mitos.</p><p>Muitos alegam que a mídia seria o chamado</p><p>no seio social, equiparar-se-ia aos clássicos três</p><p>poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário. O mito</p><p>criado pode servir a propósitos políticos e econômicos,</p><p>permitindo, com isso, o controle de uma população ou</p><p>de um país através do medo e/ou paranoia.</p><p>Em regimes totalitários, histórias ou dirigentes</p><p>míticos revelam-se uma excelente forma de</p><p>permanência no poder, especialmente quando a mídia</p><p>os perpetua, ainda que de maneira sutil. Matérias</p><p>jornalísticas, livros, canções, filmes ou propagandas</p><p>espalhadas pelos veículos da imprensa, ainda que com</p><p>roupagem de isenção, auxiliam na perenização de um</p><p>ídolo ou de uma história.</p><p>Algo mítico ou lendário acaba por servir a um</p><p>propósito: unificar ou reunir diversas pessoas em torno</p><p>de algum ou alguns interesses tidos como essenciais em</p><p>um nicho social. Desta forma, mantém-se a coesão</p><p>social e política. Especialmente se o mito tiver caráter</p><p>intergeracional, isto é, perpetuar-se de geração após</p><p>geração, formando, assim, a mente de todos.</p><p>Depois que se gera conscientemente algo que</p><p>passa a ser inconscientemente coletivo na população,</p><p>torna-se extremamente complicado conseguir</p><p>natural como respirar ou ingerir alimentos.</p><p>É possível visualizar que a mídia pode exercer, e</p><p>geralmente o faz, um papel crucial em questões míticas,</p><p>seja em sua criação ou na destruição do que até então</p><p>era tido por mito e deixou de ser.</p><p>Analista - ANTT - Ano: 2013 - Banca: CESPE - Disciplina:</p><p>Redação - Considerando que o fragmento de texto acima</p><p>tem caráter unicamente motivador, redija um texto</p><p>dissertativo acerca do seguinte tema: EXCELÊNCIA NOS</p><p>SERVIÇOS PÚBLICOS: O DESAFIO DO TEMPO PRESENTE.</p><p>Ao elaborar seu texto, aborde, necessariamente, os</p><p>seguintes aspectos: 1- as demandas da sociedade; [valor:</p><p>6,00 pontos] 2- as funções essenciais da administração</p><p>pública; [valor: 7,00 pontos] 3- o papel da administração</p><p>pública no fortalecimento da cidadania. [valor: 6,00</p><p>pontos]</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>A Emenda Constitucional 45, promulgada no</p><p>ano de 2004, alçou a princípio constitucional a eficiência</p><p>na Administração Pública. Assim, o poder público deve</p><p>realizar o melhor serviço pelos meios menos custosos.</p><p>A sociedade brasileira historicamente</p><p>enfrentou (e em muitos casos ainda enfrenta) uma</p><p>máquina administrativa extremamente burocrática,</p><p>ineficiente e lenta. Essas tristes características</p><p>demonstravam que o Estado funcionava não para servir</p><p>ao público, mas a si mesmo. Com isso, foram e são</p><p>inúmeras as queixas acerca da prestação de serviços</p><p>públicos.</p><p>É função basilar do Estado permitir que sua</p><p>população possa viver dignamente, isto é, ele existe</p><p>para proporcionar o bem geral. Para que isso ocorra, é</p><p>imperioso que seus órgãos e entidades estruturadores</p><p>funcionem eficazmente. Assim, é função essencial da</p><p>Administração o exercício correto e hábil da</p><p>incumbência imposta constitucional ou legalmente. Por</p><p>exemplo, as entidades previdenciárias devem realizar</p><p>um bom atendimento ao seu público e empreender a</p><p>análise dos pleitos dos interessados em tempo razoável.</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>18</p><p>Com o fortalecimento da estrutura pública</p><p>brasileira é que os objetivos e princípios insculpidos na</p><p>atual Constituição poderão começar a ser melhor</p><p>concretizados e, assim, efetivar uma forte</p><p>transformação social. Nada mais pernicioso que um</p><p>cidadão ter direito a algo e, por conta da ineficiência</p><p>reinante, as entidades estatais negarem-no. Algumas</p><p>consequências podem advir disso: a frustração da</p><p>pessoa para com o Estado; a necessidade de busca do</p><p>Judiciário para a concessão do direito pleiteado e a</p><p>demonstração do péssimo funcionamento dos órgãos e</p><p>entes.</p><p>Nota-se, portanto, que investir no bom</p><p>funcionamento do serviço público não é gasto, mas</p><p>retorno para a sociedade e, direta e indiretamente, ao</p><p>Estado. Cidadãos que podem contar com os serviços</p><p>públicos conferem maior legitimidade para um</p><p>verdadeiro Estado Democrático de Direito.</p><p>Analistas - TRT2 - Ano: 2008 - Banca: FCC - Disciplina:</p><p>Redação - Desculparia de bom grado em nosso povo a</p><p>tendência para não admitir como modelo e regra de</p><p>perfeição moral senão os próprios usos e costumes, pois</p><p>é defeito generalizado, não somente no homem comum</p><p>como em quase todos os homens, reconhecer e seguir</p><p>apenas o que se praticou desde o berço. (Montaigne) 2.</p><p>Aproveite as idéias desse texto para desenvolver uma</p><p>dissertação, na qual você exporá seu ponto de vista</p><p>acerca do seguinte tema: A transitoriedade das leis</p><p>atende ao permanente senso de justiça.</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>O processo de elaboração de uma lei deve(ria)</p><p>ser feito tomando por base, além das disposições</p><p>constitucionais vigentes e a principiologia inerente, a</p><p>dinâmica social presente. Além disso, o legislador deve</p><p>tentar antever algumas consequências no futuro, ainda</p><p>que distante.</p><p>É natural que uma sociedade, com o passar do</p><p>tempo, modifique seu pensamento valorativo sobre</p><p>alguns temas, isto é, práticas e costumes que eram tidas</p><p>por natural em algum contexto histórico podem vir</p><p>deixar de ser vista</p><p>é a questão da união homoafetiva, pois, embora ainda</p><p>existam nichos sociais que repudiem essa entidade</p><p>familiar, atualmente é algo reiterado no seio social e</p><p>que não pode ser deixado de lado pelo Direito.</p><p>Desta forma, nota-se que a dinâmica social e os</p><p>valores morais minimamente consagrados são mais</p><p>Por isso, não é incomum os casos em que leis que</p><p>regulam um determinado aspecto sejam</p><p>constantemente modificadas ou revogadas. Isso ocorre</p><p>porque as variáveis que atuam no caso podem sofrer</p><p>modificações ou então aparecerem novas</p><p>intercorrências por conta, por exemplo, do avanço</p><p>tecnológico.</p><p>É uma ilusão acreditar que uma lei será</p><p>eternamente imodificável ou irrevogável. As pessoas,</p><p>legisladores, agentes políticos e magistrados mudam,</p><p>bem como as necessidades sociais elencam rol de</p><p>prioridades em determinados períodos. Com isso, a fim</p><p>de evitar que a Constituição e as normas tornem-se</p><p>meros proclamadores de boas intenções, nada mais</p><p>natural que haja um viés transitório legal.</p><p>Percebe-se, então, que o caráter de</p><p>transitoriedade das leis é essencial para acompanhar as</p><p>transformações por que passa o nicho social e, dessa</p><p>forma, atende-se plena e eficazmente ao senso de</p><p>justiça que tanto se busca com o Direito.</p><p>Consultor Legislativo - Câmara dos Deputados - Ano:</p><p>2014 - Banca: CESPE - Disciplina: Redação - É inegável</p><p>que, em um país em que subsistem profundas</p><p>desigualdades, é essencial que o Estado promova</p><p>processos de inclusão. É de sua obrigação criar</p><p>oportunidades também àqueles que, por diferentes</p><p>motivos, não conseguem se aproximar do ideal de</p><p>igualdade preconizado pela Constituição e são</p><p>condenados a permanecer nos estamentos periféricos da</p><p>sociedade. Exatamente neste ponto cabe uma ressalva</p><p>com relação à decisão do STF: não apenas a população</p><p>negra seria credora de políticas públicas compensatórias,</p><p>devendo ser incluídos nesse rol outros segmentos, como</p><p>o dos indígenas. Sob este prisma, mais importante nos</p><p>parece ser a adoção de medidas para reduzir as</p><p>profundas disparidades sociais que segregam milhões de</p><p>brasileiros, impedindo-os de ter acesso a uma vida digna,</p><p>aí incluída não apenas a dos afrodescendentes. A</p><p>universidade, não há como negar, é um símbolo de</p><p>status e porta de entrada para descortinar a perspectiva</p><p>Questões Discursivas - www.questoesdiscursivas.com.br</p><p>E-Book comprado por Jorge Oliveira Linhares Arruda - Proibida a transferência a terceiros</p><p>19</p><p>de uma vida socialmente diferenciada. Condição que, por</p><p>princípio, é um direito de todos. Entretanto, é</p><p>necessário que busquemos nas origens da desigualdade</p><p>outros fatores que nos levam obrigatoriamente a</p><p>relativizar a ênfase na questão racial do modelo</p><p>brasileiro. E o mais importante desses fatores está</p><p>exatamente no campo da educação pública. Sabemos</p><p>todos o quanto é ainda sofrível a qualidade do ensino</p><p>público no Brasil testes internacionais de leitura e</p><p>matemática evidenciam nosso atraso no setor. Tais</p><p>problemas não atingem exclusivamente as crianças e</p><p>jovens negros ou pardos, mas também os alunos brancos</p><p>que, em razão de sua condição socioeconômica, são</p><p>igualmente excluídos da oportunidade de frequentar o</p><p>ensino básico privado, que oferece educação de melhor</p><p>qualidade. Independentemente da origem étnica, o filtro</p><p>que os impede de ingressar nas universidades públicas,</p><p>muitas delas excelentes consequentemente mais</p><p>concorridas e mais exigentes nos processos de seleção</p><p>, se concentra no baixo nível educacional da escola</p><p>pública. O simples critério racial tende a provocar uma</p><p>perigosa distorção. Diferencia os brasileiros pela cor da</p><p>pele, e não pelos méritos do conhecimento acumulado</p><p>nos bancos escolares. A cota racial só disfarça o</p><p>problema. In: Gazeta do Povo, Editorial, Caderno</p><p>Opinião, 28/4/2012, p. 2. Internet:</p><p><www.gazetadopovo.com.br/opinião> (com</p><p>adaptações). Considerando que o fragmento de texto</p><p>acima tem caráter unicamente motivador, redija discurso</p><p>a ser proferido no Plenário da Câmara dos Deputados,</p><p>contra o uso das cotas raciais como mecanismo de justiça</p><p>social. Ao elaborar seu texto, aborde, necessariamente,</p><p>os seguintes aspectos: 1- impropriedade do discurso</p><p>racial no Brasil do século XXI; [valor: 7,00 pontos] 2-</p><p>sistema de cotas: injustiça camuflada de justiça; [valor:</p><p>6,00 pontos] 3- dificuldades fáticas para a</p><p>implementação do sistema de cotas raciais no Brasil;</p><p>[valor: 6,00 pontos] 4- exacerbação do racismo e</p><p>estigmatização dos cotistas; [valor: 6,00 pontos] 5-</p><p>desprezo ao sistema da meritocracia e problemas dele</p><p>decorrentes; [valor: 6,00 pontos] 6- ineficácia das</p><p>políticas focalizadas e persistência das desigualdades</p><p>socioeconômicas. [valor: 6,00 pontos]</p><p>Sugestão de resposta:</p><p>A política de reserva de vagas nas</p><p>universidades com base em critérios raciais é</p><p>extremamente polêmica, gerando discussões e debates</p><p>nos mais variados setores sociais. O mundo acadêmico,</p><p>digladiam-se em dois polos opostos: os que são a favor</p><p>dessas medidas e os que são contra.</p><p>Embora o STF já tenha decidido que a reserva</p><p>de vagas com base em critérios raciais não violaria a</p><p>isonomia, é fundamental que o</p>

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